quarta-feira, 31 de maio de 2006

daquela serenata

lembram-se do dia em que pedras de granizo nos caíam na cabeça?
e ela nunca tirava os olhos de nós
e ela nunca mais voltou à nossa cidade
agora foi, agora ficámos
mas volta todas as noites em que o céu se faz negro e os pingos de chuva começam a engrossar

Do Fim da Noite VIII

É quase possivel traçar a linha das nossas vida nos recados que deixamos aqui uns aos outros.

O cotão nos umbigos, as primitivas e as derivadas, os cadernos perdidos, a aldeia dos macacos, o rabo das moças, o mercado, os utentes, o Piolho, os valores, os homens e os tunos e os ratos, as frases, as viagens, o corso, os deuses, os santos e as feiticeiras.
E quem nos lê, na nossa loucura?
Por que olhos passarão estas páginas? Quantos virão cá parar por engano? Como ficaram? Quantos contentes, alegres tristes enganados, incompreensivos e indignados e indiferentes? Não quererão eles deixar aqui algo mais daquilo que são?
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E tu, rapariga do sorriso rasgado. Estás... aqui?

Os Nossos Outros Valores I

"A Vinicultuna não embandeira em arco."

"A comida saudável põem a Vinicultuna doente."

"A Vinicultuna não é bem como a pintam."

Os Nossos Valores XLI e Últimos

"A Vinicultuna reconhece os seus erros. Assim, pode mais facilmente culpar alguém por eles."

"Enquanto o mundo girar á volta do Sol, a Vinicultuna há-de buscar a Lua."

"Estes são os nossos valores. Se não gostarem, temos outros."

domingo, 28 de maio de 2006

Vendo-o retirar-se de espada caída, eles não se compadeceram, riram-se, e sem sair dos buracos sujos, disseram, baixinho - Epílogo

-Senhor, mas não é evidente que somos Tunos?

Iludido por finalmente parecer ir atingir os seus intentos, desembainhou a espada e gritou - XX

- Sois... mas... onde estais?

FIM

Desembainhando a espada num gesto que pretendia ser grandioso, ele disse - XIX

- Sois Homens ou sois ratos?
-Quereis mesmo saber a verdade?
- Somos...
-Não, por favor, aguardai!
- A verdade só no final.
- Não percais o último episódio.
- Por favor, voltai.

sexta-feira, 26 de maio de 2006

Hoje Foi Um Dia de Sorte - XIV

Quatro. Pretas. Aos círculos. Vi as primeiras Andorinhas.

Hoje foi um dia de azar.

Atchim! O ar continua cheio de cotões alergéneos.

quinta-feira, 25 de maio de 2006

Os Nossos Santos Padroeiros - III



"- Viva muitos anos – respondeu Sancho – mas soup or dizer a Vossa Mercê que, tendo eu bem de comer, tão bem e melhor o comeria em pé e sozinho, como sentado à ilharga de um imperador; e até (se hei-de dizer toda a verdade) muito melhor me sabe comer no meu cantinho, sem cerimónias, nem respeitos, ainda que não seja senão pão e cebola, que os perus de outras mesas com a obrigação de mastigar devagar, beber pouco, limpar-me a miúdo, não espirrar nem tossir quando me for preciso, nem fazer outras coisas, que a solidão e a liberdade trazem consigo."

in Don Quijote de La Mancha

quarta-feira, 24 de maio de 2006

Os Nossos Valores XXXX

A vinicultuna não é confusa mas confunde.

Das tunas da academia, a Vinicultuna é a tuna que tem o membro maior.

terça-feira, 23 de maio de 2006

Ontem Foi Um Dia de Sorte - XIII

Vem que no Sarau da Queima das Fitas, já vai para mais de uma semana, iniciava o Tuno Grande Morsa a leitura do excerto escolhido do D.Quixote de la Mancha, a quem era dedicada a actuação, no que começou o Tuno Água Benta, a executar um fundo musical na trompa. Discreto, mas emotivo, aquele trecho de um famoso musical.
Acontece que nem o nome da peça, nem as suas notas me vieram à memória ao longo da última semana.
Ontem, batia-me com um jantarzinho frugal mas requintado, numa esplanada de uma mesa de uma rua sossegada de Guimarães, talheres na mão, a obra de Miguel de Cervantes aberta, segura pelas loiças, começa a sair suave a melodia mágica da coluna do estabelecimento.

Ontem foi um dia de azar.

A empada de carnes já tinha acabado.

Do Vinho e da Empatia entre Funcionários e Utentes do Sistema Nacional de Saúde -VII

"-E Vinho?
-...Ah...
- Quanto Vinho bebe?
- Agora é só um copinho, com o comer.
Mas antes era Pedreiro. E sabe, os Pedreiros gostam de beber..."

domingo, 21 de maio de 2006

Papel da Vinicultuna no Combate ao Depaupério da Língua Portuguesa

A palavra "Odre", deve ser introduzida urgentemente no vocabulário corrente da Tuna.

No Barril Vazio... - II

...coloco o Magnífico "Corso", que o Tuno Hipercubo nos legou a 6 de Fevereiro...

No Barril Vazio, junto hoje este recorte da 1ª página do jornal Record de 19 de Abril de 1990.
No centro da fotografia da primeira página, no centro da grande-área, um preto fininho de camisola vermelha e calção branco. Inclinado para a frente, peito e braço direito esticados. Segue com os olhos a bola, a caminho das redes guardadas por um cabeludo ladeado por dois anjos brancos com Panasonic escrito a azul celeste no peito.

"Inferno da Luz dá Mão a Vata"

Tinha ido para o quarto, estender-me na cama, sofrer sozinho. As lágrimas ameaçavam soltar-se, vencidas pela arrogância dos franceses.
Verter-se-iam, de alegria, depois da cambalhota sobre a cama, seguida de queda sobre a cabeça. Corri para acompanhar pai e irmão no percurso de saltinhos que percorria a casa.
Tinha de ser o Vata, "aquele que é um tosco mas que dá um jeitão", acabadinho de entrar.
"A bólá iá pára o Maguinusson, o Maguinusson deu dí cábeça..., e ápárêceu o Vata! O Cástáñeda foi Às cástanhas!... e ágóra, o Benfica tem séti minutuis pára ádiministrárr", regista no final a cassete-dos-golos-do-Benfica que, em dia de jogo importante, um dos 4 primos colocava no rádio-gravador, assegurando, de dedo sobre a tecla "Rec", a perpetuação das eventuais explosões vocais do locutor brasileiro.
Estávamos na final!
É o momento futebolístico da minha vida. Aqui fica o instantâneo que o imortaliza.

Convido os outros Tunos a encherem este Barril com alguns dos seus objectos queridos.

Caralho!

Este blog já fez um ano!

sábado, 20 de maio de 2006

Lamento

O desfraldar das duas bandeiras castanho fulvo do nosso estandarte.

Galinha Ana, Ainda te lembras de nós?

sexta-feira, 19 de maio de 2006

Os Nossos Valores XXXIX

"A Vinicultuna diverte-se com as injustiças desportivas, mas não contemporiza com as injustiças do reino animal."

"A Vinicultuna é contra a Gripe das Aves, e indiferente á Vila das Aves."

quinta-feira, 18 de maio de 2006

Suspiros de Amor, sobre Noite em Paisagem Humanizada, incluindo Vista de Torre de 11 andares, sobre Bairro em Topo de Colina.

As janelas dos prédios onde moras têm as luzes acesas,
as que estão corridas são as janelas dos prédios onde dormes.
Feios mas bonitos - entenda quem quiser, é muito fácil -
os prédios são horríveis mas eu gosto de ti.
Que digas o mesmo deste cão
No chão corro a escuridão.
Sem medo, sem vergonha desse bairro.
Buscando-te. Uivo.
Auuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!
AuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuUi!
Atingem-me.
E identifico mais uma janela onde não dormes nem moras.

U-u-u-u-u-u-um L-l-l-l-l-lINK! - II

http://livrosquevoulendo.blogspot.com/

Do Vinho e da Empatia entre Funcionários e Utentes do Sistema Nacional de Saúde -VI

"-E Vinho?
- Bem precisava...!"

Da Estrada

"...E uma e outra vez nos vêem como pacóvios, chegados à grande cidade,
mas eles também se perdem nos montes da nossa aldeia."

quarta-feira, 17 de maio de 2006

A Vinicultuna de Biomédicas-Tinto Convida...

Toda a População do ICBAS, da UP, do Porto e do Mundo para estar presente na Libertação Solene da Galinha Ana. Esta cerimónia decorrerá nos Jardins do Palácio de Cristal, pelas 16:03 do presente dia. Destina-se a libertar a nossa tão acarinhada Galinha Ana, nobre animal de companhia da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto.
A Vinicultuna resgatou, num acto heróico e magnânime, esta galinha das garras de uma morte certa pelo cutelo, de uma vida a por ovos em nome de outrem, de uma cárcere decrépita e mal-cheirosa.
A Galinha Ana desde cedo revelou a sua apetência pelo mundo do entretenimento. Teve o seu momento de glória na passada 5ª feira, quando, na nossa companhia, subiu ao palco do Teatro Sá da Bandeira e proporcionou, á abismada audiência, momentos de deleite e espectáculo puro. O seu esvoaçar mágico ficará para sempre na memória de todos aqueles que o puderam assistir. E ficará nos corações de todos o que com ela partilharam o palco.
A Ana vai-se retirar... Vai passar os seus últimos anos na companhia de gaivotas, patos pombas e pavões. Estará sempre lá, para quem a quiser visitar, rodeada da sua prole, junto ao lago dos Jardins do Palácio de Cristal. Estará a recordar, com a lágrima ao canto do bico, os dias de glória que viveu, e da maneira como um dia se apaixonou por um humano que vomitava...
Salve Magnum Galinaceo!

Do Sarau da Queima das Fitas - Recadinho

Vem este a propósito das sucessivas intervenções que, vindas da 1ª plateia enriqueceram a passagem da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto pelo Sarau da Grandiosa Queima das Fitas do Porto. Vestindo sucessivamente o papel de Interlocutor da Tuna, Engraçadinho, o atento participante prosseguiu a subida na escala dos Espectadores de Saraus, até ao Inatingível Título da Ordem-dos-Defensores-do-Fado, quando, emprestando à voz o timbre dos Indignados, interpelou uma vez mais o Velho Cinderella, que anunciava o Fado "Feiticeira".

"Alto aí. É preciso respeitar o Fado.", disse e repetiu.

Ó meu Grandessíssimo Fruto de Ilustre Linhagem
O Fado cresceu nos tascos e bordéis de pior fama de Lisboa, servido por cantores cujo hálito atingia a assistência antes da voz. Fadista era insulto, a resposta a navalha.
E nos tempos em que as meninas traçavam a perna quantas senhoritas de viela de Coimbra não escutaram palavras meigas dos estudantes que aconchegaram? De borla ou não, assim valesse a canção.
E no Porto? Vinicultuna de Biomédicas-Tinto, honrando a tradição.

terça-feira, 16 de maio de 2006

Ai, o Cheiro da Viagem

"A Europa conhece-se com saboreando um copo de Vinho."

Rap dos Matarruanos

Pois é... elas agora aparecem......
Foi descoberto que o tuno Maximus Morsae andava a dormir com a ovelha... e Eles agora formaram a Brigada dos Matarruanos, e pediram-me para te dizer que esta música é um aviso...



PS: Isto que não chegue aos ouvidos do nosso Velho.

segunda-feira, 15 de maio de 2006

Copos vazios

Foi uma semana de copos cheios de cerveja e lágrimas, umas mais exteriores que outras, umas mais felizes que outras, e algumas mais inconscientes que outras, mas sempre vertidas e nunca retidas. Barracas decrépitas, sem arquitectura ou engenharia que as safasse, encostavam-se a mim, cambaleantes e vomitadas. O som lutava pelo silêncio fora sem intenção nenhuma de fazer sentido, e esmagava o resto de bom senso que a cerveja me ia dando.
Acabou. Aos pontapés, acabou. E os copos, agora vazios, ficaram lá... sozinhos.

domingo, 14 de maio de 2006

Do Sarau da Queima das Fitas

A Vinicultuna continua a fazer as pessoas felizes.

sábado, 13 de maio de 2006

Memória de Um Passado Recente

Uma vez, numa noite de Sº João, caí (atirei-me) ao rio Douro. Além das óbvias consequências de ter ficado molhado, acho que nessa noite, pela primeira vez, um certo sorriso rasgado acordou qualquer coisa no meu peito.

quarta-feira, 10 de maio de 2006

-Olha, estamos na Queima!

- Boa!

domingo, 7 de maio de 2006

Da Vinicultuna

Hoje somos nós, amanhã serão outros.

sábado, 6 de maio de 2006

Da Queima

A queima já começou....
Já bebi três garrafas. Parece pouco, mas talvez não seja!
Viva a Tuna!!!!

sexta-feira, 5 de maio de 2006

Oh! É adoráve, selvageml!

Dá-me pelos ombros, não chega
E quase desaparece, sob a selva de um negro tão denso
Só Vejo o brilho o ouro-moreno
O sangue-sorriso, parabólico perfestreito
As estrelinhas-malícia.

quinta-feira, 4 de maio de 2006

Do Fim da Noite VII

Hoje fui, a correr, até á primeira de todas as pontes...
A primeira que, todos os dias, o vento toca quando vem do Mar,
A primeira que eu, á muitos anos, atravessei em direcção ao Sul,
A primeira ponte onde eu conheci os teus lábios.

Hoje subi á primeira de todas as pontes.
Senti o vento tocar-me vindo do Mar,
E decidi partir para o Sul.

Onde me esperam os teus lábios...

Grandes Frases XXXVI

"Siga pra Vigo!"
Popular Português

quarta-feira, 3 de maio de 2006

Oh! É encantadora...

Nem sei se tem vinte aninhos.
É magrita mas de braços robustos.
O cabelo louro, prende-se atrás numa trança.
É mais rosadinha do que tem sardas.

Os Nossos Valores - XXXVIII

"A Vinicultuna nunca planeia dormir na areia, no entanto, na praia não há relva."

"A Vinicultuna combina a sabedoria dos velhos com a ingenuidade das crianças."

"O Tuno da Vinicultuna inspira e expira, tosse e diz "Trinta e Três" como ninguém. É um gostinho auscultar."

terça-feira, 2 de maio de 2006

Os Nossos Valores XXVII

"A Vinicultuna nunca planeia dormir na relva, no entanto, ás vezes, é o sítio mais confortável."

"A Vinicultuna confia cegamente na bondade de desconhecidos."