sexta-feira, 18 de maio de 2007

Uma ideia

Numa tentativa de combater a seriedade a que este blog já nos habituou e porque a vida deve ser sempre encarada com um sorriso, queria propor-vos que façamos do próximo mês de junho, o "Mês da piada fácil e do humor bucólico-brejeiro". Serão bem vindas todo o tipo de piadinhas fáceis, postadas aqui ou deixadas em comentários pelos nossos leitores mais entusiastas. O humor negro e a piada difícil também serão aceites, mas não serão tão apropriados. Caso o feedback seja positivo, poderá nascer daqui uma nova rubrica. Só o tempo o dirá. Ideias? Sugestões? Lamentos?

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Aos Meus Tunos

Espécie de cavaleiros andantes,
Ora confundidos com as sombras da noite,
Ora com circo em pleno dia.

Palhaços-Cantores, Salteadores de Sorrisos,
Ladrões de Flores, Trovadores sem Tom.
Insanos perturbadores da calma das noites.

Capazes de semear, pela mesma medida
O caos e paz,
Nas ruas do Porto, e nos corações humanos.

Homens meninos com peito grande,
Às vezes cansado e triste…

Tantas vezes sujos e mal vestidos.
Tantas vezes inconvenientes, sublevados, pecadores,
Tantas vezes intempestivos, mal interpretados, maus intérpretes, inoportunos…

Mas incapazes da indiferença,
Perante o amor, ou o choro, ou o riso, ou o tinto.
Nunca mal trajados, e nunca com ceroulas de malha!

Supremos intérpretes da música que lhes ditar o coração.

Ainda pasmos perante o espectáculo do mundo,
Como crianças que esfregam os olhos,
Todas as madrugadas,
Sempre e sempre e sempre apaixonados...

Por vós meus amigos.

Vou já cagalhão!

Por ocasião do nosso décimo aniversário

terça-feira, 15 de maio de 2007

Que Tristeza, Ja Estou Bebado

[post original de Minetum Expertis, re-publicado com o texto integral por estar a quebrar o layout do blog e a sidebar]
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E agora, quem e que me mete no aviao?
Uma garrafinha foi em 10 minutos.
Sera que me aceitam assim?
E para a Tuna, que vergonha, vao dizer, e sempre assim, estes gajos da Vinicultuna.
FDP!
Estou surpreendido com a suavidade com que os meus dedos tocam cada tecla.
As outras duas foram para dois rapazinhos que sorriram na hora certa.
Parece em camara lenta.
Um deles trabalhava no Cloakroom onde asGarrafas de Bom Vinho Tinto estiveram a aamadurecerm, e disse "Will you drink it now?""Ahahah"
Vou deixar estar as gralhas. Tem mais piada.
O outro trabalha na mercearia dutyfree onde entrei por engano.
Sera que vou vokmitar toda a viagem
Teve a sorte de tambem estar com uma t-shrite conm as cores da seleccao nacional.
Da para cer aque estou nbebado
Ha dis a de sorte
E agfora os dedos ja noa estao com tanto cuidadp
E o da seleccao tambem sorriu.
Sera que vou a vomitar toda a viagem
Vemo-nos amamnah nos anos dot Senhor NOgueira
Oh carago ia caindo
IO que vale e que daqui controlo a fila do Boarding
Que vergonha Meudesu Que Vergonha
Amop-vos Muito
Sao quase todas as doze hjoras
O que escrevi ? Deus com Letra Muinuscula?
Se vomitar a viagem toda posso ficar com Asma?
E Pecado Carelho E pecadop
E com Sida Tambem?
{Pecio desculpoa senhor nigeira, quero dizer, sen hor deus
A ideia do Juvenal das piadas badalhoscas e mnwesmo voa
Merda, que dtriste fiugura
E que tal sobre as piadas de mau gosto.
Devo estar mesmo a embracar
Ha dias de sorte
Vale sempre ampena ssorris
A Vinicuyltuina continua a fazdr as pessoas felizes.
Amio-vos muito,
Feliz aniersarios senhor premeior menitrero.

sábado, 12 de maio de 2007

Braga 2007, Responde-se Assim a Pergunta Indevidamente Formulada em Conversa Historica Anterior...

"E dos tres, com qual e que a sua Bisavo casou?"
"A minha Bisavo? Foi com o meu Bisavo! Ah!Ah!Ah!Ah!Ah!"

Braga 2007, Casa Sto Andre, com Carapauzinhos e um Arrozinho Malandro

A conversa rola a volta dos ancestrais, ou dos arquestrais.
"O meu Bisavo. A minha Bisavo... Andavam os tres irmaos atras dela. Em Arcos de Valdevez. Mas o meu Bisavo era um homem de categoria. Presidente da Camara, Governador Civil. Os irmaos tambem andaram a volta de la. So que os meus tios, dormiam com um Garrafao de Vinho na mesinha de cabeceira...Ah!Ah!Ah!Ah!Ah!"
"E o seu Bisavo nao?"
"O meu Bisavo... era um menino bem comportado, que pediu uma garrafa de agua para esta mesa que depois do jogo tem de ir a conduzir para o Porto... Ah!Ah!Ah!Ah!Ah!"

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Braga 2007, Olhos de Lince e Ventos de Fortuna

(antecede-se um gesto agil, de flexao do tronco, e lancamento de braco com mao em garra, seguido do retorno a posicao original, sem interromper a marcha, queda do chapeu, ou contacto entre a malatransportada no outro braco e o chao)

-5 Euros! Acho que 'e a primeira vez quwe encontro dinheiro em Braga! E logo 5 euros!
No Porto era dia sim dia nao. Era so' olhar para o chao. Agora em Braga nunca tinha encontrado...Ah!Ah!Ah!Ah!Ah!
-Braga `a Carga! Braga `a Carga!Ah!Ah!Ah!Ah!Ah!

(e estava escuro, carago! e estava escuro! ja passaria das 7 da tarde!)

terça-feira, 8 de maio de 2007

Braga 2007, A Nossa Gente Era Gente da Boa

"Fez-nos muita falta!..."
O orgulho enche-me a boca. Desconhecia a faceta benemerita do Avo Raul, mas sendo ele o Pai da minha Mae...
"...Tivemos de passar mandar amolar as tesouras ao Porto. Aqui em Braga ele era o unico que o fazia!"

Com um sorriso ensurdecedor, Antonio Simoes do Vale acompanha a viagem da memoria, e apanha a boleia no sitio certo.
"E Jose do Vale? Nao se lembra?..."
"Um homem alto?"
"Alto."
"Com olhos azuis"
E os olhos azuis do Senhor do Vale, brilham em resposta.
"Tinha muitos filhos."
"Eramos sete!"
"Lembro-me de ver a sua Mae passar com eles! Uma senhora baixinha..."
"Ainda e viva! E este meu Amigo ja foi medico dela!"
"Ainda e viva!... Olhe que passou um bom bocado... que o seu Pai, era mauzinho!"
"..."
"Gastava o dinheiro todo... Uma vez herdou um dinheiro de uma tia, e..."
"Ele herdou muitas vezes dinheiro!E o dinheiro que se ganha, pode ser para juntar, pode ser para poupar,... e pode ser para GASTAR! Ah!Ah!Ah!Ah!Ah!"
, e desta vez rimos em coro!

"Viste como ele falou na tua Mae...", disse emocionado o Senhor do Vale, quando, outra vez sossegados, nos afastavamos, do agora - finalmente! - assustado casal de ancioes...

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Braga 2007, Viagem ao Antigamente...

"Boa tarde, sabe dizer-me onde era a casa do Barbeiro Raul Guimaraes?"
Talvez pela barbas veneraveis da minha escolta, talvez pelo meu rostozinho imberbe, talvez pela ingenuidade destes velhinhos que semana-sim semana-nao, la vem no jornal, caem no conto do vigario, a resposta veio antes, muito antes das perguntas que esperava, e da miradela de alto a baixo.
"Mora ali 3 portas acima" afinal nao era onde eu dizia...mas eu ja confessara que nao tinha a certeza, o que eu sabia era que o portao era verde... e continua a ser "a seguir a loja de acessorios electricos e de casas de banho"
"Mas nao mora la ninguem. A Viuva so passa aqui duas ou tres vezes por semanas...", completou a Barbeira, se se pode usar este termo para a mulher do barbeiro, tambem ela, a confianca, e eu a ver a noticia, com as palavras "burloes", "casal de idosos" e "apanharam a reforma" impressas no titulo.
"Ela agora mora com a filha, ali abaixo. Tem uma miuda"

Braga 2007, nas Vielas do Tempo

"Ali era a Barbearia do meu Avo..."
"Ah! Era ali... Era ali..."
"E por aqui por esta rua vamos dar a casa dele...
Acho que era aquele portao vere... Era um portao verde, mas se era aqui se mais a frente..."
"Os anos passam. Eu ate posso conhecer a cidade como a palma das maos, mas depois chegar aqui..."
"Basta pintarem uma fachada para ja nao reconhecermos o predio..."
"Aqui havia outra barbearia..."
"Pois havia, e uma loja de relogios. So nao sei e se a casa do meu Avo era antes se depois da Barbearia"
"A barbearia era aqui. Era a esta que o meu Pai vinha...Sera que ainda e Barbearia..."
"Parece que sim, que esta aberta..."
"E ainda sera barbearia?"
"Ainda tem o espelho."
"E eu estou a reconhecer aquele senhor..."

Os Nossos Outros Valores - XXIX

"O Tuno da Vinicultuna jamais recorre ao palavrao."

Grandes Frases LXIII

"Ainda vamos andar em cima de cangurus"

Kilhogaço

Qualquer semelhança entre esta frase e um dos nossos valores ou um dos nossos outros valores é mera coincidência.

Poemas Duvalianos I - "Prosa e Poesia"

Prosa e Poesia!
Grandes almas da democrática monarquia,
Prosa e Poesia, em toda a Academia|

Entre o médico e a cria há Prosa e Poesia,
Somos uma romaria!


António Simões do Vale, 4 de Maio 2006, Piolho-Porto-Monarquia Portuguesa

segunda-feira, 30 de abril de 2007

Grandes Frases - LXII

E por falar em Mestres, ai vai esta:

"Pronto!, Pronto!"

Rogerinho

Grandes Frases - LXI

Isto ate parece impossivel, mas acho que ate agora, ainda ninguem... francamente!

Mas ate calha bem, porque depois daquela minha intervencao lamentavel de ha pouco, toldado pela emocao, vou ver se lavo a cara aos vossos olhos.

"O Medico que So Sabe Medicina, Nem Medicina Sabe"

Abel Salazar

Muito melhor, nao e? Parece que a coisa se compos um bocadinho... Ate parecia que estava reservado... como se O Mestre tivesse guardado esta sua intervencao para quando nos precisassemos...
...
Pronto...
...
Peco desculpa outra vez.

O Conforto da Avo - estivesse ela aqui...

"Deixa la, pronto, ja nao vais tao carregadinho."

Grandes Frases - LX

"Nenhum Filho da Puta Bebera do Meu Vinho!"

O Tuno Honorario Mineteiro (em Furia)

- peco uma vez mais desculpa, eu nem sou nada disto, nem gosto de me autocitar, mas ha coisas que as vezes, mais valim, francamente. Pronto. Peco desculpa outra vez.

desculpem, mas isto hoje vai ser mesmo assim

FILHOS DA PUTA
peco desculpa outra vez mas isto diria qualquer um

O filho da puta do aduaneiro de Singapura, um merdas com ar de menino com buco, nao permitiu que as minhas Tres Preciosas Garrafas de Vinho embarcassem para a Australia.
Uma lei nova, alegou.
Sim senhor, muito bem, as garrafas tinham sido compradas no aeroporto do POrto naquele mesmo dia, e encerradas num saco de plastico inviolavel, que chegara em condicoes ate ali. Mas "I'm sorry", dizia o filho da puta, para passar tinham de ter sido compradas no aeroporto de Singapura, (e por acaso ate havia l'a uma de cockburns, filha da puta, se me tenho lembrado, essa e que nao escapava). E faco outro aparte, para dizer que essa merda ha de adiantar um a ponta de um caralho, porque se um cabrao tem capacidade coisas que explodem e de as disfarcar dentro de uma Garrafa de Vinho (como se o Vinho se prestasse a isso, so se fosse aquela zurrapa que os espanhois vendem), nao estou a ver qual e a dificuldade de reproduzir um saquinho da Duty Free do aeroporto, e ali acondicionar os seu produto...
Mas enfim, entao o que e que eu fiz?
Pensei nisso, pensei, pensei em abri as tres garrafas e despeja-las de golada pela garganta abaixo, em frente das trombas do gajo, so que o Vinho nao o merecia. Entao disse, "Nenhum Filho da Puta Bebera do Meu Vinho!", e desatei a correr como um louco, que ja so tinha 15 minutos para embarcar (ainda por cima os filhos da puta so avisaram mesmo em cima da hora), desatei a correr como um louco, a modos que assim como o Tuno Grande Morsa, so que mais rapido (que eu sou o Tuno - Honorario, bem entendido- mais rapido da Tuna, acho ate que corro mais do que o ToZe), e sem deitar abaixo tantas pessoas, e fui ao Deposito da Bagagem, onde paguei uma notaca para eles me guardarem as Tres Garrafas de Vinho durante tres putas de tres semanas.

E depois no regresso, como ja vou avisado, das duas, uma. Ou me asseguram que as posso levar de regresso a Portugal, onde as sabemos degustar, ou o Filho da Puta do aeroporto de Singapura vai testemunhar uma Memoravel e Monumental Bebedeira.

Nenhum Fiho da Puta Bebera do Meu Vinho!
Tenho dito, e peco desculpa outra vez.

domingo, 29 de abril de 2007

Espaco Debate-Ciencia - Hoje, a GeoFisica

E cientificamente correcto utilizar a expressao "atravessar o mundo", para alguem que se desloca aos Antipodas, ou esta expressao deveria ser reservada estritamente a quem, com rigor, completa a circun-navegacao?

A meu ver a primeira utilizacao sera a mais adequada, porque para dar a volta ao mundo para voltar ao Piolho, mais vale ficar la sentado a beber cervejas, ao lado do Tuno-Sabio Inca.

Serenando os receios da Avo

"E vais muito carregadinho?"
"Nao. Ainda tenho de comprar umas Garrafas de Vinho."

sábado, 28 de abril de 2007

Os Nossos Outros Valores - XXVIII

Um dos Nossos Outros Valores Mais Importantes - O Nosso Primeiro Objecto Mágico.















"A Vinicultuna possui um Sapato de uma Fada!"

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Sublime Incoerência

Saímos. Eu queria ir passear pela Cidade.
Achaste que estava frio. E estava. Era melhor irmos para um local fechado.
Enfiámo-nos no carro. Lá chegámos. Parámos. Saímos.
Realmente estava frio.
Mas tiraste a mão do bolso e deixaste-a solta, ao frio, para que eu a entrelaçasse.

sábado, 21 de abril de 2007

Braga 2007, onde se prolonga a pausa no relato, para transcrever uma outra conversa histórica

"O teu Avô que idade teria?"
"Tinha uma Barbearia junto ao Pópulo."
"Devia ser pela idade do meu Pai..."
"Mesmo na esquina. Onde agora são os Armazéns Cunha."
"Eram da mesma geração. Conheciam-se de certeza."
"Os depósitos de tabaco."
"O meu Pai cortava sempre lá o cabelo."
"Teria agora uns 85-90 anos"
"Eram amigos."
"Devia ser uns 10 anos mais novo que o seu pai."
"O meu Pai e o teu Avô eram muito amigos."
"Chamava-se Raúl. Raúl Guimarães."
"E eu também cheguei a cortar lá o cabelo."

Braga 2007, onde se interrompe o relato, para fazer a resanha de uma conversa histórica

"O teu Avô também era de Braga, não era? Devia ser pela idade do meu pai. Se calhar até foram Grandes Amigos...
...Ou então Grandes Inimigos! Ah!Ah!Ah!Ah!Ah!"

Braga 2007, ao despique na Flor do Vouga - que raio de nome - tasco minhoto transformado em pub inglês – como são belas as tardes de futebol

Glasgooooooow, Glasgooooooow, Tottenham Hotspur's going to Glasgow!
Ó Afonso, Ó Afonso, Ó Afonso, Ó Afonso
May say it's over, lalalalalala May say it's over, lalalalalala, May say oit's over... thrust me when I say...
Linda Cerveja vem nesta Bandeja (mas peço mais uma malga de Verde Tinto)
See You in Dover, lalalaSeeyou in Dover, See You in Dover, lalalaSeeyou inDover
Ó Maria dá o Pito!Ó Maria dá-o cá!...
E as barrigas dos ingleses esbarram com respeito nas barbas do Senhor do Vale.
O único presente no confronto de 1984.
“Maybe a friendly match”
“No, no, a UEFA Cup match, first round. You were the holders.”
“What was the score?”
“9-0 you won. 3 here, plus 6 in London.”
Braga à carga! Braga à carga!
O Braga atacava, atacava, falhava golos!, e nós “Braga À carga!, Braga À carga!, Ah!Ah!Ah!Ah!Ah!”, dois à frente do guarda-redes, falhava, três à frente do guarda-redes, falhava, e nós, “Braga À carga!, Braga À carga!, Ah!Ah!Ah!Ah!Ah!”, e eles, um centro ... he... he... golo.
E depois ainda marcaram mais dois.
E depois lá, em vez de tentar disputar, e de fazer figura, não, levaram 5 ou 6.
E se contra factos haverá argumentos, contra uma antiga goleada das antigas, não há sequer uma gargalhada.
“Braga à carga! Braga à carga!”, puxo eu. ”Maybe we'll invert the statistic tonight!”, atiro à despedida.

Oiça Lá, Ó Senhor Vinho!

Oiça lá ó senhor vinho,
vai responder-me, mas com franqueza:
porque é que tira toda a firmeza
a quem encontra no seu caminho?

Lá por beber um copinho a mais
até pessoas pacatas,
amigo vinho, em desalinho
vossa mercê faz andar de gatas!

É mau procedimento
e há intenção naquilo que faz.
Entra-se em desequilíbrio,
não há equilíbrio que seja capaz.

As leis da Física falham
e a vertical de qualquer lugar
oscila sem se deter
e deixa de ser perpendicular.

"Eu já fui", responde o vinho,
"A folha solta brincara ao vento,
fui raio de sol no firmamento
que trouxe a uva, doce carinho.

Ainda guardo o calor do sol
e assim eu até dou vida,
aumento o valor seja de quem for
na boa conta, peso e medida.

E só faço mal a quem
me julga ninguém
e faz pouco de mim.
Quem me trata como água
é ofensa, pago-a!
Eu cá sou assim."

Vossa mercê tem razão
e é ingratidão
falar mal do vinho.
E a provar o que digo
vamos, meu amigo,
a mais um copinho!

Amália Rodrigues, cantando um poema de Alberto Janes

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Um Brinde

Aos momentos em que venho aqui, só para ganhar alento para o resto do dia.

Voooooou...

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Grandes Frases - LIX

"Nos momentos de cansaço, afinava no bagaço e cantava uma canção"

Serafim Saudade

terça-feira, 17 de abril de 2007

De um caloiro

Caloiro: "E nós vinhamos a cantar pela rua em altos berros até que apareceram uns gunas a mandar bocas"
Tuno: "E depois que se passou?"
Caloiro: "Depois algum de nós mandou uma boca aos gajos e eles vieram a correr atrás de nós..."
Tuno: "Sério? E depois alcançaram-vos?"
Caloiro: "Nós começámos a correr mas eles inda apanharam o Lourenço."
Tuno (visivelmente alarmado): "E depois?! que lhe fizeram? Houve problemas?"
Caloiro: "Não sei... não vi.... continuamos a correr!!"


Adaptado (mas sem deturpar o sentido)

Biovacas - A Homenagem que Faltava

E porque somos todos Erva Daninha a Alastrar, aqui fica mais uma boa canção para as nossas novas/velhas amigas.

domingo, 15 de abril de 2007

(Nós Já Sabíamos,) Elas Existem!


Os meus doentes andam a ser visitados por uma Fada!

sábado, 14 de abril de 2007

Da Abertura da Feira do Livro de Braga

"Quando eu morrer batam em latas,
Rompam aos saltos e aos pinotes-
Façam estalar no ar chicotes
Chamem palhaços e acrobatas.

Que o meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à andaluza:
A um morto nada se recusa,
E eu quero por força ir de burro..."

Mário de Sá-Carneiro - Poemas Completos

terça-feira, 10 de abril de 2007

Erva Daninha a Alastrar!

Só eu sei que sou terra

Terra agreste por lavrar

Silvestre monte maninho

Amora fruto sem tratar


Só eu sei que sou pedra

Sou pedra dura de talhar

Sou joga, pedrada em aro

Calhau sem forma de engastar


A cotação é o que quiserem dar

Não tenho jeito para regatear

Também não sei se a quero aumentar

Porque eu não sei…


Porque não sei se quero polir

Também não sei se me quero limar

Também não sei se quero fugir deste animal

E eu não vou mudar!


Só eu sei que sou erva

Erva daninha a alastrar

Joio, trovisco, ameaça

Das ervas doces de enjoar


Só eu sei que sou barro

Difícil de se moldar

Argila com cimento e saibro

Nem qualquer sabe trabalhar


Em moldes feitos não me sei criar

Em formas feitas podem-se quebrar

Também não sei se me quero formar

Porque eu não sei…



António Variações

sexta-feira, 6 de abril de 2007

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Grandes Frases - LVIII

"O Peixe está Espectacular."

disse, Ela, encerrando definitivamente com a polémica do meu salmão em molho de tangerina estar crú ou no ponto.

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Em que Lhe falo sobre eles...quer dizer, sobre nós...

-Não acho que sejam indigentes... Talvez queiras dizer rebeldes...?
-...?
- Um indigente é uma pessoa que não tem um lugar, que não sabe para onde vai, que não faz nada...
- Pois, somos indigentes...

Das Últimas Semanas

"E decidimos entrar juntos na Primavera..."

domingo, 1 de abril de 2007

Grandes Frases - LVII

"Antes quero gastar dez contos em Garrafões de Vinho, do que deixá-los na Farmácia."

Tio Artur (já dizia o...)

Hino do Solar da Elsa - Versão Rastafari - Todo o Homem é Meu Irmão

A Boca do Ventre de Mã'África tem Asas de Águia,
Tem Asas de Águia mas não Voa, como o Avestruz
O Tronco de Jah verte Seiva
Que à boca do Ventre de Mã'África leva luz.

quarta-feira, 28 de março de 2007

Do Princípio Do Dia

Colher as tuas flores
Arrancar os teu laços
Com os dentes.

Ficarmos sós,
Despidos e contentes.

Perdidos na mesma sede,
Dos beijos lentos
Dos dias quentes.

Nos nossos olhos
- A luz
De todas as madrugadas.

Amanhecer,
E fugirmos de mãos dadas.

quarta-feira, 21 de março de 2007

Do Vinho e da Empatia entre os Utentes e Funcionários do Sistema Nacional de Saúde - XIV

"Se for necessário, poso deixar de beber, mas à refeição, puxa sempre um copito."

segunda-feira, 19 de março de 2007

FINALMENTE PARA TODOS OS PÚBLICOS!!!!

Os médicos e as criancinhas mal podiam esperar!

Fantástico, Didático, Educativo!
O Hino do Solar da Elza, agora em versão clinicamente correcta:

"O orgão reprodutor feminino da progenitora tem apêndices alares,
Tem apêncices alares e não se sustêm no ar,
O orgão reprodutor masculino do progenitor tem expectoração purulenta,
No orgão reprodutor femenino da progenitora verte as mucosidades"


domingo, 18 de março de 2007

Braga 2007, Conversas ao Desafio, - é a festa do futebol inglês em dia de sol, à sombra de tasca minhota

Fugindo ao calor, que não aos Tanques Ingleses, a quem as barbas impõem respeito, que estão por todo o lado

Braga 2007, Do Profundo-undo Perscrutar ao Brilho, nos Olhos do Senhor do Vale

Jardim de Santa Bárbara. Entre muralhas e graníticas arcadas medievais, e flores e cores primaveris, de com as abas do chapéu assentes na gola da gabardine, olha..., vira-se..., olha..., vira-se..., olha..., vira-se, olha..., viu-me!
"Os meus amigos não quiseram vir. Foram para ali. "Nós não queremos ir de caro!" Devem estar para aí a comer. Eu disse, que se calhar ia chegar ao Porto às tantas, ou que às tantas ia dormir a Guimarães.
Agora estou cansado. Vamos descansar os pés aí para um tasco?"
"E logo à noite? Quer vir ao futebol?"

[ed-up] da velha Guarda Nacional Republicana...

e do dia em que, por 1 hora e tantos, deixam de estar abaixo do ranho dos caracois, dos caes, imediatamente antes dos caloiros, para serem ouvidos...

guarda já o teu lugar.. terça-feira, às 18h, num piolho perto de ti.

Os Nossos Outros Valores XXVII

"De entre os seus Outros Valores que a Vinicultuna mais aprecia, destaca-se o seu Autocarro de Digressões, um camião todo-o-terreno, das estepes siberianas, todo pintado por nós, o Gilé encostou-se quando as tintas ainda estavam frescas, e ficou com o rabo das calças sujo, o que nós nos rimos, e nas traseiras, por cima da matrícula, que fica muito alta, tem um letreiro escrito a letras sérias que diz, "TRANSPORTE DE ANIMAIS VIVOS", e refere-se a nós!"

Hoje estou Triste, porque fiquei Muito contente...

... mas estava a trabalhar e não pude dar cambalhotas no ar...

...E foi pena, porque antes estava mesmo muito, muito contente.

sábado, 17 de março de 2007

Não Canto Porque Sonho

"Não canto porque sonho.
Canto porque és real.
Canto o teu olhar maduro,
teu sorriso puro,
a tua graça animal.

Canto porque sou homem.
Se não cantasse seria
mesmo bicho sadio
embriagado na alegria
da tua vinha sem vinho.

Canto porque o amor apetece.
Porque o feno amadurece
nos teus braços deslumbrados.
Porque o meu corpo estremece
ao vê-los nus e suados."

Eugénio de Andrade

quarta-feira, 14 de março de 2007

Braga 2007, De uma mais que prevista súbita vontade de ir ao futebol, e de um telefonema

“Es-tou? Es-tou?”,atende, a voz rouca que seca o espaço para o eco. O “estou” mais bem pronunciado em termos de duração pronunciação, dicção, entoação, acentuação, e dissilabação que alguma vez ouvi ao telefone. Um “estou” tão bem pronunciado, que para o escrever assim tão bem, teria que substituir o hífen por uma pausa de semi-colcheia.
“È o Carlos.”
“O Carlos? De Guimarães? Estou em Braga!”. Sendo que este “estou” se funde já no calor da tarde e da alegria esfusiante de quem proclama as vogais abertas da terra onde nasceu. (a gente é, de onde pertence, já se disse lá para trás)
Fico feliz da vida! Fica abreviada a necessidade do convite, e não é preciso esperar por quem já nos espera.
“Estou com uns amigos aqui na Avenida, junto ao Estádio 28 de Maio”
“Estou aí daqui por uma hora. Estádio 1º de Maio”
“Primeiro, de vinte e oito, Ah!Ah!Ah!Ah!Ah!Já estivemos nos copos!”

domingo, 11 de março de 2007

"As Extraordinárias Demandas do Estúpido mas FortedeVontade Caloiro Saca-Rabos, na Conquista do Título de Tuno Ratoneiro, ou TonoraTuneiro" - Epílogo


Em que, num surpreendente volte-face, com o cair da cortina, cai também a máscara ao Tuno Ratoneiro, que, sem deixar de soltar uma gargalhada maléfica, revela ser o TóZé.
Em que o Tuno Honorário Mineteiro denuncia como Possibilidade Impossível esta possibilidade, por força de, nos capítulos IX, XI, XXV e XXXIII, aparecerem o TóZé, Amigo dos Tunos da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto, e o caloiro saca-rabos no mesmo local, ao mesmo tempo; sendo em seguida humilhado pela simples mas irrefutável Dialéctica de TóZé, Amigo dos Tunos da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto, que, à uma, nos Capítulos XI, XXV e XXXIII, quem contracenou com o caloiro saca-rabos foi o Senhor Nogueira, Técnico de Execução de Tarefas da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto; às duas, nenhum Tuno da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto presenciou o Capítulo IX, único ponto onde TóZé, Confidente e Amigo dos Tunos da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto e o caloiro saca-rabos se encontraram, tendo este capítulo existido sido apenas uma Denúncia do Senhor Nogueira, e todo o Relato ensaiado previamente pelo ardiloso Tó-Zé, Pretendente a Tuno da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto; às três, dando-se por demonstrado que o TóZé e o caloiro saca-rabos nunca estiveram no mesmo sítio ao mesmo tempo, comprova-se que estes são as mesmas pessoas, pela mesmíssima razão que duas pessoas que toda a gente sabem ser a mesma, ou seja, o Senhor Nogueira e o TóZé, nunca aparecem ao mesmo tempo, no mesmo sítio; às quatro, se dúvidas ainda houver, e se por acaso o TóZé e o caloiro saca-rabos nem pudessem ser a mesma pessoa, neste momento estamos a lidar com o recém-surgido Tuno-Ratoneiro, que apenas veio à luz no capítulo anterior, onde, por mais que uma vez, toda a gente se perguntou, onde andaria o TóZé.

E, resignado mas rancoroso, o Tuno-Honorário Mineteiro lá se deu por vencido.

sábado, 10 de março de 2007

Braga, 2007, Sporting de Braga 2 - Tottenham Hotspurs 3 ...

e há muito para contar...

Braga, 1984, Sporting Braga 0 - Totthenham Hotspurs 3... o Senhor do Vale esteve lá...

Braga à Carga! Braga à Carga!

D'um Tuno

Dei comigo a achar-me capaz de reconhecer cada uma das capas dos meus conTunos de entre milhares de outras capas.

sexta-feira, 9 de março de 2007

Do Principio

"Pões convites no andar, e certezas no sorrir
Teu corpo é uma ilha para onde eu queria fugir
Cerco, prisão armadilha onde eu queria cair"

António Variçãoes, in "... que pena seres vigarista!"

quarta-feira, 7 de março de 2007

Do Fim

Em cavalos de ferro derrotei a minha vida,

Colhi uvas maduras nas vinhas da glória.

A viagem que termina sabe-me a descida,

Voo em arco, sobre os campos da vitória.

.

A vontade, quebrei-a, está vencida,

Em soluços de cores arremeto pelo ar,

Na debandada geral foge espavorida

A triste confiança, gasta, de me sonhar.

.

A língua em que grito foi esquecida

Os dentes caem-me da boca, a sangrar,

E no vento germinam como casas.

.

As correntes que me prendem são asas,

Feitas de aço de angústia, de papel e mar,

E ardem-me os olhos, à força de os fechar.

segunda-feira, 5 de março de 2007

Do Bordel Onde Nunca Entraremos

"Diga, Jovem."

Exigimos Senhoras com Classe.

domingo, 4 de março de 2007

"As Extraordinárias Demandas do Estúpido mas Forte-de-Vontade Caloiro Saca-Rabos, na Conquista do Título de Tuno Ratoneiro, ou Tono raTuneiro" -XXXV


No qual o Carrilhão da Torre dos Clérigos dá as 5 da Tarde, com um toque muito bonito tipo Parabéns a Você só que em Música Clássica, depois soube-se, tinham vindo aquelas duas irmãs que estiveram a estudar fora e foram expulsas do Carrilhão de Alverca, até deu na televisão, eu vi, coitadinhas, elas nem sabem porquê, o Padre é que era mau, e se relata a merecida passagem do caloiro saca-rabos a Tuno da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto, para sua grande felicidade, ele até voou, o que até nem é nada de especial, tendo em conta o que fizera até aqui, gáudio dos seus novos Contunos, e alguns houve que de muito longe vieram só para o aclamar, felicidade e orgulho da Donzela Vaca Verde, diversão do Senhor do Vale, Ah!Ah!Ah!Ah!Ah!, e inveja mas sem rancor do caloiro pedro caralho.

"Dêem as Boas-Vindas ao Tuno Ratoneiro", disse o Tuno Fundador, o Velho Cinderella, e muita sorte teve Ratoneiro, pois que a mim chamaram "Mineteiro", quando eu estava à espera de um epíteto ligado à escrita,
mas não perdeu pela demora, que as Prostitutas do Piolho não ouviram bem, e passaram a chamar-lhe Toninho Ratuneiro.

E que diabo, onde andará o Senhor Nogueira?

"As Extraordinárias Demandas do Estúpido mas Forte-de-Vontade Caloiro Saca-Rabos, na Conquista do Título de Tuno Ratoneiro, ou Tono raTuneiro"


Pequeno Apontamento de Bom-Gosto
(para fazer horas até às 5 da tarde)

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

"E assim passaram 10 anos", ou "A Giovanni D'Amore - um dia destes falo-vos nele"

“Clara tocava mal, fora de tempo e enganando-se em metade das notas, mas a mim a sua serenata sova-me a glória e o vê-la erguida em frente do teclado, com um meio sorriso e a cabeça de lado, inspirava-me uma visão celestial.”

De “A Sombra do Vento”, Carlos Ruiz Zafón

sábado, 24 de fevereiro de 2007

Quem Fomos

Antes de nós,
Nada fora meu.
Antes do teu ventre, latejando
Entre os vincos da manhã
Sórdido, doirado, puro
Eu não sabia que as mulheres
Doem, ardem e ferem.

Antes de cada coxa tua
Fera feita de carne
Me ter envolto o pescoço
Eu julgava que todos tínhamos grandes planos.

Como um pavão coxo voei
E a penas e sangue
Colhi todas as amoras dos caminhos
Para coroar cada beijo.

Mas eu não sabia
Que as flores são um contrato
Com o outono
E que os frutos sabem, e despedem-se
Com as primeiras águas,

E eu não conhecia o frio.

"As Extraordinárias Demandas do Estúpido mas Forte-de-Vontade Caloiro Saca-Rabos, na Conquista do Título de Tuno Ratoneiro, ou Tono raTuneiro" -XXXIV


No qual se demonstra o poder terapêutico das Águas Sagradas do Douro, no tratamento de afecções do foro Dermatológico, e temos a certeza, Respiratório também, pelo milagre do rejuvenescimento capilar, do caloiro saca-rabos, que assim dará razão ao TunoFundador, o Velho Cinderella, por não querer que ele ali se banhasse em estado de emporcalhamento, e do elegante Traje Académico, tecido, talhado, cortado, tecido e ajustado, exactamente por esta ordem, pela Alfaiataria Focas do Rio Douro, Guarda-Roupa Exclusivo da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto, que transformará o repelente caloiro saca-rabos...

Nota ainda para uma nota, a que os Tunos da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto deixaram ao seu caloiro, pedindo-lhe um último favor, o de que voltasse a pôr no lugar, aquilo que desarrumara durante a noite, a fim de que as más-línguas do lugar, não viessem a encontrar Torre dos Clérigos e Fontanário dos Leões junto ao rio, e a acusar injustamente a Tuna de coisas que não cometera, e, que, aproveitando a embalagem, e em nome da estética e do gosto pela experimentação, já que levara os Leões à Ribeira, já agora, porque não, se experimentasse o Cubo no Largo da Universidade. E ali se encontrariam.

"As Extraordinárias Demandas do Estúpido mas Forte-de-Vontade Caloiro Saca-Rabos, na Conquista do Título de Tuno Ratoneiro, ou Tono raTuneiro" -XXXIII

"Em que o Tuno Fundador, o Velho Cinderella, dá parte ao caloiro saca-rabos de que está próxima a meta a que se propôs, bastando-lhe praticamente-quase-só mergulhar no Bom Douro e procurar o presente de boas-vindas, poribindo-o todavia contudo porém de mergulhar no imediato, e fá-lo veementemente, segurando-o pelo rabo a meio do salto, pois nunca a Vinicultuna permitirá que se conspurquem as Àguas da Cidade com fuligem de um rato queimado; em que o caloiro saca-rabos regressa à Praça dos Leões, para ir buscar o Fontanário, sendo fiscalizado no caminho pelo Zelozo Senhor Nogueira, Técnico de Execução de Tarefas da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto, que insiste em recordar as indicações de TóZé, Amigo de Tuna, "De Quatro, Caloiro, De Quatro"; em que se arranja ainda tempo para relatar o banho solene de purificação por imersão, e da autorização de mergulho no Douro concedida pelo Tuno Fundador, o Velho Cinderella ao caloiro saca-rabos, após minucioso exame de higiene e limpeza.

"Olha o Machico, tão lindo!", diz lá do alto o Tuno Genoval Fodido, abraçadinho à Sua Torre dos Clérigos

E o Magister, o Tuno Piça Quadrada olha para o relógio, e saindo do rio apressa os ConTunos, "Vamos, está na hora, já são quase as cinco da tarde!"
"Estás com pressa? Eu já estou cá fora há muito tempo.", responde, sequinho, o Tuno Inca, e ri-se para si.

Os Nossos Outros Valores XXVI

A Vinicultuna pratica a "música baseada na evidência"

domingo, 18 de fevereiro de 2007

Uma Ideia!!!

Enquanto lá estiver este Papa faço greve.

Um Lamento

Vem aí a Quaresma...

"As Extraordinárias Demandas do Estúpido mas Forte-de-Vontade Caloiro Saca-Rabos, na Conquista do Título de Tuno Ratoneiro, ou Tono raTuneiro" -XXXII



Do Engenho que o Tuno Genoval Fodido artilhou, e disfarçou na forma de “tarefa irrealizável”, para amparar a queda do nosso caloiro saca-rabos, e que foi pegar nas palavras do Magister Piça-Quadrada, e desenvolver o conceito, decidindo que se a Piça-Quadrada aprazia ver a Lua, a ele mais se lhe dava rever a Pérola do Atlântico, e que a única forma de o fazer seria levantar-se a Torre em peso, e levá-la para o Rio Douro, pois só dali, com o espelho do mar à frente, se pode ver, não só a Madeira, mas melhor do que em qualquer outro ponto do globo, a ladeira do Machico; de como, aproveitando a cinética da queda aproveitou saca-rabos para colocar a Torre ao ombro, e de como aproveitando a inércia de ter a Torre ao ombro, aproveitou saca-rabos para pousar pés em terra-firme sem arrebentar as almofadinhas das patas; e de como quando, iniciara saca-rabos a marcha lenta, mas firme e initerrupta pelas ruas íngremes do Porto abaixo, penitente de uma alegre procissão de músicos, mimos e encantadores de animais, logo intitulada “a Vinicultuna vai a Banhos – Danças com Tainhas” - o título foi, só podia, do Tuno Chiclete, ou do Tuno Grande Morsa, ou do Velho Cinderella, ou de um dos outros, se viu forçado a suster, ao ouvir novamente o Tuno Genoval Fodido – sim também podia ter sido dele o título da alegre procissão – lendo com voz afectada, as ordens escritas do TóZé, “DE QUATRO CALOIRO – houbelá – PÕE-TE DE QUATRO”, o que, diga-se em abono do bom-senso é uma inconsciência, porque ã Torre dos Clérigos de pesada, lhe podia deslocar um elo das costas, e sem pensar duas vezes, ajustou o peso ao lombo, e quase sem deter a progressão, assumiu o quadrupedismo.


E tão alegre ia a procissã que ninguém se lembrou de parar perguntar, “E porque não está aqui o Tózé?, ou o Senhor Nogueira?”.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Série de Ouro - 1º Decénio - IV

"Vinicultuna: 10 anos entre o Amor e o Grotesco."

"Vinicultuna: 10 anos nem a Leste nem a Oeste do Muro de Berlim."

"Vinicultuna: 10 anos com a conviver com a mágoa de juntar troféus, sem nos podermos fotografar em formação de Tuna todos nús só com os Discos de Ouro a tapar as vergonhas, porque o José Cid teve a ideia primeiro. Que Grande Maluco, Bem-Hajas, José Cid."

Drunk Old Sailor's Song - From Galapagos Sea - a Poética da Vinicultuna inicia a Diáspora

3 wine bottles under my feet
5 beer bottles under my head
Dry cabin, I'm damned thirsty
Opened a bottle, 'nd climb to deck

Hear sea stories, glass goes deep
Another swallow, Sing my Fate
Count the stars, & another taste
When I finish, I fall a sleep

(...one by one, all bottles disappear... one by one, everytime we repeat, everytime we return from the deck, there will be one bottle of wine, one bottle of beer less, until...)

Any full bottle wine under my feet
Any full bottle beer bottle under my head
Dry cabin, I'm damned thirsty
Without bottles why should I go up on deck?

Old stories end is changing nothing
With Dry Throat, singer becomes shine
The stars number still on my mind
[BUT... THERE'S ANOTHER...LIGHTHOUSE! LAND HO!]
The quay has always good Wine.

Do Mar das Galápagos – Bonita Canção de Marinheiros Bêbados - a tal que eu andava a escrever - inclui notas explicativas do autor

Três Garrafas de Vinho aos meus pés, 1,2
Cinco Garrafas de Cerveja na almofada,3
Camarote abafado, que sede danada
Abro uma vou bebê-la para o convés

Ouço histórias, bebo um copo
Mais um golo, canto o Fado,
Conto estrelas, trago a trago,
Quando acabo, vem o sono.

Duas garrafas de Vinho aos meus pés 4
Cinco Garrafas de Cerveja na almofada
(...)
Ouço histórias...
(...)
Duas Garrafas de Vinho aos meus pés
Três Garrafas de Cerveja na almofada
(...)
Ouço histórias...
(...)


Sem Garrafas de Vinho aos meus pés
Sem Garrafas de Cerveja na almofada
Camarote abafado, que sede danada
Sem Garrafas, para que serve o convés?5

Das histórias sei os finais
Goela seca, cala o cantor
As estrelas conto-as de cor
Mas... há mais uma... [UM FAROL! TERRA À VISTA]Há sempre Vinho no Cais.6


1- O número 3-5, tem origem numa divertida história verídica, ou seja, é uma conta certa, um número redondo, por assim dizer.
2- Em virtude da proporção exacta 3-5, ter sido abençoada pelo deus Neptuno, e pelas Tartarugas das Galápagos, a letra da canção não admite que este equilíbrio seja quebrado. Por uma questão de respeito. No entanto, quando a cantarmos, e por causa da Tradição Oral, devemos adaptar a cantiga ao número de frascos cheios, que façam parte dos Nossos Valores. Eu até apreciaria, por uma questão de métrica silábica (como o Camões), por ser mais engraçado, e porque gosto mais, que, em vez de Vinho e Cerveja, só tivessemos garrafas de vinho aos pés e na almofada.
3- Você sabia que, na letra original, em vez de “almofada” com “danada”, o autor rimava, “cabeça”, com “depressa”, mas agora acho que está melhor.
4- Cabe aos cantores decidirem por onde começam a beber. Até podem decidir beber mais do que uma garrafa de cada vez que vão ao convés. Claro que no fim, as contas, têm que bater certas.
5- É neste verso de desespero, que se distinguem os Velhos Lobos de Mar, dos Grumetes. Enquanto estes últimos chegam a esta estrofe, esforçando já os olhos na escuridão, tentando vislumbrar uma linha de terra, os primeiros, trocam piscares de olhos entre si, e, à sucapa, assaltam a Garrafa de Rum do Capitão.
6 – A parte a letras maiúsculas, deve ser gritada por alguém, que não o cantor principal, que ao ralenti, termina a melodia com a letra em tamanho normal.


Muito bonita, não é? Continuo é sem saber se se pode considerar poesia ou não.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Série de Ouro 1º Decénio - III

"Vinicultuna: 10 anos sem saber as horas."



"Vinicultuna: 10 anos ou 120 meses ou cerca de 480 semanas que dá uns 3300 e tal dias, mas horas... continuamos a escolher as que quisermos."



"Vinicultuna: 10 anos a espera que deixe de chover para podermos ir jogar futebol nos leões, porque às vezes apetece fazer algum exercício e dizem que até é bom para o coração, mas mesmo que chova, ainda assim, vamos na mesma."



Um Lamento

Não sei se posso chamar "Poesia" à Canção de Marinheiros Bêbados que estou a escrever.

domingo, 11 de fevereiro de 2007

"As Extraordinárias Demandas do Estúpido mas Forte-de-Vontade Caloiro Saca-Rabos, na Conquista do Título de Tuno Ratoneiro, ou Tono raTuneiro" -XXXI



Em que os Tunos da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto começam a sentir uma certa nostalgia pelo caloiro saca-rabos, porquanto está cada vez mais próxima a hora em que este se esborrachará contra o granito-bruto do solo do Porto, e percebem poderem estar-lhe afeiçoados, e por estas e por outras, que se seguirão no seguinte, o Magister Piça Quadrada, com o Coração de Homem Dado Aos Romantismos a pulsar ao ritmo da dimensão da perda antecipada, encontra precisamente na Amor, a forma de aplacar um pouco a Lei da Gravidade; de como o caloiro saca-rabos durante a queda se agarrou à Torre dos Clérigos para, aproveitando a aceleração a inclinar por forma a que os Tunos da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto, do sítio onde estavam pudessem ver a Lua e acompanhar a precipitação do seu pupilo, sem terem de sair do sítio;de como o Magister Piça Quadrada o ajudou, dando cá em baixo um jeitinho com o ombro.

sábado, 10 de fevereiro de 2007

Série de Ouro 1º Decénio - II

"Vinicultuna: 10 anos a rebolar na relva."

"Vinicultuna: 10 anos ao serviço do próximo."

"Vinicultuna: 10 anos a observar plutão a olho nu."

Série de Ouro 1º Decénio - I

"Vinicultuna: dez anos a cavalgar nas pradarias."

"Vinicultuna: dez anos de pena suspensa."

"Vinicultuna: dez anos a andar á roda."

Série de Ouro 1º Decénio - Prólogo

Mais uma série (desta vez totalmente grátis!!!) para os frequentadores deste muro-pintado-de-branco-eletrónico (vulgo blogue) onde a Vinicultuna gosta de esgatafunhar.
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Pretende-se comemorar os 10 anos desta nobre instituição (vulgo tuna) através de uma serie de slogans alusivos a tão memorável acontecimento.
Os slogans poderão ser sugeridos pelos tunos, donzelas, informadores, amigos, relações-publicas, donos de restaurantes, sopeiras, fans, lixeiros, inimigos, curiosos, talhantes, caloiros e animais de estimação da Vinicultuna.
Serão posteriormente eleitos os cinco melhores e os cinco piores, num total de dez. Estes slogans serão então expostos no átrio de Biomédicas, todas as primeiras terças feiras dos meses sem "r".
Proceder-se-á também a um sorteio entre estes dez, em que o slogan vencedor passará a figurar em todos os documentos oficiais, comunicados, despachos e papeis timbrados da Vinicultuna, por um periodo não inferior a treze meses, duas semanas e cinco dias.
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Alguns dos slogans deverão incluir as seguintes palavras: moelas, josé cid, espanador e plutão.

domingo, 4 de fevereiro de 2007

"As Extraordinárias Demandas do Estúpido mas Forte-de-Vontade Caloiro Saca-Rabos, na Conquista do Título de Tuno Ratoneiro, ou Tono raTuneiro" -XXX



Em que ao longo da queda do caloiro saca-rabos ao longo dos longos metros da Torre dos Clérigos, aumenta o espanto dos Tunos da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto, e a par do espanto o entusiasmo, e sabendo-se quão grande pode ser o seu-dele entusiasmo não espanta que seja Neste que se relata a intervenção enérgica do Tuno Grande-Morsa que, sem que as Férias nas Biomédicas, ou um Regresso Recente ao Recreio da Sua Escola o pudesse prever, regrediu à sua meninice, amarrou um atilho à cauda do caloiro saca-rabos, e, qual papagaio de papel, correu com ele as ruelas do Porto; onde se arranja ainda espaço para contar que, alguma vez teria de ser, a estarolice do Tuno Grande-Morsa iria dar mau resultado, e este foi, não o ser atropelado, isso é muito difícil, mas o ter embarrado o cordel num fio de electricidade, e de como volta o povo a ter razão, “Há males que vêm por bens”, e se os primeiros já se sabe quais foram, e foram para o caloiro saca-rabos, os segundos aproveitaram, estava-se bem de ver, Finório e de Olho como é, ao Tuno Inca, que aproveitou o furo, para com umas luvas isolantes, correr como falso-lento que é à Boa-Terra de Armamar, com a Nova da Electricidade, e de lá voltar com o Tinto enVelhecido.

“Aguenta aí, Saca-Rabos”, ouvia-se o Tuno Inca gritar, margens do Douro acima.
Ao Tuno Grande-Morsa, Morsa Grande e Resistente, claro que não aconteceu nada.

"As Extraordinárias Demandas do Estúpido mas Forte-de-Vontade Caloiro Saca-Rabos, na Conquista do Título de Tuno Ratoneiro, ou Tono raTuneiro" -XXIX


No qual se prossegue o relato da longa queda do caloiro saca-rabos abaixo da Torre dos Clérigos, sendo esta uma das partes mais divertidas do percurso, uma vez que foi aqui que o Tuno-Honorário Mineteiro se lembrou de pedir ao caloiro saca-rabos que se multiplicasse, e todos sabemos que viajar sozinho não tem piada nenhuma, salvaguardando-se no caso dos Tunos Fodido e Honorário-Mineteiro, que preferem a solidão na estrada, e talvez um dia se juntem os dois, já se disse um dia nestas páginas, e portanto, e portanto neste troço da Torre, o caloiro saca-rabos contou com a companhia de si próprio, de si próprio e de si próprio, aproveitando os quatro para trocar experiências de viagens, enviar cumprimentos à família e para executar uma bonita coreografia de sapateado, que o Tuno-Honorário Mineteiro registou na sua câmara de vídeo, quiçá para utilizar já no próximo Musical da Tuna; em que aproveitando-se do facto do quatro ser um número redondo, o Senhor do Vale, solicita a presença das alimárias, na corridinha de estreiar do seu novo trenó vermelho;

"Ah!Ah!Ah!Ah!Ah!", ouviu-se, e nós abemos, que só podia ser o Senhor do Vale.

Mas tu não apareceste, menina, na paragem de autocarro, porque, disseste, estavas muito longe de casa.
Onde andas agora?

"As Extraordinárias Demandas do Estúpido mas Forte-de-Vontade Caloiro Saca-Rabos, na Conquista do Título de Tuno Ratoneiro, ou Tono raTuneiro" -XXVIII


Onde, com o eco do grito "nããããããããããããããão!" do Tuno Água-Benta por fundo, se descrevem as peripécias do caloiro saca-rabos nos primeiros metros da sua queda abaixo da Torre dos Clérigos, e que foram, o ter de abrir as suas últimas garrafas de vinho, e despejá-las como quem enche uma malga a partir de um jarro, na boca do mesmo Tuno Água-Benta, ao tempo que este calava o grito "Nãããããããão te atrevas a desperdiçar desse líquido", seguindo-se, por sugestão do Tuno Chiclete, que é quem se lembra sempre destas coisas divertidas e com o argumento inabalável, de não sujar as ruas da Nossa Cidade, a primeira exibição pública, e logo num palco maior, da arte do malabarismo, com uma boa meia-dúzia de porções bem moldadas do seu próprio cócó, libertadas a par da coragem, logo que sob suas patas, o granito do parapeito da Elegante Torre, deu lugar ao vazio.

"Que Bom, pensava o Tuno Água-Benta", saboreando o Bom-Tinto.

"Tem talento, sim senhor", "mas daqui até às 5 da tarde, que é quando acaba a noite, ainda vais ter muito que malabarar", pensava o Tuno Chiclete, sempre a gozar."

E o Tuno Honorário Mineteiro, no seu canto a pensar que podia aproveitar o número, para o Grande Espectáculo, Vinicultuna de Biomédicas-Circus.

A Ementa Da Semana



Tarde, mas veio.

Vinicultuna... dez anos de experiências.

sábado, 3 de fevereiro de 2007

Quebra-se a Indefinição: Do Estadio Actual da Vida do Tuno Honorário Mineteiro

Vidente-Alegre-Que-Só-Diz-Palavrões

Dos Estadios da Próxima Vida do Tuno Honorário Mineteiro

1º estadio - Cachorro-Vidente
2º estadio - Cão-que-Abana-a-Cauda-Vigorosamente-e-Salta-em-Duas-Patas-para-Lamber-a-Cara-a-Qualquer-Desconhecido
3º estadio - Rafeiro-de-Pêlo-Gasto-e-Sarnento-que-Rosna-Rosna-Mas-Não-Morde

quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

Primæ decadæ


In nomenæ solenissima praxis.

Dæcimvn Vinicultunæ Biomedicvs-Tinto vitæ aniversarivm,

vitas et vitæd

Donæ Ælsæ Bacus Domvs, per pluvivs inter discembrus e januarius ad eternum est et seræ,

espectacular et magnificiente et decædëntis,

nuon per, nin puor deficit, maximus solenissimamentæ

comemocelebramatum est

ad

XVI horæ et I minutum - XXXI-I-MMVII

Ad maximus academicus rigoris.

Pissæ Cubis Magister Tunæ

domingo, 28 de janeiro de 2007

Dos Estadios de Vida do Tuno Honorário Mineteiro

1º estadio - Criança-Vidente
2º estadio - Pateta-Alegre
3º estadio - Velho-Que-Não-se-Lava-e-Só-Diz-Palavrões

Estadio Actual - Indefinido

domingo, 21 de janeiro de 2007

"As Extraordinárias Demandas do Estúpido mas Forte-de-Vontade Caloiro Saca-Rabos, na Conquista do Título de Tuno Ratoneiro, ou Tono raTuneiro" - XXVII

Em que se revela o engenhoso plano urdido pelos Tunos da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto para recuperarem com vida o seu caloiro saca-rabos, e que consistia em justapor na vertical, muito bem equilibradinhas, algumas escadas, e encostando-as à parede das traseiras da Torre dos Clérigos, por ela subirem Tunos Chiclete e Honorário Mineteiro, sem que a besta, o animal, o fedorento o percebesse, entretido que estava, na parte da frente do imóvel, com o ardiloso discurso do Velho Cinderella; e de como o que estava encaminhado se perde, porque alguém grita "Gatunos! Áquid'elrei!", e um prego que se espetara na sola do sapato de chiclete faz "clang" num degrau da escada, e o Tuno Mineteiro dá como sempre um pú muito sonoro e muito mal-cheiroso, atraindo-se sobre os escaladores as orelhas que ouvem bem no escuro, seguidas dos olhos que brilham como lanternas, seguidos do cérebro que se apercebe do logro, seguido da boca que diz "É um logro", seguido do acto.
E do grito dramático dos Tunos da Vinicultuna "Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah!", sobre o qual alguém dirá que nunca estiveram tão afinados, após o que se rirá, pensando ter inventado uma piada.

"As Extraordinárias Demandas do Estúpido mas Forte-de-Vontade Caloiro Saca-Rabos, na Conquista do Título de Tuno Ratoneiro, ou Tono raTuneiro" - XXVI


Onde se começa a cumprir a profecia, do Tuno Chiclete, e chegam ao fim as garrafas, levando o Velho Cinderella a levantar-se da relva e retomar as negociações da tarde com o potencial, enchendo de esperança todos os que expectavam, conhecedores como eram da elevadíssima capacidade argumentativa do Tuno Fundador, "Bernardo Alberto", lá estava ele a trocar o nome ao caloiro, faz sempre isso, e nós achamos um palavrão, "a Vinicultuna ainda não se viu manchada por um suicídio. Queres ser o primeiro, tudo bem, a ideia foi tua, já ninguém ta tira. Mas tem ao menos a decência de ir primeiro a casa trajar-te, não vá dar-se o caso de tua mãe, passar e ver..."

"As Extraordinárias Demandas do Estúpido mas Forte-de-Vontade Caloiro Saca-Rabos, na Conquista do Título de Tuno Ratoneiro, ou Tono raTuneiro" - XXV

Dos consistentes argumentos com que os Tunos da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto intentaram em de que o caloiro saca-rabosse demovesse das suas ideias perigosas de se empoleirar na Torre dos Clérigos com as pernas ó-p'ra-fora, e que foram acenar-lhe com Garrafas de Pomada da Boa, "caloirinho, desce, olha o que trouxemos para ti!"; e de como uma ideia boa, se pode revelar frustrada, se outro a tiver tido antes, "Também tenho algumas, trouxe-as no bolso!"; em que uma vez esgotadas as boas ideias, os Tunos se resignam a assistir às esforçadas tentativas negociais, do Senhor Nogueira, filho de um comerciante da urbe. "Mete ao menos as pernas para dentro".

"Vocês não estã bem a ver isto...Esta noite só vai acabar lá para as cinco da tarde de amanhã", diz entusiasmado, o Tuno Chiclete.

sábado, 20 de janeiro de 2007

E Mais Outro...

Ao Falar-Mal por Amor. .. Caralho!

Outro Brinde

Aos Erros Ortográficos por Amor.

Um Brinde

Aos Pontapés na Gramática por Amor.

Em que Descubro Porque Te Escolhi a Tulipa Rosa-em-Branco

Manhã, pela janela aberta,
Água Névoa Gota Orvalho
Fresca, Brilha, Espelha, Espalha,
É Dia de Chuva-na-Véspera
Sê Bem-Vinda, Dia Claro

Azúis-Céus, Verdes-Campos;
Pretos, Roxos, Amarelos;
Vermelhos-Maçãs ou -Rostos-de-Velhos;
E lá vens, Rosa-Rosa-Rosa-em-Branco,
Teus lábios na tua cara,
Sê Bem-Vinda, Dia Claro.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

Do Vinho, da Bíblia, da Vinicultuna, e da Rsolução dos Grandes Problemas da Política Internacional da Actualidade (dali)

Se em vez de dividir o Mar Vermelho, Moisés o tivesse enchido de Vinho, os conflitos do Médio Oriente ter-se-iam resolvido há 6000anos.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Grandes Frases - LVI

"O Zé Maria tem mesmo cara de estudante."



Sr. Veríssimo

sábado, 13 de janeiro de 2007

"As Extraordinárias Demandas do Estúpido mas Forte-de-Vontade Caloiro Saca-Rabos, na Conquista do Título de Tuno Ratoneiro, ou Tono raTuneiro" - XXIV

Em que o caloiro pedro caralho diz "Ó Caralho", e o Tuno Juvenal Fodido responde, "És tu", e o caloiro pedro caralho volta a dizer "Ó Caralho", e o Tuno Juvenal Fodido "És tu, caralho, estás a falar sozinho? Estás bêbado?", e o caloiro pedro caralho, "Não, é o caloiro saca-rabos viegas caralho", e se segue o desviar conjugado do olhar por parte de todos os Tunos da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto, na direcção da Torre dos Clérigos, a que sucede corrida ruidosa "em tropel", ou "tipo estouro de elefantes" por parte de todos os Tunos, mas mais do Tuno Grande Morsa, entre a esquina de cá da Praça dos Leões e a esquina de lá da Praça de Lisboa, numa travessia de rua em bissectriz-cega-perfeita, com direito a buzinadelas de alguns condutores mal-educados.

"Nunca nos acontece nada", ri-se Inca, o Tuno Sábio.

No qual os Tunos da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto, estacam subitamente na esquina de lá da Praça de Lisboa, por lhes parecer, ilusão proporcionada pela distância - muito longe -, que vai o caloiro saca-rabos desagarrar-se, mas afinal foi só uma mão, para tirar um macaco do nariz, mas a ter ocorrido um segundinho antes, levaria à travagem da mole-inumana no meio da rua e à consequência de mais apitadelas ou pior.

"bah", encolhe os ombros Inca, o Tuno Sábio.

"As Extraordinárias Demandas do Estúpido mas Forte-de-Vontade Caloiro Saca-Rabos, na Conquista do Título de Tuno Ratoneiro, ou Tono raTuneiro" - XXIII




Em que, movido por pensamentos de angústia "ai...ai...ai...", desespero "AAAAAAAAAAAAI!AAAAAAAAAAAAAAAI!AAAAAAAAAAAAI!", tristeza "estou tão triste", e frustração "sou um frustrado", o caloiro saca-rabos se arrasta ausente pela alvorada do Porto, e na fuga-a-passo sem rumo começa a escalar sem destino a Torre dos Clérigos.

"Jovem!, Não faças isso que ainda te aleijas.", avisa a Estátua do Senhor Padre. E depois, avisada pelo Criador, dos pensamentos de Angústia que atormentam o caloiro saca-rabos, "Jovem! A Vida é um Dádiva! Não atentes contra a tua Natureza."
Em que, em mais uma prova de quão distantes estão Igreja e Comércio, o caloiro saca-rabos faz ouvidos de mercador aos conselhos da Estátua do Senhor Padre.

Sobre a Tuna, e a Cavalaria Errante

"Nunca vi um livro de cavalarias que tivesse unidade de acção, mas compõem-se de tantos membros que mais parece que o autor quis formar uma quimera ou um monstro do que fazer uma figura proporcionada. Além disso, são duros no estilo, incríveis nas façanhas, lascivos nos amores, desgeitosos nas cortesias, prolixos nas batalhas, néscios nas razões, disparatados nas imagens, e, finalmente, alheios a todo o artifício discreto, e, por isso, dignos de serem desterrados da república cristã, como coisa inútil."

...o Cónego, em conversa com o Cura, in "O Engenhoso Fidalgo D.Quixote de la Mancha", Miguel de Cervantes

Do Inverno

Tu não sabes nada, ainda
Dos amores que caem como folhas de outono
E são veludo no vento

Tu não sabes
Que o frio nos invade
Por dentro e por cima de nós
Há muros de gelo
Onde esbarram e se estilhaçam todas as palavras
E a dor acorda e embriaga e acaba
Em calmos prazeres, quentes e tristes
Feitos de pele, como o sol de Janeiro

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

Nosso


de todos, mas sobretudo NOSSO

domingo, 7 de janeiro de 2007

"As Extraordinárias Demandas do Estúpido mas Forte-de-Vontade Caloiro Saca-Rabos, na Conquista do Título de Tuno Ratoneiro, ou Tono raTuneiro" - XXII


Do depauperado mas merecido estado em que o Fim da Noite encontrou o caloiro saca-rabos, após o excelente trabalho do Tuno Póstumo; e de como os Tunos da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto se regozijaram, e zombaram até considerarem pagas as ofensas.
"Isto não é Praxe, é humilhação", terá dito o caloiro saca-rabos.
E os outros riram-se, e um até lhe deu um biqueiro, "Se não gostas, sempre podemos voltar a jogar a pancada". E os outros riram-se.

sábado, 6 de janeiro de 2007

Grandes Frases - LV

"...ahí la tiene Maradona. Le marcan dos. Pisa la pelota Maradona. Arranca por la derecha el genio del futbol mundial. Puede tocar para Burruchaga... siempre Maradona... genio, genio, genio... tátátátátátá... gooooool... goool... Quiero llorar...Dios Santo viva el fútbol... Golazooooo. Diegoooo... Maradona... es para llorar, Perdonenme... Maradona, en recorrida memorable, en la jugada de todos los tiempos... barrilete cósmico...?e que planeta viniste para dejar en el camino a tanto ingles? Para que el país sea un puño apretado gritando por Argentina... Argentina dos, Inglaterra zero... Diegol, Diegol, Diego Armando Maradona. Gracias Dios, por el fútbol, por Maradona, por estas lágrimas, por este Argentina 2 - Inglaterra 0..."

Victor Hugo Morales

Uma vez morto, o Tuno da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto, assume a sua verdadeira forma de Diabrete Alado dos Copos de Vinho das Senhoras... I