terça-feira, 12 de setembro de 2017

Das frases que ficaram

"Dá-me o teu amor, biomédicas"

domingo, 10 de setembro de 2017

"O que não contas à tua mulher, o que não contas ao teu amigo, conta-lo a um estranho, na estalagem"

"provérbio eslavo da Galícia",
diz-nos Eça de Queirós em "Singularidades de Uma Rapariga Loira"


Actualmente os amigos deste espaço também o podem fazer com um conhecido, no Bufete Santo António.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Um Lamento (eventualmente com voz distorcida, e cara desfocada aos quadradinhos)

"Nós chegámos, não estávamos a fazer nada, começaram logo a insultar."


sexta-feira, 12 de maio de 2017

Um Lamento, ou Sobre o Lamentável Estado de Desconfiança que Reina no Futebol Português

Oliveira de Santa Maria, há uns domingos atrás

"Não nos deixam sair, temos de consumir aqui no bar. E aqui só têm cerveja sem álcool. Fazem mesmo tudo para prejudicar o Salgueiros."

domingo, 8 de janeiro de 2017

Dos sons perdidos


sábado, 11 de junho de 2016

Um Lamento (mas não só)

Algures entre o quadragésimo e o quinquagésimo capítulo, dão o Cavaleiro da Triste Figura e o fiel Sancho a uma estalagem em lugar impreciso na Mancha. Dão a ela também o Cura, o Barbeiro, e muitos outros que não teriam por que por ali andar, mas muito arranjarão sobre que se escreva.
Coincidências. Pródigas na Literatura, não menos na Vida.
Não foi na Mancha, foi mais ao lado.
Évora. Este que aqui escreve, um outro de cognome Fodido, como que fazendo de cabreiro, almocrave, ou de mulher de estalajadeiro. E, já no epílogo, reencontra-se um nome da última crónica. Desta feita o irmão. Em tempos protagonista de uma entrevista num glorioso número da revista "i", das Biomédicas.
Celebre-se então o Lamento, na sala de João Cutileiro. Um lugar notável. Forrado a mulheres de mármore. O escultor senta-se, com a janela nas costas. Em contraluz, visto do outro lado.
"Quer tomar alguma coisa? Café?"
Esqueci as palavras de cerimónia.
"Um copo de vinho?"
"Tomei há bocado o pequeno-almoço"
"É quando sabe melhor", ri-se. E serve-se.

Até perto da hora do almoço existirão silêncios embaraçosos. Saboreados com muito prazer.
...mas com um copo de água.

Um Lamentável Lamento

"Estiveste a beber?"

Anónima, séc indeterminado

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Da Hospitalidade. (para um Manual de Digressões)

Foi há dias, na Antena Um. Falava o Embaixador José Cutileiro sobre a Síria e na inconciliável heterogeneidade daqueles povos. Ódio incompreensível aos olhos ocidentais ainda por cima lusitanos. Ou talvez não.
Num estilo desassombrado, relatou. No final da década de sessenta encontrava-se a realizar um trabalho de campo em Monsaraz (A Portuguese Rural Society, Oxford Press, 1971). Comia numa taberna, frequentemente na cozinha. Um dia chegaram uns casais, com crianças. Turistas, do Porto. A Dona Antónia foi recebê-los. Quando regressou à cozinha, comentou, com desdém, "Queriam pão de milho! Os filhos da puta!"

Do Tuno, do Careto, e da Sã Vizinhança





 
...ou "Esta Senhora Não Gosta de Jovens".

 

Do Tuno, do Careto, e da Geração Espontânea



sábado, 6 de fevereiro de 2016

Protocolo de Velhice - V

Na sua Velhice, o Tuno da Vinicultuna trocará o negro pelas cores.



Na sua Velhice, o Tuno da Vinicultuna, continuará como antes.






(Feliz 2016 ...



...e um Bom Carnaval)

sábado, 5 de dezembro de 2015

A Vinicultuna aprecia...

... a Coerência.

 
                                                        (Granada - Albayzin)

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Da Magistral Conferência...

Em que eloquentemente se fala do "AVC Eloquente"!


Em que "usando a orquestra como analogia" se fala no cérebro, ficando por esclarecer porque não foi usada a Tuna.
 
 
 
 

E em que estando o Nariz da Micha outra vez aqui tão perto...
... e tendo-se apurado que poderá ser reavistado por terras de Viriato...
...(não tão frio, e bem mais perto que a Polónia)...
...uma vez mais se demonstra que nem sempre a fotografia faz justiça à beleza.
 
O Nariz de Micha, inquirindo Octavius, (inveja),
sobre assuntos de coração.

Grandes Frases CII














"Rico filho, até sabe o que é o Mastoideu !"



 

sábado, 28 de novembro de 2015

Os Nossos Fétiches - IV

Olhei para o lado. Olhei outra vez. Não consegui deixar de voltar a olhar. E olhei outra vez. Estava mesmo ali ao lado.
Depois ... olhei outra vez. Já o tinha visto antes. Mas onde, mas onde... Olhei outra vez. Estava mesmo ali ao lado. Não consegui deixar de voltar a olhar. Conhecia-o. Mas de onde? De onde? De onde, antes de estar mesmo ali ao lado... (olhei outra vez). De onde? De onde?... a vida toda a passar diante dos olhos... De onde? De onde? Não podia parecer malcriado! De onde? De onde? Daqui não, daqui não, mas de onde? Daqui? (olho outra vez) Parecido, mas também não. De onde?

 
Olhei outra vez. Fiquei a olhar. Era lindo. É claro que conhecia! Era o nariz da Micha!
Um triângulo de base larga, compridinho, com uma bolinha na ponta. Lindo. Delicioso.
O nariz da Micha. Palermo, Lleida, Gdansk, e Gdansk outra vez, durante o Campeonato do Mundo. Já lá vão quase 10 anos! E agora aqui ao meu lado. Continua maravilhoso.
Revejo as fotografias. Ela defendia-se. Em todas sorri, põe os olhos a brilhar, e nitidamente evita o perfil. O nariz fica redondinho no meio da cara, também bonitinho. Eu gosto dele em qualquer perspectiva. E de perfil fica único. Alto, esticadinho, a terminar num botão. E agora aqui ao lado!
Michalina Rusiecka. Polaca. Sorriem os Tunos, mas não, mas não. Na vez do Campeonato do Mundo conhecera um homem mais velho que era Escocês e atravessava o Atlântico sozinho. Eu lamentava uma mulher mais nova, mas menos. Mas não deixei de disfrutar da contemplação daquele nariz.
Um dia serei eu o homem mais velho. Pode ser que o nariz da Micha volte a aparecer...

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Bom São Martinho, lamento...

...pois que, andando sempre por cá, sempre O esquecia, e lembrava-o sempre depois, uns dias  atrasado.
Antes o esquecesse outra vez, significasse isso o contínuar da Bebedeira de Ideias e Lamentos. Contínua euforia. Eterna novidade.  Mensagem enviada. Truz-truz, soava do outro lado. Mensagem recebida. A internet ainda era em madeira envernizada. Agora é tudo em plásticos e feito noutros sítios. Na altura quase que não havia euro. O Pereira até guardou um ror de escudos para gastar aos poucos no ano seguinte. Agora é Psiquiatra e já falou para a televisão. O Arouca e o Tondela ainda estavam nos distritais. Também deve haver boas castanhas para lá. E as torres gémeas caíram à nossa frente. Tinham acabado de pôr as televisões no átrio. No do edifício velho, no das colunas de mármore. Na altura ainda cheiravam a madeira envernizada. Era tudo novo. Ligaram as televisões de propósito para vermos os aviões a irem contra aquilo. Outra vez e outra vez.  E depois aquilo a cair, em cinzas. Houve um homem que até saltou antes. O Dom Nelson, da contabilidade passou e disse "Ó Carlos, isto é muito mau, Isto é muito mau, mas o Salgueiros ainda é pior do que isto", e foi embora. Tinha razão. Na altura o Salgueiros também cheirava a madeira envernizada. Depois nunca mais. Agora vá lá, pode ser que outra vez. No Domingo foi ganhar a Cinfães. Também deve haver boas castanhas por lá. Pergunta-se ao Tó-Zé, ele sabe de certeza, é a terra do pai dele.
Nós só fomos passear à tarde. Não dava para mais, passámos no rio, e depois ao Gerês. Santa Maria de Bouro. Ao Mosteiro, que agora é Pousada. Cheira a madeira envernizada dos Pestana. Não entrámos. Ficámos pelos jardins. Havia castanhas. Estivemos os quatro a apanhá-las dos ouriços. Picava um bocadinho. A Margarida conseguiu trazer menos que o Rafael. Acobardou-se. E está afidalgada. Eu atei as mangas do casaco de malha e enchi-as. Chegados a casa pesámo-nos com e sem elas. Três quilos de castanhas. De borla! Mas foi uma pena não termos dado com a entrada para a adega. 
(se calhar ainda cheira a madeira envernizada)
Bom São Martinho.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Grandes Vídeos - I

video

domingo, 20 de novembro de 2011

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Meu fado...