domingo, 28 de maio de 2006

Iludido por finalmente parecer ir atingir os seus intentos, desembainhou a espada e gritou - XX

- Sois... mas... onde estais?

FIM

Desembainhando a espada num gesto que pretendia ser grandioso, ele disse - XIX

- Sois Homens ou sois ratos?
-Quereis mesmo saber a verdade?
- Somos...
-Não, por favor, aguardai!
- A verdade só no final.
- Não percais o último episódio.
- Por favor, voltai.

sexta-feira, 26 de maio de 2006

Hoje Foi Um Dia de Sorte - XIV

Quatro. Pretas. Aos círculos. Vi as primeiras Andorinhas.

Hoje foi um dia de azar.

Atchim! O ar continua cheio de cotões alergéneos.

quinta-feira, 25 de maio de 2006

Os Nossos Santos Padroeiros - III



"- Viva muitos anos – respondeu Sancho – mas soup or dizer a Vossa Mercê que, tendo eu bem de comer, tão bem e melhor o comeria em pé e sozinho, como sentado à ilharga de um imperador; e até (se hei-de dizer toda a verdade) muito melhor me sabe comer no meu cantinho, sem cerimónias, nem respeitos, ainda que não seja senão pão e cebola, que os perus de outras mesas com a obrigação de mastigar devagar, beber pouco, limpar-me a miúdo, não espirrar nem tossir quando me for preciso, nem fazer outras coisas, que a solidão e a liberdade trazem consigo."

in Don Quijote de La Mancha

quarta-feira, 24 de maio de 2006

Os Nossos Valores XXXX

A vinicultuna não é confusa mas confunde.

Das tunas da academia, a Vinicultuna é a tuna que tem o membro maior.

terça-feira, 23 de maio de 2006

Ontem Foi Um Dia de Sorte - XIII

Vem que no Sarau da Queima das Fitas, já vai para mais de uma semana, iniciava o Tuno Grande Morsa a leitura do excerto escolhido do D.Quixote de la Mancha, a quem era dedicada a actuação, no que começou o Tuno Água Benta, a executar um fundo musical na trompa. Discreto, mas emotivo, aquele trecho de um famoso musical.
Acontece que nem o nome da peça, nem as suas notas me vieram à memória ao longo da última semana.
Ontem, batia-me com um jantarzinho frugal mas requintado, numa esplanada de uma mesa de uma rua sossegada de Guimarães, talheres na mão, a obra de Miguel de Cervantes aberta, segura pelas loiças, começa a sair suave a melodia mágica da coluna do estabelecimento.

Ontem foi um dia de azar.

A empada de carnes já tinha acabado.

Do Vinho e da Empatia entre Funcionários e Utentes do Sistema Nacional de Saúde -VII

"-E Vinho?
-...Ah...
- Quanto Vinho bebe?
- Agora é só um copinho, com o comer.
Mas antes era Pedreiro. E sabe, os Pedreiros gostam de beber..."

domingo, 21 de maio de 2006

Papel da Vinicultuna no Combate ao Depaupério da Língua Portuguesa

A palavra "Odre", deve ser introduzida urgentemente no vocabulário corrente da Tuna.

No Barril Vazio... - II

...coloco o Magnífico "Corso", que o Tuno Hipercubo nos legou a 6 de Fevereiro...

No Barril Vazio, junto hoje este recorte da 1ª página do jornal Record de 19 de Abril de 1990.
No centro da fotografia da primeira página, no centro da grande-área, um preto fininho de camisola vermelha e calção branco. Inclinado para a frente, peito e braço direito esticados. Segue com os olhos a bola, a caminho das redes guardadas por um cabeludo ladeado por dois anjos brancos com Panasonic escrito a azul celeste no peito.

"Inferno da Luz dá Mão a Vata"

Tinha ido para o quarto, estender-me na cama, sofrer sozinho. As lágrimas ameaçavam soltar-se, vencidas pela arrogância dos franceses.
Verter-se-iam, de alegria, depois da cambalhota sobre a cama, seguida de queda sobre a cabeça. Corri para acompanhar pai e irmão no percurso de saltinhos que percorria a casa.
Tinha de ser o Vata, "aquele que é um tosco mas que dá um jeitão", acabadinho de entrar.
"A bólá iá pára o Maguinusson, o Maguinusson deu dí cábeça..., e ápárêceu o Vata! O Cástáñeda foi Às cástanhas!... e ágóra, o Benfica tem séti minutuis pára ádiministrárr", regista no final a cassete-dos-golos-do-Benfica que, em dia de jogo importante, um dos 4 primos colocava no rádio-gravador, assegurando, de dedo sobre a tecla "Rec", a perpetuação das eventuais explosões vocais do locutor brasileiro.
Estávamos na final!
É o momento futebolístico da minha vida. Aqui fica o instantâneo que o imortaliza.

Convido os outros Tunos a encherem este Barril com alguns dos seus objectos queridos.

Caralho!

Este blog já fez um ano!

sábado, 20 de maio de 2006

Lamento

O desfraldar das duas bandeiras castanho fulvo do nosso estandarte.

Galinha Ana, Ainda te lembras de nós?

sexta-feira, 19 de maio de 2006

Os Nossos Valores XXXIX

"A Vinicultuna diverte-se com as injustiças desportivas, mas não contemporiza com as injustiças do reino animal."

"A Vinicultuna é contra a Gripe das Aves, e indiferente á Vila das Aves."

quinta-feira, 18 de maio de 2006

Suspiros de Amor, sobre Noite em Paisagem Humanizada, incluindo Vista de Torre de 11 andares, sobre Bairro em Topo de Colina.

As janelas dos prédios onde moras têm as luzes acesas,
as que estão corridas são as janelas dos prédios onde dormes.
Feios mas bonitos - entenda quem quiser, é muito fácil -
os prédios são horríveis mas eu gosto de ti.
Que digas o mesmo deste cão
No chão corro a escuridão.
Sem medo, sem vergonha desse bairro.
Buscando-te. Uivo.
Auuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!
AuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuUi!
Atingem-me.
E identifico mais uma janela onde não dormes nem moras.

U-u-u-u-u-u-um L-l-l-l-l-lINK! - II

http://livrosquevoulendo.blogspot.com/

Do Vinho e da Empatia entre Funcionários e Utentes do Sistema Nacional de Saúde -VI

"-E Vinho?
- Bem precisava...!"

Da Estrada

"...E uma e outra vez nos vêem como pacóvios, chegados à grande cidade,
mas eles também se perdem nos montes da nossa aldeia."

quarta-feira, 17 de maio de 2006

A Vinicultuna de Biomédicas-Tinto Convida...

Toda a População do ICBAS, da UP, do Porto e do Mundo para estar presente na Libertação Solene da Galinha Ana. Esta cerimónia decorrerá nos Jardins do Palácio de Cristal, pelas 16:03 do presente dia. Destina-se a libertar a nossa tão acarinhada Galinha Ana, nobre animal de companhia da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto.
A Vinicultuna resgatou, num acto heróico e magnânime, esta galinha das garras de uma morte certa pelo cutelo, de uma vida a por ovos em nome de outrem, de uma cárcere decrépita e mal-cheirosa.
A Galinha Ana desde cedo revelou a sua apetência pelo mundo do entretenimento. Teve o seu momento de glória na passada 5ª feira, quando, na nossa companhia, subiu ao palco do Teatro Sá da Bandeira e proporcionou, á abismada audiência, momentos de deleite e espectáculo puro. O seu esvoaçar mágico ficará para sempre na memória de todos aqueles que o puderam assistir. E ficará nos corações de todos o que com ela partilharam o palco.
A Ana vai-se retirar... Vai passar os seus últimos anos na companhia de gaivotas, patos pombas e pavões. Estará sempre lá, para quem a quiser visitar, rodeada da sua prole, junto ao lago dos Jardins do Palácio de Cristal. Estará a recordar, com a lágrima ao canto do bico, os dias de glória que viveu, e da maneira como um dia se apaixonou por um humano que vomitava...
Salve Magnum Galinaceo!

Do Sarau da Queima das Fitas - Recadinho

Vem este a propósito das sucessivas intervenções que, vindas da 1ª plateia enriqueceram a passagem da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto pelo Sarau da Grandiosa Queima das Fitas do Porto. Vestindo sucessivamente o papel de Interlocutor da Tuna, Engraçadinho, o atento participante prosseguiu a subida na escala dos Espectadores de Saraus, até ao Inatingível Título da Ordem-dos-Defensores-do-Fado, quando, emprestando à voz o timbre dos Indignados, interpelou uma vez mais o Velho Cinderella, que anunciava o Fado "Feiticeira".

"Alto aí. É preciso respeitar o Fado.", disse e repetiu.

Ó meu Grandessíssimo Fruto de Ilustre Linhagem
O Fado cresceu nos tascos e bordéis de pior fama de Lisboa, servido por cantores cujo hálito atingia a assistência antes da voz. Fadista era insulto, a resposta a navalha.
E nos tempos em que as meninas traçavam a perna quantas senhoritas de viela de Coimbra não escutaram palavras meigas dos estudantes que aconchegaram? De borla ou não, assim valesse a canção.
E no Porto? Vinicultuna de Biomédicas-Tinto, honrando a tradição.

terça-feira, 16 de maio de 2006

Ai, o Cheiro da Viagem

"A Europa conhece-se com saboreando um copo de Vinho."

Rap dos Matarruanos

Pois é... elas agora aparecem......
Foi descoberto que o tuno Maximus Morsae andava a dormir com a ovelha... e Eles agora formaram a Brigada dos Matarruanos, e pediram-me para te dizer que esta música é um aviso...



PS: Isto que não chegue aos ouvidos do nosso Velho.

segunda-feira, 15 de maio de 2006

Copos vazios

Foi uma semana de copos cheios de cerveja e lágrimas, umas mais exteriores que outras, umas mais felizes que outras, e algumas mais inconscientes que outras, mas sempre vertidas e nunca retidas. Barracas decrépitas, sem arquitectura ou engenharia que as safasse, encostavam-se a mim, cambaleantes e vomitadas. O som lutava pelo silêncio fora sem intenção nenhuma de fazer sentido, e esmagava o resto de bom senso que a cerveja me ia dando.
Acabou. Aos pontapés, acabou. E os copos, agora vazios, ficaram lá... sozinhos.

domingo, 14 de maio de 2006

Do Sarau da Queima das Fitas

A Vinicultuna continua a fazer as pessoas felizes.

sábado, 13 de maio de 2006

Memória de Um Passado Recente

Uma vez, numa noite de Sº João, caí (atirei-me) ao rio Douro. Além das óbvias consequências de ter ficado molhado, acho que nessa noite, pela primeira vez, um certo sorriso rasgado acordou qualquer coisa no meu peito.

quarta-feira, 10 de maio de 2006

-Olha, estamos na Queima!

- Boa!

domingo, 7 de maio de 2006

Da Vinicultuna

Hoje somos nós, amanhã serão outros.

sábado, 6 de maio de 2006

Da Queima

A queima já começou....
Já bebi três garrafas. Parece pouco, mas talvez não seja!
Viva a Tuna!!!!

sexta-feira, 5 de maio de 2006

Oh! É adoráve, selvageml!

Dá-me pelos ombros, não chega
E quase desaparece, sob a selva de um negro tão denso
Só Vejo o brilho o ouro-moreno
O sangue-sorriso, parabólico perfestreito
As estrelinhas-malícia.

quinta-feira, 4 de maio de 2006

Do Fim da Noite VII

Hoje fui, a correr, até á primeira de todas as pontes...
A primeira que, todos os dias, o vento toca quando vem do Mar,
A primeira que eu, á muitos anos, atravessei em direcção ao Sul,
A primeira ponte onde eu conheci os teus lábios.

Hoje subi á primeira de todas as pontes.
Senti o vento tocar-me vindo do Mar,
E decidi partir para o Sul.

Onde me esperam os teus lábios...

Grandes Frases XXXVI

"Siga pra Vigo!"
Popular Português

quarta-feira, 3 de maio de 2006

Oh! É encantadora...

Nem sei se tem vinte aninhos.
É magrita mas de braços robustos.
O cabelo louro, prende-se atrás numa trança.
É mais rosadinha do que tem sardas.

Os Nossos Valores - XXXVIII

"A Vinicultuna nunca planeia dormir na areia, no entanto, na praia não há relva."

"A Vinicultuna combina a sabedoria dos velhos com a ingenuidade das crianças."

"O Tuno da Vinicultuna inspira e expira, tosse e diz "Trinta e Três" como ninguém. É um gostinho auscultar."

terça-feira, 2 de maio de 2006

Os Nossos Valores XXVII

"A Vinicultuna nunca planeia dormir na relva, no entanto, ás vezes, é o sítio mais confortável."

"A Vinicultuna confia cegamente na bondade de desconhecidos."

domingo, 30 de abril de 2006

Grandes Frases - XXXV

"Senhor Ruano"

Escrito no programa do Sarau, pelo mesmo Senhor, que em breve acrescentarei.

Grandes Frases - XXXIV

"A vida é curta filha da puta!"

O senhor citado nos dois posts anteriores.

Grandes Frases - XXXIII

"Tu és o Futuro"

O senhor citado no post anterior, cujo nome em breve acrescentarei, para Piça Quadrada

sábado, 29 de abril de 2006

Dez coisinhas e mais uma sobre o Sarau

A maturidade artística da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto é tal, que a actuação, de tão harmoniosa, não espelhou a enérgica discussão artística que manchou o jantar, quando a Grande Morsa deram os azeitones, e Inca teve o arrojão de responder.

É mais fácil mandar calar as pessoas que afinam as vozes no bar, do que fechar as portas da Sala de Espectáculos que dão acesso ao Hall. Sobretudo quando as pessoas que afinam as vozes no bar são da Vinicultuna.

O Tuno Honorário Mineteiro deu muitos beijinhos nas mãos de bonitas Donzelas. O Tuno Grande Morsa estava encantado com uma Canária Donzela. Não obstante, apresentou-a ao Tuno Honorário Mineteiro, que logo lhe beijou as mãos. O Tuno Fodido deu muitos beijinhos na boca de uma Donzela. Algumas Donzelas dançaram abraçadas ao Senhor do Vale, que foi o último a aparecer mas chegou a tempo e muito bemdisposto. O Tuno Fundador Cinderela e o Tuno Honorário Mineteiro cumprimentaram cordialmente alguns seus contemporâneos, membros de outros grupos da casa.

Ao fim de tantos anos de estudos observacionais, continua-se a não poder atribuir ao volume de ar movimentado pela entrada da Vinicultuna em palco, a responsabilidade pela deslocação de uma massa de pessoas para fora da Sala de Espectáculos. Enquanto o fenómeno não puder ser reproduzido de forma fiável e repetida em laboratório, continuará a atribuído empiricamente a "incómodo" e "indignação".

Sem nos querermos intrometer ou sequer sugerir que a Tuna precisa de um Coreógrafo, função até hoje desempenhada com competência pelo Técnico de Execução de Tarefas, o Senhor Nogueira, à actuação da Vinicultuna careceu um pouco de Ordem, para que o Caos fosse melhor apreendido. Por exemplo, a mole de caloiros desnudados da cintura para cima confundiu o espectador. Melhor seria que, ao contrário do que aconteceu, os caloiros dançassem as suas macaquices por trás dos tunos, de modo a que as silhuetas nobres de preto trajadas destes encontrassem contraste nos peitos alvos daqueles.

O Magister Piça Quadrada confirmou o equilíbrio da sua pessoa. Sério, leu com a gravidade do colete apertado, o solene e sensato discurso de apresentação que o seu próprio punho escrevera; Brincalhão, chamou os Finalistas à primeira plateia, desabotou o colete, curvou-se sobre o microfone, e fez uns sons de aparelhagem de som desafinada, muito engraçados.

Alguns dos melhores sons que se ouviram no Sá da Bandeira, sairam da Trompa de Água Benta, e da Gaita de Beiços de Grande Morsa. E que pena foi, que o tempo escasseasse e não tivéssemos oportunidade para escutar em palco a Flauta de Bisel que Mineteiro fez soar Hall e no WC, durante o intervalo. E assim se prova que a Vinicultuna não esqueceu os instrumentos de sopro, ou não fosse o grupo responsável pela Cruzada pelos Direitos dos Objectos.

O Senhor Nogueira e a Vinicultuna chegaram às 11 garrafas na música "Venham Mais Duas", não chegando no entanto a incrível performance para bater o recorde estabelecido num jantar na Dona Elsa, onde, ao som do Bom Vinho servido naquele estabelecimento, se atingiram as 13 garrafas. É pura especulação afirmar que, na sua forma anterior de garrafa, os cacos de vidro espalhados no palco chegariam para ultrapassar a marca.

Um vídeo amador registou a saída da Vinicultuna pelo corredor das traseiras do Sá da Bandeira, permitindo afirmar que esta se fez com perfeição geométrica superior à do Coral de Biomédicas.

E fez-se um novo amigo, um senhor da Rua das Doze Casas, que habita sozinho na mais pequenina das Doze, que perdeu 3 noites na última semana, uma com o F.C.Porto, outra com o 25 de Abril, e a 3ª com a Vinicultuna. E falou em Abel Salazar, disse duas "Grandes Frases", e escreveu outra, se augurou uma longa vida, porque vai haver sempre o "Pior Médico" que não o vai conseguir matar, e criticou a irresponsabi...lidade deste país, e elogiou a Vinicultuna.

+

A Vinicultuna continua a fazer as pessoas felizes.

quarta-feira, 26 de abril de 2006

Os Nossos Valores - XXXVI

"A Vinicultuna delicia-se com grandes confusões, mas detesta pequenos mal-entendidos, à excepção dos pequenos mal-entendidos que se transformam em grandes confusões."

"A Vinicultuna contenta-se com qualquer coisinha."

"Às vezes a gente venda os olhos às moças, e leva-as para o Nosso Espaço Gigantesco só nosso, no edifício das Biomédicas, que mais ninguém conhece, e faz lá coisas malucas."

"A Vinicultuna aprecia o Bom-Senso."

Podia ser Grandes Frases-XXXII , mas não quero amputar a quadra

Neña que estás na ventana
Non sexas tan ventaneira
Taberna que ten bon viño
Non necessita bandeira.

de Rompeu a Chiculateira,
Milladoiro, in As Fadas de Estraño Nome,
que fui descobrir em...

http://livrosquevoulendo.blogspot.com/

domingo, 23 de abril de 2006

Porque Vos Amo Tanto...

...Hoje fui às Biomédicas, e fiz uma palhaçadita no nosso placard, para vocês se rirem quando voltarem...

...porque também me ri muito com a nossa agenda publicada na contra-capa da revista "I"...

...e mal posso esperar pela actuação de 5ª-feira!!!

Os Nossos Valores - XXXV

"A Vinicultuna tem um Espaço Gigantesco só seu, no edifício das Biomédicas, que mais ninguém conhece, e é por isso que não se queixa das condições."

"A gente não faz mal às pessoas"

Grandes Frases - XXXI

"Sou amigo de toda a gente."

Senhor Nogueira, Técnico de Execução de Tarefas da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto

Ontem Foi Um Dia de Sorte - XII

Quando despejei na mesa a saca de plástico com os remédios da doente na Sala de Emergência, saiu, preso ao tilintar de um molho de chaves, um cãozinho de peluche.
Era cor de mel, e tinha umas orelhas de abano muito engraçadas, e eu pude fazer uma pausa no trabalho extenuante, e brincar um bocado.

Ontem foi um dia de azar.

Na sala de Triagem estava um adolescente bêbado. Estava prostrado, meio torto, de bruços ao longo de dois sofás brancos, mas com os joelhos no chão. Estava de rabo ao léu, e, o espaço entre dois sofás era atravessado por um looooongo e grosso cagalhão.
Eu até achei piada, mas a Auxiliar, a Dª Prazeres ficou muito zangada, e eu agora tenho medo que digam que foi a Vinicultuna.

para a Tuna... em DIGRESSÃO... e eu aqui


Só me apetece dedicar aos meus Tunos:

IT' S TIME TO TRAVEL
IT' S TIME TO GO
IT' S TIME FOR PACKING LITTLE DARLING
WE GONNA FIND ANOTHER WORLD
OH CANT YOU SEE!

YOU BELONG TO ME
ITS TIME TO TRAVEL IT S TIME TO GO

ALL WE NEED IS A LONG VEHICLE
A LONG VEHICLE, A LONG VEHICLE!

ALL WE NEED IS A LONG VEHICLE
A LONG VEHICLE, TO GO!

ITS TIME FOR BOARDING
SO HIT THE ROAD
TAKE YOUR TOOTH BRUSH LITTLE DARLING
TAKE YOUR LANGUAGE AND YOUR HOPE
OH CANT YOU SEE

WE HAVE NO TIME FOR CUP OF TEA
ITS TIME TO TRAVEL

ITS TIME TO GO.

ALL WE NEED IS A LONG VEHICLE,
A LONG VEHICLE, A LONG VEHICLE!
ALL WE NEED IS A LONG VEHICLE
A LONG VEHICLE, TO GO!


Long vehicle, de Goran Bregovic, na Banda Sonora de Black Cat White Cat, de Emir Kusturica

http://music.allofmp3.com/r2/Black_Cat_White_Cat/Music_By_Goran_Bregovic/group_5812/album_1/albref_29/mcatalog.shtml
(é a opção 18)

sábado, 22 de abril de 2006

Banda Sonora

Grava as do lado e estas duas:

Adeus

Ondas do Douro

domingo, 16 de abril de 2006

Grandes Frases XXX

"Mãe...sou fadista"

popular

Santas Páscoas!

Acabou a Quaresma.

Aleluia, Aleluia!

João 2; 7-11


Disse-lhes Jesus: “Enchei as vasilhas de água.” Eles encheram-nas até cima. Então ordenou-lhes: “Tirai agora e levai ao chefe de mesa.”
E eles assim fizeram. O chefe de mesa provou a água transformada em vinho, sem saber de onde era – se bem que o soubessem os serventes que tinham tirado a água; chamou o noivo e disse-lhe: “Toda a gente serve primeiro o vinho melhor e , depois de terem bebido bem, é que serve o pior. Tu, porém, guardaste o melhor vinho até agora!”
Assim, em Canaã da Galileia, Jesus realizou o primeiro dos seus sinais miraculosos, com o qual manifestou a sua glória, e os discípulos creram nele.

quinta-feira, 13 de abril de 2006

Do Grande Livro da Vinicultuna e dos Animais - V

"A Vinicultuna recusa-se a chamar monco, catota ou mileca aos Macacos do Nariz."

"A cozinha da Vinicultuna é o habitat natural do Verdete."

"Os Cogumelos e a Levedura da Cerveja também são Bichos."

in "Capítulo dos Animais Pouco Vivos"

quarta-feira, 12 de abril de 2006

terça-feira, 11 de abril de 2006

Férias nas Biomédicas, Regresso ao Recreio da Minha Escola - Jogos e Cantigas da Nossa Infância - VIII

Um jogo - tendo falhado as férias de Carnaval, estava à espera da Páscoa para lançar:
quem nunca brincou com

"Peidinhos Engarrafados"
ou "Ampolas de Mau-Cheiro", assim eram chamados aqueles balõezinhos de vidro frágil, que se adquiriam na tabacaria do Senhor Parreira.
À transparência amarela do fino cristal, o líquido parecia inócuo - transparente, insípido, inodoro.
Inodoro.
Puro engano.
Uma vez quebrado no fundo de alumínio preto do caixote do lixo da sala 2a do pavilhão C, ou esborrachada sob o rabo do colega gordo, ou lançado em corrida à passagem da casa do porteiro - o Senhor Melo, ou Caramelo, porque era vermelho como um caramelo vermelho, ou o Senhor Pinheiro, que tinha barba, e a quem a gente perguntava, "Estás Bravo ou estás Manso?"-, o compartimento atingido era invadido por um odor pestilento que obrigava à sua evacuação urgente.
Estava atingido o objectivo do jogo.

A jogada mais brilhante de sempre.
Aquela manhã estava a correr bem. O Luís António, vítima habitual das maroteiras dos colegas, estava a obter a sua vingança. Duas bombinhas de mau cheiro lançadas e quebradas sob a porta da retrete, supreenderam o aflito utente.
Mau desportista, uma vez cumprida a higiene anal, aquele assumiu o papel de queixinhas. Postos em acção, os Senhores Melo e Pinheiro, apanharam o feliz Luís António, sustendo o ataque aos balneários, em final de aula de Educação Física.
Apreendidos os óbuses, o Luís António foi encaminhado ao Conselho Directivo, onde o esperava o Director, o Professor Manaú. Homem grande em tamanho e coração. Pedagogo e compreensivo, repreendeu o garoto, mas logo perdoou a falta, devolvendo os projécteis confiscados.
"É Carnaval, ninguém leva a mal", despediu-se, com uma palmadona pesada mas amiga, sobre o bolso do petiz.

Uma cantiga

Esta nós não cantávamos.
Em roda no jardim de infância, instados pela educadora a cantarmos, um-a-um, uma cantiga diferente, nós deixávamos esta para o Tiago Teixeira. Todos sabíamos que era a única cantiga que ele seria capaz de entoar.
No que se prova que as crianças não são necessariamente cruéis.

"Atirei o pau ao ga-to-to!
Mas o ga-to-to,
Não morreu-eu-eu!
Dona Xi-ca-ca,
admirou-se-se
Com o berro, com o berro que o gato deu
Miaaaaaaaaaaaaaauuuuuuuuuuuuuuuuuu!"

sexta-feira, 7 de abril de 2006

Da evolução e do Bem vs. Mal


Desde tempos imemoriais que, aquando da extinção dos dinossauros, uma batalha entre o bem e o mal foi iniciada entre homens e bestas. De uma via comum ao homo sapiens mas por divergência (referida como degenerationis secundaris escolae já por Hipocrates no seu legado "da doença sagrada", Corpus hippocraticum) chegam os caloiros ao ensino superior, e como já Hipocrates havia referido.... a sua única salvação seria a água santa dos Leões, pela mão sagrada dos Doutores da Praxe. Vezes e vezes sem conta, estes seriam sugeitos a várias tarefas de preparação física e mental até, assim que os Doutores os achassem capazes, executarem a derradeira tarefa de fazer um assalto aos Leões, concluindo a luta imemorial entre homens e bestas. Essa só poderia ser ganha por uma besta, pelo que os Doutores, estudando os textos da bíblia, já desde o sex. XII, chegaram à conclusao que a domesticação de caloiros seria a via de atingir este fim, e fechar o ciclo. Caloiros de várias colheitas e faculdades tentaram, remontando os primeiros a um período que só pode ser confirmado como anterior a 1940 por determinalção da taxa de susceptibilidade completa de Candidas, Funárias, Actinomicetes spp. e outras Bactérias esporuladas a antiobioticos (usando o API20) encontradas na água dos leões. Na passada terça feira, antes do sol se levantar, alguns caloiros foram capazes de vencer. Após se terminar o ciclo, a Câmara Municipal do Porto decidiu mandar lavar a fonte, deixando os leões com algumas caudas tortas e dentes partidos, de forma a eternizar o mal que durante tanto tempo representaram, pelo lado das bestas. Fontes próximas ao Departamento de Hidrobiologia referem que tal foi conseguido pois a flora microbiana da peça de roupa interior que foi asteada no final da batalha matou os leões, contudo é impossível de confirmar pois a fonte foi lavada com água das pedras... que queima tudo.

MwaHaAaAH... o que eles não sabem é que os leões foram assaltados por bestas maiores que os leões, e que estes representam um mal que só assim poderá ser chamado quando o mal que conhecemos for o bem fossilizado........ mwaHaHahAha

quinta-feira, 6 de abril de 2006

Caso Clínico - III

- Já há muito que a bebida dele é água. Mas aqui há dias, antes de vir para cá, ele pediu para fazr umas torradinhas,... com vinho. Porderá ter sido disso? A gente ainda disse, para beber antes um chá, mas não "eu é que sei...", e, já sabe, é uma pessoa de idade, tem de se fazer a vontade. Mas depois ele ficou mais caído...
Poderá ter sido do vinho?
- Não.

Do Vinho e da Empatia entre Funcionários e Utentes do Sistema Nacional de Saúde -V

-E vinho?
-Ah!Isso antes...
-Bebia?
-Sim. Era um bocado caleiro...

Do Grande Livro da Vinicultuna e dos Animais - IV

Como nota de rodapé, pode ler-se na página de onde se transcreveu o excerto anterior, que a receita do mel que a Vinicultuna transmitiu às abelhas fora encontrada no bolso do forro de Gilé Acqua Bentis, mas ele achava que não lhe pertencia.

Do Grande Livro da Vinicultuna e dos Animais - III

No tempo em que os animais falarem, saiu a Vinicultuna em digressão.
Desapontada com os humanos, os tunos procuraram a solidão dos montes e bosques, encontrando a companhia e os aplausos emntre os bichinhos do campo e da floresta.
Foi um período de harmonia e partilha, e também uma vírgula entre duas eras.

Nesse tempo os burros aprenderam a zurrar,
e encaracolou-se a lã das ovelhas.
Os ursos aprenderam a gostar de mel, e as abelhas a fazê-lo.
Os tunos começaram a ronronar quando dormem satisfeitos,
e como os cães começaram a urinar nas encruzilhadas, e a espojar-se nos excrementos.
Um javali ensinou os tunos a comer de faca e garfo, mas, ilustração máxima da imensa abertura cultural que caracterizou este breve período, depois disso, optou ele próprio por deixar de o fazer.

Viva a Vinicultuna e Vivam os Animais!

segunda-feira, 3 de abril de 2006

Reações Dos Mercados Ao Post Anterior

Depois de meses consecutivos a subir de cotação, as acções da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto SGPS deram um salto explosivo com a publicação, ontem, das visitas ao blog no último ano. Os investidores entraram claramente num clima de euforia, que não pode deixar de estar relacionada com a reabertura do Piolho.
No entanto algumas vozes cépticas já se levantam, e acusam esta tuna de excesso de liquidez. Um deles chegou mesmo a dizer "É nitido que eles andam enfrascados!". Outros há que vêm perto o rebentar de toda esta bolha expeculativa. Em reação a esta possibilidade, um dos elementos do conselho de admistração, o CEO Chiclete terá dito "Se a bolha rebentar, vai ser complicado. A bolha é grande, e está mesmo debaixo do dedo gordo do pé. Não sei se conseguirei correr nas próximas semanas."

domingo, 2 de abril de 2006

Apetece-me dizer!!!

O BLOG da Vinicultuna está
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A Bem De Definir Algumas Coisas...

Maximum Morsae, tuno da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto, a partir do muy nobre e antigo edificio de Biomédicas, pelas dezoito horas do dia vinte e dois de abril do ano da graça de dois mil e seis, define-se a si próprio como:

- Palhaço-Cantor

Esta definição entrará em vigor a partir do momento em que for publicada, revogará todas as definições que ele deu de si mesmo até á data, e terá efeitos retroactivos imediatos.

Grandes Frases XXIX

"A ver vamos!"
O Cego

Ainda Há Esperança

"O Caderno de Tuna - sim, aquele de Coimbra, com capa de papel cartonado e canelado verde, com umas palhas a fazer de costuras, o melhor que alguma vez tivemos- está morto."

Talvez resulte...

E hoje apetece-me lamentar...

"O Caderno Literário está morto..."

e logo gritar

"O Caderno Literário nunca esteve tão vivo!!!!!!!!!!!!!!!!!"

porque me sinto mais vivo também!

http://www.clicbas.blogspot.com

Grandes Frases -XXVIII

"O Livro está morto.
O Livro nunca esteve tão Vivo!"

Editorial Corpos

Pensando surpreendê-los pela insistência, desembainhou a espada e disse - XVIII

-Sois Homens ou sois ratos?
-Prometeis que não ligareis para o serviço de desinfestação do Paço?

Hoje foi um Dia de Sorte - XI

De manhã, depois de mais uma noitada de trabalho, o sol brilhava, mas eu, em vez de sair para a vida, fiquei no hospital mais umas horas, a preencher uns protocolos, que é uma coisa muito nossa que nós lá temos. Liguei para o laboratório a pedir um resultado de uma albuminúria e um creatinina numa urina muito especial, que faltava, e, surpresa, atendeu-me a Hermínia.
A Hermínia é uma colega das Biomédicas, que trabalhava na sala de computadores com o João Preto, e o Daniel Basílio Leitão que também é preto, mas ela não é preta. Ficámos ao telefone muito mais tempo do que era preciso, a dizer palhaçadas, e novidades sobre as Biomédicas, e eu tinha posto o "Por Este Rio Acima" do Fausto no computador, e também falámos nisso, e foi melhor do que se tivesse ido passear à Foz e encontrado um amigo.

Hoje Foi um Dia de Azar

Fiz o saco da roupa suja, e deixei-o em Guimarães

Os Nossos Valores XXXIV

"Os tunos da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto assumem todas as culpas pelos beijos que dão."

-no entanto-

"Os tunos da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto não se responsabilizam por eventuais danos colaterais, inflingidos ao coração"

Ontem Foi Um Dia De Azar X

Alguma coisa de mal me deve ter acontecido, embora não me lembre, porque, e sobretudo:

Ontem Foi Um Dia De Sorte

Atravessei a ponte da Arrábida, de forma pouco usual, e só até meio. E assim, ainda que por algumas horas, encontrei-me.

sábado, 1 de abril de 2006

Jantar de tuna

Jantar de tuna, segunda, dia 3, as 18h no Piolho.

sexta-feira, 31 de março de 2006

Elegia

É toda a minha alma um desconcerto.
Ora sou eterno, ora morro, lutando.
Agora erro, agora acerto,
Em busca do cuidado, do beijo terno,
Em doce malviver estou penando.

Embriagado me trago, em sonhos acordados.
E tão depressa me desfaz, uma palavra,
A alma em cem bocados.

Trago-vos em cada cantiga,
Tanto que vos quero,
Minha linda, doce e ausente inimiga.

domingo, 26 de março de 2006

Os Nossos Valores - XXXIII

"Nos seus primórdios, a Vinicultuna ensinou o Diabo a amassar o pão correctamente, e depois comeu-o."

"A Vinicultuna é oca por fora, mas o seu conteúdo é recheadíssimo"

"A Vinicultuna pode ter o Diabo no corpo."*

* A incerteza presente neste Nosso Valor deve-se à imprecisão do registo deste capítulo da história da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto. Como sobressai da leitura do primeiro Nosso Valor enunciado neste tomo, não é possível concluir se os primeiros Tunos apenas comeram o Pão que o Diabo Amassou, se o próprio Diabo.
Os estudos desenvolvidos pelo nosso centro de investigação histórica, levaram-nos a deduzir e a poder afirmar que com grande probabilidade os primeiros Tunos comeram de facto o próprio Diabo, uma vez que,tendo sido seus Mestres na arte de bem-amassar o pão, não nos parece que faça muito sentido que se fossem contentar com a iguaria do aprendiz.
A versão, defendida por algumas correntes, que defende que comeram o Diabo como punição e forma de demonstrar desagrado em relação à fraca qualidade do acepipe, é meramente especulativa.

Desembainhando a espada, ele questionou-os - XVII

-Sois Homens ou sois ratos?
- Cuidado, não respondeis, irmãos, a pergunta deve ter ratoeira.

sexta-feira, 24 de março de 2006

Hoje Foi Um Dia de Sorte - IX

Meti 0.75€ na máquina para tirar uma sandes de panado (o facto de existirem sandes de panados nas máquinas de comida do ICBAS é uns dos segredos mais bem guardados desta nobre instituição), e quando fui recolher a dita sandes, qual é o meu espanto, quando vejo, não um, mas dois panados no interior do molete.
Hoje foi um dia de azar
Continuo perdido.

Complicadíssima Teia

Quem põe certezas na vida
Facilmente se embaraça
Na vil comédia do amor;
Não vale a pena ter alma
Porque o melhor é andarmos
Mentindo seja a quem for.

Gosto de saber que vives,
Mas não perdi a cabeça
Nem corro atrás do desejo;
Quem se agarra muito ao sonho
Vê o reverso da vida
Nos movimentos dum beijo.

Ando queimado por dentro
De sentir continuamente
Uma coisa que me rala;
Nem no meu olhar o digo
Que estes segredos da gente
Não devem nunca ter fala.

Talvez não saibas que o amor,
Apesar das suas leis,
Desnorteia os corações;
- Complicadíssima teia
Onde se perde o bom senso
E as mais sagradas razões.

António Botto

(sim, sim!) Múuuuusicas

Depois de vários problemas que acabaram com terminar de uma relação de meses com o sapo, ainda nao tinha posto as músicas acessíveis.. AGORA ESTÃO!
Aproveite esta oferta exclusiva para si e aceda à galeria de fotos, com a edição premium limitada da galinhada SEM CENSURA :) Só até me lixarem a cabeça pra eu as tirar outra vez :)

Abraços!

terça-feira, 21 de março de 2006

Solicitação

A Vinicultuna de Biomédicas solicita (mas não exige) à Organização, o direito de escolher a criança deficiente a quem será entregue a cadeira de rodas adquirida após a agremiação da primeira tonelada de tampas de garrafa exclusivamente formada por rolhas de vinho tinto.

Os Nossos Valores - XXXII

"A Vinicultuna ignorava e desprezava o que era politicamente correcto, mas passou a abominar e cuspir no politicamente correcto desde que se tornou politicamente correcto gostar da Vinicultuna".

A Cruzada pelos Direitos dos Objectos - II

A Vinicultuna e os Objectos, novamente na luta pela igualdade entre estes.
Desta vez apresentamos uma proposta que acabe com a discriminação escandalosa que está a ser feita no nosso país através de uma campanha absolutamente tendenciosa em favor das cápsulas de garrafas de água.
Sugerimos. NÃO! Exigimos!
Exigimos que as Rolhas de Garrafa de Vinho e das Caricas de Cerveja, também sejam pesadas junto com aquelas ridículas tampinhas azul-bebé de andar à roda, e, uma vez atingida a tonelada estipulada, se entregue mais cedo a cadeira de rodas à criança deficiente.

A Bondade da nossa demanda comprova-se pela evidência de que assim se poderão ajudar muitos mais necessitados.

sábado, 18 de março de 2006

Os Nossos Valores - XXXI

"A Vinicultuna entende o que canta o vento às águas, e sol sussurra à Lua."

"A Vinicultuna está boa e, o que ainda é pior, de boa saúde. Mas não se recomenda."

O Senhor Joaquim quererá entrar para a Vinicultuna?

Quando lhe perguntei o que estava a fazer na Casa de Saúde em Barcelos, ele respondeu que tinha ido lá passar por causa de uma Viagem Trans-Global. O quê? Uma Viagem Trans-Global. E o que é isso? Rindo-se com decoro da minha ignorância, esclareceu-me. É saltar de um planeta para outro a voar.
Talvez nos possa ajudar a chegar à Lua pelos nossos próprios meios.

Ontem Foi Um Dia de Sorte - VIII

Tenho um Poker de Joaquins entre os meus doentes. E 3 deles no mesmo quarto. É mesmo fixe. Parece mesmo aquele jantar de Tuna em que o Joel, que é um que nós lá temos que está sempre a ter ideias malucas, se lembrou de chamar Senhor Vítor a todos os caloiros. É uma grande confusão.

Ontem foi um dia de azar.

Quando já vinha no elevador desfardado (uf!) para vir embora, larguei um peido sonoro. Fiquei contente, claro. Mas logo a seguir reparei que só estava mais uma pessoa no elevador. Uma senhora nova. Não tinha forma de disfarçar. Que vergonha!

Se António Aleixo Cantasse na Tuna

Mau-cantor assim me queixo dos homens que ouvem bem,
Fosse a voz do vento humana, não lhe chamariam tal
Fosse o galo uma pessoa, e seria um zé-ninguém
E a mim aclamariam fosse eu pedra ou animal.

sexta-feira, 17 de março de 2006

Ainda Há duas noites

Praça Coronel Pacheco, ali junto à antiga fábrica "Polónio".
Lá está ele outra vez!
Claro que eu não podia ir logo embora.
Por um atalho, que só nós, os de Paranhos e os da Vinicultuna conhecemos, voei para a Baixa, cheguei antes do autocarro aos Aliados, percebi que o Senhor do Vale tinha descido na Praça da República, e por ali e por além, tracei o trajecto que me levou ao reencontro.
"Então ainda não foste? Vais chegar atrasado!"
Agora dançava eu! Sob as estrelas, e à frente do carro a quem atravancava a passagem.

Ah!Ah!Ah!AH!Ah!
Boa viagem para Guimarães!
Só agora podia ir.

Há duas noites...

Fui ao Porto levantar as cópias de um processo de uma doente que tinha transferido para o Hosp.S.João, para apresentar em reunião de Serviço.
Fui, analisei os papéis, jantei em casa, passei como sempre a deixar um beijo na Avó - moramos todos à beira uns dos outros - e corri para voltar à estrada, à cama, já com umas horas de sono de véspera de trabalho perdidas. "Vai que se faz tarde"
E nisto...
ele também mora à nossa beira
...dobro a esquina...
mais precisamente entre a minha casa e a casa da avó
...e na paragem de autocarro...
no Bairro Novo do Amial
...para a frente e para trás...
mais conhecido por Bairro dos Pretos
...a silhueta inconfundível...
um caso feliz de integração social
do Senhor do Vale!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Era ele outra vez!!!!!!

Parei o carro, abri a janela, e, como já sabem, comecei a rir como um alarve.
Enfiou a cabeça dentro do carro!
Riu! Oooh!
Começou a dançar no passeio como se de um "Vira" se tratasse, como se abraçasse pela cinta e segurasse e se debruçasse sobre o par. La-la-la! La-la-la! La-la-la! e eu batia palmas.
"Vais para Guimarães?" e contou-me uma história da véspera, que incluía uma ida a Braga com"o meu amigo", a televisão, uma sobrinha chamada Filipa, uma jornalista chamada Filipa, o Primeiro de Janeiro, e o Gilé!
E depois começou a correr porque o autocarro chegara, estava a partir, e ele era o único passageiro em terra.

Um céu preto e azul é recortado por um rectângulo branco.
A silhueta do Senhor do Vale despede-se a fazer-me continência! E eu a ele. Ainda vou a trás do autocarro, mas o Senhor do Vale, sempre a dizer adeus e a rir, aponta a direcção Guimarães.
Obedeço.
Já tive o meu momento mágico da noite.

quarta-feira, 15 de março de 2006

Hoje não pensei em ti.
Mas ao fechar os olhos, vi-te na rua a caminho de casa.
Sem uma palavra cruzaste o teu braço no meu e seguiste comigo, como tanto gostavas.
Com os velho sorrisos, o nosso caminho foi percorrido em silêncio.
Entrei em casa e abri os olhos.
Desapareceste.
Voltaste no sonho.
Por teimosia.
Hoje não pensei em ti.
Mas estiveste sempre comigo.

Grandes Frases XXVII

"Uma vez vimos um rato morto na rua...não o comemos."

Cinderela

Os Nossos Valores XXX

"A Vinicultuna olha para o passado com expectativa, para o futuro com orgulho e para o presente em cegueira."

"A Vinicultuna pratica a arte da música tântrica."

"E do sexo em si menor."

terça-feira, 14 de março de 2006

Para Começar Bem O Dia

Suspiro por ver-te, quando estamos separados.
Anseio abraçar-te sempre que te vejo.
E se te tenho nos meus braços, menina dos olhos rasgados,
Fundir-me contigo é o meu unico desejo.

É sempre um prazer levar o Senhor do Vale a casa

Porque ele sai do carro todo curvado, e curva o dorso da mão fazendo um gesto que mistura a afabilidade de um aceno, com a cerimónia de uma continência, a deferência de uma vénia, com a troça de um malandro.

E fazendo minhas as palavras de outro, "Cada vez mais gosto desta puta desta tuna"!

E depois de sujarmos as mãos no pó que cobre as janelas do Piolho, concluímos

Puseram placas a imitar granito no chão, em vez daquela cerâmica a imitar louça... (o senhor do Vale é que usa os termos técnicos certos)
Não fizeram nenhuma janelinha de abrir para o ToZé meter a cabeça de fora quando estiver a trabalhar
Avançaram o balcão.
Mandaram a parede que separava a sala principal da salinha confortável onde uma noite decidimos que mesmo sem Tunos íamos fazer uma serenata.
Está tudo muito liso e limpo.
Estamos com medo.

E um quarto homem juntou-se a nós, sujou também a palma das suas mãos no pó que cobre as janelas do Piolho, e disse, "Estão a dar cabo disto", e a minha vontade era convidá-lo para se vir sentar à bocadinho connosco no nosso banco à sombra e ao sol.

Três Homens Conversam num banco de jardim. Em frente a duas bonitas visitantes estrangeiras - mãe e filha?- que repousam.

Em que eu escolho o único banco que está ao sol e à sombra no Jardim do Carregal, em que se fala na influência do Senhor do Vale na construção do túnel do Canal da Mancha, em que o TóZé diz mal do Rui Rio, em que o Senhor do Vale resume numa frase dicotómica tudo aquilo que um homem pode querer, em que amaldiçoo dos esqueletos de cimento que se erguem na margem sul do rio, e o TóZé invoca amores antigos para não olhar para lá, em que o Senhor do Vale sugere um Hotel para o terreno baldio sobre o Horto das Virtudes, em que o TóZé se emociona ao ouvir nomes de amores recentes na minha boca, em que se fala do Domingo à tarde, dia de regresso dos magalas, do Rolando, e em que se poderá encontrar o Gilé, no café à hora do Benfica, em que o TóZé explica os limites das freguesias que se encontram neste Jardim, revela a sua ambição política, e a sua situação laboral actual, em que lambo os beiços a sonhar com os fins das noites futuras em que a Tuna baterá à porta da pastelaria do TóZé e se recomporá com as suas confeituras, em que o Senhor do Vale e o TóZé refazem o percurso empresarial do pai deste, e eu identifico duas águias de pedra no friso das fachadas de duas casas que encaram o Jardim da Cordoaria.
Em que o sol se põe.

O Poeta Cumprimenta-nos

"Riba d'Ave, Riba d'Ave!
Entre Porto e Guimarães!
Vai buscar o seu namoro!
...
O Carlos Guimarães!
Ah!Ah!Ah!Ah!Ah!Ah!Ah!"

"Ó Zé estás com uma linda perinha", e começou a fazer festinhas na barbicha ruiva do TóZé, e eu comecei a fazer festinhas na barbicha branca do senhor do Vale, mas o TóZé não fez festinhas nas nossas barbichas, ou melhor, na do Senhor do Vale, porque eu não tenho barbicha."

segunda-feira, 13 de março de 2006

A Tarde Candidata-se a Melhor do Ano

Pois é! Comecei a rir-me daquela maneira porque do outro lado da rua estava o Senhor do Vale!!!

O TóZé precisava de falar comigo

Se já nada podia estragar esta tarde de Domingo, agora ela prometia tornar-se memorável.
O TóZé estava à minha espera à porta de casa a ler "A BOLA". Perguntei-lhe para onde ele preferia ir. Para a sombra ou para o sol - porque ir para dentro de um café com esta tarde era um crime. Optámos por caminhar. Afinal eu já tinha estado sentado.
À porta das Biomédicas ainda lhe perguntei se queria entrar. Entrar nas Biomédicas não é o mesmo que estar sentado num café. Sempre é a nossa casa.
Mas decidimos continuar. Eu queria passar no Jardim do Carregal.
Branco, verde e lilás. Está muito bonito. E os patos voltaram ao lago do jardim.
Íamos falando na Tuna, claro. Era sobre isso que o TóZé queria falar.
Atravessámosmos, logo a seguir à boca do túnel, onde não há passadeira, e começámos a descer as traseiras do Hospital de Santo António.
Continuávamos a conversar. A trocar desabafos.
E nisto, ao chefqar à esquina, eu comecei a rir muito alto, como se estivesse a puxar o riso.

E quando, deusa, te estavas quase a ir embora...

... Apareceu o TóZé!!!

De como uma companhia agradável potencia uma tarde de Domingo que, de tão bela, já não podia ser estragada

Por isso, decidimos ir para um café, uma esplanada.
Jardim da Cordoaria, escolhes tu, aquela mesa, escolho eu. E fico com o sol a dar-me nos olhos.
Como a luz me obriga a semi-cerrar os olhos, isso ajuda-me a revisitar o passado, os anos de ICBAS.
Tu encarregas-te da ponte para o futuro. O Caderno Literário vai ser relançado. Só isso chega para criar esta tarde de Domingo. E para te chamar deusa.

Desembainhando a espada ele insistiu - XVI

- Sois Homens ou sois ratos?
- O facto de por vezes assumirmos a posição bípede confunde-vos, não é verdade, senhor?

Escrevo-te outra carta de amor,

... nos vincos desta folha em branco que dobro em três.

Hoje foi um dia de Sorte - VII

O Carlos, um mongolóide do internamento, hoje estava particularmente activo, e começou por nos abraçar a todos. Foi bom sentir aquele calor a rodear-me pelas costas. Depois, começou a rir muito, e, cada vez mais excitado, a abanar os raços ao longo do corpo, a dar sapatadas no chão, e depois a apitar como um comboio. Começou a marchar e a fazer continência, imitou umas bombas a explodir muito alto, tudo intercalado com uns arrotos sonoros.
Ri-me muito. Parecia mesmo um jantar de Tuna.

Hoje foi um dia de Azar

Amanhã tenho visitas, pelo que tive de aspirar a casa.

sexta-feira, 10 de março de 2006

Descansem Meus Amigos!

Um certo ambiente depressivo que se têm abatido sobre esta Tuna não pode deixar de estar relacionado com a falta que nos faz... o Piolho! E o medo, que todos temos um pouco, de o ver irremediavelmente ferido e descaracterizado depois das obras.
Mas descansem meus amigos, tenho passado por lá todos os dias, e posso-vos garatir que está a ficar igual ao que era. Nada de cromados, cor de rosa, metais, vermelho choque, cartazes da delta, azulejos nas paredes e outras foleirices. Madeira, pedra e paredes brancas! Ainda não vieram os espelhos, mas já estão prometidos. E o melhor de tudo: isolamento acústico, discreto e eficaz!
A inauguração parece estar para breve, mais duas ou três semanas. A Vinicultuna, na qualidade de tuna oficial, certamente marcará presença.

É mais um dia, e sol não brilha


Que começou tarde, depois do Acaso me fazer deitar tarde.
Ia dizer nos, porque por acaso todos estes momentos sobre os quais me apetece escrever se enquadram numa atmosfera nossa. E se mais ninguém de nós estivesse, acho que seria na mesma a mesma. Começou triste, e continuou como de costume... a desenrolar-se à minha frente..... as coisas simplesmente acontecem sem me perguntarem nada. As vezes mesmo querendo dar um passo, parece que a terra gira aquele bocadinho que ha-de ser sempre dela, e ponho o pé no mesmo sítio. Outras vezes..... o mesmo.
Calhou de algo quase se desintegrar em chamas, mas miau........ ficou. E o susto. Tão básico e tão duro. Será que complico demais?

Engraçado como às vezes podemos ser tão com tão pouco. E às vezes tão repetitivos. Tão Nós (de mim). Para algúem que é tão como é - mas infelizmente se sente infelizmente diferente - ...será que é mesmo? Eu sentia-me igual. E agora sinto-me igual a mim. Sinto exatamente o contrário... no sentido da referência. E as pessoas que vejo não se sentirem tão infelizmente diferentes delas, sentem-se assim, como eu. Mas fazem-me sentir outra coisa qualquer, sair disto. E aquelas a quem mostro que a referência são elas, sem bom nem mau, sem bem nem mal, fazem-me sentir nem diferente nem igual, nem contra nem pró, mas eu.
Como os olhos dizem tanto, sendo quase sempre iguais. É infinitamente mais o que mantêm do que a sua mudança, mas é ela que nos faz querer ir mais fundo. Seremos curiosos ou mesmo indelicados? Ou achamos que isso mostra que buscam a certeza? e a queremos dar sem querer que a tenham..... pra não serem assim, iguais a eles.


Afinal... ?

Porque é que agora sinto que compreendo as físicas dos movimentos incálculaveis da vida e das condições íntimas de todos? E me sinto contente sem saber, e sem querer, e sem querer voltar a sentir-me obcecado com as minhas? Será que é assim tão mau (eu)? Ou que tão mau é isso de querer saber? Será que alguém com um olhar reprovador poderá dizer... -"Pois".. e acenando a cabeça num gesto de arrogante complacência (ou vice-inversa) me fará sentir tão insignificante que quero voltar a questionar o porquê de tudo o que sou e me esquecerei de tudo isto que às vezes vejo, tão diferente de ver sempre as mesmas coisas (in)diferentes? O bom da vida é sentir felicidade na inspiração e trizteza na expiração. Quando passamos uma estação do ano ou uma viagem na vida sem um momento assim, esquecemo-nos dela.

Não te queiras encontrar, que o vais fazer de certeza. Perde-te, que depois de saberes o caminho não o vais mais conseguir (nem te perderes, nem esse.... caminho)

E amanhã?

Sobreviver é ser uma primitiva. Viver é sentir numa derivada....

//PS: Curiosamente, acordei no mesmo sítio que à umas duas 3 semanas tive que fugir para uma sala escura e ver radiografias enquanto ma ia embalando no ritmo alegre que às vezes fica de acordar com a rádio...... e que só volta às vezes

"Vou viver
até quando eu não sei
que me importa o que serei
quero é viver

Amanhã, espero sempre um amanhã
e acredito que será
mais um prazer

E a vida é sempre uma curiosidade
que me desperta com a idade
interessa-me o que está para vir
a vida em mim é sempre uma certeza
que nasce da minha riqueza
do meu prazer em descobrir" A.V.

Como às vezes voltamos ao certo, sem ser bom nem mau, e sem bem nem mal, e nos sentimos tão bem? Será que complico?

quinta-feira, 9 de março de 2006

Os Nossos Valores - XXIX

"Com chuva nas meias de lã e nas palmilhas daquele material fofinho, ou com as solas rasgadas pelas areias ferventes do sol do deserto, a Vinicultuna cantará."

"Durante Eclipse Lunar, ou ao Sol da Meia-Noite, a Vinicultuna cantará à Lua"

"Os Tunos da Vinicultuna toleram como ninguém a fome, a sede e a privação de sono"

"Uma vez por ano, os Tunos da Vinicultuna disputam uma partida de futebol entre aqueles cujos pénis cheiram a ananás, e aqueles cujos pénis cheiram a santola. No fim todos cheiram a concerto de concertina feita em madeira de coiso."