quinta-feira, 18 de maio de 2006
Do Vinho e da Empatia entre Funcionários e Utentes do Sistema Nacional de Saúde -VI
"-E Vinho?
- Bem precisava...!"
de copo em riste, Comité de Organização às 23:45 2 cagalhões
com um Vintage da casta Vinho e Empatia no SNS
Da Estrada
"...E uma e outra vez nos vêem como pacóvios, chegados à grande cidade,
mas eles também se perdem nos montes da nossa aldeia."
de copo em riste, Comité de Organização às 19:18 2 cagalhões
quarta-feira, 17 de maio de 2006
A Vinicultuna de Biomédicas-Tinto Convida...
de copo em riste, maximum morsae às 13:13 6 cagalhões
Do Sarau da Queima das Fitas - Recadinho
Vem este a propósito das sucessivas intervenções que, vindas da 1ª plateia enriqueceram a passagem da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto pelo Sarau da Grandiosa Queima das Fitas do Porto. Vestindo sucessivamente o papel de Interlocutor da Tuna, Engraçadinho, o atento participante prosseguiu a subida na escala dos Espectadores de Saraus, até ao Inatingível Título da Ordem-dos-Defensores-do-Fado, quando, emprestando à voz o timbre dos Indignados, interpelou uma vez mais o Velho Cinderella, que anunciava o Fado "Feiticeira".
"Alto aí. É preciso respeitar o Fado.", disse e repetiu.
Ó meu Grandessíssimo Fruto de Ilustre Linhagem
O Fado cresceu nos tascos e bordéis de pior fama de Lisboa, servido por cantores cujo hálito atingia a assistência antes da voz. Fadista era insulto, a resposta a navalha.
E nos tempos em que as meninas traçavam a perna quantas senhoritas de viela de Coimbra não escutaram palavras meigas dos estudantes que aconchegaram? De borla ou não, assim valesse a canção.
E no Porto? Vinicultuna de Biomédicas-Tinto, honrando a tradição.
de copo em riste, Comité de Organização às 00:00 4 cagalhões
terça-feira, 16 de maio de 2006
Ai, o Cheiro da Viagem
"A Europa conhece-se com saboreando um copo de Vinho."
de copo em riste, Comité de Organização às 23:30 1 cagalhões
Rap dos Matarruanos
Pois é... elas agora aparecem......
Foi descoberto que o tuno Maximus Morsae andava a dormir com a ovelha... e Eles agora formaram a Brigada dos Matarruanos, e pediram-me para te dizer que esta música é um aviso...
PS: Isto que não chegue aos ouvidos do nosso Velho.
de copo em riste, Pissæ Cubis às 00:08 2 cagalhões
segunda-feira, 15 de maio de 2006
Copos vazios
Foi uma semana de copos cheios de cerveja e lágrimas, umas mais exteriores que outras, umas mais felizes que outras, e algumas mais inconscientes que outras, mas sempre vertidas e nunca retidas. Barracas decrépitas, sem arquitectura ou engenharia que as safasse, encostavam-se a mim, cambaleantes e vomitadas. O som lutava pelo silêncio fora sem intenção nenhuma de fazer sentido, e esmagava o resto de bom senso que a cerveja me ia dando.
Acabou. Aos pontapés, acabou. E os copos, agora vazios, ficaram lá... sozinhos.
de copo em riste, Gonçalo Taipa Teixeira às 18:48 2 cagalhões
domingo, 14 de maio de 2006
Do Sarau da Queima das Fitas
A Vinicultuna continua a fazer as pessoas felizes.
de copo em riste, Comité de Organização às 20:00 1 cagalhões
sábado, 13 de maio de 2006
Memória de Um Passado Recente
de copo em riste, maximum morsae às 17:09 2 cagalhões
quarta-feira, 10 de maio de 2006
domingo, 7 de maio de 2006
Da Vinicultuna
Hoje somos nós, amanhã serão outros.
de copo em riste, Comité de Organização às 17:43 2 cagalhões
sábado, 6 de maio de 2006
Da Queima
A queima já começou....
Já bebi três garrafas. Parece pouco, mas talvez não seja!
Viva a Tuna!!!!
de copo em riste, maximum morsae às 17:14 2 cagalhões
sexta-feira, 5 de maio de 2006
Oh! É adoráve, selvageml!
Dá-me pelos ombros, não chega
E quase desaparece, sob a selva de um negro tão denso
Só Vejo o brilho o ouro-moreno
O sangue-sorriso, parabólico perfestreito
As estrelinhas-malícia.
de copo em riste, Comité de Organização às 00:10 0 cagalhões
quinta-feira, 4 de maio de 2006
Do Fim da Noite VII
Hoje fui, a correr, até á primeira de todas as pontes...
A primeira que, todos os dias, o vento toca quando vem do Mar,
A primeira que eu, á muitos anos, atravessei em direcção ao Sul,
A primeira ponte onde eu conheci os teus lábios.
Hoje subi á primeira de todas as pontes.
Senti o vento tocar-me vindo do Mar,
E decidi partir para o Sul.
Onde me esperam os teus lábios...
de copo em riste, maximum morsae às 03:24 1 cagalhões
com um Vintage da casta Do Fim da Noite
Grandes Frases XXXVI
de copo em riste, maximum morsae às 00:40 2 cagalhões
com um Vintage da casta Grandes Frases
quarta-feira, 3 de maio de 2006
Oh! É encantadora...
Nem sei se tem vinte aninhos.
É magrita mas de braços robustos.
O cabelo louro, prende-se atrás numa trança.
É mais rosadinha do que tem sardas.
de copo em riste, Comité de Organização às 23:49 0 cagalhões
Os Nossos Valores - XXXVIII
"A Vinicultuna nunca planeia dormir na areia, no entanto, na praia não há relva."
"A Vinicultuna combina a sabedoria dos velhos com a ingenuidade das crianças."
"O Tuno da Vinicultuna inspira e expira, tosse e diz "Trinta e Três" como ninguém. É um gostinho auscultar."
de copo em riste, Comité de Organização às 23:44 1 cagalhões
com um Vintage da casta Os Nossos Valores
terça-feira, 2 de maio de 2006
Os Nossos Valores XXVII
"A Vinicultuna nunca planeia dormir na relva, no entanto, ás vezes, é o sítio mais confortável."
"A Vinicultuna confia cegamente na bondade de desconhecidos."
de copo em riste, maximum morsae às 14:40 4 cagalhões
com um Vintage da casta Os Nossos Valores
domingo, 30 de abril de 2006
Grandes Frases - XXXV
"Senhor Ruano"
Escrito no programa do Sarau, pelo mesmo Senhor, que em breve acrescentarei.
de copo em riste, Comité de Organização às 00:48 1 cagalhões
com um Vintage da casta Grandes Frases
Grandes Frases - XXXIV
"A vida é curta filha da puta!"
O senhor citado nos dois posts anteriores.
de copo em riste, Comité de Organização às 00:47 1 cagalhões
com um Vintage da casta Grandes Frases
Grandes Frases - XXXIII
"Tu és o Futuro"
O senhor citado no post anterior, cujo nome em breve acrescentarei, para Piça Quadrada
de copo em riste, Comité de Organização às 00:45 1 cagalhões
com um Vintage da casta Grandes Frases
sábado, 29 de abril de 2006
Dez coisinhas e mais uma sobre o Sarau
A maturidade artística da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto é tal, que a actuação, de tão harmoniosa, não espelhou a enérgica discussão artística que manchou o jantar, quando a Grande Morsa deram os azeitones, e Inca teve o arrojão de responder.
É mais fácil mandar calar as pessoas que afinam as vozes no bar, do que fechar as portas da Sala de Espectáculos que dão acesso ao Hall. Sobretudo quando as pessoas que afinam as vozes no bar são da Vinicultuna.
O Tuno Honorário Mineteiro deu muitos beijinhos nas mãos de bonitas Donzelas. O Tuno Grande Morsa estava encantado com uma Canária Donzela. Não obstante, apresentou-a ao Tuno Honorário Mineteiro, que logo lhe beijou as mãos. O Tuno Fodido deu muitos beijinhos na boca de uma Donzela. Algumas Donzelas dançaram abraçadas ao Senhor do Vale, que foi o último a aparecer mas chegou a tempo e muito bemdisposto. O Tuno Fundador Cinderela e o Tuno Honorário Mineteiro cumprimentaram cordialmente alguns seus contemporâneos, membros de outros grupos da casa.
Ao fim de tantos anos de estudos observacionais, continua-se a não poder atribuir ao volume de ar movimentado pela entrada da Vinicultuna em palco, a responsabilidade pela deslocação de uma massa de pessoas para fora da Sala de Espectáculos. Enquanto o fenómeno não puder ser reproduzido de forma fiável e repetida em laboratório, continuará a atribuído empiricamente a "incómodo" e "indignação".
Sem nos querermos intrometer ou sequer sugerir que a Tuna precisa de um Coreógrafo, função até hoje desempenhada com competência pelo Técnico de Execução de Tarefas, o Senhor Nogueira, à actuação da Vinicultuna careceu um pouco de Ordem, para que o Caos fosse melhor apreendido. Por exemplo, a mole de caloiros desnudados da cintura para cima confundiu o espectador. Melhor seria que, ao contrário do que aconteceu, os caloiros dançassem as suas macaquices por trás dos tunos, de modo a que as silhuetas nobres de preto trajadas destes encontrassem contraste nos peitos alvos daqueles.
O Magister Piça Quadrada confirmou o equilíbrio da sua pessoa. Sério, leu com a gravidade do colete apertado, o solene e sensato discurso de apresentação que o seu próprio punho escrevera; Brincalhão, chamou os Finalistas à primeira plateia, desabotou o colete, curvou-se sobre o microfone, e fez uns sons de aparelhagem de som desafinada, muito engraçados.
Alguns dos melhores sons que se ouviram no Sá da Bandeira, sairam da Trompa de Água Benta, e da Gaita de Beiços de Grande Morsa. E que pena foi, que o tempo escasseasse e não tivéssemos oportunidade para escutar em palco a Flauta de Bisel que Mineteiro fez soar Hall e no WC, durante o intervalo. E assim se prova que a Vinicultuna não esqueceu os instrumentos de sopro, ou não fosse o grupo responsável pela Cruzada pelos Direitos dos Objectos.
O Senhor Nogueira e a Vinicultuna chegaram às 11 garrafas na música "Venham Mais Duas", não chegando no entanto a incrível performance para bater o recorde estabelecido num jantar na Dona Elsa, onde, ao som do Bom Vinho servido naquele estabelecimento, se atingiram as 13 garrafas. É pura especulação afirmar que, na sua forma anterior de garrafa, os cacos de vidro espalhados no palco chegariam para ultrapassar a marca.
Um vídeo amador registou a saída da Vinicultuna pelo corredor das traseiras do Sá da Bandeira, permitindo afirmar que esta se fez com perfeição geométrica superior à do Coral de Biomédicas.
E fez-se um novo amigo, um senhor da Rua das Doze Casas, que habita sozinho na mais pequenina das Doze, que perdeu 3 noites na última semana, uma com o F.C.Porto, outra com o 25 de Abril, e a 3ª com a Vinicultuna. E falou em Abel Salazar, disse duas "Grandes Frases", e escreveu outra, se augurou uma longa vida, porque vai haver sempre o "Pior Médico" que não o vai conseguir matar, e criticou a irresponsabi...lidade deste país, e elogiou a Vinicultuna.
+
A Vinicultuna continua a fazer as pessoas felizes.
de copo em riste, Comité de Organização às 23:29 1 cagalhões
quarta-feira, 26 de abril de 2006
Os Nossos Valores - XXXVI
"A Vinicultuna delicia-se com grandes confusões, mas detesta pequenos mal-entendidos, à excepção dos pequenos mal-entendidos que se transformam em grandes confusões."
"A Vinicultuna contenta-se com qualquer coisinha."
"Às vezes a gente venda os olhos às moças, e leva-as para o Nosso Espaço Gigantesco só nosso, no edifício das Biomédicas, que mais ninguém conhece, e faz lá coisas malucas."
"A Vinicultuna aprecia o Bom-Senso."de copo em riste, Comité de Organização às 22:20 4 cagalhões
com um Vintage da casta Os Nossos Valores
Podia ser Grandes Frases-XXXII , mas não quero amputar a quadra
Neña que estás na ventana
Non sexas tan ventaneira
Taberna que ten bon viño
Non necessita bandeira.
de Rompeu a Chiculateira,
Milladoiro, in As Fadas de Estraño Nome,
que fui descobrir em...
http://livrosquevoulendo.blogspot.com/
de copo em riste, Comité de Organização às 22:13 0 cagalhões
com um Vintage da casta Grandes Frases
domingo, 23 de abril de 2006
Porque Vos Amo Tanto...
...Hoje fui às Biomédicas, e fiz uma palhaçadita no nosso placard, para vocês se rirem quando voltarem...
...porque também me ri muito com a nossa agenda publicada na contra-capa da revista "I"...
...e mal posso esperar pela actuação de 5ª-feira!!!
de copo em riste, Comité de Organização às 23:15 2 cagalhões
Os Nossos Valores - XXXV
"A Vinicultuna tem um Espaço Gigantesco só seu, no edifício das Biomédicas, que mais ninguém conhece, e é por isso que não se queixa das condições."
"A gente não faz mal às pessoas"
de copo em riste, Comité de Organização às 22:40 1 cagalhões
com um Vintage da casta Os Nossos Valores
Grandes Frases - XXXI
"Sou amigo de toda a gente."
Senhor Nogueira, Técnico de Execução de Tarefas da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto
de copo em riste, Comité de Organização às 22:37 3 cagalhões
com um Vintage da casta Grandes Frases
Ontem Foi Um Dia de Sorte - XII
Quando despejei na mesa a saca de plástico com os remédios da doente na Sala de Emergência, saiu, preso ao tilintar de um molho de chaves, um cãozinho de peluche.
Era cor de mel, e tinha umas orelhas de abano muito engraçadas, e eu pude fazer uma pausa no trabalho extenuante, e brincar um bocado.
Ontem foi um dia de azar.
Na sala de Triagem estava um adolescente bêbado. Estava prostrado, meio torto, de bruços ao longo de dois sofás brancos, mas com os joelhos no chão. Estava de rabo ao léu, e, o espaço entre dois sofás era atravessado por um looooongo e grosso cagalhão.
Eu até achei piada, mas a Auxiliar, a Dª Prazeres ficou muito zangada, e eu agora tenho medo que digam que foi a Vinicultuna.
de copo em riste, Comité de Organização às 22:19 2 cagalhões
com um Vintage da casta O Meu Dia de Sorte
para a Tuna... em DIGRESSÃO... e eu aqui

Só me apetece dedicar aos meus Tunos:
IT' S TIME TO TRAVEL
IT' S TIME TO GO
IT' S TIME FOR PACKING LITTLE DARLING
WE GONNA FIND ANOTHER WORLD
OH CANT YOU SEE!
YOU BELONG TO ME
ITS TIME TO TRAVEL IT S TIME TO GO
ALL WE NEED IS A LONG VEHICLE
A LONG VEHICLE, A LONG VEHICLE!
ALL WE NEED IS A LONG VEHICLE
A LONG VEHICLE, TO GO!
ITS TIME FOR BOARDING
SO HIT THE ROAD
TAKE YOUR TOOTH BRUSH LITTLE DARLING
TAKE YOUR LANGUAGE AND YOUR HOPE
OH CANT YOU SEE
WE HAVE NO TIME FOR CUP OF TEA
ITS TIME TO TRAVEL
ITS TIME TO GO.
ALL WE NEED IS A LONG VEHICLE,
A LONG VEHICLE, A LONG VEHICLE!
ALL WE NEED IS A LONG VEHICLE
A LONG VEHICLE, TO GO!
Long vehicle, de Goran Bregovic, na Banda Sonora de Black Cat White Cat, de Emir Kusturica
http://music.allofmp3.com/r2/Black_Cat_White_Cat/Music_By_Goran_Bregovic/group_5812/album_1/albref_29/mcatalog.shtml
(é a opção 18)
de copo em riste, Comité de Organização às 22:01 1 cagalhões
sábado, 22 de abril de 2006
Banda Sonora
Grava as do lado e estas duas:
Adeus
Ondas do Douro
de copo em riste, Pissæ Cubis às 17:18 2 cagalhões
domingo, 16 de abril de 2006
Grandes Frases XXX
"Mãe...sou fadista"
popular
de copo em riste, Fodunt às 17:47 0 cagalhões
com um Vintage da casta Grandes Frases
Santas Páscoas!
Acabou a Quaresma.
Aleluia, Aleluia!
de copo em riste, Comité de Organização às 13:13 0 cagalhões
João 2; 7-11

Disse-lhes Jesus: “Enchei as vasilhas de água.” Eles encheram-nas até cima. Então ordenou-lhes: “Tirai agora e levai ao chefe de mesa.”
E eles assim fizeram. O chefe de mesa provou a água transformada em vinho, sem saber de onde era – se bem que o soubessem os serventes que tinham tirado a água; chamou o noivo e disse-lhe: “Toda a gente serve primeiro o vinho melhor e , depois de terem bebido bem, é que serve o pior. Tu, porém, guardaste o melhor vinho até agora!”
Assim, em Canaã da Galileia, Jesus realizou o primeiro dos seus sinais miraculosos, com o qual manifestou a sua glória, e os discípulos creram nele.
de copo em riste, Comité de Organização às 13:03 2 cagalhões
quinta-feira, 13 de abril de 2006
Do Grande Livro da Vinicultuna e dos Animais - V
"A Vinicultuna recusa-se a chamar monco, catota ou mileca aos Macacos do Nariz."
"A cozinha da Vinicultuna é o habitat natural do Verdete."
"Os Cogumelos e a Levedura da Cerveja também são Bichos."
in "Capítulo dos Animais Pouco Vivos"
de copo em riste, Comité de Organização às 18:11 0 cagalhões
com um Vintage da casta Grande Livro dos Animais
quarta-feira, 12 de abril de 2006
Muito mais que 22 gajos atrás de uma bola
de copo em riste, Comité de Organização às 20:32 1 cagalhões
terça-feira, 11 de abril de 2006
Férias nas Biomédicas, Regresso ao Recreio da Minha Escola - Jogos e Cantigas da Nossa Infância - VIII
Um jogo - tendo falhado as férias de Carnaval, estava à espera da Páscoa para lançar:
quem nunca brincou com
"Peidinhos Engarrafados"
ou "Ampolas de Mau-Cheiro", assim eram chamados aqueles balõezinhos de vidro frágil, que se adquiriam na tabacaria do Senhor Parreira.
À transparência amarela do fino cristal, o líquido parecia inócuo - transparente, insípido, inodoro.
Inodoro.
Puro engano.
Uma vez quebrado no fundo de alumínio preto do caixote do lixo da sala 2a do pavilhão C, ou esborrachada sob o rabo do colega gordo, ou lançado em corrida à passagem da casa do porteiro - o Senhor Melo, ou Caramelo, porque era vermelho como um caramelo vermelho, ou o Senhor Pinheiro, que tinha barba, e a quem a gente perguntava, "Estás Bravo ou estás Manso?"-, o compartimento atingido era invadido por um odor pestilento que obrigava à sua evacuação urgente.
Estava atingido o objectivo do jogo.
A jogada mais brilhante de sempre.
Aquela manhã estava a correr bem. O Luís António, vítima habitual das maroteiras dos colegas, estava a obter a sua vingança. Duas bombinhas de mau cheiro lançadas e quebradas sob a porta da retrete, supreenderam o aflito utente.
Mau desportista, uma vez cumprida a higiene anal, aquele assumiu o papel de queixinhas. Postos em acção, os Senhores Melo e Pinheiro, apanharam o feliz Luís António, sustendo o ataque aos balneários, em final de aula de Educação Física.
Apreendidos os óbuses, o Luís António foi encaminhado ao Conselho Directivo, onde o esperava o Director, o Professor Manaú. Homem grande em tamanho e coração. Pedagogo e compreensivo, repreendeu o garoto, mas logo perdoou a falta, devolvendo os projécteis confiscados.
"É Carnaval, ninguém leva a mal", despediu-se, com uma palmadona pesada mas amiga, sobre o bolso do petiz.
Uma cantiga
Esta nós não cantávamos.
Em roda no jardim de infância, instados pela educadora a cantarmos, um-a-um, uma cantiga diferente, nós deixávamos esta para o Tiago Teixeira. Todos sabíamos que era a única cantiga que ele seria capaz de entoar.
No que se prova que as crianças não são necessariamente cruéis.
"Atirei o pau ao ga-to-to!
Mas o ga-to-to,
Não morreu-eu-eu!
Dona Xi-ca-ca,
admirou-se-se
Com o berro, com o berro que o gato deu
Miaaaaaaaaaaaaaauuuuuuuuuuuuuuuuuu!"
de copo em riste, Comité de Organização às 23:06 3 cagalhões
com um Vintage da casta Regresso ao Meu Recreio
sexta-feira, 7 de abril de 2006
Da evolução e do Bem vs. Mal

Desde tempos imemoriais que, aquando da extinção dos dinossauros, uma batalha entre o bem e o mal foi iniciada entre homens e bestas. De uma via comum ao homo sapiens mas por divergência (referida como degenerationis secundaris escolae já por Hipocrates no seu legado "da doença sagrada", Corpus hippocraticum) chegam os caloiros ao ensino superior, e como já Hipocrates havia referido.... a sua única salvação seria a água santa dos Leões, pela mão sagrada dos Doutores da Praxe. Vezes e vezes sem conta, estes seriam sugeitos a várias tarefas de preparação física e mental até, assim que os Doutores os achassem capazes, executarem a derradeira tarefa de fazer um assalto aos Leões, concluindo a luta imemorial entre homens e bestas. Essa só poderia ser ganha por uma besta, pelo que os Doutores, estudando os textos da bíblia, já desde o sex. XII, chegaram à conclusao que a domesticação de caloiros seria a via de atingir este fim, e fechar o ciclo. Caloiros de várias colheitas e faculdades tentaram, remontando os primeiros a um período que só pode ser confirmado como anterior a 1940 por determinalção da taxa de susceptibilidade completa de Candidas, Funárias, Actinomicetes spp. e outras Bactérias esporuladas a antiobioticos (usando o API20) encontradas na água dos leões. Na passada terça feira, antes do sol se levantar, alguns caloiros foram capazes de vencer. Após se terminar o ciclo, a Câmara Municipal do Porto decidiu mandar lavar a fonte, deixando os leões com algumas caudas tortas e dentes partidos, de forma a eternizar o mal que durante tanto tempo representaram, pelo lado das bestas. Fontes próximas ao Departamento de Hidrobiologia referem que tal foi conseguido pois a flora microbiana da peça de roupa interior que foi asteada no final da batalha matou os leões, contudo é impossível de confirmar pois a fonte foi lavada com água das pedras... que queima tudo.
MwaHaAaAH... o que eles não sabem é que os leões foram assaltados por bestas maiores que os leões, e que estes representam um mal que só assim poderá ser chamado quando o mal que conhecemos for o bem fossilizado........ mwaHaHahAha
de copo em riste, Pissæ Cubis às 00:09 1 cagalhões
quinta-feira, 6 de abril de 2006
Caso Clínico - III
- Já há muito que a bebida dele é água. Mas aqui há dias, antes de vir para cá, ele pediu para fazr umas torradinhas,... com vinho. Porderá ter sido disso? A gente ainda disse, para beber antes um chá, mas não "eu é que sei...", e, já sabe, é uma pessoa de idade, tem de se fazer a vontade. Mas depois ele ficou mais caído...
Poderá ter sido do vinho?
- Não.
de copo em riste, Comité de Organização às 20:07 2 cagalhões
com um Vintage da casta Caso Clínico
Do Vinho e da Empatia entre Funcionários e Utentes do Sistema Nacional de Saúde -V
-E vinho?
-Ah!Isso antes...
-Bebia?
-Sim. Era um bocado caleiro...
de copo em riste, Comité de Organização às 20:06 3 cagalhões
com um Vintage da casta Vinho e Empatia no SNS
Do Grande Livro da Vinicultuna e dos Animais - IV
Como nota de rodapé, pode ler-se na página de onde se transcreveu o excerto anterior, que a receita do mel que a Vinicultuna transmitiu às abelhas fora encontrada no bolso do forro de Gilé Acqua Bentis, mas ele achava que não lhe pertencia.
de copo em riste, Comité de Organização às 19:36 1 cagalhões
com um Vintage da casta Grande Livro dos Animais
Do Grande Livro da Vinicultuna e dos Animais - III
No tempo em que os animais falarem, saiu a Vinicultuna em digressão.
Desapontada com os humanos, os tunos procuraram a solidão dos montes e bosques, encontrando a companhia e os aplausos emntre os bichinhos do campo e da floresta.
Foi um período de harmonia e partilha, e também uma vírgula entre duas eras.
Nesse tempo os burros aprenderam a zurrar,
e encaracolou-se a lã das ovelhas.
Os ursos aprenderam a gostar de mel, e as abelhas a fazê-lo.
Os tunos começaram a ronronar quando dormem satisfeitos,
e como os cães começaram a urinar nas encruzilhadas, e a espojar-se nos excrementos.
Um javali ensinou os tunos a comer de faca e garfo, mas, ilustração máxima da imensa abertura cultural que caracterizou este breve período, depois disso, optou ele próprio por deixar de o fazer.
Viva a Vinicultuna e Vivam os Animais!
de copo em riste, Comité de Organização às 19:15 2 cagalhões
com um Vintage da casta Grande Livro dos Animais
segunda-feira, 3 de abril de 2006
Reações Dos Mercados Ao Post Anterior
de copo em riste, maximum morsae às 13:45 1 cagalhões
domingo, 2 de abril de 2006
A Bem De Definir Algumas Coisas...
Maximum Morsae, tuno da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto, a partir do muy nobre e antigo edificio de Biomédicas, pelas dezoito horas do dia vinte e dois de abril do ano da graça de dois mil e seis, define-se a si próprio como:
- Palhaço-Cantor
de copo em riste, maximum morsae às 18:15 3 cagalhões
Grandes Frases XXIX
de copo em riste, maximum morsae às 18:11 1 cagalhões
com um Vintage da casta Grandes Frases
Ainda Há Esperança
"O Caderno de Tuna - sim, aquele de Coimbra, com capa de papel cartonado e canelado verde, com umas palhas a fazer de costuras, o melhor que alguma vez tivemos- está morto."
Talvez resulte...
de copo em riste, Comité de Organização às 16:12 0 cagalhões
E hoje apetece-me lamentar...
"O Caderno Literário está morto..."
e logo gritar
"O Caderno Literário nunca esteve tão vivo!!!!!!!!!!!!!!!!!"
porque me sinto mais vivo também!
http://www.clicbas.blogspot.com
de copo em riste, Comité de Organização às 16:06 3 cagalhões
Grandes Frases -XXVIII
"O Livro está morto.
O Livro nunca esteve tão Vivo!"
Editorial Corpos
de copo em riste, Comité de Organização às 16:02 0 cagalhões
com um Vintage da casta Grandes Frases
Pensando surpreendê-los pela insistência, desembainhou a espada e disse - XVIII
-Sois Homens ou sois ratos?
-Prometeis que não ligareis para o serviço de desinfestação do Paço?
de copo em riste, Comité de Organização às 15:59 1 cagalhões
com um Vintage da casta Desembainhando A Espada
Hoje foi um Dia de Sorte - XI
De manhã, depois de mais uma noitada de trabalho, o sol brilhava, mas eu, em vez de sair para a vida, fiquei no hospital mais umas horas, a preencher uns protocolos, que é uma coisa muito nossa que nós lá temos. Liguei para o laboratório a pedir um resultado de uma albuminúria e um creatinina numa urina muito especial, que faltava, e, surpresa, atendeu-me a Hermínia.
A Hermínia é uma colega das Biomédicas, que trabalhava na sala de computadores com o João Preto, e o Daniel Basílio Leitão que também é preto, mas ela não é preta. Ficámos ao telefone muito mais tempo do que era preciso, a dizer palhaçadas, e novidades sobre as Biomédicas, e eu tinha posto o "Por Este Rio Acima" do Fausto no computador, e também falámos nisso, e foi melhor do que se tivesse ido passear à Foz e encontrado um amigo.
Hoje Foi um Dia de Azar
Fiz o saco da roupa suja, e deixei-o em Guimarães
de copo em riste, Comité de Organização às 15:36 3 cagalhões
com um Vintage da casta O Meu Dia de Sorte
Os Nossos Valores XXXIV
"Os tunos da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto assumem todas as culpas pelos beijos que dão."
-no entanto-
"Os tunos da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto não se responsabilizam por eventuais danos colaterais, inflingidos ao coração"
de copo em riste, maximum morsae às 15:27 1 cagalhões
com um Vintage da casta Os Nossos Valores
Ontem Foi Um Dia De Azar X
Alguma coisa de mal me deve ter acontecido, embora não me lembre, porque, e sobretudo:
Ontem Foi Um Dia De Sorte
Atravessei a ponte da Arrábida, de forma pouco usual, e só até meio. E assim, ainda que por algumas horas, encontrei-me.
de copo em riste, maximum morsae às 15:17 1 cagalhões
com um Vintage da casta O Meu Dia de Sorte
sábado, 1 de abril de 2006
Jantar de tuna
Jantar de tuna, segunda, dia 3, as 18h no Piolho.
de copo em riste, Pissæ Cubis às 19:16 2 cagalhões
sexta-feira, 31 de março de 2006
Elegia
É toda a minha alma um desconcerto.
Ora sou eterno, ora morro, lutando.
Agora erro, agora acerto,
Em busca do cuidado, do beijo terno,
Em doce malviver estou penando.
Embriagado me trago, em sonhos acordados.
E tão depressa me desfaz, uma palavra,
A alma em cem bocados.
Trago-vos em cada cantiga,
Tanto que vos quero,
Minha linda, doce e ausente inimiga.
de copo em riste, maximum morsae às 19:04 0 cagalhões
domingo, 26 de março de 2006
Os Nossos Valores - XXXIII
"Nos seus primórdios, a Vinicultuna ensinou o Diabo a amassar o pão correctamente, e depois comeu-o."
"A Vinicultuna é oca por fora, mas o seu conteúdo é recheadíssimo"
"A Vinicultuna pode ter o Diabo no corpo."*
* A incerteza presente neste Nosso Valor deve-se à imprecisão do registo deste capítulo da história da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto. Como sobressai da leitura do primeiro Nosso Valor enunciado neste tomo, não é possível concluir se os primeiros Tunos apenas comeram o Pão que o Diabo Amassou, se o próprio Diabo.
Os estudos desenvolvidos pelo nosso centro de investigação histórica, levaram-nos a deduzir e a poder afirmar que com grande probabilidade os primeiros Tunos comeram de facto o próprio Diabo, uma vez que,tendo sido seus Mestres na arte de bem-amassar o pão, não nos parece que faça muito sentido que se fossem contentar com a iguaria do aprendiz.
A versão, defendida por algumas correntes, que defende que comeram o Diabo como punição e forma de demonstrar desagrado em relação à fraca qualidade do acepipe, é meramente especulativa.
de copo em riste, Comité de Organização às 19:57 3 cagalhões
com um Vintage da casta Os Nossos Valores
Desembainhando a espada, ele questionou-os - XVII
-Sois Homens ou sois ratos?
- Cuidado, não respondeis, irmãos, a pergunta deve ter ratoeira.
de copo em riste, Comité de Organização às 19:08 3 cagalhões
com um Vintage da casta Desembainhando A Espada
sexta-feira, 24 de março de 2006
Hoje Foi Um Dia de Sorte - IX
de copo em riste, maximum morsae às 18:04 2 cagalhões
com um Vintage da casta O Meu Dia de Sorte
Complicadíssima Teia
Quem põe certezas na vida
Facilmente se embaraça
Na vil comédia do amor;
Não vale a pena ter alma
Porque o melhor é andarmos
Mentindo seja a quem for.
Gosto de saber que vives,
Mas não perdi a cabeça
Nem corro atrás do desejo;
Quem se agarra muito ao sonho
Vê o reverso da vida
Nos movimentos dum beijo.
Ando queimado por dentro
De sentir continuamente
Uma coisa que me rala;
Nem no meu olhar o digo
Que estes segredos da gente
Não devem nunca ter fala.
Talvez não saibas que o amor,
Apesar das suas leis,
Desnorteia os corações;
- Complicadíssima teia
Onde se perde o bom senso
E as mais sagradas razões.
António Botto
de copo em riste, maximum morsae às 15:57 1 cagalhões
(sim, sim!) Múuuuusicas
Depois de vários problemas que acabaram com terminar de uma relação de meses com o sapo, ainda nao tinha posto as músicas acessíveis.. AGORA ESTÃO!
Aproveite esta oferta exclusiva para si e aceda à galeria de fotos, com a edição premium limitada da galinhada SEM CENSURA :) Só até me lixarem a cabeça pra eu as tirar outra vez :)
Abraços!
de copo em riste, Pissæ Cubis às 01:56 2 cagalhões
terça-feira, 21 de março de 2006
Solicitação
A Vinicultuna de Biomédicas solicita (mas não exige) à Organização, o direito de escolher a criança deficiente a quem será entregue a cadeira de rodas adquirida após a agremiação da primeira tonelada de tampas de garrafa exclusivamente formada por rolhas de vinho tinto.
de copo em riste, Comité de Organização às 23:26 1 cagalhões
Os Nossos Valores - XXXII
"A Vinicultuna ignorava e desprezava o que era politicamente correcto, mas passou a abominar e cuspir no politicamente correcto desde que se tornou politicamente correcto gostar da Vinicultuna".
de copo em riste, Comité de Organização às 23:24 0 cagalhões
com um Vintage da casta Os Nossos Valores
A Cruzada pelos Direitos dos Objectos - II
A Vinicultuna e os Objectos, novamente na luta pela igualdade entre estes.
Desta vez apresentamos uma proposta que acabe com a discriminação escandalosa que está a ser feita no nosso país através de uma campanha absolutamente tendenciosa em favor das cápsulas de garrafas de água.
Sugerimos. NÃO! Exigimos!
Exigimos que as Rolhas de Garrafa de Vinho e das Caricas de Cerveja, também sejam pesadas junto com aquelas ridículas tampinhas azul-bebé de andar à roda, e, uma vez atingida a tonelada estipulada, se entregue mais cedo a cadeira de rodas à criança deficiente.
A Bondade da nossa demanda comprova-se pela evidência de que assim se poderão ajudar muitos mais necessitados.
de copo em riste, Comité de Organização às 23:16 1 cagalhões
sábado, 18 de março de 2006
Os Nossos Valores - XXXI
"A Vinicultuna entende o que canta o vento às águas, e sol sussurra à Lua."
"A Vinicultuna está boa e, o que ainda é pior, de boa saúde. Mas não se recomenda."
de copo em riste, Comité de Organização às 21:23 2 cagalhões
com um Vintage da casta Os Nossos Valores
O Senhor Joaquim quererá entrar para a Vinicultuna?
Quando lhe perguntei o que estava a fazer na Casa de Saúde em Barcelos, ele respondeu que tinha ido lá passar por causa de uma Viagem Trans-Global. O quê? Uma Viagem Trans-Global. E o que é isso? Rindo-se com decoro da minha ignorância, esclareceu-me. É saltar de um planeta para outro a voar.
Talvez nos possa ajudar a chegar à Lua pelos nossos próprios meios.
de copo em riste, Comité de Organização às 21:18 1 cagalhões
Ontem Foi Um Dia de Sorte - VIII
Tenho um Poker de Joaquins entre os meus doentes. E 3 deles no mesmo quarto. É mesmo fixe. Parece mesmo aquele jantar de Tuna em que o Joel, que é um que nós lá temos que está sempre a ter ideias malucas, se lembrou de chamar Senhor Vítor a todos os caloiros. É uma grande confusão.
Ontem foi um dia de azar.
Quando já vinha no elevador desfardado (uf!) para vir embora, larguei um peido sonoro. Fiquei contente, claro. Mas logo a seguir reparei que só estava mais uma pessoa no elevador. Uma senhora nova. Não tinha forma de disfarçar. Que vergonha!
de copo em riste, Comité de Organização às 21:14 0 cagalhões
com um Vintage da casta O Meu Dia de Sorte
Se António Aleixo Cantasse na Tuna
Mau-cantor assim me queixo dos homens que ouvem bem,
Fosse a voz do vento humana, não lhe chamariam tal
Fosse o galo uma pessoa, e seria um zé-ninguém
E a mim aclamariam fosse eu pedra ou animal.
de copo em riste, Comité de Organização às 21:09 4 cagalhões
sexta-feira, 17 de março de 2006
Ainda Há duas noites
Praça Coronel Pacheco, ali junto à antiga fábrica "Polónio".
Lá está ele outra vez!
Claro que eu não podia ir logo embora.
Por um atalho, que só nós, os de Paranhos e os da Vinicultuna conhecemos, voei para a Baixa, cheguei antes do autocarro aos Aliados, percebi que o Senhor do Vale tinha descido na Praça da República, e por ali e por além, tracei o trajecto que me levou ao reencontro.
"Então ainda não foste? Vais chegar atrasado!"
Agora dançava eu! Sob as estrelas, e à frente do carro a quem atravancava a passagem.
Ah!Ah!Ah!AH!Ah!
Boa viagem para Guimarães!
Só agora podia ir.
de copo em riste, Comité de Organização às 21:51 0 cagalhões
com um Vintage da casta Noites Duvalianas até ser Dias TóZéquianos
Há duas noites...
Fui ao Porto levantar as cópias de um processo de uma doente que tinha transferido para o Hosp.S.João, para apresentar em reunião de Serviço.
Fui, analisei os papéis, jantei em casa, passei como sempre a deixar um beijo na Avó - moramos todos à beira uns dos outros - e corri para voltar à estrada, à cama, já com umas horas de sono de véspera de trabalho perdidas. "Vai que se faz tarde"
E nisto...
ele também mora à nossa beira
...dobro a esquina...
mais precisamente entre a minha casa e a casa da avó
...e na paragem de autocarro...
no Bairro Novo do Amial
...para a frente e para trás...
mais conhecido por Bairro dos Pretos
...a silhueta inconfundível...
um caso feliz de integração social
do Senhor do Vale!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Era ele outra vez!!!!!!
Parei o carro, abri a janela, e, como já sabem, comecei a rir como um alarve.
Enfiou a cabeça dentro do carro!
Riu! Oooh!
Começou a dançar no passeio como se de um "Vira" se tratasse, como se abraçasse pela cinta e segurasse e se debruçasse sobre o par. La-la-la! La-la-la! La-la-la! e eu batia palmas.
"Vais para Guimarães?" e contou-me uma história da véspera, que incluía uma ida a Braga com"o meu amigo", a televisão, uma sobrinha chamada Filipa, uma jornalista chamada Filipa, o Primeiro de Janeiro, e o Gilé!
E depois começou a correr porque o autocarro chegara, estava a partir, e ele era o único passageiro em terra.
Um céu preto e azul é recortado por um rectângulo branco.
A silhueta do Senhor do Vale despede-se a fazer-me continência! E eu a ele. Ainda vou a trás do autocarro, mas o Senhor do Vale, sempre a dizer adeus e a rir, aponta a direcção Guimarães.
Obedeço.
Já tive o meu momento mágico da noite.
de copo em riste, Comité de Organização às 21:30 1 cagalhões
com um Vintage da casta Noites Duvalianas até ser Dias TóZéquianos
quarta-feira, 15 de março de 2006
Hoje não pensei em ti.
Mas ao fechar os olhos, vi-te na rua a caminho de casa.
Sem uma palavra cruzaste o teu braço no meu e seguiste comigo, como tanto gostavas.
Com os velho sorrisos, o nosso caminho foi percorrido em silêncio.
Entrei em casa e abri os olhos.
Desapareceste.
Voltaste no sonho.
Por teimosia.
Hoje não pensei em ti.
Mas estiveste sempre comigo.
de copo em riste, Fodunt às 10:41 2 cagalhões
Grandes Frases XXVII
"Uma vez vimos um rato morto na rua...não o comemos."
Cinderela
de copo em riste, Fodunt às 10:34 1 cagalhões
com um Vintage da casta Grandes Frases
Os Nossos Valores XXX
"A Vinicultuna olha para o passado com expectativa, para o futuro com orgulho e para o presente em cegueira."
"A Vinicultuna pratica a arte da música tântrica."
"E do sexo em si menor."
de copo em riste, Fodunt às 10:25 2 cagalhões
com um Vintage da casta Os Nossos Valores
terça-feira, 14 de março de 2006
Para Começar Bem O Dia
Suspiro por ver-te, quando estamos separados.
Anseio abraçar-te sempre que te vejo.
E se te tenho nos meus braços, menina dos olhos rasgados,
Fundir-me contigo é o meu unico desejo.
de copo em riste, maximum morsae às 10:07 1 cagalhões
É sempre um prazer levar o Senhor do Vale a casa
Porque ele sai do carro todo curvado, e curva o dorso da mão fazendo um gesto que mistura a afabilidade de um aceno, com a cerimónia de uma continência, a deferência de uma vénia, com a troça de um malandro.
E fazendo minhas as palavras de outro, "Cada vez mais gosto desta puta desta tuna"!
de copo em riste, Comité de Organização às 00:42 0 cagalhões
com um Vintage da casta Noites Duvalianas até ser Dias TóZéquianos
E depois de sujarmos as mãos no pó que cobre as janelas do Piolho, concluímos
Puseram placas a imitar granito no chão, em vez daquela cerâmica a imitar louça... (o senhor do Vale é que usa os termos técnicos certos)
Não fizeram nenhuma janelinha de abrir para o ToZé meter a cabeça de fora quando estiver a trabalhar
Avançaram o balcão.
Mandaram a parede que separava a sala principal da salinha confortável onde uma noite decidimos que mesmo sem Tunos íamos fazer uma serenata.
Está tudo muito liso e limpo.
Estamos com medo.
E um quarto homem juntou-se a nós, sujou também a palma das suas mãos no pó que cobre as janelas do Piolho, e disse, "Estão a dar cabo disto", e a minha vontade era convidá-lo para se vir sentar à bocadinho connosco no nosso banco à sombra e ao sol.
de copo em riste, Comité de Organização às 00:32 1 cagalhões
com um Vintage da casta Noites Duvalianas até ser Dias TóZéquianos
Três Homens Conversam num banco de jardim. Em frente a duas bonitas visitantes estrangeiras - mãe e filha?- que repousam.
Em que eu escolho o único banco que está ao sol e à sombra no Jardim do Carregal, em que se fala na influência do Senhor do Vale na construção do túnel do Canal da Mancha, em que o TóZé diz mal do Rui Rio, em que o Senhor do Vale resume numa frase dicotómica tudo aquilo que um homem pode querer, em que amaldiçoo dos esqueletos de cimento que se erguem na margem sul do rio, e o TóZé invoca amores antigos para não olhar para lá, em que o Senhor do Vale sugere um Hotel para o terreno baldio sobre o Horto das Virtudes, em que o TóZé se emociona ao ouvir nomes de amores recentes na minha boca, em que se fala do Domingo à tarde, dia de regresso dos magalas, do Rolando, e em que se poderá encontrar o Gilé, no café à hora do Benfica, em que o TóZé explica os limites das freguesias que se encontram neste Jardim, revela a sua ambição política, e a sua situação laboral actual, em que lambo os beiços a sonhar com os fins das noites futuras em que a Tuna baterá à porta da pastelaria do TóZé e se recomporá com as suas confeituras, em que o Senhor do Vale e o TóZé refazem o percurso empresarial do pai deste, e eu identifico duas águias de pedra no friso das fachadas de duas casas que encaram o Jardim da Cordoaria.
Em que o sol se põe.
de copo em riste, Comité de Organização às 00:10 0 cagalhões
com um Vintage da casta Noites Duvalianas até ser Dias TóZéquianos
O Poeta Cumprimenta-nos
"Riba d'Ave, Riba d'Ave!
Entre Porto e Guimarães!
Vai buscar o seu namoro!
...
O Carlos Guimarães!
Ah!Ah!Ah!Ah!Ah!Ah!Ah!"
"Ó Zé estás com uma linda perinha", e começou a fazer festinhas na barbicha ruiva do TóZé, e eu comecei a fazer festinhas na barbicha branca do senhor do Vale, mas o TóZé não fez festinhas nas nossas barbichas, ou melhor, na do Senhor do Vale, porque eu não tenho barbicha."
de copo em riste, Comité de Organização às 00:01 0 cagalhões
com um Vintage da casta Noites Duvalianas até ser Dias TóZéquianos
segunda-feira, 13 de março de 2006
A Tarde Candidata-se a Melhor do Ano
Pois é! Comecei a rir-me daquela maneira porque do outro lado da rua estava o Senhor do Vale!!!
de copo em riste, Comité de Organização às 23:56 1 cagalhões
com um Vintage da casta Noites Duvalianas até ser Dias TóZéquianos
O TóZé precisava de falar comigo
Se já nada podia estragar esta tarde de Domingo, agora ela prometia tornar-se memorável.
O TóZé estava à minha espera à porta de casa a ler "A BOLA". Perguntei-lhe para onde ele preferia ir. Para a sombra ou para o sol - porque ir para dentro de um café com esta tarde era um crime. Optámos por caminhar. Afinal eu já tinha estado sentado.
À porta das Biomédicas ainda lhe perguntei se queria entrar. Entrar nas Biomédicas não é o mesmo que estar sentado num café. Sempre é a nossa casa.
Mas decidimos continuar. Eu queria passar no Jardim do Carregal.
Branco, verde e lilás. Está muito bonito. E os patos voltaram ao lago do jardim.
Íamos falando na Tuna, claro. Era sobre isso que o TóZé queria falar.
Atravessámosmos, logo a seguir à boca do túnel, onde não há passadeira, e começámos a descer as traseiras do Hospital de Santo António.
Continuávamos a conversar. A trocar desabafos.
E nisto, ao chefqar à esquina, eu comecei a rir muito alto, como se estivesse a puxar o riso.
de copo em riste, Comité de Organização às 23:40 1 cagalhões
com um Vintage da casta Noites Duvalianas até ser Dias TóZéquianos
E quando, deusa, te estavas quase a ir embora...
... Apareceu o TóZé!!!
de copo em riste, Comité de Organização às 23:35 0 cagalhões
com um Vintage da casta Noites Duvalianas até ser Dias TóZéquianos
De como uma companhia agradável potencia uma tarde de Domingo que, de tão bela, já não podia ser estragada
Por isso, decidimos ir para um café, uma esplanada.
Jardim da Cordoaria, escolhes tu, aquela mesa, escolho eu. E fico com o sol a dar-me nos olhos.
Como a luz me obriga a semi-cerrar os olhos, isso ajuda-me a revisitar o passado, os anos de ICBAS.
Tu encarregas-te da ponte para o futuro. O Caderno Literário vai ser relançado. Só isso chega para criar esta tarde de Domingo. E para te chamar deusa.
de copo em riste, Comité de Organização às 23:03 1 cagalhões
com um Vintage da casta Noites Duvalianas até ser Dias TóZéquianos
Desembainhando a espada ele insistiu - XVI
- Sois Homens ou sois ratos?
- O facto de por vezes assumirmos a posição bípede confunde-vos, não é verdade, senhor?
de copo em riste, Comité de Organização às 15:54 1 cagalhões
com um Vintage da casta Desembainhando A Espada
Escrevo-te outra carta de amor,
... nos vincos desta folha em branco que dobro em três.
de copo em riste, Comité de Organização às 15:16 1 cagalhões
Hoje foi um dia de Sorte - VII
O Carlos, um mongolóide do internamento, hoje estava particularmente activo, e começou por nos abraçar a todos. Foi bom sentir aquele calor a rodear-me pelas costas. Depois, começou a rir muito, e, cada vez mais excitado, a abanar os raços ao longo do corpo, a dar sapatadas no chão, e depois a apitar como um comboio. Começou a marchar e a fazer continência, imitou umas bombas a explodir muito alto, tudo intercalado com uns arrotos sonoros.
Ri-me muito. Parecia mesmo um jantar de Tuna.
Hoje foi um dia de Azar
Amanhã tenho visitas, pelo que tive de aspirar a casa.
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com um Vintage da casta O Meu Dia de Sorte
sexta-feira, 10 de março de 2006
Descansem Meus Amigos!
de copo em riste, maximum morsae às 11:44 3 cagalhões
É mais um dia, e sol não brilha

Que começou tarde, depois do Acaso me fazer deitar tarde.
Ia dizer nos, porque por acaso todos estes momentos sobre os quais me apetece escrever se enquadram numa atmosfera nossa. E se mais ninguém de nós estivesse, acho que seria na mesma a mesma. Começou triste, e continuou como de costume... a desenrolar-se à minha frente..... as coisas simplesmente acontecem sem me perguntarem nada. As vezes mesmo querendo dar um passo, parece que a terra gira aquele bocadinho que ha-de ser sempre dela, e ponho o pé no mesmo sítio. Outras vezes..... o mesmo.
Calhou de algo quase se desintegrar em chamas, mas miau........ ficou. E o susto. Tão básico e tão duro. Será que complico demais?
Engraçado como às vezes podemos ser tão com tão pouco. E às vezes tão repetitivos. Tão Nós (de mim). Para algúem que é tão como é - mas infelizmente se sente infelizmente diferente - ...será que é mesmo? Eu sentia-me igual. E agora sinto-me igual a mim. Sinto exatamente o contrário... no sentido da referência. E as pessoas que vejo não se sentirem tão infelizmente diferentes delas, sentem-se assim, como eu. Mas fazem-me sentir outra coisa qualquer, sair disto. E aquelas a quem mostro que a referência são elas, sem bom nem mau, sem bem nem mal, fazem-me sentir nem diferente nem igual, nem contra nem pró, mas eu.
Como os olhos dizem tanto, sendo quase sempre iguais. É infinitamente mais o que mantêm do que a sua mudança, mas é ela que nos faz querer ir mais fundo. Seremos curiosos ou mesmo indelicados? Ou achamos que isso mostra que buscam a certeza? e a queremos dar sem querer que a tenham..... pra não serem assim, iguais a eles.
Afinal... ?
Porque é que agora sinto que compreendo as físicas dos movimentos incálculaveis da vida e das condições íntimas de todos? E me sinto contente sem saber, e sem querer, e sem querer voltar a sentir-me obcecado com as minhas? Será que é assim tão mau (eu)? Ou que tão mau é isso de querer saber? Será que alguém com um olhar reprovador poderá dizer... -"Pois".. e acenando a cabeça num gesto de arrogante complacência (ou vice-inversa) me fará sentir tão insignificante que quero voltar a questionar o porquê de tudo o que sou e me esquecerei de tudo isto que às vezes vejo, tão diferente de ver sempre as mesmas coisas (in)diferentes? O bom da vida é sentir felicidade na inspiração e trizteza na expiração. Quando passamos uma estação do ano ou uma viagem na vida sem um momento assim, esquecemo-nos dela.
Não te queiras encontrar, que o vais fazer de certeza. Perde-te, que depois de saberes o caminho não o vais mais conseguir (nem te perderes, nem esse.... caminho)
E amanhã?
Sobreviver é ser uma primitiva. Viver é sentir numa derivada....
//PS: Curiosamente, acordei no mesmo sítio que à umas duas 3 semanas tive que fugir para uma sala escura e ver radiografias enquanto ma ia embalando no ritmo alegre que às vezes fica de acordar com a rádio...... e que só volta às vezes
"Vou viver
até quando eu não sei
que me importa o que serei
quero é viver
Amanhã, espero sempre um amanhã
e acredito que será
mais um prazer
E a vida é sempre uma curiosidade
que me desperta com a idade
interessa-me o que está para vir
a vida em mim é sempre uma certeza
que nasce da minha riqueza
do meu prazer em descobrir" A.V.
Como às vezes voltamos ao certo, sem ser bom nem mau, e sem bem nem mal, e nos sentimos tão bem? Será que complico?
de copo em riste, Pissæ Cubis às 03:19 0 cagalhões
quinta-feira, 9 de março de 2006
Os Nossos Valores - XXIX
"Com chuva nas meias de lã e nas palmilhas daquele material fofinho, ou com as solas rasgadas pelas areias ferventes do sol do deserto, a Vinicultuna cantará."
"Durante Eclipse Lunar, ou ao Sol da Meia-Noite, a Vinicultuna cantará à Lua"
"Os Tunos da Vinicultuna toleram como ninguém a fome, a sede e a privação de sono"
"Uma vez por ano, os Tunos da Vinicultuna disputam uma partida de futebol entre aqueles cujos pénis cheiram a ananás, e aqueles cujos pénis cheiram a santola. No fim todos cheiram a concerto de concertina feita em madeira de coiso."
de copo em riste, Comité de Organização às 17:49 2 cagalhões
com um Vintage da casta Os Nossos Valores
quarta-feira, 8 de março de 2006
Retirando rapidamente a espada da bainha, ele disse - XV
- Sois Homens ou sois ratos?
- Senhor, porque nos limitais a apenas duas possibilidades.
de copo em riste, Comité de Organização às 17:23 1 cagalhões
com um Vintage da casta Desembainhando A Espada
terça-feira, 7 de março de 2006
Previsão Para o Fim de Semana, Santiago
Jueves 9 de marzo
Períodos de lluvia
Min: 5C Mx: 15C
Viernes 10 de marzo
Nubes y sol, posibilidad de un chubasco
Min: 6C Mx: 12C
Sábado 11 de marzo
Más cálido, con brillo de sol y algunas nubes
Min: 11C Mx: 17C
Domingo 12 de marzo
Mucho brillo de sol
Min: 9C Mx: 21C
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sábado, 4 de março de 2006
E preparando-se para degolá-los...indagou...XIV
-Sois homens ou sois ratos?
-Meu senhor...não percebeis que somos apenas ratos personificados?
-N aceito essas desculpas...quem sois Vós?
-Mickey, meu senhor...é o nosso nome de família.
de copo em riste, Fodunt às 18:47 0 cagalhões
com um Vintage da casta Desembainhando A Espada
O Nosso Valor - XXVIII
"Se a Vinicultuna fosse uma Mulher, serias Tu."
*
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Os Nossos Valores - XXVII
"A Vinicultuna tem coisas muito suas, e cantinhos só seus."
"O seio da Vinicultuna é um ambiente propício ao desenvolvimento de síndromes de distorção da realidade e patologia bipolar."
"O seio da Vinicultuna é grande, quente, fofinho, e jorra leite quando já não nos apetece vinho."
"A Vinicultuna pagará em dobro o que receber em triplo."
de copo em riste, Comité de Organização às 15:21 1 cagalhões
com um Vintage da casta Os Nossos Valores
quinta-feira, 2 de março de 2006
A Cruzada pelos Direitos dos Objectos
Depois do Homem, da Mulher, da Criança, dos Animais, a Vinicultuna pretende com esta iniciativa orientar a Humanidade no sentido de uma sociedade cada vez mais justa.
Para inaugurar este espaço, foi escolhido um exemplo considerado clássico da injustiça gritante que separa homens e objectos: o Jogo das Cadeiras.
Este Jogo pretende seleccionar o Humano mais apto de entre um grupo numeroso. A escolha não se faz de forma aleatória. O grupo humano, composto por N seres humanos, dança ao som de música em torno de um grupo de N-1 cadeiras. Finda a música os humanos sentam-se nas cadeiras, sendo excluído o menos apto, aquele que ficar de pé por ter sido lento e não ter arranjado assento a tempo. O jogo prossegue até que os dois humanos mais aptos dançam em torno de uma cadeira. Finda a música é declarado o vencedor final.
As injustiças:
É porventura a cadeira da final declarada vencedora?
Porque é que o critério de selecção do humano vencedor passa por uma prova de destreza e coordenação acústico-motora, e o critério de selecção da cadeira vencedora é totalmente aleatório?
O que diriam os humanos, se, finda a música de cada ronda, em lugar de acorrerem como tolos a pousarem o traseiro na cadeira, o fizessem com vagar e cavalheirismo, visto haver lugar para todos, e se limitarem a aguardar, com o coração aos pulos, que uma cadeira da organização viesse e, ao calhas, sem olhar para caras ou biótipo, pousasse uma pessoa sobre o espaldar e a retirasse do jogo?
A Vinicultuna organizará no próximo jantar de tuna um Jogo das Cadeiras no qual, pela primeira vez na História, em simultâneo com a competição para Seres Humanos decorrerá a competição para Cadeiras.
Ambas as competições serão dotadas não do mesmo prémio, porque não se pretende que a realidade cultural de uma Cadeira seja a mesma de um Ser Humano, mas do mesmo valor pecuniário.
Acima de tudo, no final, Cadeiras e Seres Humanos terão retirado da diversão exactamente o mesmo disfrute, e confraternizarão como nunca antes puderam.
de copo em riste, Comité de Organização às 23:15 0 cagalhões
Tourdion
: Quand je bois du vin clairet,
Ami tout tourne, tourne, tourne, tourne,
Aussi désormais je bois Anjou ou Arbois, :
: Chantons et buvons,
à ce flacon faisons la guerre,
Chantons et buvons, les amis, buvons donc! :
Quand je bois du vin clairet,
Ami tout tourne, tourne, tourne, tourne,
Aussi désormais je bois Anjou ou Arbois.
Buvons bien, là buvons donc
A ce flacon faisons la guerre.
Buvons bien, là buvons donc
Ami, trinquons, gaiement chantons.:
En mangeant d'un gras jambon,
À ce flacon faisons la guerre!
Buvons bien, buvons mes amis,
Trinquons, buvons, vidons nos verres.
Buvons bien, buvons mes amis,
Trinquons, buvons, gaiement chantons.:
En mangeant d'un gras jambon,
À ce flacon faisons la guerre!
Le bon vin nous a rendus gais, chantons,
Oublions nos peines, chantons.
Anonyme-publié en 1530 par Pierre Attaingnant
Tenho em casa, guardado dos tempos do Coral, as pautas deste bonito cânone a 4 vozes. Como já podem deduzir é muito fácil. Basta pensar no refrão do "Afonso"
de copo em riste, Comité de Organização às 23:03 1 cagalhões
Saudades
Recordo esse momento em que te vi,
Recordo esse dia de amanhã
de copo em riste, Comité de Organização às 23:01 4 cagalhões
Auto-de-Fé
Carlos Fodunt, Tuno Honorário da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto, vem por esta forma renegar as heresias proferidas de forma irresponsável no contexto/ambiente de folia de Terça-Feira de Carnaval, no qual se deixou levar pelo frenesim pagão, e atentou verbalmente contra o jejum e abstinência quaresmal.
Vem também Carlos Fodunt renovar a fé na Infinita Benevolência do Altíssimo, inequivocamente manifestada pelo facto de, duas noites passadas sobre a blasfémia, se ter visto poupado à Fulminação, recebendo a possibilidade de redenção.
De novo na posse das suas capacidades de ser humano promete seguir o exemplo dos anos anteriores, e cumprir escrupulosamente os rigores da época.
Mais acrescenta que desconhecia que as entradas já contassem, que o frango do almoço estava uma porcaria, jura que pediu que a gaja escolhesse um rissol de camarão, que só comeu o bife ao jantar porque a alternativa era polvo prato de que gosta muito mais, que discorda terminantemente que Fiambre seja carne.
de copo em riste, Comité de Organização às 22:43 0 cagalhões
H5N1
Preparando a chegada do vírus invasor, o Grande Conselho dos Gansos da Califórnia deliberou por unanimidade e aplausaso a atribuição do título honorífico de Leal Defensor da Colónia a todos os tunos da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto.
de copo em riste, Comité de Organização às 22:36 0 cagalhões
Insistindo no gesto por demais conhecido, ele insistiu na pergunta que aqui se recorda - XIII
- Então, sois Homens ou sois ratos?
- Em má hora perguntais, senhor...
- Estávamos precisamente a dar conta que não estamos na posse dos nossos documentos de identificação.
- Como homem prevenido, tendes decerto convosco uma tocha.
- Será possível pedir-vos que alumieis a nossa busca?
de copo em riste, Comité de Organização às 22:31 2 cagalhões
com um Vintage da casta Desembainhando A Espada
Esticando braço e espada como se fossem um só corpo, ele disse - XII
- Sois Homens ou sois ratos?
- Mais ou menos.
- Assim-assim.
- Pois.
- É.
- Claro.
de copo em riste, Comité de Organização às 22:27 3 cagalhões
com um Vintage da casta Desembainhando A Espada


