terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Grandes Vídeos - I

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domingo, 20 de novembro de 2011

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Meu fado...

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Para Amigos e Amigas

"Algumas das reminiscências da minha escola primária têm a ver com vacas. Porque a D.ª Albertina, a professora, uma mulher escalavrada e seca, mais mirrada que uva-passa, tinha um inexplicável fascínio por vacas. Primavera e vacas. De forma que, ora mandava fazer redacções sobre a primavera, ora se fixava na temática da vaca. A vaca era, assim, um assunto predilecto e de desenvolvimento obrigatório, o que, pela sua recorrência, se tornava insuportavelmente repetitivo. Um dia, o Zeca da Maria "gorda", farto de escrever que a vaca era um mamífero vertebrado, quadrúpede ruminante e muito amigo do homem a quem ajudava no trabalho e a quem fornecia leite e carne, blá, blá, blá, decidiu, num verdadeiro impulso de rebelião criativa, explicar a coisa de outraforma. E, se bem me lembro ainda, escreveu mais ou menos isto: "A vaca, tal como alguns homens, tem quatro patas, duas à frente, duas atrás, duas à direita e duas à esquerda. A vaca é um animal cercado de pêlos por todos os lados, ao contrário da península que só não é cercada por um. O rabo da vaca não lhe serve para extrair o leite, mas para enxotar as moscas e espalhar a bosta. Na cabeça, a vaca tem dois cornos pequenos e lá dentro tem mioleira, que o meu pai diz que faz muito bem à inteligência e, por não comer mioleira, é que o padre é burro como um tamanco. Diz o meu pai e eu concordo, porque, na doutrina, me obriga a saber umas merdas de que não percebo nada como as bem-aventuranças. A vaca dá leite por fora e carne por dentro, embora agora as vacas já não façam tanta falta, porque foi descoberto o leite em pó. A vaca é um animal triste todo o ano, excepto no dia em que vai ao boi, disse-me o pai do Valdemar "pauzinho", que é dono do boi onde vão todas as vacas da freguesia. Um dia perguntei ao meu pai o que era isso da vaca ir ao boi e levei logo um estalo no focinho. O meu pai também diz que a mulher do regedor é uma vaca e eu também não entendi. Mas, escarmentado, já nem lhe perguntei se ela também ia ao boi."
Luís Manuel Cunha in «Jornal de Barcelos»

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Dos Benefícios da Música Para Bebés

Encontrei o "Real Gone" do Tom Waits dentro do "Rejoicing the Hands" do Devendra Banhart.
Já não o via vai para mais de um ano.
Foi extremamente estimulante.

Há quanto tempo não desenrolam lá em casa aquelas bandeiras que há uns anos se punham nas varandas durante os jogos da bola? Querem ver que o Estandarte da Tuna ficou embrulhado numa delas, na ressaca do Europeu?

segunda-feira, 23 de maio de 2011

"A la Table avec la Tune"





A cambalear, chegamos um a um.

Acho que sou o quarto, mas sou o primeiro a sentar-me. À minha esquerda o caloiro que um dia será Grande Morsa, depois Chiclete, na esquina, à cabeceira o o caloiro que um dia será Inca (que só chegou uns minutos depois), e depois o caloiro que um dia será o Magister Piça Quadrada. O caloiro que um dia será o Magister Piça Quadrada fica à direita dos Maiorais da República. Somos Con-Vi-Da-Dos. Aliás, há mais Convidados. Os Repúblicos são só sete ou oito, mas há para aí 20 pessoas à mesa.


Tacho de arroz de cenoura e ervilhas. (Que inveja vão ter os que estão sem comer, em casa do Tiago). Bolinhos de bacalhau. Salada. Somos Convidados, somos os primeiros a servir-nos.

Olho para o tacho. Não podemos comer tudo.

Ponho só uma colher no o caloiro que um dia será Grande Morsa. O caloiro que um dia será Grande Morsa é grande.

Chiclete é mais pequeno. Ponho meia colher a Chiclete.

Percebo que estou a pôr pouco. Posso abusar mais. Felizmente só me servi em terceiro lugar. Posso comer quase tanto como o caloiro que um dia será Grande Morsa.

Chiclete vai ficar com fome. Também há atum. Tostas com manteiga. No fim, laranjas.

Pouco participamos nas conversas. Não sei se parecemos malcriados. Estamos mesmo cansados.

Os pais do Saviola aparecem.

O Maioral é um gajo de barbas que tem uma namorada gordinha. Esta diz “Tabaco? Aquela coisa que só serve para gastar dinheiro e fazer mal?”.

Fala-se nos terríveis primos do o caloiro que um dia será Grande Morsa - que se portaram mal no Centenário da República; que só o o caloiro que um dia será Grande Morsa tem cobro neles; que estavam a ver o Sexy Hot no Centenário da República.

Há uma história de tiros de pressão de ar, da República para uma procissão - histórias antigas. Um bem-vestidinho reclama. "Disparar sobre os fiéis? Se ainda fosse sobre comunas..."

Fala-se muito de política em Coimbra.
Também se fala de nós. “Estes bacanos têm uma filosofia...” - referem-se às nossas digressões.
As paredes da sala têm muitas frases de um dos Tios do caloiro que um dia será Grande Morsa.

Eu sirvo-me segunda vez. Acho que, por cortesia, Chiclete não o faz.



...da "Crónica da Digressão a Coimbra, por um Candidato a Tuno-Honorário da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto", Junho de 2004

Dos Leões de Coimbra






15h30 Vai a passar uma donzela, e o caloiro que um dia será Grande Morsa corre para a Serenatear. Ela tenta escapar, mas o caloiro que um dia será Grande Morsa alcança-a. Eu vou atrás, descalcinho e aos saltos. Também é de Ciências da Educação.



Quando olho para trás já estão o caloiro que um dia será Água Benta e o caloiro que um dia será o Magister Piça Quadrada de calças arregaçadas, dentro da fonte. O dinheiro caiu lá dentro! Ia-me dando uma coisa. O caloiro que um dia será Grande Morsa vai logo a correr. Braços compridos, ajuda de fora da fonte. Alguém diz que só vai apanhar as maiores. Mas claro que se apanham todas.



Os que estão lá dentro começam a molhar-nos. Chiclete põe-se em boxers e também salta lá para dentro. Depois perceberá que à custa disto perde as tâmaras no jardim da Manga! Não sei como porque Chiclete foi para lá em cuecas… julgo eu… mas se calhar não porque de facto ele pôs a camisa a secar ao sol. A camisa secará por metades…



Entretanto damos pela falta do caloiro que um dia será Inca… Fugiu! Mal viu o dinheiro na água fugiu! Volta quando o começamos a procurar. Diz que foi ao quarto de banho. Mas, quando insistimos começa-se a rir.









...da "Crónica da Digressão a Coimbra, por um Candidato a Tuno-Honorário da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto", Junho de 2004

Do Fim Da(quela) Noite - Ou Antes Um Pedaço

Sugiro que subamos à Universidade. Falo em ir ao Pátio da Universidade. Mas o caloiro que um dia será Grande Morsa diz que deve estar fechada. Mas também diz que “Não nos digam que não se pode... e muito menos que é impossível!”. O caloiro que um dia será Grande Morsa já leva com ele uma placa da ProSegur.

Chiclete pede aos caloiros para nos seguirem à distância. Eles acabam por se distanciar à entrada de um bar.


Chiclete sugere que caminhemos em silêncio. Disfrutemos a noite. Apetece-lhe caminhar em silêncio. Mas eu sinto-me demasiado leve para o fazer. (Se calhar nunca o conseguiria fazer).
Como um palhaço aponto para a Lua, e para todas as coisas dignas de serem vistas. Mas sabe bem andar em silêncio.
Chegamos à altitude da Praça da Universidade. Junto à Sé Nova.
Deixo-me rebolar duas vezes pela rua inclinada. Da segunda só um bocadinho, porque Chiclete que tinha ficado com quase todos os meus objectos, me avisou que vinha um carro. O relógio parte-se. Fica parado nas...3h15.


São as horas que eu quiser!




...da "Crónica da Digressão a Coimbra, por um Candidato a Tuno-Honorário da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto", Junho de 2004

NOTA - para ler mais sobre este episódio, remetemos aos comentários ao segundo da rubrica "As Nossas Lendas", publicado a 19 de Fevereiro de 2009

domingo, 22 de maio de 2011

(Aqui Nasci)



04h00 - Leões (de Coimbra) – Jardim da Manga



Os caloiros já lá estão. Quando eu e Chiclete estamos a atravessar uma das pontezinhas, ele diz-me:

“E agora desculpa, mas vais ter mesmo de te banhares em trajes menores.”



E diz para a Vinicultuna dar as boas vindas ao... “Mineteiro” (Eu sabia que alguma coisa ia ter de correr mal!!!).
Abraçamo-nos, já comigo em cuecas.
Desço por uma das escadas de uma das pontes, e, devagar, deixo-me afundar.

Contorno o palácio a nadar, passando por baixo das 4 pontes, e dos 4 canos enferrujados que estão dentro de água.

É engraçado porque de tarde, quando o dinheiro caiu à fonte, tinha pensado que seria engraçado pôr alguém a passar ali, como se fosse um golfinho.

Depois de passar o primeiro avisto a Lua, mas não digo nada, porque não sei se estou dentro água e o som não se ouvirá, e porque me parece que eles se estão a ir embora. Não os ouço.


...da "Crónica da Digressão a Coimbra, por um Candidato a Tuno-Honorário da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto", Junho de 2004

sábado, 14 de maio de 2011

Ontem Foi Um Dia de Sorte - XXV

Foi o 13 de Maio, e a rodinha à volta do Sol brilhou muito.
Glória, Glória, Aleluia, Glória!

Ontem foi um dia de azar

Foi Sexta-Feira 13.
Arre, diabo!, vade retrum mafarrico!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Grandes Filmes...

sábado, 7 de maio de 2011

Dos Percalços da Conquista do Espaço





(a caminho da Lua... pelos nossos próprios meios)

Vinicultuna - Protocolo de Velhice - IV

"Na sua Velhice, o Tuno da Vinicultuna terá os bolsos atulhados de papelinhos da conta da mercearia e da farmácia, com as costas gatafunhadas."

"Na sua Velhice, o Tuno da Vinicultuna chamará Laboratório à Adega, e Alambique ao Lagar."

"Na sua Demência, o Tuno-Alquimista reclamará a descoberta do Vinho Não Mastigável."

A Vinicultuna Aprecia...



... a Limpeza e o Conforto, daquele Cantinho só Seu.

Aqui Nasci.





Que partindo desta pista, identifiquem os Contunos o local.

E aí chegados, que nos sentemos, e tiremos da Memória o farnel.

"Batem-se?"

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Da Limpeza de Um Disco

AS MENINAS DE BIOMÉDICAS

As meninas de Biomédicas são as melhores da UP
Por uma razão muito simples.
São muito simpáticas, bonitas e boas raparigas.
Ao contrário das de Medicina de S. João.

Ai, ai, ai, se eu pudesse entrar aqui
Tenho a certeza que era muito feliz.
Não só são elas boas pessoas.
Os rapazes também são e o ICBAS também em si é muito bom.

Não é por acaso que quem entra aqui é bem recebido
Pela AEICBAS, CD ICBAS; alunos, professores e funcionários.
Só por isso e muito mais, queríamos que visitassem o Instituto.
Sem mais nada para dizer, divirtam-se e
Viva o Azul e Amarelo que são as nossas cores


Por António José Pereira Nogueira, para a Vinicultuna Biomédicas – Tinto, 2004

terça-feira, 3 de maio de 2011

Do Vinho e da Empatia entre Utentes e Funcionários do Sistema Nacional de Saúde - XXXVI

(ou , E vem-nos à memória uma frase batida...)

"Só um copinho ou dois, com os comeres."

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Ecos no meu Ouvido - II

Música:
"F.M.I.", de José Mário Branco, 1979.

Parte que Ecoa:
"Éfe Éme Iiiiiiiiiii...! tcharanchanchan, tchanrantchantchan, com o Éfe Éme I!".

Origem (do Eco, não da Música):
"Manhã de Domingo de Páscoa, depois de noite longa. O Tiago pôs no computador do Serviço, antes de ir almoçar com os sogros. E eu com os meus. Foi cabrito. Na minha avó costuma ser leitão. Eu gosto dos dois. Não sei o que foi nos sogros do Tiago. Mas espero que ele também goste."

Duração do Eco:
"Vai para 4 dias e meio, mas não tem sido constante, e a cadência é empolgante. É que há dias a"A Luta é Alegria" até já irritava, mas não me deu para vir cá partilhar, de modo que não foi oficial."

http://www.youtube.com/watch?v=ZUJts90HIHc

http://www.youtube.com/watch?v=wj7LKI8rIUo&feature=related

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Santas Páscoas

http://www.youtube.com/watch?v=4QOHnxnyAi0

Créditos para Hélder Baptista,


Notável a abertura, a roçar o ocioso, com as duas (usemos o extenso) voltas em instrumental, pela modinha do refrão, antes do da entrada do filarmónico bocejo vocal ao longo de mais de seis (usemos o extenso) espraiados minutos.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Serenata?

Justificações dos tempos...

Indivíduo Sábio: Não vás, bebe mais um copo!

Indivíduo: Estou de carro...

Indivíduo Sábio: A esta hora já não há polícia!

Indivíduo: Nunca se sabe, além disso pode-se dar um acidente...

Indivíduo Sábio: Mas aqui só há descidas, podes beber à vontade.

Indivíduo: Era mais uma garrafa então.