quinta-feira, 2 de novembro de 2006

Um Poema

O Amor é como a Primavera
Não dura mais de três meses

"um caloiro de tuna"

quarta-feira, 1 de novembro de 2006

Dèjà Vu

"Que es eso?"
"Una Tortuga Negra"
"Esta muerta?"
"No! Està presa en los troncos del arbol. Quita-la"
"Para que?"
"Quita-la con el remo."
"Esta muerta!"
"Esta viva. Que si mueve, pero no consiegue salir"
"Esta muerta!"
"Esta viva."
O descrente atira àgua para cima da carapaça
"Se mueve"
"No"
O crente debruça-se e levanta as ramagens com as pròprias mäos. A tartaruga està livre, e em liberdade.
Parecia mesmo aquela tarde com o Toze e o Senhor do Vale e a gaivota morta no lago da Cordoaria.

Antes de Morrer, ainda Quero Ver na Vinicultuna - II

- A apresentaçäo do Grande Espectàculo "Vinicultuna Biomèdicas Circo"

- Animais Amestrados para fazer patifarias (hoje vi um animal muito engraçado, com um focinho comprido, e uma cauda espessa às listas vermelhas e cor de laranja, que subiu a uma prateleira e abriu uma caixa cheia de ovos de codornizes, e acho que nos daria um jeitäo)

- Dois xilofones - e passo a explicar porquê dois - acho que se sò tivermos um xilofone nunca chegaremos a um concerto com as peças todas, e depois as pessoas väo dizer que tocamos mal; no entanto com dois, poderemos sempre ir ao segundo buscar as peças sobresselentes, ou entäo os dois xilofonistas tocam coordenados, e entäo as pessoas jà väo dizer que tocamos bem.
Eu gosto muito da sonoridade do xilofone.
Claro que se conseguissemos arranjar o cidadäo Tailandês especializado em encontrar objectos perdidos, jà sò precisàvamos de comprar um xilofone.

sábado, 21 de outubro de 2006

"O Pito da Maria" ganha votação na Grande Gala do 3º Ano

(se quiser votar ainda pode!)

Grandes Frases LI

sobre o timing cada vez mais apurado da Vinicultuna, surge:

"A Vinicultuna é como eu com as gajas. Só sou bom nos primeiros cinco minutos."
Aqua Bentis

Grandes Frases L

Vendo o mundo a desabar e a luz ao fundo da porta das Biomédicas... sugerindo como origem o Piolho, enquanto uma mesa cheia acepipes mediterrâneos se esvaziava, assim como a biblioteca de química, e o tuno fodido criava as suas próprias expressões faciais que significavam... "não volto a dizer, mas quero mesmo ir embora daqui..", surge:

"Pega num copito, e anda comigo"
Pissae Cubis

Foram abertas as garrafas de Porto escondidas, que o meu radar logo acusou, a mesa começou a esvaziar-se mais lentamente, assim como a biblioteca de química, e até houve quem dissesse.. "Como é?!, eu também quero!". E surgiram decanters de vinho tinto.. No fim, as cadeiras que outrora foram confortáveis lugares de espectador daquele fantástico fim de tarde que a Oãssimoka proporcionou a quem deu o benefício da dúvida e apareceu em algo que nunca antes fora imaginado, começaram a juntar-se à volta da mesa e transformaram-se em cadeiras de convívio. E finalmente sentados, comemos presunto!

L'Amour

L’amour est un oiseau rebelle
que nul ne peut apprivoiser,
et c’est bien en vain qu’on l’appelle,
s’il lui convient de refuser!
Rien n’y fait, menace ou prière,
l’un parle bien, l’autre se tait;
et c’est l’autre que je préfère,
il n’a rien dit, mais il me plaît.
#
L’amour! l’amour! l’amour!
l’amour!L’amour est enfant de Bohême,
il n’a jamais, jamais connu de loi,
si tu ne m’aimes pas, je t’aime,
si je t’aime, prends garde à toi!
in Carmen, Bizet

quinta-feira, 19 de outubro de 2006

De Como um Lamentável Mal-Entendido pode Turvar a Empatia entre os Utentes e Funcionários do Sistema Nacional de Saúde, em 3 actos- XIII

Acto I - O Utente e o Funcionário do Sistema Nacional de Saúde

"E vinho?"
"Não tenho bubido nada. O meu médico já disse que posso buber um copinho, mas enquanto aqui no Hospital não me mandarem não bebo."
...
...
...
"E o Vinho? Sempre posso voltar a buber?"
"Pode. Um copo por dia."

Acto II - O Funcionário e a Funcionária do Sistema Nacional de Saúde

"Sr.Funcionário. Viu na última sexta-feira o Sr.Utente que eu tinha seguido no internamento com uma Legionellose
(NOTA - disse-se Legionellose - aqui também se aprende! - isto é um caso clínico) há 9 meses?"
"Sim."
"E foi o Sr.Funcionário que lhe disse que podia beber um copo de vinho?"
"Fui."
"Ó Sr.Funcionário, o ano passado este senhor esteve muito mal, com uma pneumonia, disfunção hepatocelular, mal se mexia, ainda saiu daqui em cadeira de rodas..."
"Mas isso não foi por causa do vinho..."
"...Não, mas depois de falar com a mulher - e os filhos confirmaram - que ele bebia muito, tinha uma dependência, que era violento. Houve quem dissesse que tinha de se referenciar para a Segurança Social, mas ele disse que faria tudo o que esta Senhora Funcionária dissesse. E a verdade é que, de acordo com a mulher, esteve sm beber um copo de vinho desde a altura da alta há 9 meses, até à última sexta-feira, a seguir à tua consulta."
"..."
"A senhora hoje telefonou-me, muito nervosa, ela tem um cardiopatia isquémica ...
(NOTA - isto é que é um caso clínico de qualidade! agora é preciso integrar doenças de diferentes orgãos, e até de diferentes pessoas!)
... a perguntar se era verdade que o Senhor Funcionário tinha autorizado... Ela vai telefonar mais daqui a pouco, e disse-lhe que ia falar contigo."
"Queres que fale com ela, não é?"

Acto III - Ao telefone, o Funcionário e a Mulher do Utente do Sistema Nacional de Saúde

"Ó Senhor Funcionário, ele chegou a casa, e disse Já venho contente. O Senhor Funcionário disse-me que já posso beber Vinho. Eu fiquei logo nervosa. Eu não queria acreditar, disse-lhe que não podia ser, ele começou logo a mandar-me calar. Eu julgava que aquilo era história dele.
...
No Sábado chegou a casa, e, burro, em vez de se calar e guardar para ele, disse ao meu filho, Já andei nas provas dos vinhos
...
Ele esteve este tempo todo sem beber, e eu até já andava melhor, e agora, desde Sexta-Feira nem consigo dormir direito."
"...Venham cá amanhã..."

EPÍLOGO - O Funcionário, a Funcionária, o Utente e a Mulher do Utente do Sistema Nacional de Saúde.

Num episódio lamentável que me abstenho de pormenorizar, mas envolveu
- o Estabelecimento por parte da Senhora Funcionária, de Relações de Causa-Efeito entre o Nosso Bom Vinho e o atingimento hepático pela Legionella Pneumophila;
- a envergonhada tentativa de justificar a importância da abstinência vínica na prevenção da recorrência da dependência alcoólica por parte do Funcionário do Sistema Nacional de Saúde;
- a lista interminável de somatizações (NOTA- cá está mais uma, a que faltava, a referência a Psiquiatria!, que só aumenta a credibilidade da nossa publicação) por parte da Mulher do Utente, incapaz de exprimir perante o seu marido, ter sido ela a responsável pela convocatória para a vergonhosa Junta Médica;
e a natural tristeza do Senhor Utente do Sistema Nacional de Saúde, que corajosamente, mas sem glória, ainda tentou culpar o "Vírus"...

foi restabelecida a indicação para abstinência alcoólica total

terça-feira, 17 de outubro de 2006

Do Vinho e da Empatia entre os Utentes e Funcionários do Sistema Nacional de Saúde - XII

"Isto foi há precisamente oito dias. Estava a atravessar o campo com duas bengalas para ir ter com os homens que estavam na vinha, e comecei a desequilibrar e caí. Desde essa altura, não voltei a andar direito."
"E porque é que não veio a semana passada?"
"Porque tinha a Vindima.E tinha de estar lá a controlar."
"E quantos dias foram a vindima?"
"A Vindima foram 3. Mas depois era preciso tirar o Vinho, e filtrar. Eles punham uma cadeira e eu estava lá a dizer o que era preciso fazer, a ordenar."

GRANDES NOTÍCIAS!!!

Vou ser padrinho do meu primo mais novo....
E a Vinicultuna foi convidada a actuar no baptizado!

Os Nossos Outros Valores XIX

"A Vinicultuna acredita que tudo o que soa é música, incluindo os pratos e os talheres no lava-loiça, sempre que nos criem a ilusão de nos indicar por onde vai a vida."
"A Vinicultuna pensa que pressionar alguém para deixar de beber e de fumar é simplesmente sugerir-lhe que troque a sua forma de morrer por outra ainda menos eficaz."
"A Vinicultuna entende que os seus valores são universais e intemporais, por isso não hesita em rouba-los, partilha-los e vendê-los na Feira da Vandoma, ao desbarato."

domingo, 15 de outubro de 2006

sábado, 14 de outubro de 2006

JANTAR CALOIRO MATXO

Todo o caloiro matxo está convocado/convidado/conspurcado para Fausta Refeição, com a chancela/piela/panela da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto.

Encontro às 7:30 de Terça-Feira no Átrio de Biomédicas.

Pré-requesitos: Arranjar um caloiro do sexo feminino que assine por ele as aulas que ele iria ter durante a manha seguinte, e tarde, quiçá...

Outros: Nada a declarar.

Beberum humanun est

domingo, 8 de outubro de 2006

Actuação

"O Senhor do Vale já te disse?"
"O meu amigo telefonou-me para ver se daqui em 15 dias dá para ir com 4 ou 5 amigos daqui do grupo da cantoria, a Oliveira de Azeméis...
O de São João da Madeira pode ir de bicicleta."

Nota - Estimo testemunhar o Senhor do Vale e o Senhor Nogueira estão a trabalhar conjunta e coordenadamente, independentemente das funções dos cargos que ocupam na estrutura da Tuna.

Os Nossos Outros Valores - XVIII

"Às vezes, a Vinicultuna mede o tempo em estrelas."

"O Tuno da Vinicultuna sabe imitar na perfeição o piar de qualquer pássaro imaginário."

Aparece o TóZé para Epílogo de Uma Longa Conversa ao Luar, em tarde de Domingo, com o Pôr-do-Sol filtrado pela copa das Árvores do Jardim da Cordoaria

...
"O que foi Senhor do Vale?"
(com a mão sobre os olhos) "Estou a ver... Aquilo ali é um pato?"
"... parece um pato"
"É um pato? É um pato Ah! Ah!Ah! Ah! Ah!"
"Parece um pato morto"
"Não deve ser um pato"
"É um pato"
"Se for um pato deve estar morto."
"Perdão. Seja o que for, está morto."
"Se calhar não é um pato"
"Se for um pato está morto."
"Seja o que for está morto. NEnhum bicho nada assim."
"Deixa cá atirar-lhe uma pedra... splash!"
"Ora deixa ver... Mexeu com a onda. É um pato!"
"Mexeu só com a onda, não deve ser um pato."
" Eu atiro outra. Onde é que há pderas? Splash! Merda, lancei curto."
"Olha a onda, olha olha, Mexeu!"
"Eu atiro mais"
"Não lhe acertes."
"Não lhe acerto porquê?"
"Se for um pato..."
" E se estiver morto?"
"Se estiver morto não tem mal."
"Vamos até lá ver se é um pato ou não".
Circula-se o lago do Jardim da Cordoaria.
"Daqui já não parece um pato."
"Pois não, mas daqui já parece outra vez. É um pato"
" Não é um pato."
"É uma gaivota!"
"Morta."
"Mas acho que não foi a Tuna."

E mesmo mesmo no fim da noite...

..., depois de levantarmos as duas molduras esquecidas no Café Aviz que já estava fechado -veio só a menina simpática entregá-las num saco -, quando nos preparávamos para voltar ao carro sem beber, com pedras da calçada e um sarrafo, nos fizemos Irmãos de Armas, em nome de donzela ofendida.

...E pusemos-lhe uma orelha à banda!

Em que aparece um senhor baixinho, de barbada cuidada, e com gravata cor de vinho, e se prosseuge a longa conversa ao luar

E fala-se da Medicina, da falta de cuidados na prevenção de infecções nosocomiais, e o Senhor do Vale, e da cura para a Hepatite C, desmentida por uma Bióloga Letã que estava alojada na Pensão Estoril, e a quem todos foram ao pito; fala-se da ingratidão do Estado para com os Heróis do 25 de Novembro, relembra-se o ataque à sede da Polícia Militar, e recordam-se noitadas com altas patentes dos exércitos Angolano, Cubano e Norte-Coreano em Luanda; e de uma equipa de futebol que tinha de atravessar as serras do Norte de Angola, e nunca foi atacada, mercê das boas relações do treinador com aquele, que, vir-se-ia a saber mais tarde, era o comandante da UNITA na região, quem diria, um homem muito culto que metia os outros todos no bolso; e de um comprimido milagroso para o paludismo, que arrancou das febres para o pelado o melhor avançado da equipa; e do marido da médica irlandesa da equipa, um tipo alto chamado Castelo, que não jogava nada mas entrava no fim para os cantos e o chuveirinho, e marcava sempre um golo; e do fuzilamento do General Ochoa; e, entre tantas histórias, se vai dando conta aos poucos, de forma entrecortada, qual Santiago Nasar de Garcia-Marquéz, da Morte Anunciada do Coimbra, no ataque ao Regimento da Amadora. Fala-se ainda do medo, no que intervém o Senhor do Vale - emboscada na Guiné, as balas a bater no alumínio do onimogue, e ele deitado, esticado (e já sabemos que esticado dentro de um carro é todo encolhido), e rá-tá-tá-tá-tá-tá!
O Senhor do Vale volta a intervir quando a propósito de Coimbra e Repúblicas vem a palavra "caloiras", "Também estavam caloiras, na quarta-feira!"
E depois, a propósito da subsídio-dependência, agora já não da comunidade científica, mas dos artistas - esses da animação de rua, que se dobram, e fazem caretas, e abrem guarda-chuvas ali na praça, e dizem que é uma crítica da sociedade, passa a ser o Senhor do Vale o protagonista. "Este homem é há muitos anos o Maior Animador Cultural da Baixa da Cidade do Porto, e nunca recebeu um tostão. É ou não é? Ainda há dias passei por ti, e estavas todo animado na cantoria. E as pessoas paravam e olhavam."
"Ah!Ah!Ah!Ah!Ah!"

Da LOnga Conversa ao Luar; Em que se passa a uma ainda mais recente Cerimónia de Passagem a Tuno

"De repente, aparece-m um todo molhado. Atirou-se de ao lago. Assim! Não sei quem era...
Eu de tarde por acaso tinha estado lá. E tinha visto um pato todo encolhido. Nem sabia se estava vivo ou morto. Então pego, atiro uma pedra, e o pato levantou a cabeça a ver o que era. Mas deixou-se ficar lá.
E à noite, ele deitou-se ao lago, e trouxe o pato, ´lá debaixo da batina. Senhor do Vale, olhe um pato. Mas o pato nem mexia. Nem se viram se o pato estava vivo ou morto.
Depois eram 5 da manhã, queriam que eu fosse ao lago com eles para porem lá o pato, mas eu disse que não, ia mas é apanhar o autocarro das 5 para voltar para casa.
E parece que eles foram devolver o pato. Mas olhe, nem sei se agora o pato está vivo, se está morto, se o comeram."

"Depois esse, o que é muito ruço, veio e pediu-me o chapéu. Até hoje. Estou para ver quando é que mo devolve.
E veio também aquela rapariguita de Ciências. É assim engraçada. A que foi no outro dia connosco para a praia. E pediu-me os óculos. Também ainda não a voltei a ver."

"Mas eu gosto disto. Destas nossas tangas. Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!"

"Mas é por isso que eu gosto. Das nossas tangas"

Da longa conversa ao Luar; Em que se aborda um casamento recente

"São os dois loucos! São os dois loucos... Ela, com o rock... O Joel, com o rock... O meu amigo bem que me tinha avisado que aquilo ia acabar lá para as quatro da manhã... Eu depois da meia hora já não via nada. Estava a ver quando é que aquilo acabava. Só que eles casavam, e estavam com os copos..."
"E nós também..."
"Ah!Ah!Ah!Ah!Ah!

"Eu sentei-me lá esticado, a fumar o charuto. Veio depois um traveste...pintar-me os colarinhos."
"!!!"
"Devia ser um traveste, senão ia fazer isso a uma rapariga. E começou a pintar-me os colarinhos com vinho.
Cheguei a casa vi-me aflito para tirar. Mas vá lá, depois pus um bocadito de lixívia e parece que já não se nota."

"Depois para vir embora, disse-lhes para eles que aqui o meu Amigo de Guimarães tinha ido dormir para o jardim, e devia ter ido com companhia. Estou fodido! Como é que vou embora? Já estava a pensar em chamar um táxi ou vir só de manhã. Mas depois eles abriram a mala. O Teixeira, e o que está a viver em S.João da Madeira.
Já lá estava um esticado. Assim... Só que esticado, na mala, ia encolhido!
Eu também me encolhi, ia com o chapéu a bater no tecto."

sábado, 7 de outubro de 2006

Às portas da Mata Nacional do Buçaco...

...fica a Boa Terra do Luso.

Gosto destas terras com uma pequena Estação dos Comboios, bancos de jardim, mesmo que vazios, entre canteiros floridos, a ladear um passeio de calçada à portuguesa, Posto dos Correios com telhado triangular e placa vermelha dependurada com o cavaleiro da corneta e sacola da correspondência a tiracolo.
Gosto de terras, onde do lado de lá do balcão, alto e de madeira, as meninas ficam atrapalhadas, se as olhamos nos olhos e sorrimos, ao pedir informações. Mas sorriem também, e fazem questão de nos acompanhar à porta da rua, para apontar a direcção.
E no Café do Abel João não há SportTV, e os dois clientes de sempre, os mesmos bigodes conhecidos, trôpegos e vermelhuscos. trocam as Curas de Águas pelo Tinto da Bairrada.

Grandes Frases - LI

"Isto é que é uma estrada!"

Diz o carro, ao entrar no empedrado serpenteante de paralelos regulares da Mata Nacional do Buçaco, depois de kilómetros de auto-estrada lisa e alcatroada.

E porque o vento de Outono traz o cheiro da Viagem

A solidão é uma opção.
A solidão nunca é uma opção.

Do Vinho e da Empatia entre os Utentes e Funcionários do Sistema Nacional de Saúde - XI

"Para beber água, é que vai ser um problema... Só se lhe escondermos a água dentro de uma garrafa de vinho..."

Grandes Frases - L

"Vamos Beber Vinho."

Anónimo. Popular Desencaminhador

quarta-feira, 4 de outubro de 2006

Da Vida Eterna

Uma vez morto, o Tuno da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto, assume a sua verdadeira forma de Diabrete Alado dos Copos de Vinho das Senhoras.

E vive feliz para sempre.

sexta-feira, 29 de setembro de 2006

Diálogos....

Pai: Pronto...com essas 3 camisas novas já podes trajar com outro aprumo.
Filho: Obrigado Papá...
Pai: (ironicamente) Agora só falta mesmo comprares vinho, pô-lo num alguidar e jogares as camisas lá dentro.
Pai: Qual é o melhor?
Filho: (enbaraçado) Verde Tinto

Simplex

Imagina-te numa sala de espera... um sítio enfadonhamente escuro, com vários seres a lutar por desviarem olhares uns dos outros, e a aprisionar o arroto do almoço recente porque isso é que é socialmente recomendável... o tempo passa... e passa... e ao passar deixa-te unicamente com os teus pensamentos. Estás farto... MUITO FARTO. De repente... Na sala entra um velho poeta... Usa um chapeu castanho... diz meia dúzia de versos que terminam numa sonora gargalhada. Depois entra um rapazinho a quem alguém chamou de "rapaz mais musculado do Porto" que anuncia: Vinicultuna de Biomédicas - Tinto. Ninguém precebe bem o que se está a passar. Eis que entram na sala um bando de jovens despreocupados, com instrumentos alegremente em riste a cantar músicas impreceptiveis, mas que até devem ser bonitas... durante 15 minutos enchem a sala de espera com várias distrações. depois partem sem grandes despedidas.

Estava eu a penar numa sala de espera e pensei.... que bom era se entrasse aqui a vinicultuna...

Deviamos fazer isso um dia....

quinta-feira, 28 de setembro de 2006

Dos Tempos de Andarilhos

Voltando-se para o carroça, sob cujo rodado, identificara o ruído de peso-vivo ajeitando-se em palha fofa, convidou:

"Sai! Porque não te levantas e nos acompanhas, em vez de ficares a salivar de boca aberta a ouvires as nossas histórias?"
"Mas como se os meus pés nunca pisaram erva que não fosse molhada pelos ribeiros e orvalho deste vale? Se nunca pulei o muro que aquela serra além representa?
"Óptimo! Serás o nosso guia."

quarta-feira, 20 de setembro de 2006

Os Nossos Outros Valores XVII

"A Vinicultuna está consciente que o planeta Terra efectua movimentos de translação em redor do seu astro."

"Não obstante, a Vinicultuna acredita que o Sol gira á volta do Mundo."

"A Vinicultuna sabe que o tempo se pode deter em certos sorrisos."

sábado, 16 de setembro de 2006

Amanhã Será Um Dia de Sorte - XX












Amanhã será um dia de azar?

sexta-feira, 15 de setembro de 2006

Os Nossos Outros Valores XVII

A vinicultuna sabe bem a diferença entre apertar a mão e dar um aperto de mão!

quinta-feira, 14 de setembro de 2006

Grandes Frases - IL

"Mas porque é que estão chateados? Em que é que isto foi diferente das outras vezes?"

Inca, Tuno-Sábio da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto, após terem baixado o pano no final da 3ª música.

terça-feira, 12 de setembro de 2006

Conto de Verão

Há cem dias que não escrevia. Os traços fortes dos dedos estavam secos,
Os olhos cansados e muito abertos.
Tinha perdido a memória das noites, e a certeza do outro sonho.

Entretanto houve trovoada na grande tarde de Verão.
Os céus desabaram, a poeira escorria feita em lama,
E o cheiro forte da terra enbriagava como Vinho novo.

Algo estava a mudar, naquela parte do mundo.
Uma asa enlaçou-se ao som estrondosamente belo de um trovão,
E cantando sinfonias infinitas, trouxe com ela a poesia.

Os Nossos Outros Valores XVI

"A Vinicultuna está segura que os anjos têm sexo."

"A Vinicultuna apoiará o Gil Vicente até ao fim, como fez com o Salgueiros."

"Quando em apuros, um tuno da Vinicultuna não hesita em recorrer a números imaginários como dezadoze e trinta e onze."

uma IDÉIA

E que tal, como forma de bem mostrar como gostamos de tratar as mulheres e de ser "pra'elas" enquanto homens, organizar uma lista de parejas para a semana de praxe.. tipo o rally dos safaris.. mas sem saber que espécie procurar... Apenas o binómio homem/mulher..... Com licensa.. mulher/homem (sim, é assim!).

Serviria ela para, durante a semena de praxe, cada fêmea ter um macho... predestinado, como na vida real. Isto dinamicamente iria também, como na vida real, funcionar na base da tentativa e erro (chamam-lhe as heuristics - e isto já vai aparecer nos google'searchs dos gajos de matemáticas aplicadas-) até que ele aparecesse, e ia mesmo ser aquele... e ELA IA SABER QUE ERA ELE. Como não é na vida real.....

MULHER:HOMEM
jane:clark kent
madonna:prince
diana:carlos
bela:monstro
bela adormecida: principe encantado (quando elas dormem, nos sonhos delas não somos monstros)
princesa:sapo
angelina jolie:incognito
incognita:b. clinton
50 virgens:bin laden
o:a
julieta:romeu
d.inês:d.pedro
fiona:shrek
cinderela:vinicultuna
britney spears:'posso.ser.eu.agora?'

continua... nos Cagalhões.

É verdade... casou-se!

segunda-feira, 11 de setembro de 2006

Fotos do Casamento

el Tango

o gilé é mesmo vaidoso, andou a auto fotografar-se :)

domingo, 10 de setembro de 2006

Grandes Frases XLVIII

"Hoje vou dormir como um porco acordado."
António Simões do Vale, no casamento do nosso Velho

sábado, 9 de setembro de 2006

Aos Noivos

A uma vida
bebida em copos de alegria
e vivida em casco de carvalho...

A Vinicultuna nasceu de um acto de Amor entre um Homem e uma Mulher

tem sido uma honra fazer parte desse acto

ViVam os NoiVos!!!

HOJE CASA O NOSSO VELHO

sexta-feira, 8 de setembro de 2006

://ideiaselamentos.blogspot.com v1.1

Fiz umas alterações, e vou colocar o texto que estava à entrada como primeiro post.
Acho que o deve ler quem for até ao fundo :)

Espero que gostem!

quarta-feira, 6 de setembro de 2006

Ontem Foi Um Dia de Sorte - XIX

Tem um aspecto fino, cuidado. E estuda nas Biomédicas. Quando lhe perguntei quase retoricamente "Então aprecias a sonoridade da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto", ela respondeu "Nem por isso!".
Mas o melhor é que fez aquela cara de "quase-nojo", que eu já não via há tanto tempo, e que, temia, já não conseguíssemos despertar!!!

Ontem foi um dia de azar.

Aproveitando que regressava pela noite pela nacional, fiz um desvio e passei na rotunda de Brito. Tinham-me dito que andavas a trabalhar outra vez. Mas não te vi.

segunda-feira, 4 de setembro de 2006

Os Nossos Outros Valores - XV

"Na Vinicultuna todos ajudam."

"A Vinicultuna não enunciou o Teorema de Pitágoras, mas concorda com ele."

"A Vinicultuna não concorda com tudo o que enuncia."

"Enquanto aprende a voar, o Tuno da Vinicultuna dispõe de uma longa e peluda cauda preênsil, para evitar que se magoe a sério."

"Após dominar a arte da deslocação no meio etéreo, o Tuno da Vinicultuna tem o direito de abdicar do seu apêndice caudal."


NOTA - o Departamento de Documentação e História da Vinicultuna realça que, no 3º Outro Valor aqui anunciado é um outro exemplo da má transcrição dos documentos da Tuna que ocorreram em determinado período da Evolução da Tuna (copistas míopes? aprendizes calaceiros e mestres velhinhos? acabou-se a tinta?). Hoje não podemos afirmar se este Outro Valor se refere a Pitágoras se à própria Vinicultuna. Atendendo à consistente incoerência da Vinicultuna, não é lícito afirmar que se refere a ambos.

NOTA- o Departamento de Documentação e História da Vinicultuna tem o prazer (nem tudo são Lamentos) de airmar com certeza que nunca até hoje um Tuno da Vinicultuna activou o Direito contido no 5º Outro Valor que hoje apresentamos. E todos aprenderam a voar! Embora alguns se tenham magoado a sério.

NOTA - O Departamento de Documentação e História da Vinicultuna volta a recordar que enquanto o Tuno da Vinicultuna não domina totalmente a Arte do Voo, não deve utilizar a Cauda Preênsil para transportar Garrafões de Vinho. É perigoso!

Das Novas Definições dos Concelhos Limítrofes do Porto - IV

A Cidade de Rio Tinto será integrada no novo Concelho Autónomo com Estatuto de Freguesia Honorária da Cidade do Porto, do Araújo.

As localidades de Valbom, e da Areosa perfilam-se entre os próximos candidatos à integração.

Do regresso às aulas

A Vinicultuna apaga a dor,
A Vinicultuna é Borracha
E Aguça,
O espírito.

domingo, 3 de setembro de 2006

Das consequências imediatas das Novas Definições dos Concelhos Limítrofes do Porto - II

"Gondomar não merece Rio Tinto!
Rio Tinto não merece Gondomar!
Araújo já!!!"

Grito de Ordem

Da Vinicultuna zelando pelo seu papel como Pessoa Colectiva participante na vida cívica da Região que a acolheu

A Vinicultuna propõe que a Cidade de Rio Tinto deve ser integrada no Concelho Autónomo com estatuto de Freguesia Honorária da Cidade do Porto, do Araújo.
Mais acrescenta que separar um povo do elemento natural que o gerou é um crime contra a criação.
E que uma localidade com uma personalidade encorpada num nome como Rio Tinto jamais pode ser politicamente administrado por uma terriola com um que ninguém sabe ao certo o que quer dizer. Gondomar.?.?.?

Das consequências imediatas das Novas Definições dos Concelhos Limítrofes do Porto

"Do Douro vem Tinto,
Do Tinto vem Ouro!
Não à exploração do Rio Tinto pelos garimpeiros de Gondomar!"

Grito de Ordem

Das Novas Definições dos Concelhos Limítrofes do Porto - III

O Concelho Autónomo com Estatuto de Freguesia Honorária da Cidade do Porto, o Araújo, será definido pelo conglomerado urbano-rural centrado no Grande Coreto do Araújo de onde partirão duas estreitas mas compridas Faixas Territoriais, a saber:
- Em direcção ao Coração Histórico da Invicta, o Corredor Urbano 54, celebrando o popular autocarro.
- Do Araújo para o Rio Douro, a Via Fluvial do Rio Tinto.

Viva! Pum! Pum! Pum! Estralam foguetes no ar!

Celebremos o novo estatuto político do Araújo, que apenas consagra tardiamente este pólo de dinamização popular na periferia do Grande Porto.

Das Novas Definições dos Concelhos Limítrofes do Porto - II

O Araújo será o primeiro, e por ora único, Concelho Autónomo com estatuto de Freguesia Honorária da Cidade do Porto.

Das Novas Definições dos Concelhos Limítrofes do Porto - I

Aproveitanto a necessária reorganização dos grandes centros urbanos, será definido em Diário de República a entidade política Concelho Autónomo com estatuto Freguesia Honorária da Cidade.

Grandes Frases XLVII

"Gosto muito do Vinho Português."

Valery Gazzaev, a "A Bola", durante a Conferência dos Treinadores Elite da UEFA

sexta-feira, 1 de setembro de 2006

Do Vinho e da Empatia entre Funcionários e Utentes do Sistema Nacional de Saúde - X

"Vinho verde de Pipa, um Canequinho aos comeres. P'a buber água'inda há dias se afogaro dois."

Os Nossos Outros Valores - XIV

"As Ideias da Vinicultuna não são necessariamente boas, nem os seus Lamentos necessariamente maus."

"Sem prejuízo do anterior, as Ideias e Lamentos da Vinicultuna não são seguramente nunca, a modos de assim-assim."

"A Vinicultuna não gosta de Gondomar."

quinta-feira, 31 de agosto de 2006

Na Vinicultuna somos assim

Sempre que há mosquitos por cordas, as nossas guitarras fazem bzzzzzzzzzzzz...

Em nome do Araújo...

...a Vinicultuna devia tomar uma posição pública em relação a Gondomar.

quarta-feira, 30 de agosto de 2006

Do Grande Livro da Vinicultuna e dos Animais - VII

"Surpreendidos pelo primeiro Inverno passado em digressão, os primeiros tunos recolheram a uma gruta. Iam as primeiras semanas de sono quente a meio, foram despertados por um uivo triste. Cá fora, ao frio, uma loba emagrecida (e triste), rondava a entrada da toca, com receio (ou vergonha) e tristeza de entrar.
Os bons tunos comoveram-se. "Queres entrar? Esta gruta é tua? Estás triste? Entra por favor. Afinal estás em tua casa. Porque mesmo que o não fosse, passou a ser no momento em dela tomámos posse. Não estejas triste."
Debalde. A loba, quiçá intimidada pela imponência de Senhores outrora como hoje, se engrandecem quando recebem, não só continuou receosa de entrar (e triste. muito triste), como recuou alguns passos. Se calhar também estava desconfiada.
Mas então, outrora como hoje, um dos Tunos teve uma ideia muito boa, e foi a de uivar, e ele uivava tão bem que até a Loba Triste e Desconfiada achou que por baixo daquelas boas pessoas também estavam bons lobos. E ajoelhou, deitou, e ficou a ronronar baixinho. Ainda com vergonha de entrar, mas já sem medo, desconfiança. Só não temos a certeza se nesta altura ela já não estava triste. Porque, embora o coração já estivesse bem quente, o seu pelo cinzento comprimido a ralificar, estava molhado.
Nas noites seguintes os tunos hibernaram por rondas. Ora à vez um, ora à vez outro, e como eram muitos podiam fazer isto bem feito. E o tuno que estava de vigília vinha até à porta e dizia palavras como "Entra. Aúúúúúúúúúúu. Aúúúúúú´. Não estejas triste. Aúúúúúúúúúú! Ainda me apanhas uma pneumonia", e deixava-lhe à porta, mas mais para dentro, uma malguinha com vinho.
O que os Tunos não se aperceberam - porque como eram mesmo muitos, só de longe a longe é que lhes calhava um turno de vigília é que de turno para turno, a loba se achegava mais à malga, e que a malga.
E também nunca se aperceberam que os tunos anteriores também tinham deixado a sua malguinha de vinho.
O que queria dizer que quando o tuno de vigília saía do posto para interromper a hibernação do Tuno seguinte, a Loba se levantava e ia beber a malguinha do vinho. E estava a gostar muito.
Até que um dia quem acordou o Tuno da hibernação foi a própria Loba, e levou-o até à beira do Tuno de Vigília que dormia do lado de fora da gruta. E a Loba disse que já há algumas noites que os Tunos de vigília ficavam de fora, e a Loba de dentro. E então o Tuno que fora acordado da hibernação pela Loba, acordou o que adormecera de vigília, e em vez de o insultar e dar pontapés, abraçou, cantou "Conquistamos-lhe o Coração. Viva!", e acordaram com canções todos os outros, mesmo os que só tinham turnos de vigília dali a muito tempo.
E abriram-se garrafas de vinho, e não mais a Vinicultuna hibernou.

Pela Primavera, a Vinicultuna saiu da gruta para alegrar a Natureza. Foi a vez da Loba recolher.

E estava Prenha."

da "Fundação de Roma"

domingo, 27 de agosto de 2006

Férias nas Biomédicas, Regresso ao Recreio da Minha Escola - Jogos e Cantigas da Nossa Infância - X

Um Jogo

Hoje proponho uma iniciativa um bocadinho diferente. Em lugar de um desporto escolar, apresento um jogo universal, infelizmente em risco de extinção, mas da forma como era jogado na escola, ou seja, levantando um boletim na tabacaria, e desafiando os coleguinhas para, cada um na sua coluna, acertar nos desafios da bola do fim de semana. Sem qualquer ambição. Alheios ao prémio. Aceitando o risco de continuar de bolsos vazios face a uma eventual coluna não registada coincidente com a chave premiada, jogando apenas pelo prazer e o prestígio de mostrar que percebemos de futebol,

VAMOS JOGAR NO TOTOBOLA

Em semana em que se iniciou uma Liga coxa que em nada prestigia o jogo mais antigo da Santa Casa, vamos recuar antes umas semanas, uns anos, e apostar nos muitos mais saudáveis campeonatos das Ligas Sueca, Dinamarquesa, Norueguesa, e da Segunda Divisão Alemã que preenchem os concursos de Verão, durante o defeso da temporada portuguesa.

Jogo 1 - Malmöe - Örgryte 1
Jogo 2 - Gotebörg - Norrköping 1
Jogo 3 - AIK Solna - Vastas Froelunda 2 (a surpresa c q ninguém conta)
Jogo 4 - Helsingborg - Djugardens 2
Jogo 5 - Aahrus - Bröndby 1 (é um campo difícil)
Jogo 6 - OdenseBK - Lyngby 1
Jogo 7 - FC Kopenhaguen - Silkeborg 2 (único totalista!)
Jogo 8 - Brann - Viking x
Jogo 9 - Stabaek - Rosemborg 1 (só eu sei qo Rosemborg n está bem)
Jogo 10 - Lillestroem - Moss 1
Jogo 11 - Waldholf Manheim - FC Köln 2
Jogo 12 - Freiburg - Dinamo Dresden 1 (pq os clubes da RDA são marginalizados)
Jogo 13 - Bayer Uerdigen - FC St Pauli 2 (este clube vai ter um post só dele)

Uma Cantiga

Na impossibilidade de encontrar a letra do genérico do imortal programa que aconselhava semanalmente os apostadores do Jogo de Hoje, volto Às enguias (encontrei apenas uma versão de uma canção fraquinha de 1993 - e não aquele poderoso "Totobola 1 x 2!, sempre certo, e depois!..."):

Querias,
Batatas com Enguias,
Eu cagava e Tu comias!

Os Nossos Outros Valores - XIII

"Na Vinicultuna os Pleonasmos fazem sentido."

"A Vinicultuna percebe da poda.
E da sementeira e da vindima."

"A Vinicultuna resgatou o Coração da Mãe do Bambi do abrigo de um caçador malvado, e pô-lo a pulsar no interior do seu Golem"

quinta-feira, 24 de agosto de 2006

Da Manhã

acordar com a garganta seca do dia de ontem
quatro horas entredormidas e o mundo a andar á roda
de sono e sonho e embriaguez, madrugadas

(o teu sorriso a esvoaçar por entre as águas
a arrancar penas do meu peito que voam sem asas
por entre os teus dentes brilhantes a beber fundo,
os primeiros dias)

quarta-feira, 23 de agosto de 2006

Os Nossos Outros Valores - XII

"A Vinicultuna acaba de aplicar os Ouvidos de Beethoven à Orelha de Van Gogh, e, pasme-se, à recém-adquirida Orelha do Soldado Romano que São Pedro Decepou, Naquela Noite, no Monte das Oliveiras."

"O Golem da Vinicultuna vai ser o Melhor."

domingo, 20 de agosto de 2006

Os Nossos Outros Valores - XI

"Entre os seus Outros Valores mais Preciosos, a Vinicultuna conta com o Olho de Camões, o Punho de Miguel de Cervantes, e a Perna de Long John Silver. Não estão embalsamados, antes fresquinhos e prontos a usar."

sexta-feira, 18 de agosto de 2006

A propósito de Enguias

Venho apresentar o primeiro candidato a Amigo Póstumo da Vinicultuna.

O Quim Anão, personagem jocoso-popular da Estarreja dos anos 60.
Ingénuo e malicioso, ora se deixava ludibriar pelos malandrins que lhe iludiam a fome com pães embrulhados em jornais, ora se jogava para as moças que de Verão se passeavam na Praça - "ai tão bom, ai tão fofo", dizia.
Sempre trôpego, a sua presença disforme enchia de um pânico injustificado as crianças, "Fujam, vem aí o Quim Anão".
Esquecido, morreu pobre e só.
Relembremo-lo agora, e eternamente atribuindo-lhe este título,
Porque,
Meus amigos,
naquele que foi o apogeu dos seus episódios dramático-rocambolescos,
o Quim Anão comeu uma enguia viva a troco de cinco tostões para Vinho,
feito de que nenhum membro ou caloiro desta Tuna se pode AINDA gabar de ter acometido.

E sentiu-a a rabiar durante 3 - TRÊS - dias.

Boquilobo

Boquilobo, Torres Novas,

entra no Mapa Mítico da Tuna, com o Festival da Enguia.

Enguia com Migas, e muito mais.

No Festival da Enguia.

Este fim-de-semana

Boquilobo, Torres Novas

Conversas de Verão

«Deves ser polaca. Porque só as polacas têm esse fogo nos olhos.»
[silêncio]
«Então deves ser checa. Porque só as checas têm esse fogo nos olhos.»

in Amarcord, Fellini

quarta-feira, 16 de agosto de 2006

Muito Mais Que Um Jogo - III

Gretna 1- Derry City 5 (2ª pré-eliminatória da Taça UEFA - 1ª mão)

O Gretna é um clube da terceira divisão escocesa que teve o mérito de chegar à final da última Taça da Escócia e assim se qualificar para a Taça UEFA.
LondonDerry fica na Irlanda do Norte, mas o seu clube disputa a Liga da Rep.Irlanda (Eire), em virtude maioria católica da sua população. O Derry City FC é um habitué das lides futebolísticas europeias. O Benfica, por exemplo, em 1989 disputou a primeira partida da caminhada que apenas culminaria na final de Viena, no Brandywell Stadium, cujo campo tinha então a particularidade de ser ligeiramente inclinado!
Coube ao Derry fazer o baptismo europeu do vizinho escocês, e educadamente concedeu-lhe o primeiro golo, que retribuiria ainda na primeira parte, para, na segunda parte afirmar categoricamente a sua superioridade.
Tudo com passes em profundidade, cruzas à linha, e pontapés de longa distância, como mandam as regras do futebol britânico.
O público da casa não insultou os jogadores vencidos, antes os apoiaram a cada golo do adversário, que celebraram também com cânticos não ofensivos. No fim uns e outros foram beber cerveja e dizer mal dos ingleses, para os pubs atascados da pequena cidade, até serem horas de apanhar o ferry para a Ilha Esmeralda.

Quem me dera ter lá estado.

Do Grande Livro da Vinicultuna e dos Animais - VI

"Há bichinhos maus e bichinhos bons. A Vinicultuna gosta de todos."

"A árvore genealógica de alguns tunos da Vinicultuna cruza-se amiúde com a de ilustres famílias da aristocracia e plebe animal. Aqueles tunos que não contam com semelhante ascendência não escondem o desgosto."

segunda-feira, 14 de agosto de 2006

O velho,o rapaz e o burro

O mundo ralha de tudo,
Tenha ou não tenha razão.
Quero contar uma história
Em prova desta asserção.

Partia o velho campónio
Do seu monte ao povoado;
Levava um neto que tinha,
No seu burrinho montado.

Encontra uns homens que dizem:
"Olha aquela que tal é!
Montado o rapaz que é forte,
E o velho tropego a pé!

-Tapemos a boca ao mundo-
O vellho disse - Rapaz,
Desce do burro que eu monto,
E vem caminhando atrás."

Monta-se mas dizer ouve:
"Que patetice tão rata!
O tamanhão, de burrinho
E o pobre pequeno à pata!

-Eu me apeio -Diz, prudente,
O velho de boa-fé; -
Vá o burro sem carrego
E vamos ambos a pé."

Apeiam-se e outros dizem:
"Toleirões calcando lama!
De que lhes serve o burrinho?
Dormem com ele na cama?

-Rapaz -diz o bom velho-
Se de irmos a pé murmuram,
Ambos no burro montemos,
A ver se inda nos sensuram."

Montam, mas ouvem de um lado:
"Apeiem-se, almas de breu!
Querem matar o burrinho?
Aposto que não é seu!

-Vamos ao chão- Diz o velho-
Já não sei o que fazer!
O mundo está de tal sorte,
Que se não pode entender.

É mau se monto no burro,
Se o rapaz monta, mau é;
Se ambos montamos é mau,
É mau se vamos a pé!

De tudo me têm ralhado
Agora que mais me resta?
Prguemos no burro às costas,
Façamos inda mais esta!"

Pegam no burro; o bom velho
Pelas mãos o ergue do chão;
Pega-lhe o rapaz nas pernas,
E assim caminhando vão.

"Olhem dois loucos varridos! -
Ouvem com grande sussurro -
Fazendo o mundo às avessas,
Tornando-se burros do burro!"

O velho então pára, e exclama:
"Do que observo me confundo!
Por mais que a gente se mate,
Nunca tapa a boca ao mundo.

Rapaz, vamos como dantes,
Sirvam-nos estas lições:
É mais que tolo quem dá
Ao mundo satisfações."


Jean de La Fontaine por Curvo Semedo


post comemorativo do 500º post

sexta-feira, 11 de agosto de 2006

Grandes Frases XLVI

"I could have been a famous singer if I had someone else’s voice, but failure’s always sounded better. Lets fuck it up boys, make some noise!"

Bright Eyes

sexta-feira, 4 de agosto de 2006

Sonhos desfeitos

Hoje tive um sonho muito bonito! Sonhei que no icbas havia um movimento de alunos, encabeçado pelo nosso Velho e pelo nosso Tuno Mineteiro que atravez do diálogo estava a conseguir passagem administrativa a várias cadeiras a todos aqueles alunos que tivessem passado a maioria do seu tempo lectivo no estabelecimento logistico-agradável "Ancora d'ouro", vulgo piolho.

terça-feira, 1 de agosto de 2006

Lembrete

Hoje entrou Agosto. Ontem foi o melhor dia p'ra casar.

domingo, 30 de julho de 2006

U-u-u-u-u-u-u-u-u-Um Link !!!

http://www.pensamentosbovinos.blogspot.com/

Os Nossos Outros Valores - X

"A Vinicultuna é composta por Loucos, Semi-Loucos, e Pessoas na Posse do Seu Pleno Juízo."

"Quando em noite de gala, o Tuno da Vinicultuna deve referir-se ao Vinho como "Monsieur, Le Vin"."

"O revestimento natural da mucosa oro-faríngea do Vinicultuno com pigmento vínico, transforma os seus sons guturais, rangidos de dentes e estalidos de língua em peças musicais."

A Revelação...

O Pai-do-TóZé, o Senhor Nogueira-o-Velho, e o Gato do ToZé, o Tareco, perdão, pois que agora lhe devemos chamar Senhor-Tareco-Nogueira-o-Velho, passaram a noite à janela a observar o nosso jantar de encerramento de ano, mas nunca, repito, nunca, nunca ao mesmo tempo, ou seja, iam alternando a presença na ventana, alternando como quem diz, porque logo concluimos, tratarem-se - Senhor Nogueira-o-Velho, e Senhor Tareco-Nogueira-o-Velho da única e mesma pessoa-animal-racio-irracional no fundo como qualquer um de nós.

Do Jantar

- Ainda há Grão-Vasco... Alguém quer Grão-Vasco?... Jà não há Grão-Vasco!

Grandes Frases - XLV

"Na Vinicultuna somos assim."

António José Pereira Nogueira

Grandes Frases - XLIV

"Não há nada melhor que Pão e Vinho Tinto."

Juvenal, Genoval Fodido, Tuno da Vinicultuna de BIomédicas-Tinto

quinta-feira, 27 de julho de 2006

Jantar de encerramento do ano, sem passas

Avisa-se todos os tunos e reles caloiros, e penetras, que a vinicultuna como pessoa colectiva vai entrar em introspecção, ou como agrupamento musical vai reunir, sexta feira, dia 28Julho, o dia que ficará conhecido como "o último jantar do meu "xº" ano", em que x = (2006 - ano de 1º matrícula), válido para x<=6, ou não, ou "o dia em que aqueles gajos que ainda estudam se juntaram mais uma vez e eu apanhei com eles uma tal que nem me lembrava que trabalhava, embora realmente nem trabalhasse no dia a seguir"... às 6:30/7h no Piolho.. às 7:30 o pessoal sai pra procurar restaurante. Se quiserem trazer pessoal, façam-no, desde que reunam todos os pre-requesitos e acreditem nos Nossos Valores e nos Nossos Outros Valores.

Magister

quarta-feira, 26 de julho de 2006

Grandes Frases - XLIII

"O Rei deve ver a Rainha nua."

argumentando em favor do Rei, em "A Crónica do Rei Pasmado", de Gonzalo Torrente Ballester

E como que votando vencido, com isto encerro a questão da Polaca - que não a Rainha que o não era...

Os Nossos Outros Valores - IX

"A Vinicultuna de Biomédicas - Tinto classifica e cataloga Todos os seus actos, acções, atitudes e juizos de valor como "Dignificantes" ou "Depreciáveis"."

"Todos os actos, acções, atitudes e juizos de valor que não possam ser classificados e catalogados como "Dignificantes" ou "Depreciáveis", não poderão, obviamente, ser considerados actos, acções, atitudes ou juizos de valor da Vinicultuna de Biomédicas - Tinto."

terça-feira, 25 de julho de 2006

Old Drunk Sailor's Song

"Fifteen men on the dead man's chest
...Yo-ho-ho, and a bottle of rum!
Drink and the devil had done for the rest
...Yo-ho-ho, and a bottle of rum!"

Da "Ilha do Tesouro", de Robert Louis Stevenson,
recuperada do início de um filme actualmente em cena, que tem o mérito de a evocar.

segunda-feira, 24 de julho de 2006

Votacao sobre foto da polaca


Abro aqui uma votação para colocação da célebre fotografia da polaca, uma que tenho por aqui, porque o resto está emprestado a-alguém-que-se- vai-casar-e-provavelmente- perder-as-fotos- nas-mudanças Joel :) (mato-te). Cada elemento deve votar a favor, ou contra (?). Não se aceitam votos brancos, apenas tintos... Para que aqueles que não estiveram presentes votem com conhecimento de causa, aleatoriamente retirei uma parte da foto:

in.. "memórias de um dedo rápido", ou em inglês "jak jak jak arco-íris do papagaio sem penas"

Nota: A imagem à direita NÃO é de uma Salmonella.

domingo, 23 de julho de 2006

Descanse em Paz

"A verdadeira identidade do corpo encontrado na última madrugada num dos quartos da Casa "A Verduga" continua por revelar. No entanto, da análise do caderno-de-capa-preta-que-o-acompanhava-para-todo-o-lado encontrado junto ao corpo esfaqueado, a Polícia diz poder concluir tratar-se de um homem conhecido no seu meio por Mineteiro. A possibilidade de a vítima ter sido assassinada por um membro de um grupo de reputação mais do que duvidosa que frequentava ganhou sustentação durante a manhã, mas careceu de confirmação oficial. À hora do almoço, na mesa do boteco onde os agentes recobraram forças, a palavra "Amor" foi formulada repetidamente, e a versão ecoou toda a tarde nos portais e esquinas da viela-macaca onde tem porta o referido estabelecimento."


NOTA - Está apresentada a nova rubrica. Todos os Tunos vão morrer aqui este Verão. Para que a saudade despertada pelas férias e pela distância seja ainda maior, e com isso estejamos mais próximos. Cada Tuno deve engendrar a sua própria morte. Escolham a morte que mais querem, e comuniquem-na com bom-gosto (eu optei pela notícia de jornal, mas não enumerarei as outras formas escritas, faladas, em tempo real ou ó-depois ideadas, lamentadas, na 1ª ou 3ª pessoa, ou até um grito "Nãããããããããão!" na 2ª pessoa).
Mas, atenção! Só se morre uma vez. Portanto, tratem de pensar e engendrar bem a vossa morte. Não admitirei arrependimentos. Repito. Não há lugar para arrependimentos. Como primeiro autor desta rubrica, serei particularmente inflexível neste ponto. Portanto,meditem no assunto, e não se precipitem. Têm as férias todas. E, até posso prolongar o prazo por uns dias para aqueles que como os Tunos Inca e Água Benta raramente escrevem. Sei que os outros não levarão a mal a diferença de tratamento, e entenderão isto como um estímulo para os que se inibem de mostrar o seu talento.

Até sempre.

Os Nossos Outros Valores - VIII

"Embora em dia de Matrimónio cante grotescamente do princípio da celebração, ao término da consumação, apenas se interrompendo durante a boda, para comer e beber com não menos sofreguidão, a Vinicultuna de Biomédicas-Tinto sabe portar-se com sobriedade e respeito durante missas e desfiles de finados."

"Descanse porém o Velho, pois que os seus Tunos jamais o deixarão ficar mal perante os seus, no dia do seu casamento; pois que os seus Tunos tudo irão buscar ao mundo do som e da pantomima, para que o seu enterro seja recordado como um Corso Fúnebre."

sexta-feira, 21 de julho de 2006

... Vem cá Copo!

Olá Copo...

A Vinicultuna apoia...



...a Fartura

Fonte "Ehenkarrussel", em Nuremberga, construída com base num poema de Hans Sachs, sobre o ciclo do Casamento

A Vinicultuna apoia...


O conforto

Do Vinho e da Empatia entre Funcionários e Utentes do Sistema Nacional de Saúde - IX

O Funcionário - E como é que desmaiou
O Utente - Estava a tentar pôr a mota a trabalhar...
A Mulher -A Gente acha que foi do cansaço e dos nervos
(...)
O Funcionário - E vinho?
O Utente - Desde que me deu isso nunca mais bebi, por causa do efeito dos outros remédios.
A Filha - Não, nunca mais bebeu, ele também nunca bebeu muito, só um copo à refeição.
O Utente - Só um copo ou dois com o comer.
A Mulher- Agora não que a doutora disse para que não podia.
O Utente - Mas já agora, doutor, diga-me lá se posso ou não beber um copo - um ao comer?
A Filha - Ah! Ah!
A Mulher - Pronto!
A Filha - O Doutor diz-lhe que é um copo, e ele vai logo mandar fazer um copo com um litro.
A Mulher - Podes beber um garrafão de água.
A Filha - Isso com os remédios que andas a tomar é para ficares...
A Mulher - Estava a fazer uma falta...
A filha - Começou...
(...)
(...)
(...)
- E PODE beber um copo de vinho.

quinta-feira, 20 de julho de 2006

Grandes Frases - XLII

"Quando mija um Português, mijam logo dois ou três."

Popular Portuguesa; Saudação de Urinol.

Agitando a Porra, gritou e cortou a noite - III

-Xoij Loboj Faminto jou Cãej Pastorej?
- Para falar verdade, somos Ratos, senhor.
- Mas é curiosa a pergunta, senhor, visto que passaram a última noite a confundir-nos com Homens.
- Aliás foi por isso que procurámos o retiro dos campos.
- Estávamos a ficar molestos.

Levantando o Cacete, Gritou na Noite - II (agora com ajuste para a pronúncia da Serra, onde se pretende que a cena se passe)

- Xoij Loboj Faminto jou Cãej Pastorej?
- Por quem nos tomais, senhor?
- Não vedes que temos pronúncia da cidade?

Armando o Cacete, Berrou na Noite

-Sois ou Lobos Famintos ou Cães Pastores?
- Não pronuncieis esses nomes, por favor. Somos ovelhas tresmalhadas.

terça-feira, 18 de julho de 2006

Férias nas Biomédicas, Regresso ao Recreio da Minha Escola - Jogos e Cantigas da Nossa Infância - IX

Um jogo - O beijo sagrado.

Nota introdutória:
Este é um jogo que dada a sua dificuldade e pudor inerentes não era paraticado por todos. Requeria uma grande carga de coragem para ser-se jogador, dado ser interpretado como "uma afronta religiosa" pelos católicos mais crentes e praticantes.

Terreno de Jogo:
Para este jogo bastava estarmos presentes em qualquer igreja católica-romana onde se estivesse a celebrar a santa missa.

Elementos do jogo:
4 elementos era o número mínimo. Um osculante, uma donzela a oscular (elemento passívo do jogo, mas fulcral) e pelo menos 2 testemunhas que fariam parte da mesma turma de catequese que o osculante.

Objectivo:
Oscular a Donzela.

Regras do Jogo:
O jogo era extremamente simples...Quando o sacerdote dissesse: "irmãos...saudai-vos na paz de Cristo" o osculante deveria acercar-se da donzela mais desejada ou da donzela possível e osculá-la sob o sagrado pretexto de se tratar de uma promoção de paz. Após o término da tarefa o osculante olharia os olhos da donzela e diria :"Paz de Cristo", terminando com isto a sua prestação.
Seguia-se a pontuação atribuída pelo juri que seguia atentamente toda a acção. Esta era atribuída após cálculo da média das classificações de 0 a 10 aos seguintes parâmetros:
Beleza da Donzela.
Proximidade ou não dos pais do jogador e/ou donzela.
Zona da face que era ósculada.
Tempo total.
Após atribuída a pontuação os participantes do jogo sairiam da eucaristia dominical e espalhariam a "boa nova"(pontuação) por todos os jogadores habituais.

Jogadas de especial mestria:
Um bom jogador nunca chegaria demasiado cedo à missa de modo a que pudesse escolher a donzela mais indicada e sentar-se perto desta, dado que quanto mais composta estivesse a igreja, maiores seriam as opções.
Recordo com saudade a jogada que o nosso colega conhecido por "gorila" conseguiu oscular duas gémeas desconhecidas que apareceram lá na paróquia exclusivamente naquele dia. Nunca mais foram vistas. Foi o único 18 que alguma vez vi a ser atribuído.
Os movimentos chamados "de mestre" nunca foram testemunhados mas é fácil imaginar-se como seriam e porque é que eram de tão difícil concretização.


Uma cantiga:

Sou Sodado Socialista
Sem Salazar Saber
Se Salazar Soubesse
Seria Sério Sarilho