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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Caso Clínico Confidencial

Como alguns, mais perspicazes, terão quem sabe já suspeitado, T., o Homem cuja Vida nos tem sido dada a conhecer por retalhos - fiapos, nem isso talvez -, padece hoje de problema muito sério.

sábado, 19 de dezembro de 2009

...Ou Seria Um Caso Clínico?!!!

"Ponham-no a soro!",
pois, claro!

...mas lá fora está tão frio...

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Caso Clínico Dr. Bayard - ou Dos Rebuçadinhos e da Empatia entre os Utentes e Funcionários do Sistema Nacional de Saúde - XXIX

(..."os da Diabetes"..."se o Senhor Funcionário passou então estou a tomar"..."deve-me ter caído"..."para a tensão também é só um"... )
- E os rebuçadinhos do Dr.Bayar são para quê?
- (atrapalhada)...São para a tosse...mas...mas...é muito raro, é muito de longe a longe...só quando me vejo atrapalhada...

(..."a falta de ar"..."as dores nas pernas"..."as tonturas"...)
-E tosse?
- Isso é sempre.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Um Caso Clínico Encerrado na Grande Frase - XCIV

"O álcool não provoca úlceras. É uma bactéria. Helicobacter."

Dante Lazarescu, na excelente sátira "A Morte do Senhor Lazarescu" (coitadinho), de Cristi Puiu, sobre um endemoninhado Sistema Nacional de Saúde.
Romeno ou Português, Americano ou Japonês, tanto faz, valha a Empatia contra os Demónios do Sistema.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Caso Clínico

...
-Cama 2,
- Homem de 83 anos ... hipertensão arterial ... iniciada duas horas antes, e sem factores... actualmente medicado com...
- Cama 3,
- ... hábitos tabágicos marcados... tosse e expectoração... biópsia... actualmente sem queixas... aguarda...
- Cama 4,
- ...era o cuidador da esposa... encontrado por vizinhos... permanece afásico, pouco reactivo a estímulos ... sonda naso-gástrica... sem indicação para...
- Cama 5,
- ...
- Cama 5,
- ...
- Cama 5,!!!
- !!! Desculpem!!! Estava a pensar na Vinicultuna. Querem que vos fale um bocado? É que amanhã é quinta-feira, e às vezes há serenatas que calham nesse dia...

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Caso Clínico


terça-feira, 25 de setembro de 2007

Ever Wonder why you get a Hangover after a Night of Drinking?




This is part of the new documentary entitled “Inside the Living Body” on the National Geographic Channel. It premiered last Sunday and will air again this Saturday, Sept. 22. It follows our first moments in life to the final breakdown of our bodies. By seamlessly blending 3D models, CGI, and real footage it creates the illusion of a journey through a living body.

Unfortunately, I don’t get the National Geographic Channel so if anyone saw it please let me know your thoughts!

Ou seja, encharquem bem pra não secar o cerabro!!!

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Caso Clínico Dr.Bayard, ou Dos Rebuçadinhos e da Empatia entre os Utentes e Funcionários do Sistema Nacional de Saúde - XVIII

O Funcionário - E as picadas? Têm estado altas?
A Religiosa, acompanhante da Utente - Oooh! Ela veio a chupar um rebuçado...
A Utente - Eram só três
A Religiosa, acompanhante da Utente - São daqueles do - passe a publicidade - Dr.Bayard


A título de curiosidade, acrescenta-se que os três protagonistas partilharam também a terceira parte do Primeiro Número IV desta rubrica, publicada na véspera de Natal de 2005.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Caso Clínico

Homem de 52 anos, admitido por Suspeita de Crise Convulsiva. Assintomático até hoje de manhã, altura em que, de acordo com a esposa, se apresentou um pouco confuso, recusando a ingestão de um Copo de Vinho.

sábado, 9 de junho de 2007

Caso Clínico de Mau Gosto

Senhor Benigno.
Neoplasia Maligna.

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Nem de Propósito! Caso Clínico de Mau Gosto!

"Tens cá em cima um Doente Perneta em Glasgow 3?"
"Perneta? Não! Perneta?"
"Sem Pernas."
"Mas esse senhor hoje estava consciente, falava..."
"Mas já era Perneta?..."

Começou o Mês De Junho!
"Mês da piada fácil e do humor bucólico-brejeiro"

Bem-Hajas Grande Tuno Juvenal Genoval Fodido!

segunda-feira, 25 de dezembro de 2006

Caso Clínico de Outro - Da Convalescença - Epílogo

"Cheguei a casa, e disse à minha mãe e à minha irmã, "Vou dormir. Vocês vão lá espreitar. Se eu estiver a dormir, deixem-me dormir."
Fui para o quarto, e sentei-me na cama. Assim, com as mãos na cabeça, pensar na coisa, a reflectir no que tinha passado.
Depois deitei-me. Deitei-me à larga, de braços estendidos. Vinha habituado às camas do hospital, parecia que estava num navio.
A minha mãe e a minha irmã foram lá espreitar, e dizem que eu estava a dormir.
Dormi seguido. Das onze da noite, às três da tarde do dia seguinte...
... Acordei cheio de fome! Ah!Ah!Ah!Ah!Ah!"

Caso Clínico de Ouro - Sobre a Doença, Sobre a Cura- X

"Veio o meu cunhado buscar-me, e fomos para o café.
Eu estava lá no café, assim acabrunhado, e... e envergonhado. Envergonhado de estar doente. Porque estar doente... é uma humilhação. É não ter saúde, que é aquilo que a gente mais tem. É sentir a fraqueza da doença.
Eu estava no café envergonhado, a ver as pessoas passar, e quando reparei, já estava ali sentado há hora e meia sem dores. Eu no hospital, tinha de estar sempre a mexer. Sentava-me. Levantava-me. Deitava-me. Não conseguia estar 5 minutos doía-me o corpo todo, doiam as costas. E ali, já estava há hora e meia sem dores.
Virei-me para o meu cunhado e disse... "Olha! Estou Bom!""

Caso Clínico de Ouro - Do Fenómeno -IX

"Na noite antes de ter alta, não conseguia dormir. Acordei com insónias. Tinha muita comichão. Chamei o enfermeiro, ele ligou a luz, olhou para mim assim com uma cara, e disse, "Tem o corpo cheio de pintas vermelhas e brancas. Disse "você está perdido", e foi chamar o médico.
Tinha o corpo cheio de manchas vermelhas. Foi um fenómeno."

domingo, 24 de dezembro de 2006

Caso Clínico de Ouro - A Salvação - VIII

"Eu nessa altura só comia os chocolates que o homenzinho me tinha dado. Comecei a obrigar-me a comê-los. Era isso, e as frutas que o meu cunhado me trazia todos os dias. Foi com isso que sobrevivi.
O meu cunhado chegou e disse
"Ah! Homem Morto, Homem Resistente!"
Ah!Ah!Ah!Ah!Ah!"

Caso Clínico de Ouro - O Enviado - VII

"Na primeira cama estava um homenzinho, um velhote que não tinha pernas. Um dia chamou-me. Acenou-me com o braço, e disse "Venha cá!, Venha cá!", muito brusco.
Pediu-me para abrir a gaveta, e para tirar de lá uma caixa de chocolates. "Dê-me um chocolate." Eu dei-lhe, e ele mandou-me tirar um. Eu não queria, mas ele insistiu "Tire um, tire um." Eu nunca tinha reparado no homenzinho. Quer dizer, sabia que ele estava ali, mas nunca tínhamos falado. Mas ele, sabia quem eu era."Você tem de o comer. Tem de o comer."
Abri o chocolate e meti-o à boca, mas aquilo não descia. Tive de dizer "Eu tenho de comer isto". E enfiei os dedos na boca, e empurrei o chocolate para o fundo.
O velhote obrigou-me a ficar com o resto da caixa "Leve o resto. Leve o resto. Você tem de comer."

Caso Clínico de Ouro - Da Fraternidade -VI

"Costumávamos ir lá para um cantito das escadas, no corredor, junto aos vidros, fumar uns cigarritos.
Havia duas raparigas das doenças infecciosas, que saíam todos os dias, não sei como, e voltavam com cigarros. Havia um de Bragança que já estava internado há mais de um ano. Não sei o que é que tinha, mas era coisa séria e tal, e havia outro, do piso de cima, que tinha as pernas inchadas, mas uma mais que outra.
O de Bragança, morreu-lhe o pai. Foi um problema. Os médicos não sabiam como lhe haviam de dizer... Ele no ano anterior já tinha ido a casa por essa altura, por causa da matança do porco, e depois tinha voltado. Então eles deixaram-no ir, ele julgava que era pela mesma coisa. Depois não voltou. Nem sei o que é feito dele... Nem do das pernas inchadas, depois de sair nunca mais o vi. Não sei o que é feito desse povo..."

Caso Clínico de Ouro - Um Raio de Luz - V

"Então um dia lembrei-me do que o meu falecido Pai dizia de quando tinha estado internado; sempre que um doente começava a não comer, isso era um sinal de morte...
Alto lá!"

domingo, 17 de dezembro de 2006

Caso Clínico de Ouro - Da Doença - IV

"Não comia. Estava doente, não comia.
Eu que nunca tive pesadelos, até pesadelos tive! No hospital, na cama alta, tinha medo de cair. Não sei o que sonhava. Via tudo preto. Como alcatrão. Sò me via a mim, e tudo preto. Não me acontecia nada, mas ficava oprimido. Era um pesadelo.
E não comia nada.Eu pesava 76 kilos. Mais ou menos. Cheguei a pesar 43!
O que me valia é que ainda ia comendo umas frutitas. O meu cunhado ia ver-me todos os dias, levava umas frutas. E cigarros.
Uma vez falharam os cigarros, no dia seguinte andei pelo chão, a apanhar varonas...
E não comia nada."

Caso Clínico de Ouro - Do Lento Despertar - III

"É curioso, que há pessoas que têm muito pêlo nas costas, e quase nenhuma barba. Mas eu tenho bigode quase até aos olhos Ah!Ah!Ah!Ah!Ah!
Então uma vez, depois de acordar, sentei-me na cama, peguei na gilette, e comecei a desfazer a barba.
Depois pus-me a olhar para o espelho, a passar a mão no rosto... e disse
"Ó menino! Estás magrinho!"... Eu por baixo desta barba, tenho cara de menino... E tinha perdido mais de trinta kilos. "Ó menino estás muito magrinho..."