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sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Caros Contunos, Queridos Amigos, Estimadíssimos Leitores:

Acabo de reparar lamentável lapso, e de publicar os Capítulos XXXII e XXXIII da Saga
"As Extraordinárias Demandas do Estúpido mas FortedeVontade Caloiro Saca-Rabos, na Conquista do Título de Tuno Ratoneiro, ou TonoraTuneiro", ocultas em rascunho bruto desde Fevereiro de 2007, e agora trazidas à luz, para fazer luz sobre o desfecho do percurso académico do nosso Contuno Felpudo.

Um grande pedido de desculpas a todos.

domingo, 11 de março de 2007

"As Extraordinárias Demandas do Estúpido mas FortedeVontade Caloiro Saca-Rabos, na Conquista do Título de Tuno Ratoneiro, ou TonoraTuneiro" - Epílogo


Em que, num surpreendente volte-face, com o cair da cortina, cai também a máscara ao Tuno Ratoneiro, que, sem deixar de soltar uma gargalhada maléfica, revela ser o TóZé.
Em que o Tuno Honorário Mineteiro denuncia como Possibilidade Impossível esta possibilidade, por força de, nos capítulos IX, XI, XXV e XXXIII, aparecerem o TóZé, Amigo dos Tunos da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto, e o caloiro saca-rabos no mesmo local, ao mesmo tempo; sendo em seguida humilhado pela simples mas irrefutável Dialéctica de TóZé, Amigo dos Tunos da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto, que, à uma, nos Capítulos XI, XXV e XXXIII, quem contracenou com o caloiro saca-rabos foi o Senhor Nogueira, Técnico de Execução de Tarefas da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto; às duas, nenhum Tuno da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto presenciou o Capítulo IX, único ponto onde TóZé, Confidente e Amigo dos Tunos da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto e o caloiro saca-rabos se encontraram, tendo este capítulo existido sido apenas uma Denúncia do Senhor Nogueira, e todo o Relato ensaiado previamente pelo ardiloso Tó-Zé, Pretendente a Tuno da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto; às três, dando-se por demonstrado que o TóZé e o caloiro saca-rabos nunca estiveram no mesmo sítio ao mesmo tempo, comprova-se que estes são as mesmas pessoas, pela mesmíssima razão que duas pessoas que toda a gente sabem ser a mesma, ou seja, o Senhor Nogueira e o TóZé, nunca aparecem ao mesmo tempo, no mesmo sítio; às quatro, se dúvidas ainda houver, e se por acaso o TóZé e o caloiro saca-rabos nem pudessem ser a mesma pessoa, neste momento estamos a lidar com o recém-surgido Tuno-Ratoneiro, que apenas veio à luz no capítulo anterior, onde, por mais que uma vez, toda a gente se perguntou, onde andaria o TóZé.

E, resignado mas rancoroso, o Tuno-Honorário Mineteiro lá se deu por vencido.

domingo, 4 de março de 2007

"As Extraordinárias Demandas do Estúpido mas Forte-de-Vontade Caloiro Saca-Rabos, na Conquista do Título de Tuno Ratoneiro, ou Tono raTuneiro" -XXXV


No qual o Carrilhão da Torre dos Clérigos dá as 5 da Tarde, com um toque muito bonito tipo Parabéns a Você só que em Música Clássica, depois soube-se, tinham vindo aquelas duas irmãs que estiveram a estudar fora e foram expulsas do Carrilhão de Alverca, até deu na televisão, eu vi, coitadinhas, elas nem sabem porquê, o Padre é que era mau, e se relata a merecida passagem do caloiro saca-rabos a Tuno da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto, para sua grande felicidade, ele até voou, o que até nem é nada de especial, tendo em conta o que fizera até aqui, gáudio dos seus novos Contunos, e alguns houve que de muito longe vieram só para o aclamar, felicidade e orgulho da Donzela Vaca Verde, diversão do Senhor do Vale, Ah!Ah!Ah!Ah!Ah!, e inveja mas sem rancor do caloiro pedro caralho.

"Dêem as Boas-Vindas ao Tuno Ratoneiro", disse o Tuno Fundador, o Velho Cinderella, e muita sorte teve Ratoneiro, pois que a mim chamaram "Mineteiro", quando eu estava à espera de um epíteto ligado à escrita,
mas não perdeu pela demora, que as Prostitutas do Piolho não ouviram bem, e passaram a chamar-lhe Toninho Ratuneiro.

E que diabo, onde andará o Senhor Nogueira?

"As Extraordinárias Demandas do Estúpido mas Forte-de-Vontade Caloiro Saca-Rabos, na Conquista do Título de Tuno Ratoneiro, ou Tono raTuneiro"


Pequeno Apontamento de Bom-Gosto
(para fazer horas até às 5 da tarde)

sábado, 24 de fevereiro de 2007

"As Extraordinárias Demandas do Estúpido mas Forte-de-Vontade Caloiro Saca-Rabos, na Conquista do Título de Tuno Ratoneiro, ou Tono raTuneiro" -XXXIV


No qual se demonstra o poder terapêutico das Águas Sagradas do Douro, no tratamento de afecções do foro Dermatológico, e temos a certeza, Respiratório também, pelo milagre do rejuvenescimento capilar, do caloiro saca-rabos, que assim dará razão ao TunoFundador, o Velho Cinderella, por não querer que ele ali se banhasse em estado de emporcalhamento, e do elegante Traje Académico, tecido, talhado, cortado, tecido e ajustado, exactamente por esta ordem, pela Alfaiataria Focas do Rio Douro, Guarda-Roupa Exclusivo da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto, que transformará o repelente caloiro saca-rabos...

Nota ainda para uma nota, a que os Tunos da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto deixaram ao seu caloiro, pedindo-lhe um último favor, o de que voltasse a pôr no lugar, aquilo que desarrumara durante a noite, a fim de que as más-línguas do lugar, não viessem a encontrar Torre dos Clérigos e Fontanário dos Leões junto ao rio, e a acusar injustamente a Tuna de coisas que não cometera, e, que, aproveitando a embalagem, e em nome da estética e do gosto pela experimentação, já que levara os Leões à Ribeira, já agora, porque não, se experimentasse o Cubo no Largo da Universidade. E ali se encontrariam.

"As Extraordinárias Demandas do Estúpido mas Forte-de-Vontade Caloiro Saca-Rabos, na Conquista do Título de Tuno Ratoneiro, ou Tono raTuneiro" -XXXIII

"Em que o Tuno Fundador, o Velho Cinderella, dá parte ao caloiro saca-rabos de que está próxima a meta a que se propôs, bastando-lhe praticamente-quase-só mergulhar no Bom Douro e procurar o presente de boas-vindas, poribindo-o todavia contudo porém de mergulhar no imediato, e fá-lo veementemente, segurando-o pelo rabo a meio do salto, pois nunca a Vinicultuna permitirá que se conspurquem as Àguas da Cidade com fuligem de um rato queimado; em que o caloiro saca-rabos regressa à Praça dos Leões, para ir buscar o Fontanário, sendo fiscalizado no caminho pelo Zelozo Senhor Nogueira, Técnico de Execução de Tarefas da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto, que insiste em recordar as indicações de TóZé, Amigo de Tuna, "De Quatro, Caloiro, De Quatro"; em que se arranja ainda tempo para relatar o banho solene de purificação por imersão, e da autorização de mergulho no Douro concedida pelo Tuno Fundador, o Velho Cinderella ao caloiro saca-rabos, após minucioso exame de higiene e limpeza.

"Olha o Machico, tão lindo!", diz lá do alto o Tuno Genoval Fodido, abraçadinho à Sua Torre dos Clérigos

E o Magister, o Tuno Piça Quadrada olha para o relógio, e saindo do rio apressa os ConTunos, "Vamos, está na hora, já são quase as cinco da tarde!"
"Estás com pressa? Eu já estou cá fora há muito tempo.", responde, sequinho, o Tuno Inca, e ri-se para si.

domingo, 18 de fevereiro de 2007

"As Extraordinárias Demandas do Estúpido mas Forte-de-Vontade Caloiro Saca-Rabos, na Conquista do Título de Tuno Ratoneiro, ou Tono raTuneiro" -XXXII



Do Engenho que o Tuno Genoval Fodido artilhou, e disfarçou na forma de “tarefa irrealizável”, para amparar a queda do nosso caloiro saca-rabos, e que foi pegar nas palavras do Magister Piça-Quadrada, e desenvolver o conceito, decidindo que se a Piça-Quadrada aprazia ver a Lua, a ele mais se lhe dava rever a Pérola do Atlântico, e que a única forma de o fazer seria levantar-se a Torre em peso, e levá-la para o Rio Douro, pois só dali, com o espelho do mar à frente, se pode ver, não só a Madeira, mas melhor do que em qualquer outro ponto do globo, a ladeira do Machico; de como, aproveitando a cinética da queda aproveitou saca-rabos para colocar a Torre ao ombro, e de como aproveitando a inércia de ter a Torre ao ombro, aproveitou saca-rabos para pousar pés em terra-firme sem arrebentar as almofadinhas das patas; e de como quando, iniciara saca-rabos a marcha lenta, mas firme e initerrupta pelas ruas íngremes do Porto abaixo, penitente de uma alegre procissão de músicos, mimos e encantadores de animais, logo intitulada “a Vinicultuna vai a Banhos – Danças com Tainhas” - o título foi, só podia, do Tuno Chiclete, ou do Tuno Grande Morsa, ou do Velho Cinderella, ou de um dos outros, se viu forçado a suster, ao ouvir novamente o Tuno Genoval Fodido – sim também podia ter sido dele o título da alegre procissão – lendo com voz afectada, as ordens escritas do TóZé, “DE QUATRO CALOIRO – houbelá – PÕE-TE DE QUATRO”, o que, diga-se em abono do bom-senso é uma inconsciência, porque ã Torre dos Clérigos de pesada, lhe podia deslocar um elo das costas, e sem pensar duas vezes, ajustou o peso ao lombo, e quase sem deter a progressão, assumiu o quadrupedismo.


E tão alegre ia a procissã que ninguém se lembrou de parar perguntar, “E porque não está aqui o Tózé?, ou o Senhor Nogueira?”.

domingo, 11 de fevereiro de 2007

"As Extraordinárias Demandas do Estúpido mas Forte-de-Vontade Caloiro Saca-Rabos, na Conquista do Título de Tuno Ratoneiro, ou Tono raTuneiro" -XXXI



Em que os Tunos da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto começam a sentir uma certa nostalgia pelo caloiro saca-rabos, porquanto está cada vez mais próxima a hora em que este se esborrachará contra o granito-bruto do solo do Porto, e percebem poderem estar-lhe afeiçoados, e por estas e por outras, que se seguirão no seguinte, o Magister Piça Quadrada, com o Coração de Homem Dado Aos Romantismos a pulsar ao ritmo da dimensão da perda antecipada, encontra precisamente na Amor, a forma de aplacar um pouco a Lei da Gravidade; de como o caloiro saca-rabos durante a queda se agarrou à Torre dos Clérigos para, aproveitando a aceleração a inclinar por forma a que os Tunos da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto, do sítio onde estavam pudessem ver a Lua e acompanhar a precipitação do seu pupilo, sem terem de sair do sítio;de como o Magister Piça Quadrada o ajudou, dando cá em baixo um jeitinho com o ombro.

domingo, 4 de fevereiro de 2007

"As Extraordinárias Demandas do Estúpido mas Forte-de-Vontade Caloiro Saca-Rabos, na Conquista do Título de Tuno Ratoneiro, ou Tono raTuneiro" -XXX



Em que ao longo da queda do caloiro saca-rabos ao longo dos longos metros da Torre dos Clérigos, aumenta o espanto dos Tunos da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto, e a par do espanto o entusiasmo, e sabendo-se quão grande pode ser o seu-dele entusiasmo não espanta que seja Neste que se relata a intervenção enérgica do Tuno Grande-Morsa que, sem que as Férias nas Biomédicas, ou um Regresso Recente ao Recreio da Sua Escola o pudesse prever, regrediu à sua meninice, amarrou um atilho à cauda do caloiro saca-rabos, e, qual papagaio de papel, correu com ele as ruelas do Porto; onde se arranja ainda espaço para contar que, alguma vez teria de ser, a estarolice do Tuno Grande-Morsa iria dar mau resultado, e este foi, não o ser atropelado, isso é muito difícil, mas o ter embarrado o cordel num fio de electricidade, e de como volta o povo a ter razão, “Há males que vêm por bens”, e se os primeiros já se sabe quais foram, e foram para o caloiro saca-rabos, os segundos aproveitaram, estava-se bem de ver, Finório e de Olho como é, ao Tuno Inca, que aproveitou o furo, para com umas luvas isolantes, correr como falso-lento que é à Boa-Terra de Armamar, com a Nova da Electricidade, e de lá voltar com o Tinto enVelhecido.

“Aguenta aí, Saca-Rabos”, ouvia-se o Tuno Inca gritar, margens do Douro acima.
Ao Tuno Grande-Morsa, Morsa Grande e Resistente, claro que não aconteceu nada.

"As Extraordinárias Demandas do Estúpido mas Forte-de-Vontade Caloiro Saca-Rabos, na Conquista do Título de Tuno Ratoneiro, ou Tono raTuneiro" -XXIX


No qual se prossegue o relato da longa queda do caloiro saca-rabos abaixo da Torre dos Clérigos, sendo esta uma das partes mais divertidas do percurso, uma vez que foi aqui que o Tuno-Honorário Mineteiro se lembrou de pedir ao caloiro saca-rabos que se multiplicasse, e todos sabemos que viajar sozinho não tem piada nenhuma, salvaguardando-se no caso dos Tunos Fodido e Honorário-Mineteiro, que preferem a solidão na estrada, e talvez um dia se juntem os dois, já se disse um dia nestas páginas, e portanto, e portanto neste troço da Torre, o caloiro saca-rabos contou com a companhia de si próprio, de si próprio e de si próprio, aproveitando os quatro para trocar experiências de viagens, enviar cumprimentos à família e para executar uma bonita coreografia de sapateado, que o Tuno-Honorário Mineteiro registou na sua câmara de vídeo, quiçá para utilizar já no próximo Musical da Tuna; em que aproveitando-se do facto do quatro ser um número redondo, o Senhor do Vale, solicita a presença das alimárias, na corridinha de estreiar do seu novo trenó vermelho;

"Ah!Ah!Ah!Ah!Ah!", ouviu-se, e nós abemos, que só podia ser o Senhor do Vale.

Mas tu não apareceste, menina, na paragem de autocarro, porque, disseste, estavas muito longe de casa.
Onde andas agora?

"As Extraordinárias Demandas do Estúpido mas Forte-de-Vontade Caloiro Saca-Rabos, na Conquista do Título de Tuno Ratoneiro, ou Tono raTuneiro" -XXVIII


Onde, com o eco do grito "nããããããããããããããão!" do Tuno Água-Benta por fundo, se descrevem as peripécias do caloiro saca-rabos nos primeiros metros da sua queda abaixo da Torre dos Clérigos, e que foram, o ter de abrir as suas últimas garrafas de vinho, e despejá-las como quem enche uma malga a partir de um jarro, na boca do mesmo Tuno Água-Benta, ao tempo que este calava o grito "Nãããããããão te atrevas a desperdiçar desse líquido", seguindo-se, por sugestão do Tuno Chiclete, que é quem se lembra sempre destas coisas divertidas e com o argumento inabalável, de não sujar as ruas da Nossa Cidade, a primeira exibição pública, e logo num palco maior, da arte do malabarismo, com uma boa meia-dúzia de porções bem moldadas do seu próprio cócó, libertadas a par da coragem, logo que sob suas patas, o granito do parapeito da Elegante Torre, deu lugar ao vazio.

"Que Bom, pensava o Tuno Água-Benta", saboreando o Bom-Tinto.

"Tem talento, sim senhor", "mas daqui até às 5 da tarde, que é quando acaba a noite, ainda vais ter muito que malabarar", pensava o Tuno Chiclete, sempre a gozar."

E o Tuno Honorário Mineteiro, no seu canto a pensar que podia aproveitar o número, para o Grande Espectáculo, Vinicultuna de Biomédicas-Circus.

domingo, 21 de janeiro de 2007

"As Extraordinárias Demandas do Estúpido mas Forte-de-Vontade Caloiro Saca-Rabos, na Conquista do Título de Tuno Ratoneiro, ou Tono raTuneiro" - XXVII

Em que se revela o engenhoso plano urdido pelos Tunos da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto para recuperarem com vida o seu caloiro saca-rabos, e que consistia em justapor na vertical, muito bem equilibradinhas, algumas escadas, e encostando-as à parede das traseiras da Torre dos Clérigos, por ela subirem Tunos Chiclete e Honorário Mineteiro, sem que a besta, o animal, o fedorento o percebesse, entretido que estava, na parte da frente do imóvel, com o ardiloso discurso do Velho Cinderella; e de como o que estava encaminhado se perde, porque alguém grita "Gatunos! Áquid'elrei!", e um prego que se espetara na sola do sapato de chiclete faz "clang" num degrau da escada, e o Tuno Mineteiro dá como sempre um pú muito sonoro e muito mal-cheiroso, atraindo-se sobre os escaladores as orelhas que ouvem bem no escuro, seguidas dos olhos que brilham como lanternas, seguidos do cérebro que se apercebe do logro, seguido da boca que diz "É um logro", seguido do acto.
E do grito dramático dos Tunos da Vinicultuna "Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah!", sobre o qual alguém dirá que nunca estiveram tão afinados, após o que se rirá, pensando ter inventado uma piada.

"As Extraordinárias Demandas do Estúpido mas Forte-de-Vontade Caloiro Saca-Rabos, na Conquista do Título de Tuno Ratoneiro, ou Tono raTuneiro" - XXVI


Onde se começa a cumprir a profecia, do Tuno Chiclete, e chegam ao fim as garrafas, levando o Velho Cinderella a levantar-se da relva e retomar as negociações da tarde com o potencial, enchendo de esperança todos os que expectavam, conhecedores como eram da elevadíssima capacidade argumentativa do Tuno Fundador, "Bernardo Alberto", lá estava ele a trocar o nome ao caloiro, faz sempre isso, e nós achamos um palavrão, "a Vinicultuna ainda não se viu manchada por um suicídio. Queres ser o primeiro, tudo bem, a ideia foi tua, já ninguém ta tira. Mas tem ao menos a decência de ir primeiro a casa trajar-te, não vá dar-se o caso de tua mãe, passar e ver..."

"As Extraordinárias Demandas do Estúpido mas Forte-de-Vontade Caloiro Saca-Rabos, na Conquista do Título de Tuno Ratoneiro, ou Tono raTuneiro" - XXV

Dos consistentes argumentos com que os Tunos da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto intentaram em de que o caloiro saca-rabosse demovesse das suas ideias perigosas de se empoleirar na Torre dos Clérigos com as pernas ó-p'ra-fora, e que foram acenar-lhe com Garrafas de Pomada da Boa, "caloirinho, desce, olha o que trouxemos para ti!"; e de como uma ideia boa, se pode revelar frustrada, se outro a tiver tido antes, "Também tenho algumas, trouxe-as no bolso!"; em que uma vez esgotadas as boas ideias, os Tunos se resignam a assistir às esforçadas tentativas negociais, do Senhor Nogueira, filho de um comerciante da urbe. "Mete ao menos as pernas para dentro".

"Vocês não estã bem a ver isto...Esta noite só vai acabar lá para as cinco da tarde de amanhã", diz entusiasmado, o Tuno Chiclete.

sábado, 13 de janeiro de 2007

"As Extraordinárias Demandas do Estúpido mas Forte-de-Vontade Caloiro Saca-Rabos, na Conquista do Título de Tuno Ratoneiro, ou Tono raTuneiro" - XXIV

Em que o caloiro pedro caralho diz "Ó Caralho", e o Tuno Juvenal Fodido responde, "És tu", e o caloiro pedro caralho volta a dizer "Ó Caralho", e o Tuno Juvenal Fodido "És tu, caralho, estás a falar sozinho? Estás bêbado?", e o caloiro pedro caralho, "Não, é o caloiro saca-rabos viegas caralho", e se segue o desviar conjugado do olhar por parte de todos os Tunos da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto, na direcção da Torre dos Clérigos, a que sucede corrida ruidosa "em tropel", ou "tipo estouro de elefantes" por parte de todos os Tunos, mas mais do Tuno Grande Morsa, entre a esquina de cá da Praça dos Leões e a esquina de lá da Praça de Lisboa, numa travessia de rua em bissectriz-cega-perfeita, com direito a buzinadelas de alguns condutores mal-educados.

"Nunca nos acontece nada", ri-se Inca, o Tuno Sábio.

No qual os Tunos da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto, estacam subitamente na esquina de lá da Praça de Lisboa, por lhes parecer, ilusão proporcionada pela distância - muito longe -, que vai o caloiro saca-rabos desagarrar-se, mas afinal foi só uma mão, para tirar um macaco do nariz, mas a ter ocorrido um segundinho antes, levaria à travagem da mole-inumana no meio da rua e à consequência de mais apitadelas ou pior.

"bah", encolhe os ombros Inca, o Tuno Sábio.

"As Extraordinárias Demandas do Estúpido mas Forte-de-Vontade Caloiro Saca-Rabos, na Conquista do Título de Tuno Ratoneiro, ou Tono raTuneiro" - XXIII




Em que, movido por pensamentos de angústia "ai...ai...ai...", desespero "AAAAAAAAAAAAI!AAAAAAAAAAAAAAAI!AAAAAAAAAAAAI!", tristeza "estou tão triste", e frustração "sou um frustrado", o caloiro saca-rabos se arrasta ausente pela alvorada do Porto, e na fuga-a-passo sem rumo começa a escalar sem destino a Torre dos Clérigos.

"Jovem!, Não faças isso que ainda te aleijas.", avisa a Estátua do Senhor Padre. E depois, avisada pelo Criador, dos pensamentos de Angústia que atormentam o caloiro saca-rabos, "Jovem! A Vida é um Dádiva! Não atentes contra a tua Natureza."
Em que, em mais uma prova de quão distantes estão Igreja e Comércio, o caloiro saca-rabos faz ouvidos de mercador aos conselhos da Estátua do Senhor Padre.

domingo, 7 de janeiro de 2007

"As Extraordinárias Demandas do Estúpido mas Forte-de-Vontade Caloiro Saca-Rabos, na Conquista do Título de Tuno Ratoneiro, ou Tono raTuneiro" - XXII


Do depauperado mas merecido estado em que o Fim da Noite encontrou o caloiro saca-rabos, após o excelente trabalho do Tuno Póstumo; e de como os Tunos da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto se regozijaram, e zombaram até considerarem pagas as ofensas.
"Isto não é Praxe, é humilhação", terá dito o caloiro saca-rabos.
E os outros riram-se, e um até lhe deu um biqueiro, "Se não gostas, sempre podemos voltar a jogar a pancada". E os outros riram-se.

domingo, 31 de dezembro de 2006

"As Extraordinárias Demandas do Estúpido mas Forte-de-Vontade Caloiro Saca-Rabos, na Conquista do Título de Tuno Ratoneiro, ou Tono raTuneiro" - XXI


Da Execução do Castigo...

...que atendendo à excepcional seriedade dos actos, foi entregue às mãos de um profissional competente, cujo trabalho é de há muito estrela, bússola, luz do percurso da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto.

"O meu avô também era barbeiro", disse o Tuno Honorário Mineteiro

"As Extraordinárias Demandas do Estúpido mas Forte-de-Vontade Caloiro Saca-Rabos, na Conquista do Título de Tuno Ratoneiro, ou Tono raTuneiro" - XX


Do Solene Conselho de Tuna.
Em que são julgados as desrespeitosíssimas acções do caloiro saca-rabos.

"As Extraordinárias Demandas do Estúpido mas Forte-de-Vontade Caloiro Saca-Rabos, na Conquista do Título de Tuno Ratoneiro, ou Tono raTuneiro" - XIX

Onde se demonstra a falibilidade das avaliações de integridade, salubridade e maturidade de outrém, por juízes com princípios de camaradagem e bem-querer, com o exemplo concreto dos Bons Tunos da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto que, influenciados pela diligência, presteza e entrega observadas no caloiro saca-rabos na arte ultrapassar os desafios e ardis apresentados durante a Vida de Tuna, o interpretaram como apto a integrar a Embaixada da Tuna ao Casamento da Gentil Senhora Donzela Dona Rute, e o Senhor Tuno Fundador, Dom Velho Cinderella; em que se dá conta do Grave Mal de Protagonismo, Engraçadismo, Maioralismo, Espertismo-Saloio, Melhor-da-Sua-Ruísmo, -Terrismo ou Cantareirismo, Vedetismo, Xico-Espertismo, Mania-Que-os-Pitos-Comem-Alfacismo, e se alonga o relato para, abdicando-se da descrição as infâmias contra a honestidade das moças, se enumerar as sucessivas garotices e mumices desenroladas pelo caloiro saca-rabos ao longo da cerimónia, desmerecendo a confiança depositada, traindo Vinicultunos, incomodando convidados, ofendendo noivos e pais.
E os Tunos, “Sabes o que é?...Confiança a mais.”.
E a Mãe da Noiva, a Senhora Doutora Armandina “Isto realmente,... francamente... Isto realmente.”
E o Pai do Noivo, o Senhor Doutor Alfredo, “Grandessíssimo Filho da Puta!”, ele que até nem é dado a essas linguagens.
E a Irmã da Noiva, a Donzelíssima Senhora Doutora Ariana, recolheu aos lavabos, para, recatada, chorar.
E o Tuno Xiclete, à entrada dos lavabos, apelando a sua Dama, Musa e Senhora, “Não estás a ver bem isto, deixa lá, abre a porta, chega-me a esfregona, eu limpo tudo enquanto retocas a maquilhagem, esta noite só vai acabar lá para as cinco da tarde, e vai-não-vai, deixo tudo num brinquinho”, não se sabendo se seria verdade ou paleio, pois que, há uns meses se leu neste blogue, ser a casa do Tuno Xiclete local pouco salubre, onde abundam as moscas, e os sacos com lixo.
E os noivos, coitadinhos, assistindo impotentes ao arruinar do dia mais importante das suas vidas.
E os Tunos, acusando-se em círculos “Ele faz, vocês riem-se..."
E o Senhor do Vale, "Ah!Ah!Ah!Ah!Ah!"