sábado, 21 de outubro de 2006

"O Pito da Maria" ganha votação na Grande Gala do 3º Ano

(se quiser votar ainda pode!)

Grandes Frases LI

sobre o timing cada vez mais apurado da Vinicultuna, surge:

"A Vinicultuna é como eu com as gajas. Só sou bom nos primeiros cinco minutos."
Aqua Bentis

Grandes Frases L

Vendo o mundo a desabar e a luz ao fundo da porta das Biomédicas... sugerindo como origem o Piolho, enquanto uma mesa cheia acepipes mediterrâneos se esvaziava, assim como a biblioteca de química, e o tuno fodido criava as suas próprias expressões faciais que significavam... "não volto a dizer, mas quero mesmo ir embora daqui..", surge:

"Pega num copito, e anda comigo"
Pissae Cubis

Foram abertas as garrafas de Porto escondidas, que o meu radar logo acusou, a mesa começou a esvaziar-se mais lentamente, assim como a biblioteca de química, e até houve quem dissesse.. "Como é?!, eu também quero!". E surgiram decanters de vinho tinto.. No fim, as cadeiras que outrora foram confortáveis lugares de espectador daquele fantástico fim de tarde que a Oãssimoka proporcionou a quem deu o benefício da dúvida e apareceu em algo que nunca antes fora imaginado, começaram a juntar-se à volta da mesa e transformaram-se em cadeiras de convívio. E finalmente sentados, comemos presunto!

L'Amour

L’amour est un oiseau rebelle
que nul ne peut apprivoiser,
et c’est bien en vain qu’on l’appelle,
s’il lui convient de refuser!
Rien n’y fait, menace ou prière,
l’un parle bien, l’autre se tait;
et c’est l’autre que je préfère,
il n’a rien dit, mais il me plaît.
#
L’amour! l’amour! l’amour!
l’amour!L’amour est enfant de Bohême,
il n’a jamais, jamais connu de loi,
si tu ne m’aimes pas, je t’aime,
si je t’aime, prends garde à toi!
in Carmen, Bizet

quinta-feira, 19 de outubro de 2006

De Como um Lamentável Mal-Entendido pode Turvar a Empatia entre os Utentes e Funcionários do Sistema Nacional de Saúde, em 3 actos- XIII

Acto I - O Utente e o Funcionário do Sistema Nacional de Saúde

"E vinho?"
"Não tenho bubido nada. O meu médico já disse que posso buber um copinho, mas enquanto aqui no Hospital não me mandarem não bebo."
...
...
...
"E o Vinho? Sempre posso voltar a buber?"
"Pode. Um copo por dia."

Acto II - O Funcionário e a Funcionária do Sistema Nacional de Saúde

"Sr.Funcionário. Viu na última sexta-feira o Sr.Utente que eu tinha seguido no internamento com uma Legionellose
(NOTA - disse-se Legionellose - aqui também se aprende! - isto é um caso clínico) há 9 meses?"
"Sim."
"E foi o Sr.Funcionário que lhe disse que podia beber um copo de vinho?"
"Fui."
"Ó Sr.Funcionário, o ano passado este senhor esteve muito mal, com uma pneumonia, disfunção hepatocelular, mal se mexia, ainda saiu daqui em cadeira de rodas..."
"Mas isso não foi por causa do vinho..."
"...Não, mas depois de falar com a mulher - e os filhos confirmaram - que ele bebia muito, tinha uma dependência, que era violento. Houve quem dissesse que tinha de se referenciar para a Segurança Social, mas ele disse que faria tudo o que esta Senhora Funcionária dissesse. E a verdade é que, de acordo com a mulher, esteve sm beber um copo de vinho desde a altura da alta há 9 meses, até à última sexta-feira, a seguir à tua consulta."
"..."
"A senhora hoje telefonou-me, muito nervosa, ela tem um cardiopatia isquémica ...
(NOTA - isto é que é um caso clínico de qualidade! agora é preciso integrar doenças de diferentes orgãos, e até de diferentes pessoas!)
... a perguntar se era verdade que o Senhor Funcionário tinha autorizado... Ela vai telefonar mais daqui a pouco, e disse-lhe que ia falar contigo."
"Queres que fale com ela, não é?"

Acto III - Ao telefone, o Funcionário e a Mulher do Utente do Sistema Nacional de Saúde

"Ó Senhor Funcionário, ele chegou a casa, e disse Já venho contente. O Senhor Funcionário disse-me que já posso beber Vinho. Eu fiquei logo nervosa. Eu não queria acreditar, disse-lhe que não podia ser, ele começou logo a mandar-me calar. Eu julgava que aquilo era história dele.
...
No Sábado chegou a casa, e, burro, em vez de se calar e guardar para ele, disse ao meu filho, Já andei nas provas dos vinhos
...
Ele esteve este tempo todo sem beber, e eu até já andava melhor, e agora, desde Sexta-Feira nem consigo dormir direito."
"...Venham cá amanhã..."

EPÍLOGO - O Funcionário, a Funcionária, o Utente e a Mulher do Utente do Sistema Nacional de Saúde.

Num episódio lamentável que me abstenho de pormenorizar, mas envolveu
- o Estabelecimento por parte da Senhora Funcionária, de Relações de Causa-Efeito entre o Nosso Bom Vinho e o atingimento hepático pela Legionella Pneumophila;
- a envergonhada tentativa de justificar a importância da abstinência vínica na prevenção da recorrência da dependência alcoólica por parte do Funcionário do Sistema Nacional de Saúde;
- a lista interminável de somatizações (NOTA- cá está mais uma, a que faltava, a referência a Psiquiatria!, que só aumenta a credibilidade da nossa publicação) por parte da Mulher do Utente, incapaz de exprimir perante o seu marido, ter sido ela a responsável pela convocatória para a vergonhosa Junta Médica;
e a natural tristeza do Senhor Utente do Sistema Nacional de Saúde, que corajosamente, mas sem glória, ainda tentou culpar o "Vírus"...

foi restabelecida a indicação para abstinência alcoólica total

terça-feira, 17 de outubro de 2006

Do Vinho e da Empatia entre os Utentes e Funcionários do Sistema Nacional de Saúde - XII

"Isto foi há precisamente oito dias. Estava a atravessar o campo com duas bengalas para ir ter com os homens que estavam na vinha, e comecei a desequilibrar e caí. Desde essa altura, não voltei a andar direito."
"E porque é que não veio a semana passada?"
"Porque tinha a Vindima.E tinha de estar lá a controlar."
"E quantos dias foram a vindima?"
"A Vindima foram 3. Mas depois era preciso tirar o Vinho, e filtrar. Eles punham uma cadeira e eu estava lá a dizer o que era preciso fazer, a ordenar."

GRANDES NOTÍCIAS!!!

Vou ser padrinho do meu primo mais novo....
E a Vinicultuna foi convidada a actuar no baptizado!

Os Nossos Outros Valores XIX

"A Vinicultuna acredita que tudo o que soa é música, incluindo os pratos e os talheres no lava-loiça, sempre que nos criem a ilusão de nos indicar por onde vai a vida."
"A Vinicultuna pensa que pressionar alguém para deixar de beber e de fumar é simplesmente sugerir-lhe que troque a sua forma de morrer por outra ainda menos eficaz."
"A Vinicultuna entende que os seus valores são universais e intemporais, por isso não hesita em rouba-los, partilha-los e vendê-los na Feira da Vandoma, ao desbarato."

sábado, 14 de outubro de 2006

JANTAR CALOIRO MATXO

Todo o caloiro matxo está convocado/convidado/conspurcado para Fausta Refeição, com a chancela/piela/panela da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto.

Encontro às 7:30 de Terça-Feira no Átrio de Biomédicas.

Pré-requesitos: Arranjar um caloiro do sexo feminino que assine por ele as aulas que ele iria ter durante a manha seguinte, e tarde, quiçá...

Outros: Nada a declarar.

Beberum humanun est

domingo, 8 de outubro de 2006

Actuação

"O Senhor do Vale já te disse?"
"O meu amigo telefonou-me para ver se daqui em 15 dias dá para ir com 4 ou 5 amigos daqui do grupo da cantoria, a Oliveira de Azeméis...
O de São João da Madeira pode ir de bicicleta."

Nota - Estimo testemunhar o Senhor do Vale e o Senhor Nogueira estão a trabalhar conjunta e coordenadamente, independentemente das funções dos cargos que ocupam na estrutura da Tuna.

Os Nossos Outros Valores - XVIII

"Às vezes, a Vinicultuna mede o tempo em estrelas."

"O Tuno da Vinicultuna sabe imitar na perfeição o piar de qualquer pássaro imaginário."

Aparece o TóZé para Epílogo de Uma Longa Conversa ao Luar, em tarde de Domingo, com o Pôr-do-Sol filtrado pela copa das Árvores do Jardim da Cordoaria

...
"O que foi Senhor do Vale?"
(com a mão sobre os olhos) "Estou a ver... Aquilo ali é um pato?"
"... parece um pato"
"É um pato? É um pato Ah! Ah!Ah! Ah! Ah!"
"Parece um pato morto"
"Não deve ser um pato"
"É um pato"
"Se for um pato deve estar morto."
"Perdão. Seja o que for, está morto."
"Se calhar não é um pato"
"Se for um pato está morto."
"Seja o que for está morto. NEnhum bicho nada assim."
"Deixa cá atirar-lhe uma pedra... splash!"
"Ora deixa ver... Mexeu com a onda. É um pato!"
"Mexeu só com a onda, não deve ser um pato."
" Eu atiro outra. Onde é que há pderas? Splash! Merda, lancei curto."
"Olha a onda, olha olha, Mexeu!"
"Eu atiro mais"
"Não lhe acertes."
"Não lhe acerto porquê?"
"Se for um pato..."
" E se estiver morto?"
"Se estiver morto não tem mal."
"Vamos até lá ver se é um pato ou não".
Circula-se o lago do Jardim da Cordoaria.
"Daqui já não parece um pato."
"Pois não, mas daqui já parece outra vez. É um pato"
" Não é um pato."
"É uma gaivota!"
"Morta."
"Mas acho que não foi a Tuna."

E mesmo mesmo no fim da noite...

..., depois de levantarmos as duas molduras esquecidas no Café Aviz que já estava fechado -veio só a menina simpática entregá-las num saco -, quando nos preparávamos para voltar ao carro sem beber, com pedras da calçada e um sarrafo, nos fizemos Irmãos de Armas, em nome de donzela ofendida.

...E pusemos-lhe uma orelha à banda!

Em que aparece um senhor baixinho, de barbada cuidada, e com gravata cor de vinho, e se prosseuge a longa conversa ao luar

E fala-se da Medicina, da falta de cuidados na prevenção de infecções nosocomiais, e o Senhor do Vale, e da cura para a Hepatite C, desmentida por uma Bióloga Letã que estava alojada na Pensão Estoril, e a quem todos foram ao pito; fala-se da ingratidão do Estado para com os Heróis do 25 de Novembro, relembra-se o ataque à sede da Polícia Militar, e recordam-se noitadas com altas patentes dos exércitos Angolano, Cubano e Norte-Coreano em Luanda; e de uma equipa de futebol que tinha de atravessar as serras do Norte de Angola, e nunca foi atacada, mercê das boas relações do treinador com aquele, que, vir-se-ia a saber mais tarde, era o comandante da UNITA na região, quem diria, um homem muito culto que metia os outros todos no bolso; e de um comprimido milagroso para o paludismo, que arrancou das febres para o pelado o melhor avançado da equipa; e do marido da médica irlandesa da equipa, um tipo alto chamado Castelo, que não jogava nada mas entrava no fim para os cantos e o chuveirinho, e marcava sempre um golo; e do fuzilamento do General Ochoa; e, entre tantas histórias, se vai dando conta aos poucos, de forma entrecortada, qual Santiago Nasar de Garcia-Marquéz, da Morte Anunciada do Coimbra, no ataque ao Regimento da Amadora. Fala-se ainda do medo, no que intervém o Senhor do Vale - emboscada na Guiné, as balas a bater no alumínio do onimogue, e ele deitado, esticado (e já sabemos que esticado dentro de um carro é todo encolhido), e rá-tá-tá-tá-tá-tá!
O Senhor do Vale volta a intervir quando a propósito de Coimbra e Repúblicas vem a palavra "caloiras", "Também estavam caloiras, na quarta-feira!"
E depois, a propósito da subsídio-dependência, agora já não da comunidade científica, mas dos artistas - esses da animação de rua, que se dobram, e fazem caretas, e abrem guarda-chuvas ali na praça, e dizem que é uma crítica da sociedade, passa a ser o Senhor do Vale o protagonista. "Este homem é há muitos anos o Maior Animador Cultural da Baixa da Cidade do Porto, e nunca recebeu um tostão. É ou não é? Ainda há dias passei por ti, e estavas todo animado na cantoria. E as pessoas paravam e olhavam."
"Ah!Ah!Ah!Ah!Ah!"

Da LOnga Conversa ao Luar; Em que se passa a uma ainda mais recente Cerimónia de Passagem a Tuno

"De repente, aparece-m um todo molhado. Atirou-se de ao lago. Assim! Não sei quem era...
Eu de tarde por acaso tinha estado lá. E tinha visto um pato todo encolhido. Nem sabia se estava vivo ou morto. Então pego, atiro uma pedra, e o pato levantou a cabeça a ver o que era. Mas deixou-se ficar lá.
E à noite, ele deitou-se ao lago, e trouxe o pato, ´lá debaixo da batina. Senhor do Vale, olhe um pato. Mas o pato nem mexia. Nem se viram se o pato estava vivo ou morto.
Depois eram 5 da manhã, queriam que eu fosse ao lago com eles para porem lá o pato, mas eu disse que não, ia mas é apanhar o autocarro das 5 para voltar para casa.
E parece que eles foram devolver o pato. Mas olhe, nem sei se agora o pato está vivo, se está morto, se o comeram."

"Depois esse, o que é muito ruço, veio e pediu-me o chapéu. Até hoje. Estou para ver quando é que mo devolve.
E veio também aquela rapariguita de Ciências. É assim engraçada. A que foi no outro dia connosco para a praia. E pediu-me os óculos. Também ainda não a voltei a ver."

"Mas eu gosto disto. Destas nossas tangas. Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!"

"Mas é por isso que eu gosto. Das nossas tangas"

Da longa conversa ao Luar; Em que se aborda um casamento recente

"São os dois loucos! São os dois loucos... Ela, com o rock... O Joel, com o rock... O meu amigo bem que me tinha avisado que aquilo ia acabar lá para as quatro da manhã... Eu depois da meia hora já não via nada. Estava a ver quando é que aquilo acabava. Só que eles casavam, e estavam com os copos..."
"E nós também..."
"Ah!Ah!Ah!Ah!Ah!

"Eu sentei-me lá esticado, a fumar o charuto. Veio depois um traveste...pintar-me os colarinhos."
"!!!"
"Devia ser um traveste, senão ia fazer isso a uma rapariga. E começou a pintar-me os colarinhos com vinho.
Cheguei a casa vi-me aflito para tirar. Mas vá lá, depois pus um bocadito de lixívia e parece que já não se nota."

"Depois para vir embora, disse-lhes para eles que aqui o meu Amigo de Guimarães tinha ido dormir para o jardim, e devia ter ido com companhia. Estou fodido! Como é que vou embora? Já estava a pensar em chamar um táxi ou vir só de manhã. Mas depois eles abriram a mala. O Teixeira, e o que está a viver em S.João da Madeira.
Já lá estava um esticado. Assim... Só que esticado, na mala, ia encolhido!
Eu também me encolhi, ia com o chapéu a bater no tecto."

sábado, 7 de outubro de 2006

Às portas da Mata Nacional do Buçaco...

...fica a Boa Terra do Luso.

Gosto destas terras com uma pequena Estação dos Comboios, bancos de jardim, mesmo que vazios, entre canteiros floridos, a ladear um passeio de calçada à portuguesa, Posto dos Correios com telhado triangular e placa vermelha dependurada com o cavaleiro da corneta e sacola da correspondência a tiracolo.
Gosto de terras, onde do lado de lá do balcão, alto e de madeira, as meninas ficam atrapalhadas, se as olhamos nos olhos e sorrimos, ao pedir informações. Mas sorriem também, e fazem questão de nos acompanhar à porta da rua, para apontar a direcção.
E no Café do Abel João não há SportTV, e os dois clientes de sempre, os mesmos bigodes conhecidos, trôpegos e vermelhuscos. trocam as Curas de Águas pelo Tinto da Bairrada.

Grandes Frases - LI

"Isto é que é uma estrada!"

Diz o carro, ao entrar no empedrado serpenteante de paralelos regulares da Mata Nacional do Buçaco, depois de kilómetros de auto-estrada lisa e alcatroada.

E porque o vento de Outono traz o cheiro da Viagem

A solidão é uma opção.
A solidão nunca é uma opção.

Do Vinho e da Empatia entre os Utentes e Funcionários do Sistema Nacional de Saúde - XI

"Para beber água, é que vai ser um problema... Só se lhe escondermos a água dentro de uma garrafa de vinho..."

Grandes Frases - L

"Vamos Beber Vinho."

Anónimo. Popular Desencaminhador

quarta-feira, 4 de outubro de 2006

Da Vida Eterna

Uma vez morto, o Tuno da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto, assume a sua verdadeira forma de Diabrete Alado dos Copos de Vinho das Senhoras.

E vive feliz para sempre.