Ensaio sobre um slogan
Vinicultuna ... 12 anos de musicas certas tocadas pelas pessoas erradas
Vinicultuna ... 12 anos de musicas certas tocadas pelas pessoas erradas
de copo em riste, Fodunt às 20:24 3 cagalhões
E no fim do dia em que T. deu por finda a adolescência; naquele dia em que os pais de T. não estavam, e o colchão do quarto da cave da casa de T. foi só um colchão, e que colchão; no fim desse suspiro, T. sentiu falta daquele "só mais um trago" que na véspera, sozinho, acabara a garrafa.
E mais tarde à noite, arranjou um intervalo nas "revivências", para descer ao quarto da cave, e reabastecer o espaço sob as almofadas.
E voltou a deitar-se de barriga para baixo, para reviver.
de copo em riste, Comité de Organização às 01:02 0 cagalhões
com um Vintage da casta A Vida de T.
Há quem lhe chame Peixe Gato-Riscado...
Há quem lhe chame Pangasius hypophthalmus...
Há quem lhe chame outro nome que agora não me recordo, mas que é parecido com "patameu" ou "palmata"...

A Vinicultuna de Biomédicas - Tinto chama-lhe Pitéu...
de copo em riste, Octavius às 19:47 2 cagalhões

de copo em riste, Octavius às 18:38 0 cagalhões

de copo em riste, Octavius às 09:53 0 cagalhões
de copo em riste, Pissæ Cubis às 01:01 0 cagalhões
"Para a semana no Bessa, vai haver um porco inteiro às fatias..."
Anónimo Salgueirista, antecipando a consagração...
de copo em riste, Comité de Organização às 00:00 0 cagalhões
com um Vintage da casta Grandes Frases
E naqueles tempos em que tunos da Vinicultuna tomavam banho antes de uma noite de tuna...
de copo em riste, Octavius às 19:44 1 cagalhões
com um Vintage da casta Lamentos que já lá vão
de copo em riste, Comité de Organização às 21:48 0 cagalhões
com um Vintage da casta Na Lua Pelos Nossos Próprios Meios
Na infância de T. havia uma triste cave.
Nessa cave havia um pequeno quarto de arrumos de paredes despidas.
Nesse quarto havia um colchão de espuma cheio de pó. Trincheira enlameada, caravela renascentista, tapete voador, relvado fofo para pontapés de bicicleta. E campo de batalha de lutas de almofadas. Também de espuma, descosidas, ainda mais cheias de pó, amontoadas a um canto.
Na adolescência de T., nesse canto, por baixo das almofadas então raramente usadas, passou a esconder-se uma garrafa meio-cheia.
de copo em riste, Comité de Organização às 21:40 0 cagalhões
com um Vintage da casta A Vida de T.
- "Viking! Viking!
Prennez-moi une photo avec Viking!"
- "Ah!Ah!Ah!Ah!Ah!"
de copo em riste, Comité de Organização às 21:38 0 cagalhões
com um Vintage da casta Noites Duvalianas até ser Dias TóZéquianos
T. começou a beber na cozinha.
Lá em casa era tudo dividido.
A mãe de T. cozinhava. O pai de T. ajudava.
O pai de T. lavava a louça. A mãe de T., embora dissesse loiça, também ajudava.
A T. e ao irmão cabia pôr a mesa, e levantá-la no fim refeição, levando a loiça - ambos herdaram a maneira de dizer da mãe para a cozinha.
Na cozinha, antes de despejar o resto pelo ralo da pia, bebia sempre um golo do vinho que sobrara no copo do pai. A mãe só bebia às vezes.
de copo em riste, Comité de Organização às 20:46 0 cagalhões
com um Vintage da casta A Vida de T.
No último mês não estive...
Não estive...
Nem aqui, nem ali,
Nem no lugar do costume
Nem em África, nem na América,
Nem no Norte nem no Sul...
Nem sequer em parte incerta...
Lamentavelmente não estive...
de copo em riste, Comité de Organização às 20:44 0 cagalhões
de copo em riste, Pissæ Cubis às 09:04 1 cagalhões
"Pega lá a Guitarra e toca já a Madalena três vezes... já fica despachado"
de copo em riste, Fodunt às 02:12 1 cagalhões
de copo em riste, Octavius às 02:32 0 cagalhões
com um Vintage da casta Lendas
de copo em riste, Octavius às 23:04 1 cagalhões
com um Vintage da casta Grandes Frases
Visão, olfacto e paladar: estes são os sentidos que têm de estar bem apurados quando se saboreia um vinho. A prova é utilizada para avaliar o vinho e apesar de parecer um pouco complexa, qualquer um pode realizá-la. (é verdade)
Comece por olhar o vinho e repare bem na sua cor. Depois, leve o copo ao seu nariz e sinta os aromas que estão a ser libertados. Se quiser, mexa o copo ligeiramente para estimular a libertação de outros aromas. Leve o copo à boca e beba um gole: o sabor é a combinação entre aquilo que o olfacto detectou e aquilo que é sentido pelo paladar.
Na boca vai sentir a estrutura do vinho e a sua acidez.
Questão: Isto aplica-se ao vinho gelado (ou gelado de vinho) da D. Mirita?
Resposta: Sim, aplica-se sempre.
Questão: Que acontece a um cego, anósmico ou indivíduo sem paladar que pretenda provar vinho?
Resposta: Nada, à partida alcooliza-se.
Questão: ...?
Resposta: O vinho vem das uvas, sempre.
de copo em riste, Octavius às 19:01 0 cagalhões
De seu nome Pereira Nogueira,
homem de pouco esplendor,
no fim apenas se releva
um belíssimo dum traidor!
Safada história a partilhar
deste nosso grande Amigo,
que a desta maneira actuar
colocará a tumba num jazigo.
Por três euros se vende,
pelos amigos chantageado,
por sua amaldiçoada fortuna
todo arraial foi publicitado!
Pereira Nogueira…Porquê??
Que pretendes da gente??
Só te peço uma coisa…
Por favor, sê decente!!
Aval dado por Exmo. Sr. Pereira Nogueira! Sr. Do Vale a RP!
de copo em riste, Octavius às 15:05 0 cagalhões
Tu, a quem a vida pouco deu
que deste o nada que foi teu em gestos desmedidos.
Tu, a quem ninguém estendeu a mão
e mendigas o pão dos teus sentidos
Homem só, meu irmão.
Tu que andas em busca da verdade
e só encontras falsidade em cada sentimento
Inventa, inventa amigo uma canção
que dure para além deste momento
Homem só, meu irmão.
Tu, que nesta vida te perdeste
e nunca a mitos te vendeste,
dura solidão!
Faz dessa solidão teu chão sagrado,
agarra bem teu leme ou teu arado,
Homem só, meu irmão.
(de Luiz Goes)
de copo em riste, maximum morsae às 11:55 1 cagalhões
Tudo começou com uns sapatos de donzela com uma vassoura amarrada. Foi este o primeiro objecto que me lembro de carregarmos connosco durante algumas noites. Era nosso. E nós gostavamos dele. Perdeu-se numa noite de nevoeiro.
Depois veio a placa "vendemos marmelos". Não era nossa, mas gostávamos dela. Não sei que é feito dela. Talvez se tenha perdido numa noite de nevoeiro.
Seguiu-se um jambé. Era nosso. Nem todos gostávamos dele. Prefiro não saber o seu paradeiro.
Mais recentemente um pote de banha. Era nosso. Nós gostávamos dele. Muito. Algum de nós o deitou no liço. Ups... lixo.
Por Fim o nosso portfolium. Não era nosso. Caiu misteriosamente nas mãos de um caloiro. Vindo do céu. E como por magia... desse caloiro fez-se um Tuno.
Uma miríada de objectos que temos (tivemos) para o que der e vier. Com enorme valor e utilidade.
Mas precisamos de mais. Muitos mais. Porque nos enchem a alma. Porque nos enchem as digressões. (perdoem-me o pleonasmo).
Sendo assim... aqui vai uma lista de objectos que poderiam muito bem ser o nosso próximo "bem mais precioso":
de copo em riste, Fodunt às 01:18 0 cagalhões
Próxima sexta-feira 13, dia 13 de Março realizar-se-á fausto e robusto jantar de Tuna.
Encontro às 7:30 no Piolho.
Local a encontrar.
de copo em riste, Pissæ Cubis às 23:56 0 cagalhões
"Cada animal exótico é diferente todos os outros. Para garantir o bem-estar que merece devemos começar por compreendê-lo, para poder aconselhar o proprietário (maneio geral, biologia, dieta, comportamento), fazer profilaxia, identificar os primeiros sinais de doença e, o mais rapidamente possível, tratar!"
http://www.cve.pt/
Ao Nosso Velho!
"Vou já Cagalhão!... Pchhhhhhhhhhh!!!"
de copo em riste, Comité de Organização às 16:36 0 cagalhões
... Não se chama Elsa, mas sim Elza.
... É filha de Pai Brasileiro e neta de Avô Americano e Avó Indiana.
... Sobre seu pai, diz frequentemente que tocava bombo, flauta e um outro instrumento de fabrico próprio, tudo ao mesmo tempo. "Um grande músico!".
... Sobre sua avó Indiana, diz que era "A mulher mais linda de Portugal!".
... Depois de contar estas e outras histórias de uma família obviamente bonita e interessante, vira-se sempre para o marido, e exclama "e saiu-me este velho na rifa!" enquanto lhe de desfere um soco nas costas.
... Partilha o aniversário com dois dos nossos tunos.
de copo em riste, Fodunt às 08:51 0 cagalhões
de copo em riste, Fodunt às 08:37 0 cagalhões
Para celebrar o 12º aniversário da vinicultuna resolvi publicar o ranking das cantigas que a meu ver mais marcaram esta Tuna. Convido os meus contunos a fazerem o mesmo para que, após análise estatística, possamos chegar a um consenso. Podemos igualmente elaborar uma lista final (ou Lista Mestra) que poderá ser de grande utilidade futura. Atrevo-me a deixar o mesmo desafio ao nossos caros leitores, mas, a estes peço apenas o Top 3. Os títulos das cantigas não necessitam de ser muito precisos, até porque alguns perdem a sua "magia" nos títulos originais.
12º Como o macacaco gosta de banana - José Cid
11º Rainha da noite - D'arrasar
10º Feiticeira - Luis Represas
9º Afonso - De Pai Incógnito
8º Show mi, Show mi, Show mi - The Cure
7º Lua do Porto - Mula da Cooperativa/ Vinicultuna de Biomédicas - Tinto
6º Estrumental - Tuno Bianca
5º Perla negra - Yordano
4º Filho do reculuso / Meu magister está oveso - Júlio Miguel e Leninha/Vinicultuna
3º Navegar Navegar - Fausto
2º Olá Copo - Vinicultuna de Biomédicas - Tinto
1º Coitado do Perú - Cinderela e um seu primo
de copo em riste, Fodunt às 00:51 6 cagalhões
de copo em riste, maximum morsae às 22:26 2 cagalhões
com um Vintage da casta Lendas
- O tuno da vinicultuna só se satisfaz depois de uma refeição composta por 3 pratos:
de copo em riste, Biancae às 01:29 1 cagalhões
com um Vintage da casta Lendas
Ao fazer uma pesquisa epopeica por este blog digital (digo digital pois ontem o Sr.do Vale falou-me num em papel), encontrei três ou quatro situações no mínimo...pouco decentes...e como tal devem ser corrigidas daqui em diante.
A primeira é que, um comentário nunca há-de vir só, pois comete-se um grave erro gramatical e nesta tuna os pormenores são importantes, isto porque um comentário sózinho, só por si, nunca será cagalhões, mas sim apenas um cagalhão e nunca passará disso... a não ser que se realize outro cagalhão e aí a forma do plural estará coadunada com o respectivo número de elementos, nomeadamente os cagalhões (um, dois ou três consoante o número).
A segunda passa por nunca se fazer comentários antes do meio-dia, com salvo excepção para:
p.s. A segunda é discutível pois a internet com ou de Fibra ainda não chegou a esta tuna, apesar de Ela estar em contacto com a Net a todo o momento através de pequenas forças existentes no ambiente, tal como ontem descobri que tal era possível... e fiquei feliz.
p.s.2 Acerca dos cagalhões, a consistência de tais dejectos intelectuais tem sido posta em causa devido a falsas sensações de pressão que no fim revelam-se como diarreias intelectuais difusas, incómodas tanto ao pensar como ao andar, daí o cuidado necessário aquando desta situação.
de copo em riste, Octavius às 10:06 1 cagalhões
Mas que bela rubrica se havia de lembrar o nosso tuno Fodunt. Aqui fica a minha contribuição para a mesma:
de copo em riste, Biancae às 14:46 4 cagalhões
com um Vintage da casta Lendas
De origem e veracidade incerta, muitas são as lendas que relatam actos ou situações, alegadamente praticados ou vividas (respectivamente) pela Vinicultuna de Biomédicas - Tinto.
Esta rubrica tenta recordar ou até lançar algumas dessas lendas. (Já que nos faltam os valores)
de copo em riste, Fodunt às 18:55 2 cagalhões
com um Vintage da casta Lendas
"Estou a passar pelo Senhor do Vale muito eufórico."
... e por uma SMS se sabe, cá longe, que voltou a Primavera
de copo em riste, Comité de Organização às 20:08 0 cagalhões
-"Morro, mas morro consolado!"
AMR, na consulta anterior ao AVC hemorrágico que o deixou incapacitado.
Porque mesmo num Sistema Nacional de Saúde Não Endemoninhado, ninguém escolhe como vai.
A título de curiosidade, acrescenta-se que o autor da frase, co-protagonizou também o diálogo do XXII desta rubrica.
de copo em riste, Comité de Organização às 21:39 0 cagalhões
com um Vintage da casta Vinho e Empatia no SNS
Como todas as crianças periNatais, a Vinicultuna teve uma infância infeliz. Ou não tão feliz com a das outras crianças.
Porque quando a Vinicultuninha fazia anos, os parentes da Vinicultuninha diziam:
"Vinicultuninha, não te damos nada, porque no Natal te demos uma prenda melhor."
E não tinham dado nada.
Ou então não apareciam, porque no Natal tinham avisado:
"Vinicultuninha, este ano damos-te uma prenda de Natal melhor, porque também já é a prenda dos anos."
Mas a prenda era igual à de sempre - embora a verdade fosse que o paleio também era o de sempre. E, valha a verdade, a prenda uma merda.
Mesmo os que apareciam com um embrulhinho não satisfaziam as expectativas:
"Vinicultuninha, não te trouxemos nada no Natal, mas agora recebes uma prenda melhor."
E a Vinicultuninha pensava "Mas melhor que quê?"
E assim cresceu infeliz, ou menos feliz que as outras crianças.
de copo em riste, Comité de Organização às 21:30 0 cagalhões
"O álcool não provoca úlceras. É uma bactéria. Helicobacter."
Dante Lazarescu, na excelente sátira "A Morte do Senhor Lazarescu" (coitadinho), de Cristi Puiu, sobre um endemoninhado Sistema Nacional de Saúde.
Romeno ou Português, Americano ou Japonês, tanto faz, valha a Empatia contra os Demónios do Sistema.
de copo em riste, Comité de Organização às 21:24 0 cagalhões
com um Vintage da casta Caso Clínico, Grandes Frases
...E aquele ano...
...em que um tuno engordou 8 Kg só na semana de queima!...
de copo em riste, Fodunt às 12:45 1 cagalhões
com um Vintage da casta Lamentos que já lá vão
A minha interpretação desta cantiga sempre foi alvo privilegiado de saudável zombaria, porém, como poderão averiguar, trata-se de uma fiel reprodução da original e como tal a minha óbvia masculinidade escusa de ser posta em causa.
Splish splash!!
de copo em riste, Fodunt às 21:10 1 cagalhões
Andava cá em casa em arrumações, quando encontro esta base de copo, já com algum pó, à espera de um local para a arrumar.

de copo em riste, Pissæ Cubis às 17:58 1 cagalhões
com um Vintage da casta Novos Amigos Imaginários da Vinicultuna
... E aquele ano...
... em que não entraram caloiros para a Vinicultuna!...
de copo em riste, Comité de Organização às 17:40 3 cagalhões
Esta Tuna já teve Valores...
de copo em riste, Comité de Organização às 18:48 0 cagalhões
de copo em riste, Biancae às 02:04 0 cagalhões
com um Vintage da casta Vinho e Empatia no SNS
"Se o Salgueiros descer à 2ª divisão não tem mal, porque é lá que estão os clubes das Terras com Vinho."
Zé-do-Talho, numa época à-rasquinha
de copo em riste, Comité de Organização às 12:03 0 cagalhões
com um Vintage da casta Grandes Frases
Tinha prometido falar-vos nele em Fevereiro de 2007. Giovanni não sei se é “d'Amore”. Mas é maestro. Pode ser só nome artístico. Porque ele também canta. Canta mal. Mas nós às vezes também. Até pode ser bom maestro. Se fosse bom não vinha para aqui, dirão alguns adeptos de bancada. Casino a menos-de-meia-luz. Um italiano de xaile, canta o Fado no Algarve. E os papalvos riem. E ele dobra-se ainda mais nas vénias. Reajo. Apelo ao drama daquele senhor. Com quem não simpatizo. Recorro a miraculosa literatura de ocasião. Respeitem-no. 28 de Fevereiro de 2007. Giovanni d'Amore. Encontram lá a frase. Na altura celebrávamos a primeira década.
A seu lado, Rão Kyao. Sentado. Lisboa cantada em flauta. No Algarve. Parece não se importar. Trocista. Ri para o público. E levanta-se para pedir aplausos para o italiano. Mas exagera nos gestos. E ri. Do palhaço. E ele? Palhaço também? Artista no sub-emprego? Mas ri-se. Sobrevive.
Sobrevivência. O drama.
Luis Ribeiro e Lelo Nogueira. No triste espectáculo do Casino Vilamoura. “Máquina do Tempo”. Pertencem-lhes os melhores momentos da noite. Nos curtos intervalos entre a música gravada e as pernas de fora. Guitarradas, sem sopros mouriscos ou dós de peito. Logo apagados. Num espectáculo de variedades e bailarinos. Com sopros mouriscos e dós de peito. E pernas e música gravada. E uma plateia ilustre e sem gosto. Estes dois senhores acompanharam Amália.
É tão belo, é tão triste o Fado.
de copo em riste, Comité de Organização às 03:25 0 cagalhões
Tó-Zé (o nosso) apresentou-se a Tó-Zé (o outro)
Tó-Zé (o outro) apresentou-se a Tó-Zé (o nosso)
Tó-Zé (o outro) achou piada, era fácil de fixar. Ajudava a integrar.
Tó-Zé (o nosso) torceu o nariz, podia dar confusão.
Tó-Zé (o nosso ou o outro), chamava-se. Olhavam os dois.
Tó-Zé (o outro) até achava divertido. E ia-se integrando.
Tó-Zé (o nosso) já se estava a passar.
Podemos sempre chamar-te Nogueira... ou Pereira Nogueira. Não podes dizer que não gostas…
Mas não deixo de ser Tó-Zé… nem de olhar quando chamam… o outro.
Com o tempo habituas-te… Tó-Zé…
Tó-Zé (o nosso), nem comentou. Ninguém se ia habituar.
E um dia alguém chamou
Tó-Zé! (o nosso? O outro?)
E nesse dia alguém perguntou
Qual Tó-Zé? (o nosso? O outro?)
Foi o Tó-Zé (o nosso) quem respondeu.
Só há um Tó-Zé. Mas se preferem podem chamar-me Nogueira. Ou Pereira Nogueira.
Mas continuámos a tratá-lo por Tó-Zé. De facto, nunca nos habituaríamos. E deixou de haver confusão. Porque não voltámos a ver o Tó-Zé (o outro).
de copo em riste, Comité de Organização às 03:22 0 cagalhões
com um Vintage da casta Novos Amigos Imaginários da Vinicultuna
“Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!”
“Estava a sonhar que estava a assaltar um carro!”
“Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!”
“Esta semana foi sempre até às 5 da manhã. Foi com a Tuna, foi com os amigos. Hoje ia ficar a dormir. Veio o telefonema do Amigo, "Vamos ao futebol?", já vai começar outra vez a revolução!
“Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!”
"Ó Sérgio!, Ó Sérgio de Viana!
Não descansaste sem a tua Ariana!
E o Outro, foi daqui para Guimarães, para ter a Sua cama!*"
“Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!”
*Proferido perante o “Outro” e a “Sua”
de copo em riste, Comité de Organização às 03:18 0 cagalhões
com um Vintage da casta Poemas Duvalianos
- A Avenida da Liberdade (atenção, Pedro!) ser vendida aos talhões para construções imobiliárias. (Não haverá esse perigo, por enquanto, se vocês se portarem bem.)
- Serem usados foguetes silenciosos nas festas e romarias.
- Um sujeito não ser atropelado no seu corpo e nos seus direitos.
- Ter o seu passamento Inácia Coreto, a ilustre promotora de serões de arte.
- Manuela Fonseca mudar para a Colgate.
- A Rosa casar com o Xico.
- Os paralelepípedos amontoarem-se contra os poetas.
- Os executivos terem um pouco menos de energia e um pouco mais de bom senso.
- Os faróis da costa começarem a piscar para terra.
- Nuno Júdice publicar as suas Viagens Completas.
- Mário Henrique Leiria (um abraço, Mário!) beber menos gin-tonic!
- A força pública começar a usar, nas suas actuações, serpentinas multicores.
- Eusébio jogar com as botas de ouro que ganhou.
- Joaquim Agostinho dopar a sua bicicleta.
- As flores dizerem às abelhas: «Basta!»
- E, já que falei de abelhas, Fernando Lopes sair com outra longa-metragem.
- Amália Rodrigues lançar, no Estádio Nacional – e, se possível, para fora – o seu último disco de ouro.
- A nacional-caixotaria deixar de invadir as áreas urbanas, suburbanas e todas as que lhe são intermédias.
- A Televisão oferecer-nos um novo (renovado) Telejornal.
- Rodolfo Iriarte conseguir ter a secretária arrumada.
- O décimo terceiro mês ser logo a seguir ao décimo segundo ou logo antes do primeiro.
- Nixon vir a Lisboa para aumentar a sua credibilidade.
- Visconte começar e acabar “A morte em Beleza”.
- O Parlamento discutir e aprovar a Lei dos Fins.
- Uma produtora de filmes realizar a longa-metragem “A Tudo o Vento a Levou”.
- Os pianos, no âmbito de um contrato para a protecção da natureza, devolverem aos elefantes o marfim.
- Manuel Brito, da 111, abrir uma loja no Cacém.
-Os brasileiros que nos visitam deixarem de dizer que estão encantados ou emocionados por se encontrarem em Portugal.
- Os cultores da incivilidade meterem, em vez de ar, gasolina nas rodas dos seus carros.
- O “Expresso” sacudir os bandos de gralhas que nele pousam semanalmente.
- Lopes do Souto não escrever sequer de ouvido.
- Portela Filho começar a assinar Queiroz.
- Ruben A. publicar “A Retorre da Rebarbela”.
- A Antónia e o Rui Leitão porem todo o país a comer alcachofra.
- O “Cinéfilo” começar a publicar a fotonovela “Simplesmente Mário”.
- O Ritz abrir, no seu recinto, um parque de campismo.
- O Joaquim Botelho de Sousa comprar, para a sua colecção, o relógio da Estação do Rossio.
- O João Charters de Almeida abrir uma sucursal da Mancha nas Cortes, em Leiria.
- Certo locutor da rádio deixar de empregar expressões como “esta jornada revivalista” cada vez que põe a tocar discos de outros tempos.
- Os caixões terem melhor ar.
-A Marquesa de Arrobas lembrar-se (já não seria sem tempo!) da lei republicana que aboliu os títulos nobiliárquicos e passar a chamar-se Maria Teresa Eugénia Vitória da Silva Soares de Souza Rodrigues de Albuquerque e Menezes (Cortical)*.
- A Maria Aguiar deixar de ser uma simpatia.
- O rei Faiçal assinar um contrato com o Hergé para entrar nas histórias do Tim-Tim.
- O Gérard Castello-Lopes abrir uma nova sala de cinema num dos supermercados Pão de Açúcar.
- O José de Athayde deixar de gostar de cavalos.
- Os palestinianos terem a sua terra.
- Ruella Ramos apanhar a Mosca.
- O futuro deixar de ser o que, afinal, já não era.
- Cubillas ter saudades da Suiça.
- Brejnev vir assistir a uma tenta no Ribatejo.
- Os presos serem autorizados a irem a suas casas mudar de roupa.
- O ar ser, finalmente, mais leve que o ar.
*É pura coincidência.
Alexandre O’Neill, publicado n'"A Capital", a 28 de Dezembro de 1973
de copo em riste, Comité de Organização às 01:16 0 cagalhões

de copo em riste, Comité de Organização às 23:51 0 cagalhões
com um Vintage da casta Regresso ao Meu Recreio
Em que se compra tabaco.
E se toma um café.
E se apanha algum frio.
E se passa em frente ao palacete de uma tia. “do Vale”. Abandonado.
E se conhecem mais duas caixas multibanco, de dois bancos de Braga.
Entre cada conhecido que entra no café, relata mais um episodio da ultima digressao.
E de volta à casa de partida, na esplanada retirada do Astoria, ouvimos três alemães amistosamente embriagados, a cantar uma versão anti-turca do jingle-bells, sob a vigilância de dois sonolentos policias.
E se comenta que os ingleses eram mais. E que os suecos do “Hammardeen” mais seriam.
E se entra para o calor de mais um café, numa casa histórica.
E entre cada cara conhecida que entra no Astoria ouço das aventuras de uma outra noite de bola, mas com mais Tuna. Era noite de digressão. E de ritual de passagem. E o Tuno Água Benta “Senhor do Vale, quer vir a Braga?”. “Braga!?! Vamos Lá!!!”. Com os suecos do “Hammardeen”. E o da Vila das Aves. E o de São João da Madeira. Os suecos a rir depois de perder. Nesta mesma sala. Ao som das guitarras. E depois da polícia. No fim da noite. A beber cervejas e a cantar fado. Numa varanda de uma sala especial. No piso de cima do Astoria. Que o dono – outro conhecido – abriu para os suecos do “Hammardeen”. 4-0! “Dessa vez não fomos ao estádio. Mas juntámo-nos na varanda. Com as guitarras. E o regresso no comboio, com os suecos do “Hammardeen”. A cantar depois de perder.
E nos despedimos na carreira com o aceno do costume. “Uma vez fui parar a Famalicão. Só cheguei ao Porto lá para as 5 da manhã! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!”
*com nota dedicatória ao Tuno Hammarby
de copo em riste, Comité de Organização às 23:50 0 cagalhões
com um Vintage da casta Noites Duvalianas até ser Dias TóZéquianos
Depois da pedreira. Depois do bairro característico semi-demolido sobre a pedreira. E do bairro incaracterístico e talvez mal-frequentado sob a via-rápida, a cuja berma subimos. Sempre em passo rápido. Para apanhar o comboio.
Eu estou perdido. Mas nativo garante que vamos a caminho da estação ferroviária. E solicita uma desvio. Porque ali há um café. Onde comprou tabaco noutra ocasião. Já só tem um cigarro. E só faltam vinte minutos para as dez e meia. Hora a que deve partir o último comboio. Mas já devemos estar perto.
O café está fechado. E no restaurante não há cigarros. Em 5 minutos pomo-nos na estação. E a composição “Destino Porto-S.Bento” parado no cais.
“Chegamos a tempo!”, incentivo.
“Não vou. Apanho depois a carreira”, desiste o único interessado. “Já so tenho cinco minutos. Ainda tenho de comprar o bilhete. Já não tenho cigarros. É uma hora e dez sem fumar. Estes comboios também não têm quarto de banho. Para ir aflito, vou à meia-noite no expresso.”, explica. “Vamos para um café. Compro tabaco. Alivio-me. Bebemos um copo.”
E conclui:
“É da maneira que vivo mais uma hora em braga.”
de copo em riste, Comité de Organização às 23:48 0 cagalhões
com um Vintage da casta Noites Duvalianas até ser Dias TóZéquianos
Ao som de "Povo Que Lavas no Rio", de Pedro Homem de Mello e Joaquim Campos, na versão de António Variações...
...começo por encerrar... 2007, (uma noite de Novembro, em Braga)
de copo em riste, Comité de Organização às 23:45 0 cagalhões
Em breve,
No Porto, em Braga, no Funchal, no Araújo,
Queimar-se-á dinheiro pelo ar,
Soarão frenéticas as fanfarras,
Figuras de ontem, de hoje e do imaginário cruzar-se-ão no fumo e na espuma
Eu, estou aqui.
Outra vez.
Gostava mesmo de um dia ter um programa de rádio...
de copo em riste, Comité de Organização às 23:40 0 cagalhões
"[coisas que ouço]
- Médicos de família e Cardeais. Eu sou o rei de Portugal António Simões do Vale, os nossos avós, os reis de Portugal, General Salcedo Cabral, General António Simões do Vale da Segunda Secção, Guiné, nação mais civilizada do que qualquer nação da Europa, a riqueza da monarquia portuguesa e somos os mais pobres de Portugal, fui General em Braga que tem a mais bonita Igreja de Portugal e do Mundo, Braga, Bracara Augusta. Viajei por todo o lado e estive com os negros. Cardeal Baptista Costa Melo Santos do Porto, General Augusto dos Santos Correia todos mortos. Vi-os mortos. Vivam os mortos que mais portugueses não podiam ser e nunca voltaram a Portugal, nação a morrer. Fiz a guerra. Sou o rei de Portugal. Eu sou Portugal.
- Cale-se, estamos doentes!
- Eu sou Portugal, eu estou mais doente!"
de "Beluga", em "Belogue",
(que justifica um regresso bem mais demorado)
NOTA - foi neste registo que, há muitos muitos anos, me chegou a poesia de António Simões do Vale. Num corredor de autocarro, entre a Praça da República e o Amial. Repetidas vezes.
Então, não travámos conhecimento. Muito menos esta Grande Amizade. Foi antes da Vinicultuna... que como se sabe, torna as pessoas felizes.
de copo em riste, Comité de Organização às 21:18 0 cagalhões
com um Vintage da casta Poemas Duvalianos
"Se o Mar fosse de Vinho, bebia-o todo, e ia a pé até à América!"
o Bôrras, figura típica da Praia da Torreira dos anos 50, falando em nome de uma Gente com sede de emigração, - Pausa para Homenagem aos Heróis da Faina do Bacalhau , da Costa Nova para a Terra Nova e sugestão de visita ao Museu do Bacalhau em Ílhavo Fim de Pausa -, evocado no Almoço de Natal.
Ao Bôrras, onde quer que esteja, um grande "Vou Já Cagalhão!..." e um Feliz Natal,
"...pchhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!", parece ouvir-se vindo de lá do Atlântico.
de copo em riste, Comité de Organização às 00:07 0 cagalhões
com um Vintage da casta Grandes Frases
"Frente à vitrina em cintilação de jóias, faiscante de luz e de espelhos, Fraülein, emplumada, com peles, olha sequiosa; a face branca, virginal, de olhar azul, está lívida, crua, na dureza da reverberação eléctrica. "Que sim, que vai, mas quer cear e uma blusa, pois outra não tem, além daquela, de seda, que lhe cobre os ombros nus sem camisa." E Fraülein, vem. Os asfaltos trepidam sob a eterna torrente dos taxes, dos omnibus, das carroças, dos trens; nos ares em trevas, com edifícios negros, altaneiros no céu constelado, vai um carnaval de luzes brancas, vermelhas, azúis, verdes, rubis que se apagam, se acendem, fantasistas, como pirilampos eléctricos. E a grande multidão passa, em silêncio, ora lívida nos fachos das vitrinas faiscantes, ora espectral e fantástica, nos intervalos em trevas. Surdo silêncio, confuso murmúrio, sonoridade solene de grande artéria nocturna. A torrente de táxis rola, sem cessar, viscosa, nos asfaltos elásticos, no ritmo do seu tumultuoso caos.
O restaurante faisca de luzes, pejado de multidão, na atmosfera viciada. Chocam pratos, tinem talheres, sob as ondas melancólicas de uma orquestra regida por Strauss; a um canto, um grupo de velhas, extáticas, secas como múmias, contempla fascinada o maestro famoso. Religioso silêncio respeita os ritmos melódicos. Fraülein, ceia, famélica, Fraülein devora. Fraülein aquece, com bifes, chouriços, frutas e doces, o corpo gelado de jejuns. Fraülein jovial, despe-se no quarto tépido, com ingenuidade cínica, num à vontade de hábito. E rola no leito, numa algazarra bárbara, nein, nein, nein...
Oh! mach! mach! mach!
E Fraülein fremente, insaciável, oh! mach! mach! mach!
Os músculos, tetanizados, do braço fatigado, não podem mais, desistem exaustos; e Fraülein, insaciável, não dorme, oh! mach! mach! mach!
E a madrugada vem: Fraülein, emplumada, de peliça, caminha ligeira, nas ruas solitárias, limpas, da linda Charlottenburg. E, ao despedir-se, num beijo, garota, sorri: mach! mach!"
de "Um Estio na Alemanha", de Abel Salazar
de copo em riste, Comité de Organização às 23:50 0 cagalhões
Saía de casa bem antes da meia-noite. Já éramos menos do que foramos, e as trocas de prendas faziam-se antes da hora convencionada.
Saía. A pé ou de carro. Amial, Arca d'Água, Antero de Quental abaixo.
A Igreja da Lapa iluminada para a Missa do Galo, no reencontro anual dos homens com Deus. Espectáculo único na Noite de Paz Portuense. E, à entrada e à saída, reencontro dos homens com os homens, anualmente irmãos.
Mais para baixo, voltavam a escuridão e as ruas desertas.
Desertas como nunca. As vielas. Sem ninguém. As portadas. Sem ninguém. Trindade, Aliados, Clérigos, Leões, Carregal. Então como agora. Ninguém. Agora como daqui a pouco. Ninguém. Desertas porque não falta ninguém. Esta noite é assim. Não é um momento hífen de uma qualquer noite de vai-vem.
Uma noite fria em que ninguém procura aquecer-se.
Noite fria para passar sem companhia.
Um Feliz Natal.
de copo em riste, Comité de Organização às 23:35 0 cagalhões
A Utente - a arfar - "Hhhhhh! Hhhhhhhh"
O Funcionário - "Mas... estes não são os medicamentos que eu lhe passei... e eu entreguei-lhe uma carta para o seu Funcionário do Sistema Nacional de Saúde de Família, a explicar porque é que mudava..."
A Utente - a arfar - "Hhhhhh! Sabe, Senhor Funcionário... hhhhhhhhh... o meu Funcionário de Família só me passa os remédios quando está com o Tinto... hhhhhhhh!
O Funcionário - "Com o Tinto?"
A Utente - a arfar - "Hhhhhhhhhh! Quando eu lá fui hhhhhhhh ... estava com a borracheira... Até fazia com a cabeça... hhhhhhhh.. a cair para a frente... hhhh e depois com muita frente para trás... Eu até lhe disse...hhhhhhhhh... "O Senhor Funcionário, vai-me trocar os medicamentos todos... hhhhhhhh Vá mas é para casa dormir, para passar a bebedeira"
O Funcionário - "..."
A Utente - a arfar - "hhhhhhhh ... zangou-se...!"
de copo em riste, Comité de Organização às 20:19 0 cagalhões
com um Vintage da casta Vinho e Empatia no SNS
(a idosa utente roliça do Sistema Nacional de Saúde...)
- E agora o que me acontece!...quero beber um Copinho de Vinho... Verde Tinto... e mal provo um golinho arrepio-me toda!
- Arrepia-se?!?!?!?!?!?!
- Arrepio-me! Do que é?
- É de ser bom!
de copo em riste, Comité de Organização às 21:18 0 cagalhões
com um Vintage da casta Vinho e Empatia no SNS
Estava tudo muito bom.
Mas cheguei tarde e fiquei noutra mesa.
Não foi da outra mesa. Foi do chegar tarde.
Ia a meio do bacalhau e não tinha esvaziado o primeiro copo.
Nas outras mesas nem havia Tinto.
Mas uma Garrafa para 4, em mesa de 8...
As Senhoras, Encantadoras. Foi do chegar tarde. Estive a trabalhar.
O Senhor começou com o Rui Veloso. Mas fraquinho.
E eu desabafei que para aquilo mais valia ter ido de carro.
Então à segunda, o Senhor Fadou de"Dar de Beber À Dor", aviei o que faltava e enchi sôfrego a copaça, a ver se a coisa se compunha.
Mas a plateia ignorou. E o Senhor enviezou um bocado outras músicas. Variações vocais esquisitas.
E não voltou ao Fado. A plateia ignorou...
De modo que me fiquei por ali.
Senti-me estranho.
Hoje até cheguei ao serviço antes das pessoas.
E agora acabo de saber que não é que ontem até foi Noite de Serenata.
de copo em riste, Comité de Organização às 16:36 0 cagalhões
...
-Cama 2,
- Homem de 83 anos ... hipertensão arterial ... iniciada duas horas antes, e sem factores... actualmente medicado com...
- Cama 3,
- ... hábitos tabágicos marcados... tosse e expectoração... biópsia... actualmente sem queixas... aguarda...
- Cama 4,
- ...era o cuidador da esposa... encontrado por vizinhos... permanece afásico, pouco reactivo a estímulos ... sonda naso-gástrica... sem indicação para...
- Cama 5,
- ...
- Cama 5,
- ...
- Cama 5,!!!
- !!! Desculpem!!! Estava a pensar na Vinicultuna. Querem que vos fale um bocado? É que amanhã é quinta-feira, e às vezes há serenatas que calham nesse dia...
de copo em riste, Comité de Organização às 21:06 1 cagalhões
com um Vintage da casta Caso Clínico
Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio. Depois pensemos, crianças adultas, que a vida Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos. Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantam a voz, Amemo-nos tranquilamente, pensando que podíamos, Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-ás de mim depois E se antes do que eu levares o óbolo ao barqueiro sombrio, Ricardo Reis |
de copo em riste, Fodunt às 14:44 0 cagalhões
Na sequência do anterior agradecimento... um novo post aqui liberto ...
de copo em riste, Octavius às 19:06 0 cagalhões
com um Vintage da casta As Crónicas de Bruno Aleixo
Um dia um de nós foi mal-criado.
Não interessa quem.
Perdeu as estribeiras, e num comentário chamou-lhe "puta".
Tanto pode ter sido um dos que costuma deslizar o teclado para a aseneira, como até um dos que nunca escrevia. Até pode nem ter sido o Amado da Amada Baixamente Ofendida pelas calúnias de RubiEsmeraldina.
A "Sensura" não chegou a tempo... se é que não foi dela a desbragadez de linguagem.
RubiEsmeraldina desapareceu.
Sem um lugar-comum, sem um "só enfia a carapuça quem quer", uma "dor de cotovelo" ou "de corno", um "querias mas é só para quem eu quero", ou uma referência à mãezinha.
Desapareceu.
Não voltaria.
Os ensaios ficaram pesarosos. E com frequência interrompidos com um desabafo.
"Não havia necessidade."
Sem que fosse preciso referir-lhe o nome.
"Perdemos a razão que podíamos ter."
Consciência pesada?
Até a Dona Elza acharia que não devia voltar a perguntar "Continuam sem saber quem é a Galdéria?"
Tristeza.
Sentida, chorada, cantada por cordas dedilhadas na procura de um refrão nunca explorado, há muito esquecido. Anos noventa? Fado Sueco? No início. No intervalo dos ensaios. Ao ir para casa.
Mas RubiEsmeraldina não voltaria.
Nem quando passaram seis vezes e três quartos, seis dias e três quartos sem qualquer mensagem neste blog.
de copo em riste, Comité de Organização às 19:46 1 cagalhões
com um Vintage da casta Novos Amigos Imaginários da Vinicultuna
Mas toco sem elmo e sem pauta!
Chegue-se!, Deixe cair o Queixo!
Expiro em Música pela Flauta,
O ar que inspiro num Beijo!
de copo em riste, Comité de Organização às 08:49 0 cagalhões
com um Vintage da casta Na Lua Pelos Nossos Próprios Meios
...pois foi. ela um dia partiu.
E aqui se faz a resanha do rasto de embaraço com que o teclear longínquo dos seus dedos impregnou o bom-nome da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto no infinito espaço virtual.
Respeitando uma matemática e um horário que não conseguimos decifrar, RubiEsmeraldina atacou a cada 6 dias e três quartos, arredondado aos 5 minutos, em que nenhum tuno escrevia neste espaço, encarregando-se do preenchimento do vazio, a cada 10 horas e picos.
Aqui fica um apanhado dos textos que mais nos corariam as fauces.
- "Do Fofinho ao Entesoado - Propostas para Mascotes da Tuna" - continuámos sem perceber a preferência pessoal pela toupeira.
- Fotomontagens com sugestões de roupa interior para Vinicultunos.
- As insuportáveis sugestões musicais com o pop escandinavo por referência.
- Uma foto de uma parte sua, a nu, designada como "algo mais que um ombro" ... e o embaraço que isso trouxe a alguns sectores familiares mais conservadores.
- Enumeração que a todos embaraçou, das virtudes físicas de cada um dos Tunos da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto. Mas um ficou muito mais embaraçado do que os outros.
- A rubrica "Intervalo nas Biomédicas, Regresso aos WC da Minha Escola - Brincadeiras Precoces".
- A impertinente referência em tons pouco elogiosos à Senhora do Coração de um dos nossos Contunos.
- Sugestões para novos visuais para cada um dos Tunos da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto - que curiosamente não conseguiu embaraçar ninguém mais do que tinha feito um dos apontamentos anteriores.
- A constante designação de "Queriducho".
- Os "prontos", "tá-se", e "é assim"
- Aplicações de joalharia para Trajes Académicos.
- Outra foto de outra parte sua, sob título impublicável, com referências à inesteticidade da abundância de reminiscentes da pelagem corporal versus a sua hipotética utilidade no Frio Inverno Polaco.
- Uma indecente insinuação relativa à inclinação sexual de um proeminente lente da nossa Escola.
- Adulterações porcas de Poetas Que Nos São Caros.
- A explicitude da tantas vezes repetida: "Praxem-me".
- A abusiva apropriação da frase "São as Horas Que Eu Quiser!", sempre que o intervalo dos 6 dias e 3/4 ou as 10 horas e picos calhava a desoras.
- A opção por um cursivo intencionalmente efeminado, com sublinhados a cor-de-rosa-indecente que escolheu para desenhar as suas mensagens.
- O trocadilho desgostoso que envolveu Abelardo, rimando com facilidade os termos cavalo, cala, calo, fala , falo - Mas Abelardo, pareceu não se importar, pelo menos não disse nada.
- A incómoda sensação de ver escritas frases proferidas pouco tempo antes em ambiente supostamente íntimo.
- A intolerável justificação, sempre que lhe fugia o pé para a chinela "Desculpem, já estou meia-bêbeda!".
de copo em riste, Comité de Organização às 20:23 0 cagalhões
com um Vintage da casta Novos Amigos Imaginários da Vinicultuna
Chega tardio, em Novembro,
O mangerico que rima!
Em Junho a ninguém lembrou,
Que esta quadra nos redima:
Traz sardinhas o João,
Castanhas é com o Martinho
Faz-se no Inverno Verão,
Com Caldo, Rojões e Vinho.
de copo em riste, Comité de Organização às 00:06 0 cagalhões
"Bom-Dia Senhor Astronauta,
Que Grande Prodígio é Este!,
O Senhor Toca Flauta,
Sem tirar o Capacete!"
de copo em riste, Comité de Organização às 16:49 0 cagalhões
com um Vintage da casta Na Lua Pelos Nossos Próprios Meios
de copo em riste, maximum morsae às 23:11 0 cagalhões
"Extra, Extra!!!
Tuna actua em festival feminino e é convidada a sair após actuação extremamente pobre!" - Capa do jornal Destak.
Sr. do Vale indignado com notícia que acaba de ouvir, tosse duas vezes e reflecte sobre o assunto.
PêNô recebe a notícia com êxtase dirigindo-se aos Tunos mais próximos e perguntando:
-"Sabem alguma coisa em relação a esta notícia, Meus Tunos?"
-"Não, mas é triste. Terão ganho algum prémio..." - respondem os Tunos tristemente em unissono, mas continuando - "TóZé quando começa a época das vindimas?"
-"Isso já foi há algum tempo..." - PêNô indgnadissímo responde.
-"hummmm, não sabemos...digamos, não nos parece." - murmuram, sempre em unissono.
Continuaram, inquietados...
de copo em riste, Octavius às 21:17 0 cagalhões
- Foste tu que lhe deste acesso ao blog?
- Não!
- Trocaste uma password por um Sorriso?
- Já vos disse que nunca a vi!
- Mas quem é a ga...Donzela?
- Não faço ideia!
...
- Lá quem deu, ou deixou de dar, não sei nem interessa. Interessava era que aparecesse também no Piolho. Com tanta disponibilidade, ainda nos sai a Segunda Polaca.
de copo em riste, Comité de Organização às 21:48 0 cagalhões
com um Vintage da casta Novos Amigos Imaginários da Vinicultuna
de copo em riste, maximum morsae às 22:20 0 cagalhões
com um Vintage da casta Grandes Frases
Acabo de reparar lamentável lapso, e de publicar os Capítulos XXXII e XXXIII da Saga
"As Extraordinárias Demandas do Estúpido mas FortedeVontade Caloiro Saca-Rabos, na Conquista do Título de Tuno Ratoneiro, ou TonoraTuneiro", ocultas em rascunho bruto desde Fevereiro de 2007, e agora trazidas à luz, para fazer luz sobre o desfecho do percurso académico do nosso Contuno Felpudo.
Um grande pedido de desculpas a todos.
de copo em riste, Comité de Organização às 23:51 0 cagalhões
com um Vintage da casta O Saca-Rabos
de copo em riste, Comité de Organização às 23:04 0 cagalhões
"Ai!, que saudades, ai!, ai!...",
Carlos Pinhão, durante muitos anos, em "A BOLA"
de copo em riste, Comité de Organização às 21:32 0 cagalhões
com um Vintage da casta Grandes Frases
Para que quem conhece afogue as saudades,
para que quem não conhece se exalte em supremo deleite...
Clicar aqui!!!! (com força)
de copo em riste, maximum morsae às 00:46 1 cagalhões
Coração
Coração de mar e vento
Que aos corações lanças redes,
És perpétuo movimento
Na guitarra do Paredes.
Pões esperança e amargura
Livras sombra e luz nas notas,
E em surdina tens gaivotas
De saudade e de aventura.
Coração tumultuário,
Ah faminto coração,
Solidário e solitário
A prender nuvens ao chão.
Coração de melodia,
Coração em que murmuram
Sol e lua se misturam
Em funda melancolia.
De tantas fomes e sedes,
Coração terno e violento,
És perpetuo movimento
Na guitarra do Paredes.
Ah faminto coração
A prender nuvens ao chão...
de copo em riste, Fodunt às 21:52 0 cagalhões
"Se não se calam, ponho-vos lá fora!!"
de copo em riste, Fodunt às 17:28 0 cagalhões
...e de repente, voltámos a vir para aqui todos rir e chorar outra vez...
(4 vezes manteiga, 4 vezes manteiga!)
de copo em riste, Comité de Organização às 16:44 0 cagalhões
Um copo... vazio
Uma cama fria
Um fado.... vadio
Uma vida baldia
Encontro-me perdido entre o que sinto e o quanto queria que não existisses.
de copo em riste, Fodunt às 22:39 0 cagalhões
"O vinho é a prova constante de que Deus nos ama e nos deseja ver felizes."
de copo em riste, Biancae às 03:12 2 cagalhões
Mas primeiro reparamos no bigode.
Era um bigode muito estranho. Um Senhor Bigode.
Não era um bigode, eram ervas. Verdes, Viçosas, Farfalhudas.
Numa primavera, dera-lhe. Não sabia o que primeiro.
Se os espilros a levantar os pós. Se os pós a puxar pelos espilros.
Vieram as alergias. Reacções.
São as Histaminas, explicamos, vêm os sangues às narinas. E espessam-se as mucosidades.
Pois, sò que em vez de arrebentar, brotou. Que do Quente se fez o Fértil.
E das sementes cresceu a erva, dos pólens, a que já ofereci, e ou muito me engano, ou é das penugens, este turbilhão, que já me aparta o nariz...
E espilrando não pôde ver, mas confirmámo-lo nós, o pardal colorido que esbatejou asas na noite, e viu-se com melhor contraste quando passou à frente da lua (a propósito, ainda havemos de lá chegar...).
E um de nós então lembrou-se se medraria também uvas?
E outro foi ao bolso, tirou de lá uma grainha, e botou-lha bem para lá das coanas.
(...pelos nossos próprios meios)
de copo em riste, Comité de Organização às 00:19 0 cagalhões
com um Vintage da casta Novos Amigos Imaginários da Vinicultuna
"Na vinicultuna aprendemos uma coisa...
[nisto, ao cair a moca, sendo parada pelo caloiro falso, como diz o nosso velho]
... quer dizer, duas coisas:
Uma, é a levantar paus"
de copo em riste, Pissæ Cubis às 19:19 1 cagalhões
com um Vintage da casta Grandes Frases
de copo em riste, Comité de Organização às 15:13 0 cagalhões
de copo em riste, Comité de Organização às 15:08 0 cagalhões
"4 vezes manteiga!!! 4 vezes manteiga !!"
de copo em riste, Octavius às 13:32 6 cagalhões
com um Vintage da casta Grandes Frases
... os Diferentes Pontos de Vista.
http://www.youtube.com/watch?v=hM4PjNnzrEA
de copo em riste, Comité de Organização às 04:29 0 cagalhões
"É um Casamento Académico!"
, o Tuno Fodido
de copo em riste, Comité de Organização às 22:05 0 cagalhões
-"Estamos a comer Bolo de Noiva."
- ... (e especulamos que foi dito "já? tens a certeza que é o bolo de noiva?")
- "Tenho a certeza que é Bolo de Noiva!"
- ... (e especulamos que foi dito "mas já? como é que é o bolo?")
- "É massa fofa de chocolate, tem um recheio de geleia de... morango, e aquela cobertura branca".
- É um Casamento Académico!
de copo em riste, Comité de Organização às 21:59 0 cagalhões
de copo em riste, Comité de Organização às 21:58 0 cagalhões
"No ciclismo as gajas estavam loucas, corriam todas à fussanga."
Vanessa Fernandes
E, porque aqui também se aprende:
Fussanga – O mesmo que fussa.
Fussa – Rapidez na obtenção (geralmente origina o Molho)
in "Dicionário dos Alunos do Colégio Militar" - "Vocabulário Colegial 2005-2006"
de copo em riste, Comité de Organização às 21:46 0 cagalhões
com um Vintage da casta Grandes Frases
de copo em riste, Pissæ Cubis às 02:11 0 cagalhões
"Jacques Brel!, Jacques Brel! Onde estás Jacques Brel!", chama, perdido, Um-Tio-do-Noivo, perdido por momentos dos seus...
...entra em Trote-Dançante António Simões do Vale, no Salão da Boda, ao som da Música dos Noivos...
...e é aplaudido de pé!
...há coisas entre Homens que deviam ser resolvidas à pancada, dos preparativos para os casamentos...
...durantee o casamento de outras pessoas, por exemplo...
"Isto é a Erva-do-Diabo. Esta planta. Produz estes bagos. Isto é venenoso. O ano passado na Madeira, um morreu, os outros ficaram em coma."
O Senhor António , com a autoridade do conhecimento.
"Vamos Experimentar."..."Vamos Experimentar."
afirmativo, o Pai-da-Noiva...
... e não nos fez mal.
de copo em riste, Comité de Organização às 16:03 0 cagalhões
de copo em riste, Comité de Organização às 15:55 0 cagalhões