quarta-feira, 16 de agosto de 2006

Muito Mais Que Um Jogo - III

Gretna 1- Derry City 5 (2ª pré-eliminatória da Taça UEFA - 1ª mão)

O Gretna é um clube da terceira divisão escocesa que teve o mérito de chegar à final da última Taça da Escócia e assim se qualificar para a Taça UEFA.
LondonDerry fica na Irlanda do Norte, mas o seu clube disputa a Liga da Rep.Irlanda (Eire), em virtude maioria católica da sua população. O Derry City FC é um habitué das lides futebolísticas europeias. O Benfica, por exemplo, em 1989 disputou a primeira partida da caminhada que apenas culminaria na final de Viena, no Brandywell Stadium, cujo campo tinha então a particularidade de ser ligeiramente inclinado!
Coube ao Derry fazer o baptismo europeu do vizinho escocês, e educadamente concedeu-lhe o primeiro golo, que retribuiria ainda na primeira parte, para, na segunda parte afirmar categoricamente a sua superioridade.
Tudo com passes em profundidade, cruzas à linha, e pontapés de longa distância, como mandam as regras do futebol britânico.
O público da casa não insultou os jogadores vencidos, antes os apoiaram a cada golo do adversário, que celebraram também com cânticos não ofensivos. No fim uns e outros foram beber cerveja e dizer mal dos ingleses, para os pubs atascados da pequena cidade, até serem horas de apanhar o ferry para a Ilha Esmeralda.

Quem me dera ter lá estado.

Do Grande Livro da Vinicultuna e dos Animais - VI

"Há bichinhos maus e bichinhos bons. A Vinicultuna gosta de todos."

"A árvore genealógica de alguns tunos da Vinicultuna cruza-se amiúde com a de ilustres famílias da aristocracia e plebe animal. Aqueles tunos que não contam com semelhante ascendência não escondem o desgosto."

segunda-feira, 14 de agosto de 2006

O velho,o rapaz e o burro

O mundo ralha de tudo,
Tenha ou não tenha razão.
Quero contar uma história
Em prova desta asserção.

Partia o velho campónio
Do seu monte ao povoado;
Levava um neto que tinha,
No seu burrinho montado.

Encontra uns homens que dizem:
"Olha aquela que tal é!
Montado o rapaz que é forte,
E o velho tropego a pé!

-Tapemos a boca ao mundo-
O vellho disse - Rapaz,
Desce do burro que eu monto,
E vem caminhando atrás."

Monta-se mas dizer ouve:
"Que patetice tão rata!
O tamanhão, de burrinho
E o pobre pequeno à pata!

-Eu me apeio -Diz, prudente,
O velho de boa-fé; -
Vá o burro sem carrego
E vamos ambos a pé."

Apeiam-se e outros dizem:
"Toleirões calcando lama!
De que lhes serve o burrinho?
Dormem com ele na cama?

-Rapaz -diz o bom velho-
Se de irmos a pé murmuram,
Ambos no burro montemos,
A ver se inda nos sensuram."

Montam, mas ouvem de um lado:
"Apeiem-se, almas de breu!
Querem matar o burrinho?
Aposto que não é seu!

-Vamos ao chão- Diz o velho-
Já não sei o que fazer!
O mundo está de tal sorte,
Que se não pode entender.

É mau se monto no burro,
Se o rapaz monta, mau é;
Se ambos montamos é mau,
É mau se vamos a pé!

De tudo me têm ralhado
Agora que mais me resta?
Prguemos no burro às costas,
Façamos inda mais esta!"

Pegam no burro; o bom velho
Pelas mãos o ergue do chão;
Pega-lhe o rapaz nas pernas,
E assim caminhando vão.

"Olhem dois loucos varridos! -
Ouvem com grande sussurro -
Fazendo o mundo às avessas,
Tornando-se burros do burro!"

O velho então pára, e exclama:
"Do que observo me confundo!
Por mais que a gente se mate,
Nunca tapa a boca ao mundo.

Rapaz, vamos como dantes,
Sirvam-nos estas lições:
É mais que tolo quem dá
Ao mundo satisfações."


Jean de La Fontaine por Curvo Semedo


post comemorativo do 500º post

sexta-feira, 11 de agosto de 2006

Grandes Frases XLVI

"I could have been a famous singer if I had someone else’s voice, but failure’s always sounded better. Lets fuck it up boys, make some noise!"

Bright Eyes

sexta-feira, 4 de agosto de 2006

Sonhos desfeitos

Hoje tive um sonho muito bonito! Sonhei que no icbas havia um movimento de alunos, encabeçado pelo nosso Velho e pelo nosso Tuno Mineteiro que atravez do diálogo estava a conseguir passagem administrativa a várias cadeiras a todos aqueles alunos que tivessem passado a maioria do seu tempo lectivo no estabelecimento logistico-agradável "Ancora d'ouro", vulgo piolho.

terça-feira, 1 de agosto de 2006

Lembrete

Hoje entrou Agosto. Ontem foi o melhor dia p'ra casar.

domingo, 30 de julho de 2006

U-u-u-u-u-u-u-u-u-Um Link !!!

http://www.pensamentosbovinos.blogspot.com/

Os Nossos Outros Valores - X

"A Vinicultuna é composta por Loucos, Semi-Loucos, e Pessoas na Posse do Seu Pleno Juízo."

"Quando em noite de gala, o Tuno da Vinicultuna deve referir-se ao Vinho como "Monsieur, Le Vin"."

"O revestimento natural da mucosa oro-faríngea do Vinicultuno com pigmento vínico, transforma os seus sons guturais, rangidos de dentes e estalidos de língua em peças musicais."

A Revelação...

O Pai-do-TóZé, o Senhor Nogueira-o-Velho, e o Gato do ToZé, o Tareco, perdão, pois que agora lhe devemos chamar Senhor-Tareco-Nogueira-o-Velho, passaram a noite à janela a observar o nosso jantar de encerramento de ano, mas nunca, repito, nunca, nunca ao mesmo tempo, ou seja, iam alternando a presença na ventana, alternando como quem diz, porque logo concluimos, tratarem-se - Senhor Nogueira-o-Velho, e Senhor Tareco-Nogueira-o-Velho da única e mesma pessoa-animal-racio-irracional no fundo como qualquer um de nós.

Do Jantar

- Ainda há Grão-Vasco... Alguém quer Grão-Vasco?... Jà não há Grão-Vasco!

Grandes Frases - XLV

"Na Vinicultuna somos assim."

António José Pereira Nogueira

Grandes Frases - XLIV

"Não há nada melhor que Pão e Vinho Tinto."

Juvenal, Genoval Fodido, Tuno da Vinicultuna de BIomédicas-Tinto

quinta-feira, 27 de julho de 2006

Jantar de encerramento do ano, sem passas

Avisa-se todos os tunos e reles caloiros, e penetras, que a vinicultuna como pessoa colectiva vai entrar em introspecção, ou como agrupamento musical vai reunir, sexta feira, dia 28Julho, o dia que ficará conhecido como "o último jantar do meu "xº" ano", em que x = (2006 - ano de 1º matrícula), válido para x<=6, ou não, ou "o dia em que aqueles gajos que ainda estudam se juntaram mais uma vez e eu apanhei com eles uma tal que nem me lembrava que trabalhava, embora realmente nem trabalhasse no dia a seguir"... às 6:30/7h no Piolho.. às 7:30 o pessoal sai pra procurar restaurante. Se quiserem trazer pessoal, façam-no, desde que reunam todos os pre-requesitos e acreditem nos Nossos Valores e nos Nossos Outros Valores.

Magister

quarta-feira, 26 de julho de 2006

Grandes Frases - XLIII

"O Rei deve ver a Rainha nua."

argumentando em favor do Rei, em "A Crónica do Rei Pasmado", de Gonzalo Torrente Ballester

E como que votando vencido, com isto encerro a questão da Polaca - que não a Rainha que o não era...

Os Nossos Outros Valores - IX

"A Vinicultuna de Biomédicas - Tinto classifica e cataloga Todos os seus actos, acções, atitudes e juizos de valor como "Dignificantes" ou "Depreciáveis"."

"Todos os actos, acções, atitudes e juizos de valor que não possam ser classificados e catalogados como "Dignificantes" ou "Depreciáveis", não poderão, obviamente, ser considerados actos, acções, atitudes ou juizos de valor da Vinicultuna de Biomédicas - Tinto."

terça-feira, 25 de julho de 2006

Old Drunk Sailor's Song

"Fifteen men on the dead man's chest
...Yo-ho-ho, and a bottle of rum!
Drink and the devil had done for the rest
...Yo-ho-ho, and a bottle of rum!"

Da "Ilha do Tesouro", de Robert Louis Stevenson,
recuperada do início de um filme actualmente em cena, que tem o mérito de a evocar.

segunda-feira, 24 de julho de 2006

Votacao sobre foto da polaca


Abro aqui uma votação para colocação da célebre fotografia da polaca, uma que tenho por aqui, porque o resto está emprestado a-alguém-que-se- vai-casar-e-provavelmente- perder-as-fotos- nas-mudanças Joel :) (mato-te). Cada elemento deve votar a favor, ou contra (?). Não se aceitam votos brancos, apenas tintos... Para que aqueles que não estiveram presentes votem com conhecimento de causa, aleatoriamente retirei uma parte da foto:

in.. "memórias de um dedo rápido", ou em inglês "jak jak jak arco-íris do papagaio sem penas"

Nota: A imagem à direita NÃO é de uma Salmonella.

domingo, 23 de julho de 2006

Descanse em Paz

"A verdadeira identidade do corpo encontrado na última madrugada num dos quartos da Casa "A Verduga" continua por revelar. No entanto, da análise do caderno-de-capa-preta-que-o-acompanhava-para-todo-o-lado encontrado junto ao corpo esfaqueado, a Polícia diz poder concluir tratar-se de um homem conhecido no seu meio por Mineteiro. A possibilidade de a vítima ter sido assassinada por um membro de um grupo de reputação mais do que duvidosa que frequentava ganhou sustentação durante a manhã, mas careceu de confirmação oficial. À hora do almoço, na mesa do boteco onde os agentes recobraram forças, a palavra "Amor" foi formulada repetidamente, e a versão ecoou toda a tarde nos portais e esquinas da viela-macaca onde tem porta o referido estabelecimento."


NOTA - Está apresentada a nova rubrica. Todos os Tunos vão morrer aqui este Verão. Para que a saudade despertada pelas férias e pela distância seja ainda maior, e com isso estejamos mais próximos. Cada Tuno deve engendrar a sua própria morte. Escolham a morte que mais querem, e comuniquem-na com bom-gosto (eu optei pela notícia de jornal, mas não enumerarei as outras formas escritas, faladas, em tempo real ou ó-depois ideadas, lamentadas, na 1ª ou 3ª pessoa, ou até um grito "Nãããããããããão!" na 2ª pessoa).
Mas, atenção! Só se morre uma vez. Portanto, tratem de pensar e engendrar bem a vossa morte. Não admitirei arrependimentos. Repito. Não há lugar para arrependimentos. Como primeiro autor desta rubrica, serei particularmente inflexível neste ponto. Portanto,meditem no assunto, e não se precipitem. Têm as férias todas. E, até posso prolongar o prazo por uns dias para aqueles que como os Tunos Inca e Água Benta raramente escrevem. Sei que os outros não levarão a mal a diferença de tratamento, e entenderão isto como um estímulo para os que se inibem de mostrar o seu talento.

Até sempre.

Os Nossos Outros Valores - VIII

"Embora em dia de Matrimónio cante grotescamente do princípio da celebração, ao término da consumação, apenas se interrompendo durante a boda, para comer e beber com não menos sofreguidão, a Vinicultuna de Biomédicas-Tinto sabe portar-se com sobriedade e respeito durante missas e desfiles de finados."

"Descanse porém o Velho, pois que os seus Tunos jamais o deixarão ficar mal perante os seus, no dia do seu casamento; pois que os seus Tunos tudo irão buscar ao mundo do som e da pantomima, para que o seu enterro seja recordado como um Corso Fúnebre."

sexta-feira, 21 de julho de 2006

... Vem cá Copo!

Olá Copo...

A Vinicultuna apoia...



...a Fartura

Fonte "Ehenkarrussel", em Nuremberga, construída com base num poema de Hans Sachs, sobre o ciclo do Casamento

A Vinicultuna apoia...


O conforto

Do Vinho e da Empatia entre Funcionários e Utentes do Sistema Nacional de Saúde - IX

O Funcionário - E como é que desmaiou
O Utente - Estava a tentar pôr a mota a trabalhar...
A Mulher -A Gente acha que foi do cansaço e dos nervos
(...)
O Funcionário - E vinho?
O Utente - Desde que me deu isso nunca mais bebi, por causa do efeito dos outros remédios.
A Filha - Não, nunca mais bebeu, ele também nunca bebeu muito, só um copo à refeição.
O Utente - Só um copo ou dois com o comer.
A Mulher- Agora não que a doutora disse para que não podia.
O Utente - Mas já agora, doutor, diga-me lá se posso ou não beber um copo - um ao comer?
A Filha - Ah! Ah!
A Mulher - Pronto!
A Filha - O Doutor diz-lhe que é um copo, e ele vai logo mandar fazer um copo com um litro.
A Mulher - Podes beber um garrafão de água.
A Filha - Isso com os remédios que andas a tomar é para ficares...
A Mulher - Estava a fazer uma falta...
A filha - Começou...
(...)
(...)
(...)
- E PODE beber um copo de vinho.

quinta-feira, 20 de julho de 2006

Grandes Frases - XLII

"Quando mija um Português, mijam logo dois ou três."

Popular Portuguesa; Saudação de Urinol.

Agitando a Porra, gritou e cortou a noite - III

-Xoij Loboj Faminto jou Cãej Pastorej?
- Para falar verdade, somos Ratos, senhor.
- Mas é curiosa a pergunta, senhor, visto que passaram a última noite a confundir-nos com Homens.
- Aliás foi por isso que procurámos o retiro dos campos.
- Estávamos a ficar molestos.

Levantando o Cacete, Gritou na Noite - II (agora com ajuste para a pronúncia da Serra, onde se pretende que a cena se passe)

- Xoij Loboj Faminto jou Cãej Pastorej?
- Por quem nos tomais, senhor?
- Não vedes que temos pronúncia da cidade?

Armando o Cacete, Berrou na Noite

-Sois ou Lobos Famintos ou Cães Pastores?
- Não pronuncieis esses nomes, por favor. Somos ovelhas tresmalhadas.

terça-feira, 18 de julho de 2006

Férias nas Biomédicas, Regresso ao Recreio da Minha Escola - Jogos e Cantigas da Nossa Infância - IX

Um jogo - O beijo sagrado.

Nota introdutória:
Este é um jogo que dada a sua dificuldade e pudor inerentes não era paraticado por todos. Requeria uma grande carga de coragem para ser-se jogador, dado ser interpretado como "uma afronta religiosa" pelos católicos mais crentes e praticantes.

Terreno de Jogo:
Para este jogo bastava estarmos presentes em qualquer igreja católica-romana onde se estivesse a celebrar a santa missa.

Elementos do jogo:
4 elementos era o número mínimo. Um osculante, uma donzela a oscular (elemento passívo do jogo, mas fulcral) e pelo menos 2 testemunhas que fariam parte da mesma turma de catequese que o osculante.

Objectivo:
Oscular a Donzela.

Regras do Jogo:
O jogo era extremamente simples...Quando o sacerdote dissesse: "irmãos...saudai-vos na paz de Cristo" o osculante deveria acercar-se da donzela mais desejada ou da donzela possível e osculá-la sob o sagrado pretexto de se tratar de uma promoção de paz. Após o término da tarefa o osculante olharia os olhos da donzela e diria :"Paz de Cristo", terminando com isto a sua prestação.
Seguia-se a pontuação atribuída pelo juri que seguia atentamente toda a acção. Esta era atribuída após cálculo da média das classificações de 0 a 10 aos seguintes parâmetros:
Beleza da Donzela.
Proximidade ou não dos pais do jogador e/ou donzela.
Zona da face que era ósculada.
Tempo total.
Após atribuída a pontuação os participantes do jogo sairiam da eucaristia dominical e espalhariam a "boa nova"(pontuação) por todos os jogadores habituais.

Jogadas de especial mestria:
Um bom jogador nunca chegaria demasiado cedo à missa de modo a que pudesse escolher a donzela mais indicada e sentar-se perto desta, dado que quanto mais composta estivesse a igreja, maiores seriam as opções.
Recordo com saudade a jogada que o nosso colega conhecido por "gorila" conseguiu oscular duas gémeas desconhecidas que apareceram lá na paróquia exclusivamente naquele dia. Nunca mais foram vistas. Foi o único 18 que alguma vez vi a ser atribuído.
Os movimentos chamados "de mestre" nunca foram testemunhados mas é fácil imaginar-se como seriam e porque é que eram de tão difícil concretização.


Uma cantiga:

Sou Sodado Socialista
Sem Salazar Saber
Se Salazar Soubesse
Seria Sério Sarilho

segunda-feira, 17 de julho de 2006

do fim da noite X

perdidos nas encruzilhadas
sem escolher o caminho
atalhamos pelos montes

as palavras do fim da noite

domingo, 16 de julho de 2006

Dos Enganos

Não estava a beijá-la. Estava a murmurar-lhe, qualquer coisa, na boca...

Grande Frases XLI

"Rápido, trazei-me uma taça de vinho, para que eu possa refrescar a minha mente e dizer alguma coisa inteligente!"
Aristófanes

sábado, 15 de julho de 2006

E Porque nem sempre concordamos com o que postamos...

"O vinho é um vira casacas...primeiro amigo depois inimigo"

Henry Fielding

Grandes Frases XL

"O vinho é poesia engarrafada"

Robert Louis Stevenson

quinta-feira, 13 de julho de 2006

No Tempo em que os Animais Falarem...

... eu quero ser Intérprete.

segunda-feira, 10 de julho de 2006

Lamento

Já procurei em todas as cartas de navegação.
Onde é que fica o Islão?

domingo, 9 de julho de 2006

Desígnio de Tuna

Um dia converteremos ao Vinho o Islão.

Com saudades daquele porto...

... sonho com o dia em que a Vinicultuna baptizará o seu batelão e zarpará de Leixões para esses Mares do Mundo.
Penso no Calypso do Jacques Cousteau, no Rainbow Warrior, fazendo história em cada escala, mas sobretudo no Mary, o navio do Petzi. Este pequeno Urso do Leme, acompanhado pelo Pelicano Ricky (que jeito dava aquele bico para guardar garrafas de vinho), o Pinguim Pingo (às vezes à noite há pessoas que passam de carro, ou goonas da Ribeira que nos chamam isso, mas a maior parte das vezes é "morcego"), e o Almirante - uma velha morsa (e nós também temos uma, enorme), vivia as mais espantosas aventuras, em todas as latitude e longitudes dos meus livros de infância.

sábado, 8 de julho de 2006

Muito Mais Que Um Jogo II

Dedicado a Minetum Expertis, porque o futebol é muito mais que um jogo. E a Vinicultuna digride sempre que um tuno quiser. Um Abraço!
"Nada de importante pode ser estatisticamente registado acerca dum jogo, excepto os cantos, os lançamentos, os golos, e os remates defendidos (o esforçoamericano para registar as assistências é admirável, mas – dado que por vezes é um mistério absoluto quem efectivamente marcou? o golo, mesmo quando há repetição das jogadas na televisão – algo patético), e estes dados pouco ou nada dizem realmente sobre o jogo em si. O jogador que efectivamente vence o jogo pode ser aquele que se posiciona no canto oposto do campo, atraindo um defesa, forçando a defesa a adoptar uma outra configuração e levando inevitavelmente a que seja marcado um golo que antes era impossível, mas que ninguém – nem mesmo ele – pode prever. É tudo uma narrativa e como tal, é subjectivo: dois relatos dum mesmo jogo nunca são idênticos, e os marcadores muitas vezes até diferem de jornal para jornal. Cada um é uma história, uma sequência de metáforas ambivalentes, uma revelação pessoal inerente ao idioma da fé. Não conheço nenhum jogo tão dependente de intangíveis tão fluidos como "padrão" e "ritmo" e "visão" e "leitura". E qualquer destas coisas pode não passar de uma ilusão. E ao mesmo tempo, é também um jogo muito simples: tal como os sonhos, é quase infantil."
Robert Coover

quinta-feira, 6 de julho de 2006

Os Nossos Outros Valores - VII

"Alguns Valores da Vinicultuna são Imutáveis. Outros alteram-se com o tempo."

NOTA- Tudo nos leva a crer que da grafofonética deste Nosso Outro Valor, estalou o conflito entre os Nossos Valores e os Nossos Outros Valores. É esta a teoria defendida pelo Departamento de Investigação e Documentação Histórica. Com feito, do Arquivo da Vinicultuna de Biomédicas-Tito contam-se alguns - e não são poucos - pergaminhos onde se pode ler "Os Valores da Vinicultuna são Imutáveis. Os Outros alteram-se com o tempo."
Infelizmente, e malgrado os onerosos estudos, ainda não foi possível atribuir ao erro etiologia. Erro de dicção do leitor? Problemas de orelhas do copista? Terá alguém derramado sem-querer vinho no manuscrito? Ou terá sido de propósito? Ignorância? Maldade? É sempre preciso pensar em maldade. Foi escrito à pressa? Ou pelo contrário muito devagar, e o senhor, se calhar de idade, já estava com sono? Incompetência? O imbecil foi despedido?
Tudo nos leva a crer que não. De facto, o erro de transcrição parece ter passado despercebido a ponto de não ter conseguido resolver o pequeno mal-entendido entre os dois grandes grupos de valores da Vinicultuna, o que felizmente levou a que a desagradável desavença rebentasse numa sempre bem-vinda Grande Confusão, que aprazivelmente nos atormenta.

Digressão - é o ano que eu quiser

Digressão


Sugere-se ao Departamento Logístico da Vinicultuna, na Dependência do Gabinete de Execução de Tarefas, a pesquisa cuidada de destinos apetecíveis e comedinhos, dentro do amplo mercado de ofertas do porto de Hamburgo.

Os Nossos Outros Valores - VI

"Acima de tudo, a Vinicultuna acredita nos seus Valores."

"Mais do que nos seus Valores, a Vinicultuna acredita nos seus Outros Valores."

"Esta confiança é recíproca. Ou seja, os Valores e os Outros Valores da Vinicultuna, acreditam no simpático agrupamento muito-mais-que-musical."

"Não se tente extrapolar porém que tudo são rosas na Ética da Tuna. Bem pelo contrário. Os Valores e os Outros Valores da Vinicultuna não acreditam uns nos outros."

Os Elefantes do Zoo de Berlim, apoiam a Vinicultuna...

Travel Fellows - About the Wine and the Friendship between People - VIII

"- Why don't you come upstairs and have a nice time?
- Because today is the St.John's night, and that's the biggest party of my hometown. I'm sorry. I spent all my money in wine..."

Os Nossos Outros Valores - V

"A Vinicultuna não cospe para o chão."

"Quando a Vinicultuna cospe na sopa, come-a mesmo assim."

"A Vinicultuna cospe para o ar, para que o cuspe lhe caia em cima e não no chão."

A Vinicultuna Apoia...



A troca de identidades

Desembainhando a espada, ele disse - XXI



Magnífico!
Anónimo do séc XVII
(será que o conhecemos?)
Städelsches Kunstinstitut un Städtische Galerie

Aquele sorriso não estava ali...


A Vinicultuna continua a fazer as pessoas felizes

Os Nossos Outros Valores - IV

"A Vinicultuna espreita pelas fechaduras, pelas frinchas das portas, e pelas das senhoras."

"A Vinicultuna gosta de Sopa"

"A Vinicultuna não cospe na sopa."

Não mais cantaremos sob esta varanda



Não se faz isto aos animais

A semana passada tive um dia de Sorte - XVIII



A caminho de Bremen conheci um cão, um gato e um galo, e decidimos ir os quatro viver para a cidade e ser músicos.

A semana passada tive um dia de azar

Voltei a Nuremberga com o fito de recuperar o relógio do meu Avô, mas a secção dos perdidos e achados da estação de comboios estava fechada.

sábado, 1 de julho de 2006

Ontem foi um Dia de Sorte - XVII

Passei o dia no Jardim Zoológico, e fiquei com imensas ideias para prendas para um casamento que aí vem.

Ontem foi um dia de azar.

Como sempre que vou a estes sítios, fiquei com imensas dúvidas quanto à minha identidade.
Logo agora que há três semanas que já só estava indeciso entre ser um Acor como o Pauleta ou um Zé-Kalanga como o Palanca.

terça-feira, 27 de junho de 2006

Proposta

Proponho que se utilize parte do fundo de maneio da Tuna, para aquisicäo de um cidadäo Tailandes para encontrar as coisas que a Tuna perde.
Está mais que visto que o Senhor Nogueira näo dá conta do recado neste capítulo (quantos postais é que ele já extraviou?).
Mas claro que quando falo nesta aquisicao estou essencialmente a pensar na recuperacäo daquele Caderno de Tuna (sim, aquele de Coimbra, que tem a capa em papel cartonado verde, e está cosido por uns fios de palha).

Grandes Frases - XXXIX

"Isso só sai com Vinho"

Da Sabedoria Popular e da Lide Doméstica, no que respeita a nódoas

Ontem foi um dia de sorte - XVI

Com os saltos e os pinotes do fim do jogo de Portugal, perdi o relógio. Era um presente muito engracado. O meu Avö era sovina, e filho de um relojoeiro. Quando mo ofereceu disse que era um relógio muito bom. A primeira vez que tive de lhe mudar a pilha, na casa onde o levei disseram-me que é um relógio indiano que näo vale o que aparenta. De qualquer maneira foi a última coisa que o meu Avö me ofereceu.
Calcorreei o mais metodicamente possível o terreiro de cascalho da Festa de Nuremberga(muito curioso, revistam-nos e nao nos deixam entrar com garrafas de plastico, mas o chao está cheio de pedras), mas já estava escuro e a comecar a chover. Quando já estava a preparar-me para repetir o percurso, reparei que um homem pequenino que fazia o mesmo que eu, se baixou para apanhar...
... sim! adivinharam
O homem era um emigrante Tailandes e nao falava uma palavra de ingles, e poucas de alemäo (lingua que eu nao arranho). Foi difícil explicar-lhe que näo o estava a roubar. Dei-lhe o meu cachecol como agradecimento.

Ontem foi um dia de azar

Passada uma hora voltei a perder o relógio. Näo o voltei a encontrar

Ontem foi um dia de sorte - XVI

Com os saltos e os pinotes do fim do jogo de Portugal, perdi o relógio. Era um presente muito engracado. O meu Avö era sovina, e filho de um relojoeiro. Quando mo ofereceu disse que era um relógio muito bom. A primeira vez que tive de lhe mudar a pilha, na casa onde o levei disseram-me que é um relógio indiano que näo vale o que aparenta. De qualquer maneira foi a última coisa que o meu Avö me ofereceu.
Calcorreei o mais metodicamente possível o terreiro de cascalho da Festa de Nuremberga(muito curioso, revistam-nos e nao nos deixam entrar com garrafas de plastico, mas o chao está cheio de pedras), mas já estava escuro e a comecar a chover. Quando já estava a preparar-me para repetir o percurso, reparei que um homem pequenino que fazia o mesmo que eu, se baixou para apanhar...
... sim! adivinharam
O homem era um emigrante Tailandes e nao falava uma palavra de ingles, e poucas de alemäo (lingua que eu nao arranho). Foi difícil explicar-lhe que näo o estava a roubar. Dei-lhe o meu cachecol como agradecimento.

Ontem foi um dia de azar

Passada uma hora voltei a perder o relógio. Näo o voltei a encontrar

sábado, 24 de junho de 2006

Porto, ...

...por mais magia que tenham as outras cidades, e calos os meus pés, nunca consigo encontrar o Tó-Zé nem o Senhor do Vale.

Do fim da noite

Tenda Lusa com sardinhas,
Come-las foi um regalo
Dinheiro foi-se no Vinho
Ficam as putas sem falo.

sexta-feira, 23 de junho de 2006

Quadras de S. João

São João do Bom-Gozar
Santo do vinho e catraias
Dá-nos música pra bailar
E vento que lhes levante as saias

Se o meu coração mal-bater
Esta noite um instante
Que seja por obra e querer
De um sorriso esvoaçante

Säo Joäo-äo-äo na Reeperbahn-ä-ä

Saudades, choro em Hamburgo,
Vem-me tua festa à lembranca
Säo Joäo, está täo escuro!
Alumia-me esta Hansa.

Acendem-se para lá do muro
Fogueiras com minhas poupancas
Com tua bencäo säo amor puro
Se no Porto ainda se danca.

Bom Säo Joäo,
Vou já Cagalhäo
Pchhhhhhhhhhhhhhhhh!

Mário Cezariny de Vasconcelos

"S. João João João
S. João de marinheiro
com dinheiro - sem tabaco
com tabaco - sem dinheiro"

Fernando Pessoa

"No dia de S. João
Há Fogueiras e Folias
Gozam uns e outros não
Tal qual como nos outros dias"

Quadras de São João

Convido todos os meus caros con-tunos a deixarem aqui, sob a forma de post, uma quadra alusiva a esta época festiva. Para começar bem, deixo aqui duas de conhecidos tunantes da nossa praça.

quinta-feira, 22 de junho de 2006

Hoje foi um Dia de Sorte - XV

Cheguei a Hamburgo. Terra de piratas, marinheiros, e patifes. E mulheres vividas mas quentes. E histórias de aventuras, e cancoes temperadas com sal e rum.

Hoje foi um dia de azar

Nao encontro a minha bandeira de Portugal. A bandeira-agasalho. A bandeira-colchäo. A bandeira urinol. Estou tristíssimo.

terça-feira, 20 de junho de 2006

Se a Tuna estava lá, e eu nao os vi...

Será que nao tiveram o cuidado de deixar a porta entreaberta quando se esconderam dentro do cofre da bagagem, e apanharam asma?

...do fim da noite - X

Levantei-me à hora pretendida.
Toda a gente dormia. Profundamente e em paz.
No corredor, o meu Pai, ainda sem dormir, zelava por nós, com outros Senhores Polícias, e Voluntários da Cruz de Malta.
Perguntei onde era a saída. Perguntou-me se nao queria tomar um chá quente - nao era o meu pai, acho que o meu pai nao me oferecia um chá quente. Aquele senhor era um Homem Bom.
Depois de ter aceite o chá, que me aqueceu e reconfortou por dentro, o Homem Bom indicou-me a casa de banho.
Depois do meu xixi, o Homem Bom indicou-me a saída.
E sorriu.

...no México deve haver Tunas fantásticas, sao uns pandegos, mas os meus Tunos ambém estavam ali no meio, de certeza.

Eram camas verdadeiras. Um Hospital de campanha, uma coisa preparada para a evenualidade de uma catástrofe. Saímos da estacao por umas escadas e uns corredores para um edifício contíguo, e havia ali beliches de 3, numa rede de fibra resistente. E havia lugar para todos nós. Até para mim! E à entrada, um polícia, a sorrir com carinho - nao era um policia! era o meu pai! - e entao à enrada, o meu Pai, a sorrir, oferecia um edredao leve a cada mexicano.
Nós só nos ríamos. Acho que nos nossos países nao há nada assim, e, se houver, nao a desperdicamos com gente que dorme nas estacoes de comboio.
Fechei os olhos, mas nao adormeci.
Nao adormeci, porque quando esava mesmo mesmo a entrar no libo do sono, mas mesmo mesmo, um Mexicano comecou a gritar com uma voz de sono, monocórdica, mas muito engracada:
"Que me viengán hacer la cama!",
"Me puengán ropa, que quiero un recuerdo deste hotel!"
"Tiengo claustrofobia!"
"Nos mandáran para las cameras de gas!"
"Quiero ser tratado como una persona!"
"Tiengo cara de perro, pero non quiero una cama chompita!"
no que culminou com um grito de ordem
"Este governo es puto! Este governo es puto! Este governo es puto!"

Eu tambem queria molhar a sopa.
Acho que esta situacao nao era possivel em Portugal, mas se estivéssemos no México, só nos encontraríamos todos deitados numas instalacoes daquelas, com os bracos e as pernas partidas, depois de um motim. E aquele rapaz provavlemente só conseguiria dizer "ai!", "ui!", eventualmente "madre mia", se nao lhe tivessem partido os dentes.
Por isso que me ri tanto, e nao consegui falar.

Faz bem à saúde adormecer a rir.

...mas isto nao foi nenhum sonho

Aconteceu mesmo.

Estava eu sossegadinho, e fui acordado por um polícia.
Eu já tinha achado estranho nenhum polícia se terzangado quando eu saí de um dos cofres da bagagem. Na verdade até acharam piada.
O que achei mais estranho foi a forma carinhosa como este polícia me acordou.
De todas as vezes anteriores em que tinha sido acordado por polícias, estes estavam com cara de caso, e mandavam-me levantar imediatamente. Mas este nao.
Perguntou-me porque é que eu estava ali, se nao preferia ir dormir para uma cama.
Como eu disse que inha comboio às 6, ele perguntou se nao queria ir dormir para uma cama das 3 às 6.
Eu sei que há pessoas perturbaas que às vezes se fantasiam de polícias para abusar da gente, mas este era um polícia a sério, e, com toda a educacao, perguntou-me:
"Se quiseres, temos ali uma cama confortável, onde podes ir dormir até às 6.", e , o que realmente me deixou estupefacto, "se quiseres, se prefereires, podes continuar aqui."

Por educacao, nao podia recusar.

...tenho a certeza que aTuna andava por lá!

É que normalmente quando estas coisas acontecem estamos todos juntos.

Já estava a dormir há uma ou duas horas, num rebordo de um corredor mais largo da estacao, encostado a uma montra. Estes rebordos sao os melhores, porque nao vem vento de todos os lados, e este, tinha a vantagem de ser inclinado, o que nao é tao bom para dormir, mas faz bem às varizes.
Eu também acho que faz bem aos sonhos, que devem ser melhores quando chega mais sangue à cabeca.

A Tuna devia andar por ali...

Há dias tive uma noite daquelas... como voces sabem...
Tinha acabado o México-Angola, e a estacao de Hannover estava cheia de Mexicanos à procura de sítio para dormir para esperar o comboio seguinte. E eu no meio deles!
O depósito das bagagens era o sítio mais quentinho, eu até já tinha estendido a minha bandeira, mas a companhia dos comboios tinha outros planos.

Foi extremamente divertido. Sempre que um funcionário da companhia dos comboios pedia a um de nós para se levantar e sair, primeiro fazíamos de cona que nao entendíamos, mas como ao fim de muito tempo eles continuavam educadamente a pedir, nós lá nos levantávamos. Nessa altura já outros Mexicanos se tinham deitado noutro local, porque o depósito das bagagens da estacao de Hannover, é como um labirinto. Quando os funcionários dos comboios iam falar com os mexicanos que se tinham acabado de deitar, era a nossa vez de fazer o mesmo.

Havia um Mexicano especial. Era mais velho, grande, tinha barba, era muito feio, com uma borbulha grande e redondinha junto ao gigantesco nariz. Era tao especial que os outros mexicanos lhe chamavam Wookye. Estava ocupado a encher o seu colchao insuflável, e diyia que nao saia dali enquanto os outros nao tivessem ido embora.
Entao chegou um senhor gordo e bem-vestido que estava muito zangado, e, ao contrario dos fncionarios a quem dava ordens, nao sorria para ninguem

Foi entao que eu me decidi esconder dentro de um dos cofres da bagagem. Pus-me todo encolhidinho, encostei porta, mas nao a fechei, porque senao nao entrava ar nenhum, e eu podia apanhar asma.
Foi lá que a polícia me encontrou.

Das Propriedades dos Líquidos

O Vinho é sempre potável.

segunda-feira, 19 de junho de 2006

Pneumotórax

"Febre, hemoptise, dispnéia e suores noturnos.
A vida inteira que podia ter sido e que não foi.
Tosse, tosse, tosse.

Mandou chamar o médico:
— Diga trinta e três.
— Trinta e três . . . trinta e três . . . trinta e três . . .
— Respire

................................................................................................................

— O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.
— Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?

— Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino. "

Manuel Bandeira (1886 - 1968)

sexta-feira, 16 de junho de 2006

Grandes Frases XXXVIII

"É Vini... São Cool! É ViniCoolTuna!"
Espectadores de um Sarau de Biomédicas, em delírio, há muitos anos atrás.

A Vinicultuna prepara para a vida...

- Tenho dormido várias noites em estacoes de comboio e jardins.
- Depois dessas noites tomo banhinho nas Pousadas de Juventude
- Recorri à candonga

e, melhor que tudo,

- Tenho ganho dinheiro a recolher do chao os copos de plástico recicláveis que distribuem nos bares dos estádios e dos espacos afins, para depois ir buscar a caucäo!

A ALEMANHA ESTÁ A SAQUE!!!

Grandes Frases XXXVII

"Comer e beber, ó terrintintim, passear na rua!"

Malhao, quando questionado sobre a sua vida.

quarta-feira, 14 de junho de 2006

Companheiros de VIagem - Do Vinho e da Amizade entre os Povos - VII

"- ...Mas esta nao é a melhor altura para se ir a Alemanha. Em Setembro é que há as Feiras do Vinho, nas cidades.
- Mas eu nao vou pelo Vinho, nao é pelas feiras.
- Sim, e o Vinho de lá também nao é grande coisa...
- Pois nao, mas o Vinho, levo-o eu comigo!"

Da Água e da Empatia entre Funcionários e Utentes do Sistema Nacional de Saúde -VIII

"De vej em quando dá-me é aqui um "sec~ao"
"E água, tem bebido?"
"Xim, xim. Volta e meia dá-me o sec~ao, e eu bebo logo água"
"Pois, com este calor é preciso"
"É, xó que depoij, vem outra vey. E eu, água. E dá-me para duas, trej joraj, maj depoij vem outra vej o sec~ao, e eu água! E paxa maij um bocado. Depois, xeca~ao, e eu...água. Xec~ao... água."

sexta-feira, 9 de junho de 2006

Os Nossos Outros Valores - III

"Já em relação ás bebidas gaseificadas, açucaradas, edulcoradas, adocicadas, pasteurizadas, homogeniezadas, refrigerantes, colas, suminhos, cházinhos, aice-tis, mangas-laranjas, sevanépes, sumóis, sucóis, cachecóis, tisanas, guaranás e derivados, a Vinicultuna de Biomédicas-Tinto nutre um profundo e orgulhoso desprezo"
"A Vinicultuna respeita e gosta de leite, desde que ele seja bebido do apêndice mamário da femêa parideira."

quinta-feira, 8 de junho de 2006

Os Nossos Outros Valores - II

"Embora não tenha por instinto o consumi-la, a Vinicultuna nutre um profundíssimo respeito pela Água."

Do Fim da Noite IX

Estão perto,
Perdidos os teus braços.

O fim da noite está nú, e corre e pula nos espaços,
E entra em rodopio pela porta dos vencidos,
Em beijos de amarelo floridos e nuvens azuis de trigo.

Seco o orvalho das línguas,
Lanço a água nos rios.
Corta-se-me o mundo a direito, com espadas e sonos e fios...

O fim da noite é eu não saber
quem és tu
e o que querer.
O fim da noite nunca coincide
com o amanhecer.

quarta-feira, 7 de junho de 2006

Com as Pousadas e Albergues lotadas...

...Sonharei Contigo,

Estendido em bancos de jardim,
ou em arbustos fofinhos
Sob as pontes
ou alpendres,
Nas fontes, nas taças dos chafarizes, secos ou cheios
Nos portais das Igrejas
sob a arcada das grandes catedrais,
Nos beirais, com os gatos
Ou debaixo destes, em ninhos de andorinhas,
Em casotas de cães,
Celeiros, Estábulos
Cortes de porcos,
Em todas as capoeiras de todas as freguesias
E de volta à cidade, na rua,
Estações de comboio,
Na linha do comboio,
No local onde a rua, cruza a linha de comboio,
Na passagem de nível
Esquadras da polícia,
No aljube,
Em bares, pipas de vinho e bordéis.
No pior batelão atracado no porto de Hamburgo.

Assim será a viagem.

quinta-feira, 1 de junho de 2006

Zilhão

Assim pretende passar a ser conhecido este humilde Tuno que abaixo assina.
"Zilhão", chamarão e insistirão, "Zilhão!"
Ao chamamento responderei, "Estou aqui."
Não renuncio ao Nome de Tuno, nem mesmo ao de Baptismo. Apenas quero ser conhecidopor Zilhão. Vi hoje o nome e achei que me assenta bem.

Zilhão Fernandes. Nome de sábio. De Médico dos tempos passados. Nome que apregoam os quatro ventos.
Serei eu, Zilhão, o Judeu Errante? E os pés logo se queixam.

Outra vez em palco. Outra vez com a Tuna. Outro Sarau. Desta feita, dos meus braços, das minhas pernas, pendem pequenos sininhos, que acompanham em fundo a Tuna, quando baloiço o meu corpo, ora num pé, ora noutro, qual metrónomo, e agito os braços com outro ritmo. Fui apresentado como CarlosZilhão.

quarta-feira, 31 de maio de 2006

Do Fim da Noite VIII

É quase possivel traçar a linha das nossas vida nos recados que deixamos aqui uns aos outros.

O cotão nos umbigos, as primitivas e as derivadas, os cadernos perdidos, a aldeia dos macacos, o rabo das moças, o mercado, os utentes, o Piolho, os valores, os homens e os tunos e os ratos, as frases, as viagens, o corso, os deuses, os santos e as feiticeiras.
E quem nos lê, na nossa loucura?
Por que olhos passarão estas páginas? Quantos virão cá parar por engano? Como ficaram? Quantos contentes, alegres tristes enganados, incompreensivos e indignados e indiferentes? Não quererão eles deixar aqui algo mais daquilo que são?
_
E tu, rapariga do sorriso rasgado. Estás... aqui?

Os Nossos Outros Valores I

"A Vinicultuna não embandeira em arco."

"A comida saudável põem a Vinicultuna doente."

"A Vinicultuna não é bem como a pintam."

Os Nossos Valores XLI e Últimos

"A Vinicultuna reconhece os seus erros. Assim, pode mais facilmente culpar alguém por eles."

"Enquanto o mundo girar á volta do Sol, a Vinicultuna há-de buscar a Lua."

"Estes são os nossos valores. Se não gostarem, temos outros."

domingo, 28 de maio de 2006

Vendo-o retirar-se de espada caída, eles não se compadeceram, riram-se, e sem sair dos buracos sujos, disseram, baixinho - Epílogo

-Senhor, mas não é evidente que somos Tunos?

Iludido por finalmente parecer ir atingir os seus intentos, desembainhou a espada e gritou - XX

- Sois... mas... onde estais?

FIM

Desembainhando a espada num gesto que pretendia ser grandioso, ele disse - XIX

- Sois Homens ou sois ratos?
-Quereis mesmo saber a verdade?
- Somos...
-Não, por favor, aguardai!
- A verdade só no final.
- Não percais o último episódio.
- Por favor, voltai.

sexta-feira, 26 de maio de 2006

Hoje Foi Um Dia de Sorte - XIV

Quatro. Pretas. Aos círculos. Vi as primeiras Andorinhas.

Hoje foi um dia de azar.

Atchim! O ar continua cheio de cotões alergéneos.

quinta-feira, 25 de maio de 2006

Os Nossos Santos Padroeiros - III



"- Viva muitos anos – respondeu Sancho – mas soup or dizer a Vossa Mercê que, tendo eu bem de comer, tão bem e melhor o comeria em pé e sozinho, como sentado à ilharga de um imperador; e até (se hei-de dizer toda a verdade) muito melhor me sabe comer no meu cantinho, sem cerimónias, nem respeitos, ainda que não seja senão pão e cebola, que os perus de outras mesas com a obrigação de mastigar devagar, beber pouco, limpar-me a miúdo, não espirrar nem tossir quando me for preciso, nem fazer outras coisas, que a solidão e a liberdade trazem consigo."

in Don Quijote de La Mancha

quarta-feira, 24 de maio de 2006

Os Nossos Valores XXXX

A vinicultuna não é confusa mas confunde.

Das tunas da academia, a Vinicultuna é a tuna que tem o membro maior.

terça-feira, 23 de maio de 2006

Ontem Foi Um Dia de Sorte - XIII

Vem que no Sarau da Queima das Fitas, já vai para mais de uma semana, iniciava o Tuno Grande Morsa a leitura do excerto escolhido do D.Quixote de la Mancha, a quem era dedicada a actuação, no que começou o Tuno Água Benta, a executar um fundo musical na trompa. Discreto, mas emotivo, aquele trecho de um famoso musical.
Acontece que nem o nome da peça, nem as suas notas me vieram à memória ao longo da última semana.
Ontem, batia-me com um jantarzinho frugal mas requintado, numa esplanada de uma mesa de uma rua sossegada de Guimarães, talheres na mão, a obra de Miguel de Cervantes aberta, segura pelas loiças, começa a sair suave a melodia mágica da coluna do estabelecimento.

Ontem foi um dia de azar.

A empada de carnes já tinha acabado.

Do Vinho e da Empatia entre Funcionários e Utentes do Sistema Nacional de Saúde -VII

"-E Vinho?
-...Ah...
- Quanto Vinho bebe?
- Agora é só um copinho, com o comer.
Mas antes era Pedreiro. E sabe, os Pedreiros gostam de beber..."

domingo, 21 de maio de 2006

Papel da Vinicultuna no Combate ao Depaupério da Língua Portuguesa

A palavra "Odre", deve ser introduzida urgentemente no vocabulário corrente da Tuna.

No Barril Vazio... - II

...coloco o Magnífico "Corso", que o Tuno Hipercubo nos legou a 6 de Fevereiro...

No Barril Vazio, junto hoje este recorte da 1ª página do jornal Record de 19 de Abril de 1990.
No centro da fotografia da primeira página, no centro da grande-área, um preto fininho de camisola vermelha e calção branco. Inclinado para a frente, peito e braço direito esticados. Segue com os olhos a bola, a caminho das redes guardadas por um cabeludo ladeado por dois anjos brancos com Panasonic escrito a azul celeste no peito.

"Inferno da Luz dá Mão a Vata"

Tinha ido para o quarto, estender-me na cama, sofrer sozinho. As lágrimas ameaçavam soltar-se, vencidas pela arrogância dos franceses.
Verter-se-iam, de alegria, depois da cambalhota sobre a cama, seguida de queda sobre a cabeça. Corri para acompanhar pai e irmão no percurso de saltinhos que percorria a casa.
Tinha de ser o Vata, "aquele que é um tosco mas que dá um jeitão", acabadinho de entrar.
"A bólá iá pára o Maguinusson, o Maguinusson deu dí cábeça..., e ápárêceu o Vata! O Cástáñeda foi Às cástanhas!... e ágóra, o Benfica tem séti minutuis pára ádiministrárr", regista no final a cassete-dos-golos-do-Benfica que, em dia de jogo importante, um dos 4 primos colocava no rádio-gravador, assegurando, de dedo sobre a tecla "Rec", a perpetuação das eventuais explosões vocais do locutor brasileiro.
Estávamos na final!
É o momento futebolístico da minha vida. Aqui fica o instantâneo que o imortaliza.

Convido os outros Tunos a encherem este Barril com alguns dos seus objectos queridos.

Caralho!

Este blog já fez um ano!

sábado, 20 de maio de 2006

Lamento

O desfraldar das duas bandeiras castanho fulvo do nosso estandarte.

Galinha Ana, Ainda te lembras de nós?

sexta-feira, 19 de maio de 2006

Os Nossos Valores XXXIX

"A Vinicultuna diverte-se com as injustiças desportivas, mas não contemporiza com as injustiças do reino animal."

"A Vinicultuna é contra a Gripe das Aves, e indiferente á Vila das Aves."

quinta-feira, 18 de maio de 2006

Suspiros de Amor, sobre Noite em Paisagem Humanizada, incluindo Vista de Torre de 11 andares, sobre Bairro em Topo de Colina.

As janelas dos prédios onde moras têm as luzes acesas,
as que estão corridas são as janelas dos prédios onde dormes.
Feios mas bonitos - entenda quem quiser, é muito fácil -
os prédios são horríveis mas eu gosto de ti.
Que digas o mesmo deste cão
No chão corro a escuridão.
Sem medo, sem vergonha desse bairro.
Buscando-te. Uivo.
Auuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!
AuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuUi!
Atingem-me.
E identifico mais uma janela onde não dormes nem moras.