quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Da Hospitalidade. (para um Manual de Digressões)

Foi há dias, na Antena Um. Falava o Embaixador José Cutileiro sobre a Síria e na inconciliável heterogeneidade daqueles povos. Ódio incompreensível aos olhos ocidentais ainda por cima lusitanos. Ou talvez não.
Num estilo desassombrado, relatou. No final da década de sessenta encontrava-se a realizar um trabalho de campo em Monsaraz (A Portuguese Rural Society, Oxford Press, 1971). Comia numa taberna, frequentemente na cozinha. Um dia chegaram uns casais, com crianças. Turistas, do Porto. A Dona Antónia foi recebê-los. Quando regressou à cozinha, comentou, com desdém, "Queriam pão de milho! Os filhos da puta!"

Do Tuno, do Careto, e da Sã Vizinhança





 
...ou "Esta Senhora Não Gosta de Jovens".

 

Do Tuno, do Careto, e da Geração Espontânea



sábado, 6 de fevereiro de 2016

Protocolo de Velhice - V

Na sua Velhice, o Tuno da Vinicultuna trocará o negro pelas cores.



Na sua Velhice, o Tuno da Vinicultuna, continuará como antes.






(Feliz 2016 ...



...e um Bom Carnaval)

sábado, 5 de dezembro de 2015

A Vinicultuna aprecia...

... a Coerência.

 
                                                        (Granada - Albayzin)

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Da Magistral Conferência...

Em que eloquentemente se fala do "AVC Eloquente"!


Em que "usando a orquestra como analogia" se fala no cérebro, ficando por esclarecer porque não foi usada a Tuna.
 
 
 
 

E em que estando o Nariz da Micha outra vez aqui tão perto...
... e tendo-se apurado que poderá ser reavistado por terras de Viriato...
...(não tão frio, e bem mais perto que a Polónia)...
...uma vez mais se demonstra que nem sempre a fotografia faz justiça à beleza.
 
O Nariz de Micha, inquirindo Octavius, (inveja),
sobre assuntos de coração.

Grandes Frases CII














"Rico filho, até sabe o que é o Mastoideu !"



 

sábado, 28 de novembro de 2015

Os Nossos Fétiches - IV

Olhei para o lado. Olhei outra vez. Não consegui deixar de voltar a olhar. E olhei outra vez. Estava mesmo ali ao lado.
Depois ... olhei outra vez. Já o tinha visto antes. Mas onde, mas onde... Olhei outra vez. Estava mesmo ali ao lado. Não consegui deixar de voltar a olhar. Conhecia-o. Mas de onde? De onde? De onde, antes de estar mesmo ali ao lado... (olhei outra vez). De onde? De onde?... a vida toda a passar diante dos olhos... De onde? De onde? Não podia parecer malcriado! De onde? De onde? Daqui não, daqui não, mas de onde? Daqui? (olho outra vez) Parecido, mas também não. De onde?

 
Olhei outra vez. Fiquei a olhar. Era lindo. É claro que conhecia! Era o nariz da Micha!
Um triângulo de base larga, compridinho, com uma bolinha na ponta. Lindo. Delicioso.
O nariz da Micha. Palermo, Lleida, Gdansk, e Gdansk outra vez, durante o Campeonato do Mundo. Já lá vão quase 10 anos! E agora aqui ao meu lado. Continua maravilhoso.
Revejo as fotografias. Ela defendia-se. Em todas sorri, põe os olhos a brilhar, e nitidamente evita o perfil. O nariz fica redondinho no meio da cara, também bonitinho. Eu gosto dele em qualquer perspectiva. E de perfil fica único. Alto, esticadinho, a terminar num botão. E agora aqui ao lado!
Michalina Rusiecka. Polaca. Sorriem os Tunos, mas não, mas não. Na vez do Campeonato do Mundo conhecera um homem mais velho que era Escocês e atravessava o Atlântico sozinho. Eu lamentava uma mulher mais nova, mas menos. Mas não deixei de disfrutar da contemplação daquele nariz.
Um dia serei eu o homem mais velho. Pode ser que o nariz da Micha volte a aparecer...

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Bom São Martinho, lamento...

...pois que, andando sempre por cá, sempre O esquecia, e lembrava-o sempre depois, uns dias  atrasado.
Antes o esquecesse outra vez, significasse isso o contínuar da Bebedeira de Ideias e Lamentos. Contínua euforia. Eterna novidade.  Mensagem enviada. Truz-truz, soava do outro lado. Mensagem recebida. A internet ainda era em madeira envernizada. Agora é tudo em plásticos e feito noutros sítios. Na altura quase que não havia euro. O Pereira até guardou um ror de escudos para gastar aos poucos no ano seguinte. Agora é Psiquiatra e já falou para a televisão. O Arouca e o Tondela ainda estavam nos distritais. Também deve haver boas castanhas para lá. E as torres gémeas caíram à nossa frente. Tinham acabado de pôr as televisões no átrio. No do edifício velho, no das colunas de mármore. Na altura ainda cheiravam a madeira envernizada. Era tudo novo. Ligaram as televisões de propósito para vermos os aviões a irem contra aquilo. Outra vez e outra vez.  E depois aquilo a cair, em cinzas. Houve um homem que até saltou antes. O Dom Nelson, da contabilidade passou e disse "Ó Carlos, isto é muito mau, Isto é muito mau, mas o Salgueiros ainda é pior do que isto", e foi embora. Tinha razão. Na altura o Salgueiros também cheirava a madeira envernizada. Depois nunca mais. Agora vá lá, pode ser que outra vez. No Domingo foi ganhar a Cinfães. Também deve haver boas castanhas por lá. Pergunta-se ao Tó-Zé, ele sabe de certeza, é a terra do pai dele.
Nós só fomos passear à tarde. Não dava para mais, passámos no rio, e depois ao Gerês. Santa Maria de Bouro. Ao Mosteiro, que agora é Pousada. Cheira a madeira envernizada dos Pestana. Não entrámos. Ficámos pelos jardins. Havia castanhas. Estivemos os quatro a apanhá-las dos ouriços. Picava um bocadinho. A Margarida conseguiu trazer menos que o Rafael. Acobardou-se. E está afidalgada. Eu atei as mangas do casaco de malha e enchi-as. Chegados a casa pesámo-nos com e sem elas. Três quilos de castanhas. De borla! Mas foi uma pena não termos dado com a entrada para a adega. 
(se calhar ainda cheira a madeira envernizada)
Bom São Martinho.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Grandes Vídeos - I

video

domingo, 20 de novembro de 2011

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Meu fado...

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Para Amigos e Amigas

"Algumas das reminiscências da minha escola primária têm a ver com vacas. Porque a D.ª Albertina, a professora, uma mulher escalavrada e seca, mais mirrada que uva-passa, tinha um inexplicável fascínio por vacas. Primavera e vacas. De forma que, ora mandava fazer redacções sobre a primavera, ora se fixava na temática da vaca. A vaca era, assim, um assunto predilecto e de desenvolvimento obrigatório, o que, pela sua recorrência, se tornava insuportavelmente repetitivo. Um dia, o Zeca da Maria "gorda", farto de escrever que a vaca era um mamífero vertebrado, quadrúpede ruminante e muito amigo do homem a quem ajudava no trabalho e a quem fornecia leite e carne, blá, blá, blá, decidiu, num verdadeiro impulso de rebelião criativa, explicar a coisa de outraforma. E, se bem me lembro ainda, escreveu mais ou menos isto: "A vaca, tal como alguns homens, tem quatro patas, duas à frente, duas atrás, duas à direita e duas à esquerda. A vaca é um animal cercado de pêlos por todos os lados, ao contrário da península que só não é cercada por um. O rabo da vaca não lhe serve para extrair o leite, mas para enxotar as moscas e espalhar a bosta. Na cabeça, a vaca tem dois cornos pequenos e lá dentro tem mioleira, que o meu pai diz que faz muito bem à inteligência e, por não comer mioleira, é que o padre é burro como um tamanco. Diz o meu pai e eu concordo, porque, na doutrina, me obriga a saber umas merdas de que não percebo nada como as bem-aventuranças. A vaca dá leite por fora e carne por dentro, embora agora as vacas já não façam tanta falta, porque foi descoberto o leite em pó. A vaca é um animal triste todo o ano, excepto no dia em que vai ao boi, disse-me o pai do Valdemar "pauzinho", que é dono do boi onde vão todas as vacas da freguesia. Um dia perguntei ao meu pai o que era isso da vaca ir ao boi e levei logo um estalo no focinho. O meu pai também diz que a mulher do regedor é uma vaca e eu também não entendi. Mas, escarmentado, já nem lhe perguntei se ela também ia ao boi."
Luís Manuel Cunha in «Jornal de Barcelos»

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Dos Benefícios da Música Para Bebés

Encontrei o "Real Gone" do Tom Waits dentro do "Rejoicing the Hands" do Devendra Banhart.
Já não o via vai para mais de um ano.
Foi extremamente estimulante.

Há quanto tempo não desenrolam lá em casa aquelas bandeiras que há uns anos se punham nas varandas durante os jogos da bola? Querem ver que o Estandarte da Tuna ficou embrulhado numa delas, na ressaca do Europeu?

segunda-feira, 23 de maio de 2011

"A la Table avec la Tune"





A cambalear, chegamos um a um.

Acho que sou o quarto, mas sou o primeiro a sentar-me. À minha esquerda o caloiro que um dia será Grande Morsa, depois Chiclete, na esquina, à cabeceira o o caloiro que um dia será Inca (que só chegou uns minutos depois), e depois o caloiro que um dia será o Magister Piça Quadrada. O caloiro que um dia será o Magister Piça Quadrada fica à direita dos Maiorais da República. Somos Con-Vi-Da-Dos. Aliás, há mais Convidados. Os Repúblicos são só sete ou oito, mas há para aí 20 pessoas à mesa.


Tacho de arroz de cenoura e ervilhas. (Que inveja vão ter os que estão sem comer, em casa do Tiago). Bolinhos de bacalhau. Salada. Somos Convidados, somos os primeiros a servir-nos.

Olho para o tacho. Não podemos comer tudo.

Ponho só uma colher no o caloiro que um dia será Grande Morsa. O caloiro que um dia será Grande Morsa é grande.

Chiclete é mais pequeno. Ponho meia colher a Chiclete.

Percebo que estou a pôr pouco. Posso abusar mais. Felizmente só me servi em terceiro lugar. Posso comer quase tanto como o caloiro que um dia será Grande Morsa.

Chiclete vai ficar com fome. Também há atum. Tostas com manteiga. No fim, laranjas.

Pouco participamos nas conversas. Não sei se parecemos malcriados. Estamos mesmo cansados.

Os pais do Saviola aparecem.

O Maioral é um gajo de barbas que tem uma namorada gordinha. Esta diz “Tabaco? Aquela coisa que só serve para gastar dinheiro e fazer mal?”.

Fala-se nos terríveis primos do o caloiro que um dia será Grande Morsa - que se portaram mal no Centenário da República; que só o o caloiro que um dia será Grande Morsa tem cobro neles; que estavam a ver o Sexy Hot no Centenário da República.

Há uma história de tiros de pressão de ar, da República para uma procissão - histórias antigas. Um bem-vestidinho reclama. "Disparar sobre os fiéis? Se ainda fosse sobre comunas..."

Fala-se muito de política em Coimbra.
Também se fala de nós. “Estes bacanos têm uma filosofia...” - referem-se às nossas digressões.
As paredes da sala têm muitas frases de um dos Tios do caloiro que um dia será Grande Morsa.

Eu sirvo-me segunda vez. Acho que, por cortesia, Chiclete não o faz.



...da "Crónica da Digressão a Coimbra, por um Candidato a Tuno-Honorário da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto", Junho de 2004

Dos Leões de Coimbra






15h30 Vai a passar uma donzela, e o caloiro que um dia será Grande Morsa corre para a Serenatear. Ela tenta escapar, mas o caloiro que um dia será Grande Morsa alcança-a. Eu vou atrás, descalcinho e aos saltos. Também é de Ciências da Educação.



Quando olho para trás já estão o caloiro que um dia será Água Benta e o caloiro que um dia será o Magister Piça Quadrada de calças arregaçadas, dentro da fonte. O dinheiro caiu lá dentro! Ia-me dando uma coisa. O caloiro que um dia será Grande Morsa vai logo a correr. Braços compridos, ajuda de fora da fonte. Alguém diz que só vai apanhar as maiores. Mas claro que se apanham todas.



Os que estão lá dentro começam a molhar-nos. Chiclete põe-se em boxers e também salta lá para dentro. Depois perceberá que à custa disto perde as tâmaras no jardim da Manga! Não sei como porque Chiclete foi para lá em cuecas… julgo eu… mas se calhar não porque de facto ele pôs a camisa a secar ao sol. A camisa secará por metades…



Entretanto damos pela falta do caloiro que um dia será Inca… Fugiu! Mal viu o dinheiro na água fugiu! Volta quando o começamos a procurar. Diz que foi ao quarto de banho. Mas, quando insistimos começa-se a rir.









...da "Crónica da Digressão a Coimbra, por um Candidato a Tuno-Honorário da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto", Junho de 2004

Do Fim Da(quela) Noite - Ou Antes Um Pedaço

Sugiro que subamos à Universidade. Falo em ir ao Pátio da Universidade. Mas o caloiro que um dia será Grande Morsa diz que deve estar fechada. Mas também diz que “Não nos digam que não se pode... e muito menos que é impossível!”. O caloiro que um dia será Grande Morsa já leva com ele uma placa da ProSegur.

Chiclete pede aos caloiros para nos seguirem à distância. Eles acabam por se distanciar à entrada de um bar.


Chiclete sugere que caminhemos em silêncio. Disfrutemos a noite. Apetece-lhe caminhar em silêncio. Mas eu sinto-me demasiado leve para o fazer. (Se calhar nunca o conseguiria fazer).
Como um palhaço aponto para a Lua, e para todas as coisas dignas de serem vistas. Mas sabe bem andar em silêncio.
Chegamos à altitude da Praça da Universidade. Junto à Sé Nova.
Deixo-me rebolar duas vezes pela rua inclinada. Da segunda só um bocadinho, porque Chiclete que tinha ficado com quase todos os meus objectos, me avisou que vinha um carro. O relógio parte-se. Fica parado nas...3h15.


São as horas que eu quiser!




...da "Crónica da Digressão a Coimbra, por um Candidato a Tuno-Honorário da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto", Junho de 2004

NOTA - para ler mais sobre este episódio, remetemos aos comentários ao segundo da rubrica "As Nossas Lendas", publicado a 19 de Fevereiro de 2009

domingo, 22 de maio de 2011

(Aqui Nasci)



04h00 - Leões (de Coimbra) – Jardim da Manga



Os caloiros já lá estão. Quando eu e Chiclete estamos a atravessar uma das pontezinhas, ele diz-me:

“E agora desculpa, mas vais ter mesmo de te banhares em trajes menores.”



E diz para a Vinicultuna dar as boas vindas ao... “Mineteiro” (Eu sabia que alguma coisa ia ter de correr mal!!!).
Abraçamo-nos, já comigo em cuecas.
Desço por uma das escadas de uma das pontes, e, devagar, deixo-me afundar.

Contorno o palácio a nadar, passando por baixo das 4 pontes, e dos 4 canos enferrujados que estão dentro de água.

É engraçado porque de tarde, quando o dinheiro caiu à fonte, tinha pensado que seria engraçado pôr alguém a passar ali, como se fosse um golfinho.

Depois de passar o primeiro avisto a Lua, mas não digo nada, porque não sei se estou dentro água e o som não se ouvirá, e porque me parece que eles se estão a ir embora. Não os ouço.


...da "Crónica da Digressão a Coimbra, por um Candidato a Tuno-Honorário da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto", Junho de 2004

sábado, 14 de maio de 2011

Ontem Foi Um Dia de Sorte - XXV

Foi o 13 de Maio, e a rodinha à volta do Sol brilhou muito.
Glória, Glória, Aleluia, Glória!

Ontem foi um dia de azar

Foi Sexta-Feira 13.
Arre, diabo!, vade retrum mafarrico!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Grandes Filmes...