sábado, 2 de dezembro de 2017

Do Fim do Outono

Gosto de ver o Outono a partir do alto. As árvores vão-se juntando em manchas amarelas, castanhas e vermelhas sobre os campos a que chamam a veiga de Creixomil. Gosto de ver o Outono junto a elas. 

Há um gigante magnífico do topo da colina atrás dos hotéis. Vê-se de toda a cidade. Venero-a desde sempre, como se venera um mais-velho. Aparte essa relação respeitosa, ainda nenhuma outra me tinha atraído.

Talvez só o fizesse para mim. Ramagens abertas, a estender-se para o passadiço. As folhas lobadas, a aquecerem de vermelho a luz que as atravessa. Oferece um abraço quente. Passo e penso ir viver com ela.


Todos os anos dou que o Outono já chegou. E então demoro-me mais pelas janelas. Nunca dei pela sua partida. Esta semana não me tentaram abraçar ao atravessar o passadiço. Estranhei, olhei. Só restava o tronco branco, despido, onde não me vi entrelaçado. Ter-se-á ela mudado? Vã esperança, talvez a encontre. À noite, a aquecer de vermelho o interior dos meus lençóis.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

"Memorandum"

Este ano não me deverei esquecer do São Martinho.
Este ano não me deverei esquecer do São Martinho.
Este ano não me deverei esquecer do São Martinho.
Este ano não me deverei esquecer do São Martinho.
Este ano não me deverei esquecer do São Martinho.
Este ano não me deverei esquecer do São Martinho.
Este ano não me deverei esquecer do São Martinho.
Este ano não me deverei esquecer do São Martinho.
Este ano não me deverei esquecer do São Martinho.
Este ano não me deverei esquecer do São Martinho.

Dúvida

Segundo o acordo ortográfico vigente, "Tuno da Vinicultuna" ainda pode ser proferido no plural?

Carta de Recomendação

O Funcionário do Serviço Nacional de Saúde "Estudaste nas Biomédicas! Conheces o TóZé? "

A Donzela-Funcionária do Serviço Nacional de Saúde "Claro! Tenho Amigos na Vini!"

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Das frases que ficaram

"Dá-me o teu amor, biomédicas"

domingo, 10 de setembro de 2017

"O que não contas à tua mulher, o que não contas ao teu amigo, conta-lo a um estranho, na estalagem"

"provérbio eslavo da Galícia",
diz-nos Eça de Queirós em "Singularidades de Uma Rapariga Loira"


Actualmente os amigos deste espaço também o podem fazer com um conhecido, no Bufete Santo António.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Um Lamento (eventualmente com voz distorcida, e cara desfocada aos quadradinhos)

"Nós chegámos, não estávamos a fazer nada, começaram logo a insultar."


sexta-feira, 12 de maio de 2017

Um Lamento, ou Sobre o Lamentável Estado de Desconfiança que Reina no Futebol Português

Oliveira de Santa Maria, há uns domingos atrás

"Não nos deixam sair, temos de consumir aqui no bar. E aqui só têm cerveja sem álcool. Fazem mesmo tudo para prejudicar o Salgueiros."

domingo, 8 de janeiro de 2017

Dos sons perdidos


sábado, 11 de junho de 2016

Um Lamento (mas não só)

Algures entre o quadragésimo e o quinquagésimo capítulo, dão o Cavaleiro da Triste Figura e o fiel Sancho a uma estalagem em lugar impreciso na Mancha. Dão a ela também o Cura, o Barbeiro, e muitos outros que não teriam por que por ali andar, mas muito arranjarão sobre que se escreva.
Coincidências. Pródigas na Literatura, não menos na Vida.
Não foi na Mancha, foi mais ao lado.
Évora. Este que aqui escreve, um outro de cognome Fodido, como que fazendo de cabreiro, almocrave, ou de mulher de estalajadeiro. E, já no epílogo, reencontra-se um nome da última crónica. Desta feita o irmão. Em tempos protagonista de uma entrevista num glorioso número da revista "i", das Biomédicas.
Celebre-se então o Lamento, na sala de João Cutileiro. Um lugar notável. Forrado a mulheres de mármore. O escultor senta-se, com a janela nas costas. Em contraluz, visto do outro lado.
"Quer tomar alguma coisa? Café?"
Esqueci as palavras de cerimónia.
"Um copo de vinho?"
"Tomei há bocado o pequeno-almoço"
"É quando sabe melhor", ri-se. E serve-se.

Até perto da hora do almoço existirão silêncios embaraçosos. Saboreados com muito prazer.
...mas com um copo de água.

Um Lamentável Lamento

"Estiveste a beber?"

Anónima, séc indeterminado

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Da Hospitalidade. (para um Manual de Digressões)

Foi há dias, na Antena Um. Falava o Embaixador José Cutileiro sobre a Síria e na inconciliável heterogeneidade daqueles povos. Ódio incompreensível aos olhos ocidentais ainda por cima lusitanos. Ou talvez não.
Num estilo desassombrado, relatou. No final da década de sessenta encontrava-se a realizar um trabalho de campo em Monsaraz (A Portuguese Rural Society, Oxford Press, 1971). Comia numa taberna, frequentemente na cozinha. Um dia chegaram uns casais, com crianças. Turistas, do Porto. A Dona Antónia foi recebê-los. Quando regressou à cozinha, comentou, com desdém, "Queriam pão de milho! Os filhos da puta!"

Do Tuno, do Careto, e da Sã Vizinhança





 
...ou "Esta Senhora Não Gosta de Jovens".

 

Do Tuno, do Careto, e da Geração Espontânea



sábado, 6 de fevereiro de 2016

Protocolo de Velhice - V

Na sua Velhice, o Tuno da Vinicultuna trocará o negro pelas cores.



Na sua Velhice, o Tuno da Vinicultuna, continuará como antes.






(Feliz 2016 ...



...e um Bom Carnaval)

sábado, 5 de dezembro de 2015

A Vinicultuna aprecia...

... a Coerência.

 
                                                        (Granada - Albayzin)

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Da Magistral Conferência...

Em que eloquentemente se fala do "AVC Eloquente"!


Em que "usando a orquestra como analogia" se fala no cérebro, ficando por esclarecer porque não foi usada a Tuna.
 
 
 
 

E em que estando o Nariz da Micha outra vez aqui tão perto...
... e tendo-se apurado que poderá ser reavistado por terras de Viriato...
...(não tão frio, e bem mais perto que a Polónia)...
...uma vez mais se demonstra que nem sempre a fotografia faz justiça à beleza.
 
O Nariz de Micha, inquirindo Octavius, (inveja),
sobre assuntos de coração.

Grandes Frases CII














"Rico filho, até sabe o que é o Mastoideu !"



 

sábado, 28 de novembro de 2015

Os Nossos Fétiches - IV

Olhei para o lado. Olhei outra vez. Não consegui deixar de voltar a olhar. E olhei outra vez. Estava mesmo ali ao lado.
Depois ... olhei outra vez. Já o tinha visto antes. Mas onde, mas onde... Olhei outra vez. Estava mesmo ali ao lado. Não consegui deixar de voltar a olhar. Conhecia-o. Mas de onde? De onde? De onde, antes de estar mesmo ali ao lado... (olhei outra vez). De onde? De onde?... a vida toda a passar diante dos olhos... De onde? De onde? Não podia parecer malcriado! De onde? De onde? Daqui não, daqui não, mas de onde? Daqui? (olho outra vez) Parecido, mas também não. De onde?

 
Olhei outra vez. Fiquei a olhar. Era lindo. É claro que conhecia! Era o nariz da Micha!
Um triângulo de base larga, compridinho, com uma bolinha na ponta. Lindo. Delicioso.
O nariz da Micha. Palermo, Lleida, Gdansk, e Gdansk outra vez, durante o Campeonato do Mundo. Já lá vão quase 10 anos! E agora aqui ao meu lado. Continua maravilhoso.
Revejo as fotografias. Ela defendia-se. Em todas sorri, põe os olhos a brilhar, e nitidamente evita o perfil. O nariz fica redondinho no meio da cara, também bonitinho. Eu gosto dele em qualquer perspectiva. E de perfil fica único. Alto, esticadinho, a terminar num botão. E agora aqui ao lado!
Michalina Rusiecka. Polaca. Sorriem os Tunos, mas não, mas não. Na vez do Campeonato do Mundo conhecera um homem mais velho que era Escocês e atravessava o Atlântico sozinho. Eu lamentava uma mulher mais nova, mas menos. Mas não deixei de disfrutar da contemplação daquele nariz.
Um dia serei eu o homem mais velho. Pode ser que o nariz da Micha volte a aparecer...

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Bom São Martinho, lamento...

...pois que, andando sempre por cá, sempre O esquecia, e lembrava-o sempre depois, uns dias  atrasado.
Antes o esquecesse outra vez, significasse isso o contínuar da Bebedeira de Ideias e Lamentos. Contínua euforia. Eterna novidade.  Mensagem enviada. Truz-truz, soava do outro lado. Mensagem recebida. A internet ainda era em madeira envernizada. Agora é tudo em plásticos e feito noutros sítios. Na altura quase que não havia euro. O Pereira até guardou um ror de escudos para gastar aos poucos no ano seguinte. Agora é Psiquiatra e já falou para a televisão. O Arouca e o Tondela ainda estavam nos distritais. Também deve haver boas castanhas para lá. E as torres gémeas caíram à nossa frente. Tinham acabado de pôr as televisões no átrio. No do edifício velho, no das colunas de mármore. Na altura ainda cheiravam a madeira envernizada. Era tudo novo. Ligaram as televisões de propósito para vermos os aviões a irem contra aquilo. Outra vez e outra vez.  E depois aquilo a cair, em cinzas. Houve um homem que até saltou antes. O Dom Nelson, da contabilidade passou e disse "Ó Carlos, isto é muito mau, Isto é muito mau, mas o Salgueiros ainda é pior do que isto", e foi embora. Tinha razão. Na altura o Salgueiros também cheirava a madeira envernizada. Depois nunca mais. Agora vá lá, pode ser que outra vez. No Domingo foi ganhar a Cinfães. Também deve haver boas castanhas por lá. Pergunta-se ao Tó-Zé, ele sabe de certeza, é a terra do pai dele.
Nós só fomos passear à tarde. Não dava para mais, passámos no rio, e depois ao Gerês. Santa Maria de Bouro. Ao Mosteiro, que agora é Pousada. Cheira a madeira envernizada dos Pestana. Não entrámos. Ficámos pelos jardins. Havia castanhas. Estivemos os quatro a apanhá-las dos ouriços. Picava um bocadinho. A Margarida conseguiu trazer menos que o Rafael. Acobardou-se. E está afidalgada. Eu atei as mangas do casaco de malha e enchi-as. Chegados a casa pesámo-nos com e sem elas. Três quilos de castanhas. De borla! Mas foi uma pena não termos dado com a entrada para a adega. 
(se calhar ainda cheira a madeira envernizada)
Bom São Martinho.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Grandes Vídeos - I


domingo, 20 de novembro de 2011

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Meu fado...

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Para Amigos e Amigas

"Algumas das reminiscências da minha escola primária têm a ver com vacas. Porque a D.ª Albertina, a professora, uma mulher escalavrada e seca, mais mirrada que uva-passa, tinha um inexplicável fascínio por vacas. Primavera e vacas. De forma que, ora mandava fazer redacções sobre a primavera, ora se fixava na temática da vaca. A vaca era, assim, um assunto predilecto e de desenvolvimento obrigatório, o que, pela sua recorrência, se tornava insuportavelmente repetitivo. Um dia, o Zeca da Maria "gorda", farto de escrever que a vaca era um mamífero vertebrado, quadrúpede ruminante e muito amigo do homem a quem ajudava no trabalho e a quem fornecia leite e carne, blá, blá, blá, decidiu, num verdadeiro impulso de rebelião criativa, explicar a coisa de outraforma. E, se bem me lembro ainda, escreveu mais ou menos isto: "A vaca, tal como alguns homens, tem quatro patas, duas à frente, duas atrás, duas à direita e duas à esquerda. A vaca é um animal cercado de pêlos por todos os lados, ao contrário da península que só não é cercada por um. O rabo da vaca não lhe serve para extrair o leite, mas para enxotar as moscas e espalhar a bosta. Na cabeça, a vaca tem dois cornos pequenos e lá dentro tem mioleira, que o meu pai diz que faz muito bem à inteligência e, por não comer mioleira, é que o padre é burro como um tamanco. Diz o meu pai e eu concordo, porque, na doutrina, me obriga a saber umas merdas de que não percebo nada como as bem-aventuranças. A vaca dá leite por fora e carne por dentro, embora agora as vacas já não façam tanta falta, porque foi descoberto o leite em pó. A vaca é um animal triste todo o ano, excepto no dia em que vai ao boi, disse-me o pai do Valdemar "pauzinho", que é dono do boi onde vão todas as vacas da freguesia. Um dia perguntei ao meu pai o que era isso da vaca ir ao boi e levei logo um estalo no focinho. O meu pai também diz que a mulher do regedor é uma vaca e eu também não entendi. Mas, escarmentado, já nem lhe perguntei se ela também ia ao boi."
Luís Manuel Cunha in «Jornal de Barcelos»

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Dos Benefícios da Música Para Bebés

Encontrei o "Real Gone" do Tom Waits dentro do "Rejoicing the Hands" do Devendra Banhart.
Já não o via vai para mais de um ano.
Foi extremamente estimulante.

Há quanto tempo não desenrolam lá em casa aquelas bandeiras que há uns anos se punham nas varandas durante os jogos da bola? Querem ver que o Estandarte da Tuna ficou embrulhado numa delas, na ressaca do Europeu?

segunda-feira, 23 de maio de 2011

"A la Table avec la Tune"





A cambalear, chegamos um a um.

Acho que sou o quarto, mas sou o primeiro a sentar-me. À minha esquerda o caloiro que um dia será Grande Morsa, depois Chiclete, na esquina, à cabeceira o o caloiro que um dia será Inca (que só chegou uns minutos depois), e depois o caloiro que um dia será o Magister Piça Quadrada. O caloiro que um dia será o Magister Piça Quadrada fica à direita dos Maiorais da República. Somos Con-Vi-Da-Dos. Aliás, há mais Convidados. Os Repúblicos são só sete ou oito, mas há para aí 20 pessoas à mesa.


Tacho de arroz de cenoura e ervilhas. (Que inveja vão ter os que estão sem comer, em casa do Tiago). Bolinhos de bacalhau. Salada. Somos Convidados, somos os primeiros a servir-nos.

Olho para o tacho. Não podemos comer tudo.

Ponho só uma colher no o caloiro que um dia será Grande Morsa. O caloiro que um dia será Grande Morsa é grande.

Chiclete é mais pequeno. Ponho meia colher a Chiclete.

Percebo que estou a pôr pouco. Posso abusar mais. Felizmente só me servi em terceiro lugar. Posso comer quase tanto como o caloiro que um dia será Grande Morsa.

Chiclete vai ficar com fome. Também há atum. Tostas com manteiga. No fim, laranjas.

Pouco participamos nas conversas. Não sei se parecemos malcriados. Estamos mesmo cansados.

Os pais do Saviola aparecem.

O Maioral é um gajo de barbas que tem uma namorada gordinha. Esta diz “Tabaco? Aquela coisa que só serve para gastar dinheiro e fazer mal?”.

Fala-se nos terríveis primos do o caloiro que um dia será Grande Morsa - que se portaram mal no Centenário da República; que só o o caloiro que um dia será Grande Morsa tem cobro neles; que estavam a ver o Sexy Hot no Centenário da República.

Há uma história de tiros de pressão de ar, da República para uma procissão - histórias antigas. Um bem-vestidinho reclama. "Disparar sobre os fiéis? Se ainda fosse sobre comunas..."

Fala-se muito de política em Coimbra.
Também se fala de nós. “Estes bacanos têm uma filosofia...” - referem-se às nossas digressões.
As paredes da sala têm muitas frases de um dos Tios do caloiro que um dia será Grande Morsa.

Eu sirvo-me segunda vez. Acho que, por cortesia, Chiclete não o faz.



...da "Crónica da Digressão a Coimbra, por um Candidato a Tuno-Honorário da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto", Junho de 2004

Dos Leões de Coimbra






15h30 Vai a passar uma donzela, e o caloiro que um dia será Grande Morsa corre para a Serenatear. Ela tenta escapar, mas o caloiro que um dia será Grande Morsa alcança-a. Eu vou atrás, descalcinho e aos saltos. Também é de Ciências da Educação.



Quando olho para trás já estão o caloiro que um dia será Água Benta e o caloiro que um dia será o Magister Piça Quadrada de calças arregaçadas, dentro da fonte. O dinheiro caiu lá dentro! Ia-me dando uma coisa. O caloiro que um dia será Grande Morsa vai logo a correr. Braços compridos, ajuda de fora da fonte. Alguém diz que só vai apanhar as maiores. Mas claro que se apanham todas.



Os que estão lá dentro começam a molhar-nos. Chiclete põe-se em boxers e também salta lá para dentro. Depois perceberá que à custa disto perde as tâmaras no jardim da Manga! Não sei como porque Chiclete foi para lá em cuecas… julgo eu… mas se calhar não porque de facto ele pôs a camisa a secar ao sol. A camisa secará por metades…



Entretanto damos pela falta do caloiro que um dia será Inca… Fugiu! Mal viu o dinheiro na água fugiu! Volta quando o começamos a procurar. Diz que foi ao quarto de banho. Mas, quando insistimos começa-se a rir.









...da "Crónica da Digressão a Coimbra, por um Candidato a Tuno-Honorário da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto", Junho de 2004

Do Fim Da(quela) Noite - Ou Antes Um Pedaço

Sugiro que subamos à Universidade. Falo em ir ao Pátio da Universidade. Mas o caloiro que um dia será Grande Morsa diz que deve estar fechada. Mas também diz que “Não nos digam que não se pode... e muito menos que é impossível!”. O caloiro que um dia será Grande Morsa já leva com ele uma placa da ProSegur.

Chiclete pede aos caloiros para nos seguirem à distância. Eles acabam por se distanciar à entrada de um bar.


Chiclete sugere que caminhemos em silêncio. Disfrutemos a noite. Apetece-lhe caminhar em silêncio. Mas eu sinto-me demasiado leve para o fazer. (Se calhar nunca o conseguiria fazer).
Como um palhaço aponto para a Lua, e para todas as coisas dignas de serem vistas. Mas sabe bem andar em silêncio.
Chegamos à altitude da Praça da Universidade. Junto à Sé Nova.
Deixo-me rebolar duas vezes pela rua inclinada. Da segunda só um bocadinho, porque Chiclete que tinha ficado com quase todos os meus objectos, me avisou que vinha um carro. O relógio parte-se. Fica parado nas...3h15.


São as horas que eu quiser!




...da "Crónica da Digressão a Coimbra, por um Candidato a Tuno-Honorário da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto", Junho de 2004

NOTA - para ler mais sobre este episódio, remetemos aos comentários ao segundo da rubrica "As Nossas Lendas", publicado a 19 de Fevereiro de 2009

domingo, 22 de maio de 2011

(Aqui Nasci)



04h00 - Leões (de Coimbra) – Jardim da Manga



Os caloiros já lá estão. Quando eu e Chiclete estamos a atravessar uma das pontezinhas, ele diz-me:

“E agora desculpa, mas vais ter mesmo de te banhares em trajes menores.”



E diz para a Vinicultuna dar as boas vindas ao... “Mineteiro” (Eu sabia que alguma coisa ia ter de correr mal!!!).
Abraçamo-nos, já comigo em cuecas.
Desço por uma das escadas de uma das pontes, e, devagar, deixo-me afundar.

Contorno o palácio a nadar, passando por baixo das 4 pontes, e dos 4 canos enferrujados que estão dentro de água.

É engraçado porque de tarde, quando o dinheiro caiu à fonte, tinha pensado que seria engraçado pôr alguém a passar ali, como se fosse um golfinho.

Depois de passar o primeiro avisto a Lua, mas não digo nada, porque não sei se estou dentro água e o som não se ouvirá, e porque me parece que eles se estão a ir embora. Não os ouço.


...da "Crónica da Digressão a Coimbra, por um Candidato a Tuno-Honorário da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto", Junho de 2004

sábado, 14 de maio de 2011

Ontem Foi Um Dia de Sorte - XXV

Foi o 13 de Maio, e a rodinha à volta do Sol brilhou muito.
Glória, Glória, Aleluia, Glória!

Ontem foi um dia de azar

Foi Sexta-Feira 13.
Arre, diabo!, vade retrum mafarrico!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Grandes Filmes...

sábado, 7 de maio de 2011

Dos Percalços da Conquista do Espaço





(a caminho da Lua... pelos nossos próprios meios)

Vinicultuna - Protocolo de Velhice - IV

"Na sua Velhice, o Tuno da Vinicultuna terá os bolsos atulhados de papelinhos da conta da mercearia e da farmácia, com as costas gatafunhadas."

"Na sua Velhice, o Tuno da Vinicultuna chamará Laboratório à Adega, e Alambique ao Lagar."

"Na sua Demência, o Tuno-Alquimista reclamará a descoberta do Vinho Não Mastigável."

A Vinicultuna Aprecia...



... a Limpeza e o Conforto, daquele Cantinho só Seu.

Aqui Nasci.





Que partindo desta pista, identifiquem os Contunos o local.

E aí chegados, que nos sentemos, e tiremos da Memória o farnel.

"Batem-se?"

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Da Limpeza de Um Disco

AS MENINAS DE BIOMÉDICAS

As meninas de Biomédicas são as melhores da UP
Por uma razão muito simples.
São muito simpáticas, bonitas e boas raparigas.
Ao contrário das de Medicina de S. João.

Ai, ai, ai, se eu pudesse entrar aqui
Tenho a certeza que era muito feliz.
Não só são elas boas pessoas.
Os rapazes também são e o ICBAS também em si é muito bom.

Não é por acaso que quem entra aqui é bem recebido
Pela AEICBAS, CD ICBAS; alunos, professores e funcionários.
Só por isso e muito mais, queríamos que visitassem o Instituto.
Sem mais nada para dizer, divirtam-se e
Viva o Azul e Amarelo que são as nossas cores


Por António José Pereira Nogueira, para a Vinicultuna Biomédicas – Tinto, 2004

terça-feira, 3 de maio de 2011

Do Vinho e da Empatia entre Utentes e Funcionários do Sistema Nacional de Saúde - XXXVI

(ou , E vem-nos à memória uma frase batida...)

"Só um copinho ou dois, com os comeres."

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Ecos no meu Ouvido - II

Música:
"F.M.I.", de José Mário Branco, 1979.

Parte que Ecoa:
"Éfe Éme Iiiiiiiiiii...! tcharanchanchan, tchanrantchantchan, com o Éfe Éme I!".

Origem (do Eco, não da Música):
"Manhã de Domingo de Páscoa, depois de noite longa. O Tiago pôs no computador do Serviço, antes de ir almoçar com os sogros. E eu com os meus. Foi cabrito. Na minha avó costuma ser leitão. Eu gosto dos dois. Não sei o que foi nos sogros do Tiago. Mas espero que ele também goste."

Duração do Eco:
"Vai para 4 dias e meio, mas não tem sido constante, e a cadência é empolgante. É que há dias a"A Luta é Alegria" até já irritava, mas não me deu para vir cá partilhar, de modo que não foi oficial."

http://www.youtube.com/watch?v=ZUJts90HIHc

http://www.youtube.com/watch?v=wj7LKI8rIUo&feature=related

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Santas Páscoas

http://www.youtube.com/watch?v=4QOHnxnyAi0

Créditos para Hélder Baptista,


Notável a abertura, a roçar o ocioso, com as duas (usemos o extenso) voltas em instrumental, pela modinha do refrão, antes do da entrada do filarmónico bocejo vocal ao longo de mais de seis (usemos o extenso) espraiados minutos.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Serenata?

Justificações dos tempos...

Indivíduo Sábio: Não vás, bebe mais um copo!

Indivíduo: Estou de carro...

Indivíduo Sábio: A esta hora já não há polícia!

Indivíduo: Nunca se sabe, além disso pode-se dar um acidente...

Indivíduo Sábio: Mas aqui só há descidas, podes beber à vontade.

Indivíduo: Era mais uma garrafa então.

terça-feira, 29 de março de 2011

Amanhã muda a Hora

Amanhã vamos para a Finlândia, as noites serão mais longas.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Já sabemos,...

...a Vinicultuna chegará à Lua...





.,.pelos seus próprios meios.

Sobre a Cana Bordão...



... e as Senhoras

Da Estrada


sexta-feira, 11 de março de 2011

Do Vinho e da Empatia entre Utentes e Voluntários do Sistema Guineense de Saúde - XXXV



"Posso beber Vinho?"

O Régulo de Dorse, no Recobro da operação aos olhos.

segunda-feira, 7 de março de 2011

O Entrudo - a festa da fogueira ou vingança parte 1


Segunda 7/3 - 19h - Piolho!

Festa de Carnaval da Vinicultuna de Biomédicas - Tinto


Leva o teu/ou a tua Sr. do Vale ou Tozé ou Zai!

Caloirus Octavius


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

De um não-Telefonema d'Além Mar

- TóZé!, estou na Guiné!
- TóZai!, vou ser Pai!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Do passar dos tempos

... Sobra-me tempo p'ra cantar.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Do vinho e do SNS / Hoje foi um dia de sorte / Hoje foi um dia de azar

Hoje encontrou-se vinho... no chão da sala de registos do serviço. Não o bebi.

domingo, 23 de janeiro de 2011

RicoCHEte

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Da Partida...

... ou quando todas as ideias são lamentos.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

domingo, 28 de novembro de 2010

Para que não se confunda...



... com o Sr. do Adeus (ou Olá), outros amores ou outras paixões.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Beleza e Simplicidade

Vinho

Tão doce sabor
Tão leve ardor
Embriagues que até aos Deuses exalta
E com romantismo que aos apaixonados pauta
És puramente a destilação do amor

André Moraes


médias frases...

"...quem me dera ser uma meretriz..."

Homemade

Ensaio Fotográfico III - O Senhor do Olá


Este senhor faz-me tanto lembrar a tuna... Um bem haja

Sobre a Peçonha (ou a propósito de uns comentários a um estudo científico)

Sabe muito bem melhor quando misturada com vinho.

E se uma Desconhecida lhe oferecer Castanhas...

E disso se fez o dia 11.
Senão, nem me tinha lembrado.
E era bonita, Ela.
E então, pedi um Copo.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Controvérsias, enganos e realidade

A primeira rubrica totalmente em inglês:

"O meu grande amigo João Serra, o famoso 'Senhor do Adeus', faleceu. Conheci-o há cerca de sete anos e desde então fomos todos os domingos ao cinema", escreveu ontem à noite o realizador de cinema Filipe Melo no blogue Senhor do Adeus.

João Manuel Serra ficou conhecido dos lisboetas por passar as noites na zona do Saldanha, em Lisboa, a dizer adeus aos automobilistas que ali passavam - por vezes escolhia outras zonas da cidade durante o dia.

No blogue Senhor do Adeus pode ler-se que, todos os domingos, João Serra ia "ao cinema com Filipe Melo e com Tiago Carvalho", sendo que o blogue servia "para documentar as opiniões e observações de João Serra sobre os filmes e sobre a vida". "Os comentários deixados no blogue durante a semana serão lidos ao João Serra no domingo seguinte", de acordo com os autores da página.

"Eu sou o Senhor do Olá"

"Chamam-me o Senhor do Adeus, mas eu sou o Senhor do Olá. Aquele que acena no Saldanha, a partir da meia-noite. Tudo isto é solidão? Essa senhora é uma malvada, que me persegue por entre as paredes vazias de casa. Para lhe escapar, venho para aqui. Acenar é a minha forma de comunicar, de sentir gente", escrevia, em Março de 2008, o Expresso sobre João Manuel Serra, salientando: "São quase duas da manhã e os carros não param de lhe apitar. Nem eu de lhes acenar. Só fico triste quando o movimento acaba."

"Venho para a Praça Duque de Saldanha, desde que fiquei nas mãos de não ter ninguém. Nasci aqui perto, na casa da minha avó. Um palacete tão bonito, que o Calouste Gulbenkian quis comprá-lo. Vê-se que foi um menino rico. Sou filho de gente abastada, nunca trabalhei nem entrei numa cozinha", acrescentava o semanário, citando o "Senhor do Adeus".

Em Setembro de 2003, o Diário de Notícias escrevia que João Serra "nunca trabalhou, mas conhece a Europa toda" e "já entrou em dois filmes e até num teledisco".

No Facebook, já surgiu um apelo para uma concentração às 22h00 de hoje, no Saldanha, "para dizer adeus aos carros em homenagem ao senhor João que o fazia noite após noite". Desconhece-se o local e a hora do funeral de João Manuel Serra.

in Público, 11/11/2010

Outros jantares, outras cantigas, mesma tuna

Lembro-me quando esta musica era cantada regularmente nos nosso jantares, com um (outro) sotaque sul-americano...
Bem haja

domingo, 7 de novembro de 2010

O fim pelo início

Tenho saudades de ler. ler algo que não seja técnico. Algo escolhido por mim na altura que me apetecer.
Enquanto isso não é possível lembrei-me de um pequeno hábito que tenho desde que me lembro e que recupero aqui, por uma questão de saudade.
Sempre que pego num livro novo, começo por ler os últimos parágrafos do livro. Não é desanimador como o é saber o fim de um filme sem o ver. Não é ansiedade por saber o fim da história. Não é para poder compreender melhor o desenrolar do relatado no livro.
É só um hábito. Provavelmente estúpido.

-E até quando pensa o senhor que podemos continuar neste ir e vir dum caralho? - perguntou-lhe.
Florentino Ariza tinha a resposta preparada há já cinquenta e três anos, sete meses e onze dias com todas as suas noites.
-Toda a vida - disse.


Gabriel García Màrquez in "O Amor nos Tempos de Cólera"

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Desafio

Desafiam-se os nossos leitores a encontrar neste vídeo um membro da Vinicultuna de Biomédicas - Tinto...

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Estudo científico desmistifica!

Em plena época de vindimas, é preciso desmistificar alguns preconceitos acerca do consumo do vinho... Em boa hora chega este estudo.

1. O VINHO PODE MATAR?
Pode. Há uns anos, um rapaz foi atingido por um barril de vinho que caiu de um camião levando-o à morte instantânea.

2. O USO CONTINUADO DO ÁLCOOL PODE LEVAR AO USO DE DROGAS MAIS PESADAS?
Não. O álcool é a mais pesada das drogas: uma garrafa de vinho pesa cerca de 900 gramas .

3. O VINHO CAUSA DEPENDÊNCIA PSICOLÓGICA?
Não. Cerca de 89,7% dos psiquiatras, psicólogos e psicanalistas entrevistados preferem cerveja.

4. MULHERES GRÁVIDAS PODEM BEBER SEM RISCO?
Sim. Está provado que nas operações STOP a polícia nunca faz o teste do balão às grávidas.

5. O VINHO PODE DIMINUIR OS REFLEXOS DOS MOTORISTAS?
Não. Experiência com mais de 500 condutores: foi dada uma grade com garrafas de vinho para cada um abrir e beber. As últimas foram abertas e bebidas no mesmo tempo gasto com as primeiras. Em nenhuma das garrafas os reflexos foram alterados.

6. A BEBIDA ENVELHECE?
Sim. A bebida envelhece muito depressa. Se deixar uma garrafa de vinho aberta de um dia para o outro, altera o paladar e o aroma e chega mesmo a avinagrar passadas algumas semanas.

7. O VINHO CONDICIONA NEGATIVAMENTE O RENDIMENTO ESCOLAR?
Não, pelo contrário. Algumas universidades estão a aumentar os lucros com a venda de vinho a copo nas cantinas e bares.

8. O QUE FAZ COM QUE A BEBIDA CHEGUE AOS ADOLESCENTES?
O estudo confirma que, em primeiríssimo lugar, o empregado de mesa.

9. O VINHO ENGORDA?
Não. Tu é que engordas.

10. O VINHO CAUSA PERDA DE MEMÓRIA?
Que eu me lembre, não!

Lamento (ou, Sobre o Halloween)

Incomodam-me os maquiados, de dentes afiados e capa pelos ombros a atravessar os Leões, descer os Clérigosos e cruzar os Aliados.
Por levantarem a possibilidade, remotíssima, bem sei, de um dia as televisões, cobrirem na. 5ª Avenida, a Parada dos Martelinhos e o Baile de São João.

E já que falamos nisto, vem aí o São Martinho.

dicotomia

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

terça-feira, 26 de outubro de 2010

A turma oficial do rally das tascas!




Não se atinge a velocidade dum teste de Cooper... mas, quem sabe?

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Da surdez...

Não pode comer fritos, gorduras, carnes vermelhas....
..hum hum...
também não pode comer assados.
diospiros?!
porque é que não posso comer diospiros!?

sábado, 23 de outubro de 2010

Ensaio Fotográficos III - Até Amanhã...


O dia deu em chuvoso.

O dia deu em chuvoso.
A manhã, contudo, esteve bastante azul.
O dia deu em chuvoso.
Desde manhã eu estava um pouco triste.

Antecipação! Tristeza? Coisa nenhuma?
Não sei: já ao acordar estava triste.
O dia deu em chuvoso.

Bem sei, a penumbra da chuva é elegante.
Bem sei: o sol oprime, por ser tão ordinário, um elegante.
Bem sei: ser susceptível às mudanças de luz não é elegante.
Mas quem disse ao sol ou aos outros que eu quero ser elegante?
Dêem-me o céu azul e o sol visível.
Névoa, chuvas, escuros — isso tenho eu em mim.

Hoje quero só sossego.
Até amaria o lar, desde que o não tivesse.
Chego a ter sono de vontade de ter sossego.
Não exageremos!
Tenho efetivamente sono, sem explicação.
O dia deu em chuvoso.

Carinhos? Afetos? São memórias...
É preciso ser-se criança para os ter...
Minha madrugada perdida, meu céu azul verdadeiro!
O dia deu em chuvoso.

Boca bonita da filha do caseiro,
Polpa de fruta de um coração por comer...
Quando foi isso? Não sei...
No azul da manhã...

O dia deu em chuvoso.

Álvaro de Campos, in "Poemas"

Grandes Frases - CII

"Mas o que é esta merda?"

um indivíduo indignado à porta de sua casa.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

O descanso do "guerreiro"...

Chega!!

Agora só mesmo pela vinicultuna. (e fodicbas)

beberum humanum est

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Jubilações!

Hoje comemora-se o juveileu!

Hoje há dois jubileus!

Rujubilemos!...

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Coronatione

Amanhaã, faculdade irá perder mais um Mestre...

sábado, 19 de junho de 2010

uma noite...

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Mundial da Boa Esperança

Há 6 anos menos um dia, regressávamos de onde não fôramos, e, saindo em S.Bento de uma composição onde o Negro das nossas Capas contrastava com o Vermelho e Verde da Euforia Ncional, subimos desenbestadamente os Clérigos (uns mais depressa do que outros), cantando "Com Uma Força!"

Hoje, penso, fa-lo-íamos dançando

http://videos.sapo.pt/PkcZTtl8fJzMafkBedFa

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Dos Tuparões

"(...)Desta gente fomos muito melhor agasalhados que das outras nações, porque os mais dos dias nos banqueteavam. E porque num banquete destes, em que todos os nove nos achámos com o embaixador, um dos nossos, de nome Francisco Temudo, lhes levou vantagem no beber, quase injuriados por isto, e havendo-o como muito grande afronta, fizeram o banquete mais comprido para restaurarem sua honra; porém o português se deu tal manha com vinte deles que então estavam à mesa, que todos ficaram deitados à costa, e ele ficou muito inteiro. E depois que tornaram em seu acordo, o sapitou, que era o capitão deles, em cuja casa se dera o banquete, mandou chamar todos os seus, que seriam de trezentos homens para cima, e pondo o português, por muito que lhe pesasse, em cima de um elefante, o levaram por toda a cidade, acompanhado de infinita gente, com muitos tangeres de trombetas, e tambores, e de outros instrumentos, e o capitão, e o embaixador, e nós com todos os bramás detrás dele a pé com ramos nas mãos , e dois homens a cavalo, que em vozes muito altas iam dizendo:

- Louvai, gentes , com alegria, os raios que procedem do meio do sol, que é o deus que nos cria os nossos arrozes, por vos chegar o tempo em que, vísseis em vossa terra um homem tão santo que bebendo mais que quantos nasceram no mundo, derrubou as principais vinte cabeças da nossa quadrilha, para sua fama ser aumentada em todos os dias.
(...)"

da Peregrinação, de Fernão Mendes Pinto

domingo, 23 de maio de 2010

Sarau de Biomédicas 2010 - Vinicultuna de Biomédicas - Tinto

Para todos aqueles que, por motivos de força maior, não lhes foi permitido estar com a Vinicultuna no último sarau de Biomédicas...



... fica o vídeo da nossa performance.

domingo, 16 de maio de 2010

Ecos do Meu Ouvido

Música:
"A Bia da Mouraria"
Seguindo o critério usado por ocasião da eleição do Top-10 Musical da História da Vinicultuna, o título introduzido não precisa de ser o original, antes aquele pelo qual conhecemos ou mais facilmente reconhecemos a música. neste caso "A Bia e o Chico", ou "O Chico das Cautelas" também estariam correctos.

Parte que Ecoa:
"Ai, qualquer dia, a Senhora da Saúde vai ser pequena de mais."
Também neste segundo item, o rigor não é essencial. Se o eco não respeita a métrica ou a letra, é indiferente. Interessa reproduzir o que ouvimos e ouvimos e ouvimos e ouvimos e ouvimos e ouvimos por adentro das orelhas.

Origem (do Eco, não da Música):
"Nasci Para o Fado, concurso televisivo transmitido fez ontem 8 dias, que elegeu os fadistas que integrarão o próximo musical de Filipe La Féria "Fado, História de Um Povo". Cantava uma menina dedoze anos, de voz rouca."
Aqui sim. Rigor e Franqueza. Sejam sinceros. A Verdade não envergonha.

Duração:
Cerca de 5 dias. Causando desconforto entre o 2º e o 3º dia.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Do Vinho e da Empatia entre Utentes e Funcionários do Sistema Nacional de Saúde - XXXIV

A Familiar do Utente do Sistema Nacional de Saúde
"Teve agora outro percalço."

O Utente do Sistema Nacional de Saúde, há 2 anos a braços com uma cadeira de rodas e uma prótese da anca estragada; há outros tantos com um B-PAP, que foi o que o safou mais o ter tocado Trombone na Filarmónica (VIVA A MÚSICA!); há 89 anos e 10 meses a lidar consigo mesmo, mais rins, pulmões e coração; e desde há pouco com um ombro empenado, pois foi o que lhe rendeu o percalço :
"Agora no Carnaval, tive uma queda. Mas não foi da Bebedeira."

terça-feira, 4 de maio de 2010

Do Fim da Noite (Parte Qualquer Coisa)

E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos E por vezes

encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes

ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos

E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se envolvam tantos anos.


David Mourão-Ferreira

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Grandes Frases CII

"This is the Portuguese response to Martini!"

Um Tuno, enquanto oferecia/explicava o xiripiti a uma donzela americana
.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Bibliografia



"Café Âncora d'Ouro - Um Século de Vivências" ,
de Alfredo Mendes, Âncora Editora




Cita uma placa de Gente Conhecida - "Piolho, Sala de Estudos...", e, haja vagar, e... Olho de Lince Ibérico... inclui uma fotografia do Senhor do (V)Vally.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Rejubilemos!!! Aleluia, Aleluia!!!

"As duas primeiras crias de lince ibérico geradas em cativeiro em Portugal nasceram no passado Domingo de Páscoa no Centro Nacional de Reprodução do Lince Ibérico, em Silves, revelou hoje o Ministério do Ambiente.

As duas crias, "robustas e bastante ativas", nasceram de parto natural. São a primeira descendência da fêmea Azahar - "flor de laranjeira" em árabe - que nasceu há cinco anos em liberdade e foi o primeiro animal a ser transferido de Espanha para o centro de Silves, em outubro passado.

Apesar de várias tentativas, Azahar nunca tinha conseguido engravidar no centro de reprodução de Jerez de la Frontera, de onde foi transferida para Portugal: o stress urbano daquele local terá inviabilizado a gravidez." by Agência Lusa


Em jeito de comemoração/rejubilação!!!!!!

15 ABRIL - 20:01h - FAUSTA REFEIÇÂO - at Pediculos capitis

sábado, 3 de abril de 2010

Tudo que eu aprendi na Vinicultuna II


sexta-feira, 2 de abril de 2010

Tudo que eu aprendi na Vinicultuna I

terça-feira, 30 de março de 2010

segunda-feira, 22 de março de 2010

Ínicio novo ano lectivo!


Dia 24 de Março - 18h no Piolho!
Vou já Cagalhão! Pshhhh...

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Marvel Comics vs Vinicultuna

"Falta a capa. Dá super-poderes"

Biancae





Ate amanha, meia noite no Piolho!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Grandes Frases - CI

"Eu dou Vinho aos meus cavalos, mas sou eu que vou Borracho!"

O Timpanas


http://www.youtube.com/watch?v=v5tY_L90zno

Solídó do Timpanas Boleeiro - Júlio Dantas/Frederico de Freitas, no filme "A Severa" de Leitão de Barros

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Das Febres de Fevereiro

"HÁ LAMPREIA"

À Lampreia!

domingo, 31 de janeiro de 2010

MeisterTrunk, ou Três Litros e Um Quarto


Rothenburg ob der Tauber.
Em 1631, durante a Guerra dos Trinta Anos, quando as tropas imperiais se preparavam para arrasar a cidade, o General Tilly reuniu com as autoridades locais para impor as condições da rendição.
O taberneiro, querendo agradar, ofereceu um canjirão com o melhor vinho local, o Franken Wein. A caneca rodou por todos os convivas e Tilly bebeu mais de uma vez. Já inebrado, zombou dos vencidos, afirmando que não haveria um só homem na cidade capaz de a esvaziar de um só gole.
Georg Nusch, o Burgomestre, respondeu ao desafio... na condição de que se o conseguisse Rothenburg seria poupada.
O feito ainda hoje é recordado diariamente às horas que quiserem, pelas figuras da Torre do Relógio.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Revelação

A Viniciultuna de Biomédicas - Tinto vem por este meio informar os seus simpatizantes, que nem todas as músicas que toca, são da sua autoria. Cientes de que esta afirmação não se reveste de verosimilhança, vemo-nos obrigados a apresentar provas, de modo a não defraudar os mais crentes.


Festa da Cerveja - Mler Ife Dada
ou
Linda Cerveja - Vinicultuna







Dança Nua - Essa Entente
ou
Eram Já Três - Vinicultuna

ou ainda
Às Duas Por Três - Vinicultuna


quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Da Infância Feliz da Vinicultuna - ou desmentindo o 7 de Fevereiro de 2009

Quando a Vinicultuna era pequenina, a Mãe deixava-a ir para a rua, brincar com os outros meninos.


(e Viva o Revivalismo!)

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

A prova que faltava

A 20 de Fevereiro de 2009, a sobriedade da Vinicultuna de Biomédicas - Tinto foi posta em causa, devido ao facto de se poder ler por diversas vezes no seu blog a expressão "1 cagalhões" (relembre o post aqui) levantando-se na altura toda uma falsa questão sobre os números gramaticais singular e plural. A Vinicultuna de Biomédicas - Tinto vem então acalmar os revoltados e por um ponto final à questão, por meio de raciocínio matemático:



Depois de provado que 1 é igual a 2, facilmente se depreenderá que dizer um cagalhões é precisamente a mesma coisa que dizer dois cagalhões.



terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Sobre Emblemas

Emblemas é bom.

Autocolantes em série cortados a guilhotina é mais kitsch.

É mais kitsch é melhor.

Melhor ainda era o Estandarte de Tuna - muito emblema e nada kistch - aparecer.

E aquele Caderno de Tuna encadernado a papel canelado verde e cosido à mão com uns cordéis - aquele de Coimbra - também.

Podia ser que dentro dele ainda houvesse autocolantes.

Das tardes cheias

Lamento:
A Toga já não tem emblemas da Vinicultuna para vender.

Especulação:
Comprámo-los todos.

Alívio:
Uma nova encomenda de emblemas da Vinicultuna chega à Toga na próxima semana. Para vender.