quinta-feira, 28 de agosto de 2008
A Vinicultuna aprecia...(já se sabia, mas nunca é por demais recordar)...
de copo em riste, Comité de Organização às 00:22 0 cagalhões
Da Vinicultuna, e da Tradição da Arte da Dança
de copo em riste, Comité de Organização às 00:13 0 cagalhões
Aquele Fétiche...
de copo em riste, Comité de Organização às 00:06 0 cagalhões
com um Vintage da casta Fétiches
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Grandes Frases - LXXXIV
de copo em riste, Comité de Organização às 23:54 0 cagalhões
com um Vintage da casta Grandes Frases
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
E já em clima de Harmonia, os Primos do Noivo desfazem o mito
"O Grande?"
"Quando cheguei e o vi deitado, pensei, este está morto"
"O Grande?"
"Passado meia-hora estava de pé outra vez"
"O Grande!"
... e o Tio-do-Noivo, Pai-dos-outros-dois,
"Pá...mas o tipo tem pinta!..."
de copo em riste, Comité de Organização às 21:30 0 cagalhões
Apaziguador, o Tio-do-Noivo faz prevalecer o Bom-Senso sobre a desavença familiar, e conclui sobre o Tuno Grande Morsa - era pois ele o zombeteiro
"Mas o tipo tem lábia... Associação de Estudantes, Senado da Universidade..."
de copo em riste, Comité de Organização às 21:28 0 cagalhões
Definem-se as facções. O Pai do Noivo perfila-se junto ao Tio-do-Noivo-Seu-Irmão
"A Avozinha ficou mais comovida do que a Noiva."
de copo em riste, Comité de Organização às 21:26 0 cagalhões
Entra em Cena a Avó do Noivo, em defesa do Netinho
de copo em riste, Comité de Organização às 21:24 0 cagalhões
E a propósito do Senhor Barbosa, Vizinho do Tio do Noivo, voltamos ao rescaldo daquele casamento e da boleia do Tio do Noivo a dois Contunos
"E como é que deixam um tipo que não canta a ponta de um corno, entrar para a Tuna?"
"Ah... o Noivo é a nossa espécie de relações públicas."
Provando-se assim a profunda má-fé do proferidor desta sentença, pois que, como é sobejamente sabido dos que, desde o início acompanham, e ultimamente lamentam, o desenvolvimento deste espaço, o cargo de Relações Públicas da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto foi ardentemente disputado entre duas respeitadíssimas figuras do ambiente tertuliconírico académico portuense, mas nunca atribuído ao Tuno-Honorário Mineteiro.
de copo em riste, Comité de Organização às 21:16 0 cagalhões
Grandes Frases LXXXIII
"Vou às tascas vou. Entro em tascas com todo o gosto, porque é nas tascas que se encontram muitos Benfiquistas."
Manuel Vilarinho, retorquindo à "Olhe que não está em nenhuma tasca" de João Vale e Azevedo, que concluiria com "Agora está a chamar bêbedos a todos os Benfiquistas. Um homem que gosta de tascas e de confusões, não pode ser Presidente do Benfica", durante animado debate televisivo durante edificante campanha eleitoral para a Presidência do Maior Clube do Mundo
de copo em riste, Comité de Organização às 21:11 0 cagalhões
com um Vintage da casta Grandes Frases
E em vésperas dos Jogos: Grandes Frases - LXXXII
"É NOSSA! É NOSSA!"
O Senhor Barbosa, acordando todo o 287 da Coronel Almeida Valente, na madrugada portuguesa, fim de tarde em Seul se consagrava o Ouro Olímpico
"ROSA MOTA! ROSA MOTA!", concluía
de copo em riste, Comité de Organização às 21:07 0 cagalhões
com um Vintage da casta Grandes Frases
domingo, 13 de julho de 2008
Grandes Frases - LXXXI
"Aqui jaz um cagalhão, que outrora foi um robusto bife"
Uma porta, agora desaparecida...
de copo em riste, Octavius às 13:44 1 cagalhões
com um Vintage da casta Grandes Frases
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Nova Vida, Novas Fachadas - CCC - Dez Factos, e Um Grande Pedido de Desculpas em Forma de Lamento
1ºFacto - Os azulejos castanho a das tuas casas de banho mantém o brilho de sempre.
2ºFacto - Uma vez vi uma moça já para o entradota, muito pálida e muito gasta, vestida de cabedais, e de cabelos pintados de rosa, a tombar pela porta dos teus quartos de banho como quem quer entrar, e achei que ela prostituta e que se ia drogar. Tive medo, mas achei que os cabelos dela jogavam bem com os azulejos castanhos.
3º Facto - Há 25 anos, todos os Sábados, ia com os meus pais e os meus padrinhos almoçar à Adega Figueiroa, e a seguir visitávamos-te enquanto fazíamos a digestão
4ºFacto - Aliás, fui eu que parti a asa do avião de meter moedas para crianças, que havia junto às primeiras escadas, quando tentei subir lá para cima quando já lá estavam o meu irmão e o Zé-Pedro. O meu pai bateu-me, mas acho que se safou sem pagar o estrago
5ºFacto - Durante esses anos, a vitrine com brinquedos que havia na escada de caracol preenchia os meus desejos de Sábado a seguir ao almoço. Achava que não era o melhor sítio para se ter uma vitrina, porque tinha de torcer o pescoço todo para a admirar, mas admito que aumentava o fascínio, e a verdade é que nunca rebolei por ali abaixo.
6º Facto - Mais tarde, já nas Biomédicas, cheguei a visitar-te, para ir à Loja "A Praxe", que ficava lá no fundo de tudo, pedir patrocínios. Não, não era para a revista "I", nem nenhuma actividade da AE. Foi mesmo para o Coral!!!
7ºFacto - Voltando aos anos da minha infância, as plantas tipo trepadeira que caíam dos vasos da tua fonte de lá do fundo, satisfaziam na perfeição, o meu conceito de "Selva". Como eras Frondoso! - quase me arrisco a dizer que os canteiros que ladeiam a tua entrada tinham pequenos buchos!
8ºFacto - Aliás, essa fonte interior, em azulejo de piscina, e onde a água não pingava, escorria, numa cascata de 3 pisos, continua a ser o expoente meu máximo da arte decorativa! Naquele tempo ainda havia fontes com água no Porto!
9ºFacto - O café ranhoso que tinha umas cadeiras cá fora, junto à varanda do 3º andar, com vista sobre a queda de água, foi o precursor de todas as Praças da Alimentação dos shoppings deste país.
10ºFacto - Não é verdade que sejas mal-frequentado. Quem o disser mente, ou não tivesses sido construído, ali a dois passos da esquadra da polícia.
O Grande Pedido de Desculpas em Forma de Lamento - Ó Grande Centro Comercial de Cedofeita, como é possível que até agora te tenhamos ignorado!!!...
de copo em riste, Comité de Organização às 00:00 2 cagalhões
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Nova Vida, Novas Fachadas
Para iniciar, uma singela, mas sentidíssima oferta a uma das mais Gentis Damas dos nossos passeios:
Tímido, mas exasperado, já quase sem saber como esconder o meu amor, tropeço em meus pés, para cair, levando o joelho à tua soleira...
Senhora! levantando-me deixo uma flor, como se de teu colo se tratasse, Ó Padaria Ribeiro!
(onte-onte pude matar saudades dos teus biscoitos, das tuas empadas, e sobretudo das tuas tartes de amêndoa)
Depois de 3 meses de quase interregno, voltemos com novos olhos, e, simbolicamente, inauguremos esta nova rubrica, que pretenderá homenagear nobres entidades que acompanharam anos a fio o nosso percurso académico, sem esperarem uma citação que fosse neste espaço.
A todas muito obrigado, porque a nossa Cidade, a nossa tão querida, sobretudo do TóZé, Freguesia da Vitória, não teria metade do encanto sem todas vocês. E a Vinicultuna de Biomédicas - Tinto já se teria mudado há muito para o Araújo.
A todas, um Grande Bem-Haja
de copo em riste, Comité de Organização às 23:42 0 cagalhões
O Blog Está Morto
e uma voz de ânsia de morte não se contém, de pé sobre a cova que foi abrindo, lança uma farpa rancorosa sobre a rubrica mal-acabada dos pecados mortais.
E despeja a primeira pá sobre omorto
e uma voz morta levanta-se lá do fundo...
cof, cof, cuspindo o pó
O Blog Nunca Esteve Tão Vivo!
e acrescenta,
cof, cof, rais-parta, ainda apanho asma!
de copo em riste, Comité de Organização às 23:36 0 cagalhões
terça-feira, 1 de julho de 2008
Encontro casual na faculdade
Tuno casado: Ola! Isto que estás a estudar é.. do terceiro?
de copo em riste, Pissæ Cubis às 18:53 0 cagalhões
terça-feira, 17 de junho de 2008
Acerca da crise nas gasolineiras...
Sr. do Vale para seu Amigo Americano de Braga (em plena Rua de Cedofeita):
- "Isto resolvia-se com água ardente e vinagre nos depósitos...", largando uma gargalhada, tão típica quanto pode ser, por entre seu bigode e lábio inferior.
Seu Amigo Americano de Braga consente com um mero olhar. No entanto, ambos sabiam, muito bem, que nenhum veículo se consegue mover pelo conjunto de aqueles dois elementos.
Já na Praça Carlos Alberto, sem o seu Amigo Americano de Braga, depara-se com um Tuno, em plena luz do dia, e acaba o seu pensamento:
- "Quem andava com este combustível era a Viniul...." ( e não acabando a palavra, ou trocando as vogais e consoantes propositadamente como quem aparenta desconhecer tal entidade, liberta mais uma vez o seu discreto sorrir em confidência com o Tuno e toda a Praça Carlos Alberto...)
...A verdade é que a crise que asolava as gasolineiras desvaneceu-se entre estas duas gargalhadas.
de copo em riste, Octavius às 22:13 1 cagalhões
quarta-feira, 21 de maio de 2008
CD de Tuna
A vinicultuna tem o prazer de anunciar que irá lançar, em breve, o seu CD.
Deste fará parte a actuação Live at Teatro do Campo Alegre, com 2 bonus tracks instrumentais.
Irá incluir, em formato mixed CD, também, o Harrison 17ª edição.
Se tens alguma sugestão para algo mais a incluir, não te coíbas!
...
comenta! :)
Vou Já Cagalhão!
de copo em riste, Pissæ Cubis às 01:50 3 cagalhões
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Homem Só, Meu Irmão
Tu, a quem a vida pouco deu
que deste o nada que foi teu em gestos desmedidos.
Tu, a quem ninguem estendeu a mão
e mendigas o pão dos teus sentidos
Homem só, meu irmão.
Tu que andas em busca da verdade
e só encontras falsidade em cada sentimento
Inventa, inventa amigo uma canção
que dure para além deste momento
Homem só, meu irmão.
Tu, que nesta vida te perdeste
e nunca a mitos te vendeste,
dura solidão!
Faz dessa solidão teu chão sagrado,
agarra bem teu leme ou teu arado,
Homem só, meu irmão.
Luis Goez
de copo em riste, maximum morsae às 08:17 0 cagalhões
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Da Boda - sins à parte - Cacos, Restos, Excertos e Um Poema Duvaliano
"E só dois anos depois é que eu soube que Este-Caralho era médico!"
a Dona Gusta, para o Pai-do-Noivo, durante a segunda passagem pela Adega dos Caquinhos
"Assim ninguém se aleija!",
o diligente empregado do Fentelhas, varrendo os cacos do primeiro copo partido para baixo da mesa da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto
"Ainda bem que não se conheceram na Queima das Fitas..."
o Tuno Chiclete, após inquirir A-Noiva sobre a razão da escolha do local de repasto
"Ó Travessa da Mata!
Celebrações com data!"
António Simões do Vale, improvisando a propósito da toponimia de Gominhães
"Vêm para aqui estes gigantes, e metem-se à frente das pessoas"
o Pai-do-Noivo, sobre o Tuno Grande Morsa
"Mas com esse nome... não falha!",
António Simões do Vale, sobre hipotéticas ligações genealógicas com a Dona Gusta-apelido-de-solteira-do-Vale, no final da terceira passagem pela Adega dos Caquinhos
"Agora Deus deixa!"
o Noivo, antecipando a Noite de Núpcias
de copo em riste, Comité de Organização às 19:53 0 cagalhões
domingo, 6 de abril de 2008
segunda-feira, 31 de março de 2008
No fim de um mês quase sem pecar, Viagem a um Sarau do Passado, (com Inveja de então não ter estado lá) - Ensaio Sobre a Inveja - O que diria Freud?
E quando o pano baixava, mais cedo do que o previsto, o fundo lá fundo da sala acendia-se, mas não era a luz, não era intervalo, antes a celebração do momento mais negro, fizesse-se um minuto de escuridão, de silêncio não.
E quando o pano baixava, à altura dos nossos olhos, quando tapando-os, já nos podiam fitar, o fundo lá fundo da sala acendia-se, era um homem coberto de fogo, que silvava.
E quando o pano baixava, mas continuávamos a tocar, já só se ouvia “corja” e “degredo” e “vergonha” e “Bebêdos”, e continuava “corja” e “degredo” e “vergonha” e “Bebêdos”, mas só se ouvia o que continuávamos a tocar.
E quando o pano baixava, à altura das nossas solas, que quiséramos a sapatear, mas sOLÁ COPAR, então nós parávamos, que a luz que passava, sob o veludo rosado, não era das chamas, era das donzelas, a palpitar.
E o homem coberto de fogo já não silvava, mas não se apagara. Nunca tinha estado lá.
"L'Invidia", Giotto, Cappella degli Scrovegni - Padova
de copo em riste, Comité de Organização às 22:28 0 cagalhões
com um Vintage da casta Pecados Mensais
Depois do Tottenham, o Bayern - Um Adepto Comum, e Um que Hoje Até Só foi Ver o Espectáculo
"Falta! Não assinalou! E ãos do Braga, basta um encostinho! É sempre assim! Já no Domingo com o Setúbal foi igual! O Braga é sempre roubado! Os outros podem fazer tudo! O ano passado com o Tottenham, um golo em fora de jogo! No último minuto... E já há vinte anos foi assim!"
Só não sabemos se foi assim com os suecos do Hammarby (leia-se Abardyn). Porque essa noite, não foi noite de bola. Foi Noite de Digressão
de copo em riste, Comité de Organização às 22:18 0 cagalhões
com um Vintage da casta Noites Duvalianas até ser Dias TóZéquianos
Depois do Tottenham, o Bayern - Cinco Minutos
Cinco minutos. Corro as bilheteiras, enquanto se acende o ultimo cigarro. Com noventa minutos pela frente. E já só faltam cinco. Minutos. E um cigarro. Que já vai a meio. E um minuto e meio também.
Três minutos. Somos revistados. "Que bom", apetece-me sempre dizer, só para ouvir "Ah!Ah! Ah! Ah! Ah!". Não digo. Mas ouço na mesma, "Ah!Ah! Ah! Ah! Ah!"
Dois minutos.subimos as rampas avenidescas de acesso ao estadio. Na faixa de rodagem do lado, os alemães abrem a boca de espanto à Pedreira.
«Parece um navio!»
«Parece uma catedral!»
«parece uma nave espacial!ah!ah!ahah!ah!»
Um minuto. Um minuto! Um minuto e a escadaria toda para subir!
Trinta segundos! Excitação , adrenalina, coceguinhas na pila. Dez segundos! Expludo! Galgo os degraus quatro a quatro. Três, Dois, Um segundo! Agitam-se as faixas, bandeiras e cachecóis também.
Do patamar de acesso as bancadas, um olho na relva, um olho na escada. O chapéu surge no patamar ao tempo que os atletas. Entramos os dois.
Não se vai à bola sozinho.
de copo em riste, Comité de Organização às 22:11 0 cagalhões
com um Vintage da casta Noites Duvalianas até ser Dias TóZéquianos
Depois do Tottenham, o Bayern - Dois adeptos comuns
Vamos a par para o estadio. É assim que se vai.
Da Sé para Dume não há que enganar, é sempre a descer.
«São só dez minutos», diz quem sabe.
«Serão?» receia quem receia chegar atrasado. Só temos 15 para o apito inicial.
Somos dois adeptos, falamos de assuntos da bola.
«Da outra vez andei o dia todo, e andei uma semana a coxear. E agora parece-me que já estou a ficar meio quilhado!»
«Não há pressas», digo, sem acreditar.
Mas sigo ao ritmo da claudicaçao.
Da pausa para acender o cigarro. E, já agora, também páro para mijar.
E continuamos a par.
Um espera pelo outro. Ninguém vai à bola sozinho.
E em dez minutos chegamos.
«Os ingleses trouxeram mais», digo ao passar os primeiros, os últimos Bávaros, sobre outra noite de bola..
«E os suecos parece-me que também» - mas essa não era noite de bola- era noite de digressão.
de copo em riste, Comité de Organização às 22:03 0 cagalhões
com um Vintage da casta Noites Duvalianas até ser Dias TóZéquianos
quarta-feira, 19 de março de 2008
(Sobre a Ruína do Circo)
Os anões, vítimas de um receio exagerado para a sua condição física de anões, atacaram o Comedor de Fogo aos gritos.
- Diz qualquewr coisa, Comedor de Fogo, diz qualquer coisa!
O Comedor de Fogo mastigava fazendo um barulho a lenha queimada.
- Tu és o mais importante deste circo, diz qualquer coisa.
O Comedor de Fogo participava em todos os números que eram apresentados na psta do Circo Céus Americanos: acendia os arcos que os cães pequineses atravessavam arriscando o pêlo, os archotes que as Trapezistas usavam em "O Salto da Morte", os fundilhos dos Palhaços, quando ninguém se ria com os seus trambolhões, aterrorizava a Mulher Barbuda em "Os Pêlos da Rainha Ulalume", enfrentava "O Dragão Assassino Ataca Hércules", também enfrentava o Homem Mais Forte do Mundo, colaborava com o Ilusionista chamando a atenção do público, engolia vinte vezes seguidas quatroarchotes de vários tipos de chamas e acendia uma pira de lenha com três metros de altura, colocada a seis metros de distância com as suas chamas ferozes, terríveis, cheias do circense esplendor do fogo.
- Diz qualquer coisa, Comedor de Fogo, precisamos de comer.
- Quanto resta de Rum, Dom José?
- O suficiente para incendiares a cidade.
- Por mim, não há problema.
de "O Segredo da Trapezista", de Óscar Málaga Gallegos
de copo em riste, Comité de Organização às 18:41 0 cagalhões
segunda-feira, 10 de março de 2008
"Ai, Margarida"
Ai, Margarida,
Se eu te desse a minha vida,
Que farias tu com ela?
- Tirava os brincos do prego,
Casava c'um homem cego
E ia morar para a Estrela.
Ai, Margarida,
Se eu te desse a minha vida,
Que diria tua mãe?
- (Ela conhece-me a fundo.)
Que há muito parvo no mundo,
Eque eras parvo também.
Ai, Margarida,
Se eu te desse a minha vida,
No sentido de morrer?
- Eu iria ao teu enterro,
Mas achava que era um erro
Querer amar sem viver.
Ai, Margarida,
Se este dar-te a minha vida
Não fosse senão poesia?
- Então, filho, nada feito.
Fica tudo sem efeito.
Nesta casa não se fia.
Comunicado pelo Engenheiro Naval
Sr.Álvaro de Campos em estado
de inconsciência
alcoólica.
(1/10/1927)
de copo em riste, Comité de Organização às 00:41 0 cagalhões
sábado, 8 de março de 2008
Manifesto Contra a Inveja
A Vinicultuna não se importa de não ser a melhor.
A Vinicultuna não abate animais para fazer instrumentos musicais mágicos.
O Tuno da Vinicultuna gostaria muito de dar um beijinho na bochechinha inflada e cianosada de uma Deuzela.
O Tuno da Vinicultuna não teme ser esfolado porque tem uma capa negra de lã quentinha.
A Vinicultuna até nem se importa de ser a pior.
À noite, quando a Lua está alta, e todos menos as Musas estão a dormir, os Tunos da Vinicultuna fazem concertos extraordinários de Flauta de Pã Tocada às Avessas.
Os Tunos da Vinicultuna lamentam profundamente não ter orelhas de burro.
de copo em riste, Comité de Organização às 20:44 1 cagalhões
com um Vintage da casta Pecados Mensais
Mais do Mesmo - mas ainda pior
Quis o destino que por ali passase um Sátiro chamado Márcias, que encontraria a flauta esquecida nas ervas. Recolheu-a e logo a levou aos lábios. A flauta encantada começou a tocar por si antes ainda do primeiro sopro.
Márcias aproveitou-se do novo tesouro, para se exibir pelas aldeias e campos da Frígia, entretendo aqueles com quem se cruzava. O grau do seu sucesso e a qualidade do seu sopro era tal, que muitos lhe diziam que nem Apolo se lhe compararia. Insensatamente, Márcias não os desmentia.
Quando as notícias chegaram aos ouvidos de Apolo, este ofendeu-se, e desafiou o sátiro para uma competição musical, cujo vencedor poderia infligir qualquer punição ao derrotado.
Márcias iniciou o concurso, e o ar encheu-se com a alegria da sua flauta.
Quando Márcias terminou, Apolo fez chorar as cordas da sua lira, mas ninguém se deu por triste.
As Musas, incumbidas de decidir, escutaram intensamente, declarando o concurso empatado.
Apolo renovou o desafio. Desta feita tocariam com os instrumentos de pernas para o ar. Sem pensar, Márcias aceitou o repto, cego de confiança, que cedo se desvanesceu, ao perceber não ser possível emitir qualquer nota da boca da flauta.
Sem dificuldade, Apolo, inverteu a sua lira, e voltou a extrair dela uma melodia divina. As Musas não tiveram dificuldade em decidir por Apolo, que executaria de forma cruel, a punição do rival.
Márcias seria esfolado vivo, e a sua pele pregada ao tronco de um pinheiro.
"Flaying of Martias", de Tizziano - State Museum - Kromeriz
de copo em riste, Comité de Organização às 17:02 0 cagalhões
com um Vintage da casta Pecados Mensais
Sobre a Inveja
Apolo aceitou o desafio, pretendendo puni-lo pela arrogância. Perante a montanha Tmolus, os seguidores de Pã e Apolo perfilaram-se para os escutar. Entre os que acompanhava Pã contava-se Midas, Rei da Frígia.
Pã tocou primeiro. Da sua flauta de cana soprou um som selvagem, apelativo, que trouxe dos ramos mais altos das árvores os pássaros, do fundo dos troncos os esquilos, e as próprias árvores, curvaram-se como que querendo dançar. Os faunos, estouraram em gargalhadas, antecipando com júbilo, o triunfo de Pã..
Então Apolo assumiu. Carregava a sua lira dourada. Quando fez estremecer as cordas, soltou no ar uma música como nunca fora escutada por ouvidos mortais ou imortais. Nas profundezas do bosque os animaizinho petrificaram, as folhas das árvores pararam de rumorejar, a terra deixou de respirar, o ar de suspirar.Quando Apolo terminou, encheu o mundo de vazio.
Sem uma palavra, todos os espectadores cairam aos pés de Apolo, proclamando-o vencedor.Todos excepto Midas, que, sozinho, recusava-se a admitir a superioridade de Apolo sobre a música de Pã.
Apolo sentiu-se ofendido.
"Se as tuas orelhas são tão rudes, mortal, então que tomem umas forma mais adequada." E ao toque de Apolo, as orelhas de Midas alongaram-se, pontiagudas, e escureceram, peludas, transformando-se nas orelhas de um burro.
de copo em riste, Comité de Organização às 16:45 0 cagalhões
com um Vintage da casta Pecados Mensais
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Antes que o Mês Acabe
É p'ra amanhã,
Deixa lá não faças hoje,
Porque amanhã tudo se há-de arranjar!
Ai!, Tu bem sabes que o trabalho foge
Mesmo de que~m diz que quer trabalhar.
Eu sei que tu andas a procurar
Esse lugar que acerte bem contigo,
Do que aparece tu não consegues gostar,
E do que gostas já está preenchido.
de "É p'ra Amanhã" - António Variações
de copo em riste, Comité de Organização às 23:44 0 cagalhões
com um Vintage da casta Pecados Mensais
Ensaio/Conto Sobre a Preguiça - Do Grande Livro da Vinicultuna e dos Animais
"Morreria a Preguiça de sede se, em vez de à borda do charco de água, tivesse adormecido junto a um Pipo de Vinho?", enunciou um deles em voz alta, e os outros calaram-se como que anuindo.
"A Preguiça está a dormir.", postulou com voz firme.
E os outros trouxeram o Pipo de Vinho, e abriram-no por cima.
Todos se afastaram, e observaram.
A Preguiça acordou, e não morreu de sede.
E eles concluiram, "Assim seja!"
E foram Felizes para Sempre.
de copo em riste, Comité de Organização às 23:34 0 cagalhões
com um Vintage da casta Grande Livro dos Animais, Pecados Mensais
Dos Perigos da Preguiça
Ficar um dia inteiro a Branco, enquanto não chega o caloiro que há-de ir buscar o Tinto.
de copo em riste, Comité de Organização às 23:30 0 cagalhões
com um Vintage da casta Pecados Mensais
Bom S.Valentim...
Devia ter-se dito,
antes ou depois,
do último dito.
Pois sim!,
Diga-se.
Isto não é Preguiça.
É desleixo.
de copo em riste, Comité de Organização às 23:28 0 cagalhões
com um Vintage da casta Pecados Mensais
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Grandes Frases - LXXX
"Eu não meto medo a ninguém."
O Funcion´´ario do Sistema Nacional de Saúde
de copo em riste, Comité de Organização às 21:50 1 cagalhões
com um Vintage da casta Grandes Frases
Do Vinho e da Empatia entre Utentes e Funcionários do Sistema Nacional de Saúde - XXI
A Esposa do Utente, a Filha do Utente. Aproveitando a ausência do Utente do Sistema Nacional de Saúde, recolhido ao recato do WC para a mudança de indumentária. Primeiro receosas. Consumada a abordagem, formulado o pedido, trocando sorrisos de vitória, de quase excitação, desinibidas. O momento é o da alta da Instituição do Sistema Nacional de Saúde. O Tema é o Vinho, pois claro.
- Senhor Funcionário...
- Senhor Funcionário...
- Queriamo-le pedir...
- A gente queria-le pedir uma coisa.
- Queriamos pedir-le um favor.
- Será que...
- Pode-le meter medo?
- A gente queria que le metesse medo!...
- Mêta-le medo!
- Mêta-le medo!
- Faça-nos isso!
- Mêta-le medo!
de copo em riste, Comité de Organização às 21:37 0 cagalhões
com um Vintage da casta Vinho e Empatia no SNS
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Da Preguiça, ou Do Justo Descanso Semanal de um Competente Técnico Executor de Tarefas
(De uma porta no fim da tarde, para o fundo do corredor escuro no fundo do vão das escadas - a campainha já soara, e as visitas haviam-se feito não-anunciar)
- Notícias frescas na soleira!
- Quem chama?...
- Notícias frescas, mas não é o carteiro!
- Quem chama?...
- Notícias frescas, vem à nossa beira!
-...
- Estás de meias?
- Estava na cama...
- A sonhar?
- Estava na cama...
- Às seis e meia?!? Francamente, senhor Nogueira!
de copo em riste, Comité de Organização às 05:31 0 cagalhões
com um Vintage da casta Noites Duvalianas até ser Dias TóZéquianos, Pecados Mensais
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Da preguiça
Será pela preguiça que aqui não escrevo, nem eu sei há quanto tempo?
Sera por causa...
...o que nos leva a escrever, a partilhar uns com os outros aquilo que nos desgasta ou nos indigna ou nos exalta ou nos chateia ou nos faz sofrer ou nos alegra ou (como diz a serenática música) nos enleva...
Atingimos o equilibrio com o mundo, e a escrita torna-se um oficio lento e trabalhoso, em vez do descarregar torrencial das emoçoes tumultuosas mais próprias das diversas adolescências que atravessamos na vida,,,
...e a inquietude?
de copo em riste, maximum morsae às 16:58 0 cagalhões
domingo, 10 de fevereiro de 2008
Sobre a Preguiça - Deturpando Dali
de copo em riste, Comité de Organização às 12:41 0 cagalhões
com um Vintage da casta Pecados Mensais
Vai-me Faltando Energia
Para escrever pohesia
Fosse como antigamente
E seria mais frequente
Mas estou velho e vicioso
Sinto-me criterioso
Sinto-me consciencioso
Sinto-me preguiçoso.
"Cantilenas em Geleia", de Boris Vian
(tradução de Margarida Vale de Gato)
de copo em riste, Comité de Organização às 12:34 0 cagalhões
com um Vintage da casta Pecados Mensais
Veio Para Estudar
Veio para estudar. Abertos estão
dois ou três livros; historiadores e poetas há.
Depois de ter lido, dez minutos, não,
atirou com eles. No sofá
fica meio adormecido. Pertence plenamente aos livros -
mas tem vinte e três anos, e ´ de muita beldade;
e hoje pela tarde passou o amor
na sua carne ideal, nos seus lábios.
Na dua carne em toda a beleza arde
Passou o fogo da voluptuosidade;
sem pudor ridículo pela forma do deleite.
"Os Poemas"
Konstandinos Kavafis
(tradução de Joaquim Manuel Magalhães e Nikos Pratsinis")
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com um Vintage da casta Pecados Mensais
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
...uma semana de fevereiro já vai ida, e nada de pecar...
...Calma!,
Fevereiro será o Mês da Vinicultúnica Preguiça, pois claro!
...Aaaaaaahhhhhhhhh
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domingo, 3 de fevereiro de 2008
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Do Fim da Noite... em Braga, à carga!
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com um Vintage da casta Do Fim da Noite
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Sobre o Apetite - Pecado ou Virtude? - Ensaio Fotográfico
de copo em riste, Comité de Organização às 22:08 0 cagalhões
com um Vintage da casta Pecados Mensais
Entre a Virtude da Fome, e o Pecado da Gula, ...
de copo em riste, Comité de Organização às 22:04 0 cagalhões
com um Vintage da casta Pecados Mensais
"Oveso" será, o Tuno Aqua Bentis
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com um Vintage da casta Pecados Mensais
domingo, 27 de janeiro de 2008
Do Fim da Noite
O contorno do monte destaca-se da madrugada.
Aqui ainda está escuro.
Morre Alonso Quijano,
o Bom, o Assizado.
Que não Dom Quixote.
Esse viva!
E já há muito tem o sol pelos olhos, do outro lado da Penha.
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com um Vintage da casta Do Fim da Noite
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Grandes Frases de Grandes Digressões
"O nosso Magister é "Oveso""
Tuno Aqua Bentis no final da digressão a Braga
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terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Do Pecado da Gula
O Magister Piça Quadrada engordou 30 quilos em 2 meses.
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com um Vintage da casta Pecados Mensais
À Mesa, como Na Vida - da Justiça e Equilíbrio da Colher do Tuno Honorário Mineteiro, quando ainda não o era, na hora de servir os Futuros Contunos...
...à mesa na República "Ó-Ay-Ó-Linda!"
Duas Colheres de Arroz para o Tuno Grande Morsa, que ainda não o era, porque é muito grande e forte.
Uma Colher-e-Meia de Arroz para o Tuno Chiclete que já o era, que não é tão grande como o Tuno Grande Morsa que ainda não o era. Corrijo, Uma Colher de Arroz para o Tuno Chiclete, porque de facto é bastante mais pequeno que o Tuno Grande Morsa que ainda não o era, e porque ainda falta muita gente servir-se, o arroz não é assim tanto, somos visitas, e não podem pensar que somos uns alarves.
Duas Colheres de Arroz para mim, que não era nem sou tão grande como o Tuno Grande Morsa que ainda não o era, e até era e sou mais pequeno que o Tuno Chiclete que já o era, mas depois de ver o produto de Uma Colher de Arroz no prato do Tuno Chiclete que já o era, concluo que é capaz de ser pouco, e agora já não falta tanta gente servir-se.
de copo em riste, Comité de Organização às 19:20 0 cagalhões
com um Vintage da casta Pecados Mensais
Das Virtudes dos Pique-Niques
"Riu-se o lacaio, tirou a cabaça, sacou dos alforges as fatias de queijo, e um pão pequeno, e ele e Sancho sentaram-se na verde relva, e em boa paz e companhia deram cabo de tudo o que vinha nos alforges com tanta gana, que até lamberam o maço das cartas, só porque cheirava a queijo."
de "O Engenhoso Fidalgo Dom Quixote de La Mancha", de Miguel de Cervantes
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Da Virtude da Fome...
O Tuno Chiclete rapou o tacho depois do jantar, na Real República Ó-Ay-Ó-Linda.
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sábado, 19 de janeiro de 2008
L’enfance de Pantagruel
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Grandes Frases Gúlicas - LXXX
" Mas soube-me a pouco, mas soube-me a pouco mas soube-me a pouco, mas soube-me a pouco..."
Sérgio Godinho, (mesmo antes de lhe saber a tanto)
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com um Vintage da casta Pecados Mensais
E que bem que nos soube...
... à sombra e ao sol sob o abrigo do lago, ao almoço as vitualhas do Mercado Municipal D.Pedro V, regadinhas com o tintol, que tanto nos custou a ganhar!
E às tantas chegou o Nosso Velho, o Tuno-Fundador Cinderella, outra-vez-Vivo, a descer a Avenida, e ainda havia para ele.
E como sobremesa as laranjas das laranjeiras do Jardim da Manga, que aquele que seria o Tuno Grande Morsa, mas já era grande como os galhos grandes da árvore colheu.
Soube-nos tão bem que ficámos até ser tarde.
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
Gulodice
"Quando eu tinha doze anos, descíamos
Todos em bando até Pointe-à-Pitre
COlhíamos sapotas e anacardos
À beira da estrada amarela
E as aves brincavam ao gato-no-poleiro
Guinchando velhas árias crioulas
A vida era em forma de drageia
Não havia nada que não fosse muito doce
E, apesar de tudo, cheio de substÂncia...
A minha ama pegava-me ao colo
Aos doze eu já era do seu tamanho
Mas ainda gostava de ter na boca
A ponta redonda e negra dos seus belos seios pesados
Estendíamo-nos atrás dos caniços
REstolhava o vento por entre as longas folhas
Agudas e polvilhadas de seda rude
A minha ama estava sempre nua
E eu, sempre despido
Assim, estendíamo-nos bem
Ela tinha um odor selvagem
E dentes brancos por toda a cara
A terra cheirava a orbenipelara
E as flores do Cogo ardente
Cobriam-nos de pólen alaranjado.
Durante três estações, tive doze anos
Porque amava tanto a minha ama
Que a não podia deixar
A minha pele tingia-se de reflexos trigueiros
Queimada ao sol da pele dela
Eu tocava-a com todas as minhas mãos à mistura
As mãos dos meus olhos, as do meu corpo
E os nossos membros fumegavam no ar estriado de negro.
Não sei como dois fósforos
Se podem confundir, mas sei
Que estávamos bem direitos um contra o outro
Como dois fósforos; e ao cabo de um instante
Um gato seria incapaz de encontrar as suas crias.
Alíás,
Mais sabia ele que as suas crias não estavam lá."
de "Cantilenas em Geleia", de Boris Vian
(Tradução de Margarida Vale de Gato)
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Das Bodas de Camacho
Finalmente, o aparato da boda era rústico, mas tão abundante, que podia sustentar um exército.
Para tudo Sancho Pança olhava, e a tudo se afeiçoava.”
De “O Engenhoso Fidalgo Dom Quixote de La Mancha”, de Miguel de Cervantes
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com um Vintage da casta Pecados Mensais
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Do Vinho e da Empatia entre os Utentes e os Funcionários do Sistema Nacional de Saúde
- E as fezes?, como é que são ?
- As fezes são normais, são sempre pretas.
- São pretas? Pretas como?
- São pretas mas é do Vinho... Quando bebo menos um bocado já vêm amarelas.
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Grandes Frases - LXXIX
"Se a ASAE aí vier, fecha isto pela cozinha..."
"O Mais Velho", sobre a permissão de fumar...
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com um Vintage da casta Grandes Frases
sábado, 5 de janeiro de 2008
Bom-Apetite

"Król Pije", Jacob Jordaens, Musées Royaux des Beaux-Arts, Bruxelas
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sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Ideia - "O Tirano"
Totalmente inspirada na primeira "Grande Frase" de 2008 - Bem Hajas, Tuno Fodido - Ideia para nova rubrica novelesca neste espaço.
Relato da metamorfose comportamental de um simples e por vezes simpático antigo empregado de um quiosque/tabacaria familiar de um popular café portuense, após a subida ao poder e o assento na cadeira da Presidência da Junta de Freguesia da Vitória.
´
"Lá tá ele a queimar o nosso dinheiro pelo ar."
de copo em riste, Comité de Organização às 01:00 0 cagalhões
Boas Entradas
Croquetes
Rissóis
Bolinhos de Bacalhau
Empadas de Galinha
Azeitonas
Melão com Presunto
Tostinhas com Caviar
Moelas
Mexilhões no Vapor
Rolinhos de Queijo e Linguiça
Polvo em Molho Verde
Salmão Fumado
Camarão da Costa
Ossos de Passarinhos Fritos para Chichar
Ovas de Truta Panadas
Punheta de Bacalhau
Broa de Milho e Cebola Crua demolhadas em Vinho Verde Tinto
Janeiro de 2008, o Mês da Gula Vinicultúnica
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com um Vintage da casta Pecados Mensais
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
Maskarada - Taraf de Haidouks



Auto-intitulam-se bandidos, e são os melhores músicos da Europa.
Os seus passaportes ostentam os carimbos das alfândegas de todo o mundo , mas continuam a habitar os casebres sobrelotados da sua aldeia natal. Porque ano após ano, no final de cada digressão aos EUA, à Europa, à Austrália ou ao Japão, o seu empresário os engana e foge com todo o dinheiro, deixando-os entregues à triste sina cigana.
Numa manhã de Junho de 2005, cheguei a Clejani, alguns quilómetros a sul de Bucareste.
Fui bem recebido.
Numa canção à desgarrada, o Homem Rico perguntava ao Homem Pobre porque é que, sendo pobre, era feliz. O Homem Pobre respondia que era feliz, porque era pobre e porque bebia Vinho.
E bebemos toda a manhã, e não lamentámos o dinheiro que o empresário roubara na última digressão.
Maskarada é o seu último trabalho. Uma reinterpretação tradicional de temas clássicos de inspiração tradicional...
Foi a ouvi-lo que entrámos em 2008.
Feliz Ano Novo
de copo em riste, Comité de Organização às 01:51 0 cagalhões
Depois do Tottenham, o Bayern - Petiscos
Na Adega Papagaio, a caminho da Pedreira
-Tem Petiscos?
-Tem Petiscos?, completei
O Patrão de Voz de Cancro da Laringe, do lado de lá do balcão -Petiscos?
-Queremos jantar.
- Tem petiscos?, ajudei
O Patrão de Voz de Cancro da Laringe - do lado de lá do balcão, para o lado de lá da parede -Temos petiscos?
E do lado de lá da parede - É para jantar?
O Patrão de Voz de Cancro da Laringe - Parece que temos umas febras descongeladas. E podemos fritar umas batatas.
- Estão a sair?
- Quanto tempo demora?, sublinhei
A Patroa, Mais Desarranjada do que Gorda, Mais Gorda do que Velha, Mais Velha do que Loura, e com uma Boca Grande - Os senhores quanto tempo têm?
- Vamos ao Futebol...
- Vamos à bola!, acrescentei
Aquele de três bêbados iguais, todos de olhos amarelos sem vida além dos raios de sangue, e copo de bagaço semi-erguido, que estava mais próximo do balcão - São alemães, são alemães - e continuou em voz de fundo - são alemães, são alemães - enquanto, alheios tentávamos estabelecer o negócio - jantamos ou não jantamos - são alemães, são alemães
O Patrão de Voz de Cancro da Laringe - ??? Estes senhores não são alemães... São Portugueses, não são?
- Sou de Braga!!!
- Viemos ver a Bola!, esclareci
Aquele de três bêbados iguais, todos de olhos amarelos sem vida além dos raios de sangue, e copo de bagaço semi-erguido, que estava mais próximo do balcão - Ah!(só que sem ponto de exclamação) Trabalham na Alemanha, trabalham na Alemanha
de copo em riste, Comité de Organização às 01:28 1 cagalhões
com um Vintage da casta Noites Duvalianas até ser Dias TóZéquianos, Pecados Mensais
"Da Infância de Pantagruel" - ou "Abertura do Mês de Janeiro-Mês da Mortal Gula Vinicultúnica"
"(...)Direi apenas que, a cada refeição, bebia o leite quatro mil e seiscentas vacas e que foi preciso chamar todos os oleiros de Saumur, de Anjou, de Normandia, de Bramont e de Lorena para lhe fabricarem a sertã para as papas. Serviam-no numa gamela - que se encontra actualmente à desbanda do palácio de Bourges - mas o raio do cachopo tinha já uns dentes tão aguçados que, certa feita, lhe arrancou um pedaço do rebordo. Uma manhã em que queriam que mamasse numa vaca (segundo a História não conheceu outras amas), desatou os atilhos que o prendiam ao berço, e, deitando os galfarros ao animal, trincou-lhe as tetas emetade dapança, mais os fígados e os rins. E tê-lo-ia devorado inteiramente se o nutritivo animal não tivesse mugido de horror, como se uma alcateia esfomeada o estracinhasse. Acorreu a gente do palácio e, à uma, esbofando-se, intrometeu-se, puxando pela vaca, repuxando por ele. E quanto mais se afanavam, mais o marmanjo fincava õs dentes. Devo acrescentar que lhe ficaram na boca as patas do animal. Recuaram os outros, estupefactos, mas já ele, enquanto o diabo esfrega um olho, deglutia o pitéu, com teríamos feito com uma linguiça. Quiseram então tirar-lhe os ossos, não fosse engasgar-se o lambão. Penas baldadas: tragou-os com mais voracidade do que um alcatraz a um peixe. Ainda não aprendera a falar, mas, para grande espando dos circunstantes, destampou a dizer: «Bom, bom, bom» querendo significar com isso que comeria mais se lho dessem.(...)"
de Pantagruel , de François Rabelais
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com um Vintage da casta Pecados Mensais
Grandes Frases LXXVIII
"Lá tá ele a queimar o nosso dinheiro pelo ar"
Popular (Madeirense indignado com o ratio custo/benefício do espectáculo pirotécnico de fim-de-ano na Ilha)...
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segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
Grandes Frases - LXXVII
sem champagne, sem uvas passas, sem o dia de ontem, sem o de amanhã, e sem a companhia de hoje - merda para o trabalho - com foguetes ao longe, e com vocês, no Fim de 2007,
cito António Simões do Vale:
"Estou Aqui"
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com um Vintage da casta Grandes Frases
Breve Ensaio Sobre o Quentinho
A lareira, pois claro.
As castanhas assadas.
O rom-rom da gata que dorme.
A cama já-com-um-corpo-adormecido.
O estômago cheio de vinho.
O reconhecer de um acorde conhecido.
O ir lá fora à-noite-ao-frio sem casaco e suster a respiração, para depois voltar a entrar e sentir os pulmões dilatar.
O saco de papel que transpira o pão fresco.
A sopa de legumes de qualquer tasco português, com mais ou menos batata.
O depois-de-cantar. O depois-da-serenata.
A outra-mão.
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Rubismeraldina, a Amiga do Magister
O primeiro post apareceu num mês como este.
O blog parecia um parque de estacionamento depois da hora de recolha. Um túnel do metro depois da passagem do comboio. Faltava apenas um letreiro pendurado no monitor, que dissesse, aluga-se.
O primeiro post era apenas quase só estúpido.
Tipo "Vim só dizer Olá", ou "Vim ver como é que esta merda funciona". E ninguém estranhou.
Afinal, uma vez o Tuno Água Benta apresentara-se neste mesmo espaço só para dizer "chiki der ass", e o Tuno Inca para dizer "isto está mexido"... podia ser só um caloiro novo. O nome era amaricado, mas... há tanto tempo que ninguém escrevia...
Foi assim num mês como este. Ou como o anterior.
Depois do primeiro veio o segundo. E nada de bom augurou. O conteúdo resumia-se a uma frase feita que envolvia o conceito "caminho para a felicidade...".
No terceiro post, destruía um poema de Pessoa, menos por omitir o verso do meio, do que por tentar interpretá-lo.
E no quarto, Rubismeraldina atribuiu a um político inglês a frase de um dramaturgo da Antiguidade. Cujo sentido deturpou.
Pior, no fim desse dia, lançou no nosso blog, uma espécie de pergunta mistério, sobre a sua identidade - participação escusada - afinal, já todos nós há 2 dias nos perguntávamos "mas quem será esta vaca?"
"O Magister passou-se", afirmou-se, ou, "O Magister passou-se OUTRA VEZ", acrescentaram as más-línguas".
O Tuno Piça Quadrada, Magister da Vinicultuna e Webmaster do ideiaselamentos, entregou uma chave de acesso a uma amiguinha, foi a conclusão.
de copo em riste, Comité de Organização às 23:24 0 cagalhões
com um Vintage da casta Novos Amigos Imaginários da Vinicultuna
Depois do Tottenham, o Bayern - o Encontro
Ao telefone soara a Palavra - essa Palavra - essa tão Portuguesa Palavra.
Cheguei passava bem das seis, e o Sol pusera-se às cinco. Já era noite. Mas recordo a imagem num fundo claro.
Estava frio, e a esplanada do Astoria vazia. Ou melhor, parecia montada só para ele.
E, claro, embora eu estivesse a chegar, e tivesse entrado na Praça pelo ângulo mais estreito, ele é que me acenou primeiro - aquele belo aceno com a mão curvada.
Apenas uma imagem bonita ou estarei mesmo a ficar pitosga?
de copo em riste, Comité de Organização às 23:11 0 cagalhões
com um Vintage da casta Noites Duvalianas até ser Dias TóZéquianos
Na Vinicultuna Nunca Passaria o Fim-De-Ano entre dois períodos de 24 horas dentro de um edifício de 9 andares - a menos que quiséssemos
Sozinho no Fim de 2007, e manietado quer do lado de ontem quer do lado de amanhã, retribuo a consideração que a Vinicultuna teria por mim, partilhando com o nosso Universo a última hora de 2007 e a primeira de 2008.
Vai ser assim como que um programa de rádio em directo.
Vamos pôr em dia a escrita em dívida, rever o ano que já lá vai, expressar votos para o que aí vem, ter Novos Convidados Imaginários, ouvir música e beber uns copos.
Bom Ano!
Vai haver Surpresas!
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quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
sábado, 15 de dezembro de 2007
Do Absinto
Aqui está uma verdadeira pérola de conhecimento sobre este licor milagroso.
Com o cunho de qualidade dos cientistas americanos.
Vou já cagalhão!
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quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Depois do Tottenham, o Bayern - Prólogo
A Mensagem:
(Senhor Nogueira)
"Se puderes, liga ao Senhor do Vale. Abraço."
de copo em riste, Comité de Organização às 23:46 0 cagalhões
com um Vintage da casta Noites Duvalianas até ser Dias TóZéquianos
Ao Acaso...
"Os clientes mais novos e os habituais "copofónicos" que aparecem pela tasca vão ao cheiro de uns lanches especiais que de vez em quando a D.Alfredina faz! São trouxas de carne com sabor típico, regadas com uns copos de tinto; sabem pela vida! «Só é pena», queixa-se a dona, «não termos licença de casa de pasto, isto ainda está com o alvará antigo, portanto não podemos servir almoços nem petiscos.»
...sobre a Adega a Floresta
"No seu apelido ecoam influências das telenovelas brasileiras, e dis seys famosos bataclans, casas onde se mistura o tinto e a cerveja, com as meninas da vida... música, crioulo e samba! O ambiente é um misto de velhos "cotas" com "mangas" que vivem de expedientes diversificados, e senhoras de província que param no Jardim da Cordoaria e estacionam em pensões e residenciais de 2ª para matar o vício dos velhos e a paulada ou ressaca dos mais novos..."
...sobre o Bataclan da Vitória
"Enquanto os seus dois empregados, um deles salgueirista dos sete costados, mas muito sofredor porque o seu clube anda pelas ruas da amargura, serviam os clientes com iscas, bucho, papas de sarrabulho e um vinho rosé da Meda (uma especialidade da casa), Maia Dias foi-nos contando as suas vicissitudes e os seus dramas actuais, não esquecendo as estórias da Viela da Neta, da Ferreirinha e da Estamparia do Bolhão"
... sobre a Adega Lá Calha
do recentíssimo "As Tascas do Porto - estórias e memórias servidas à mesa da cidade", de Raul Simões Pinto
de copo em riste, Comité de Organização às 23:29 0 cagalhões
Grandes Frases - LXXVI
"Ontem estive com a "Tuma" até às seis da manhã. Ando todo partido, mas eles chamam-me, e eu tenho de ir. O que é que hei de fazer? Tenho que Existir."
de António Simões do Vale, à conversa com o Nosso Velho, o Tuno-Fundador Cinderella
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com um Vintage da casta Grandes Frases
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Do Fim da Viagem
A Viagem acaba em algum Sítio. Nunca num aeroporto, apenas às vezes numa estação de comboios. A Viagem acaba onde acaba.
Uma tarde de Domingo. A volta dos palermas à Avenida dos Aliados.
Um turista inglesado estreita-se retesado contra o pedestal. Outro turista inglesado fotografa-o. O outro desestica-se e desce desajeitado do pedestal. A estátua agradece.
É "A Menina Nua", pois claro.
E dou mais uma voltinha dos palermas, agora com contra-ordenação-ligeira só para a admirar.
Serei uma besta. Não a consigo achar inferior aos Davids, Apolos e Afrodites.
E, besta-pois-sou, duvido que Humanista Fiorentino algum tenha alguma vez declamado Ode a Estátua-Maior da sua Cidade, que se iguale à de um "Poeta Politicamente Incorrecto Pretendente ao Trono Português" que, não por acaso, mas por-acaso-há-pouco-tempo foi aqui publicada.
A Viagem é isto.
A Viagem acaba aqui.
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«The Times»
Sentou-se bêbado à mesa e escreveu um fundo
Do «Times», claro, inclassificável, lido...,
Supondo (coitado!) que ia ter influência no mundo...
...........................................................................................
Santo Deus!... E talvez a tenha tido!
16/8/1928 Álvaro de Campos
de copo em riste, Comité de Organização às 00:44 0 cagalhões
sábado, 1 de dezembro de 2007
Caso Clínico Bíblico
"Noé viveu trezentos e cinquenta anos depois do dilúvio. Ao todo, a vida de Noé foi de novecentos e cinquenta anos; depois morreu."
Genesis 9, 28-29
de copo em riste, Comité de Organização às 11:54 0 cagalhões
Grandes Frases - LXXV, ou Sobre as Viagem, ou Sobre o Amor
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Lamento Sobre a Viagem e o Amor
Esqueci-me de mandar o Postalinho para a Tuna...
(...e lá ficou o Senhor Nogueira ao alto).
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Acima de Tudo, a Vinicultuna Gosta de Ver as Coisas Como Elas São...
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Um Lamento
Ainda agora se falou de castanhas, de Vinho é uma constante, mas nem por isso nos lembrámos de celebrar convenientemente o Dia de São Martinho... e vão dois anos.
frescos relatando a vida do Santo - Florença)
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A Ideia
de copo em riste, Comité de Organização às 00:19 0 cagalhões
Da Vinicultuna e dos Modos com As Moças
"Rapto de Europa", Museus do Vaticano
"Rapto de Sabina", Giambologna, Loggia de la Signora, Florença
"Apolo aparece a Ninfa", Anónimo, Museu Bargello, Florença
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