quarta-feira, 21 de maio de 2008

CD de Tuna

A vinicultuna tem o prazer de anunciar que irá lançar, em breve, o seu CD.
Deste fará parte a actuação Live at Teatro do Campo Alegre, com 2 bonus tracks instrumentais.

Irá incluir, em formato mixed CD, também, o Harrison 17ª edição.

Se tens alguma sugestão para algo mais a incluir, não te coíbas!
...
comenta! :)

Vou Já Cagalhão!

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Homem Só, Meu Irmão

Tu, a quem a vida pouco deu

que deste o nada que foi teu em gestos desmedidos.

Tu, a quem ninguem estendeu a mão

e mendigas o pão dos teus sentidos

Homem só, meu irmão.

Tu que andas em busca da verdade

e só encontras falsidade em cada sentimento

Inventa, inventa amigo uma canção

que dure para além deste momento

Homem só, meu irmão.

Tu, que nesta vida te perdeste

e nunca a mitos te vendeste,

dura solidão!

Faz dessa solidão teu chão sagrado,

agarra bem teu leme ou teu arado,

Homem só, meu irmão.

Luis Goez

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Da Boda - sins à parte - Cacos, Restos, Excertos e Um Poema Duvaliano

"E só dois anos depois é que eu soube que Este-Caralho era médico!"
a Dona Gusta, para o Pai-do-Noivo, durante a segunda passagem pela Adega dos Caquinhos

"Assim ninguém se aleija!",
o diligente empregado do Fentelhas, varrendo os cacos do primeiro copo partido para baixo da mesa da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto

"Ainda bem que não se conheceram na Queima das Fitas..."
o Tuno Chiclete, após inquirir A-Noiva sobre a razão da escolha do local de repasto

"Ó Travessa da Mata!
Celebrações com data!"
António Simões do Vale, improvisando a propósito da toponimia de Gominhães

"Vêm para aqui estes gigantes, e metem-se à frente das pessoas"
o Pai-do-Noivo, sobre o Tuno Grande Morsa

"Mas com esse nome... não falha!",
António Simões do Vale, sobre hipotéticas ligações genealógicas com a Dona Gusta-apelido-de-solteira-do-Vale, no final da terceira passagem pela Adega dos Caquinhos

"Agora Deus deixa!"
o Noivo, antecipando a Noite de Núpcias

domingo, 6 de abril de 2008

Viva aos Noivos!!!

segunda-feira, 31 de março de 2008

No fim de um mês quase sem pecar, Viagem a um Sarau do Passado, (com Inveja de então não ter estado lá) - Ensaio Sobre a Inveja - O que diria Freud?



E quando o pano baixava, mais cedo do que o previsto, o fundo lá fundo da sala acendia-se, mas não era a luz, não era intervalo, antes a celebração do momento mais negro, fizesse-se um minuto de escuridão, de silêncio não.
E quando o pano baixava, à altura dos nossos olhos, quando tapando-os, já nos podiam fitar, o fundo lá fundo da sala acendia-se, era um homem coberto de fogo, que silvava.
E quando o pano baixava, mas continuávamos a tocar, já só se ouvia “corja” e “degredo” e “vergonha” e “Bebêdos”, e continuava “corja” e “degredo” e “vergonha” e “Bebêdos”, mas só se ouvia o que continuávamos a tocar.
E quando o pano baixava, à altura das nossas solas, que quiséramos a sapatear, mas sOLÁ COPAR, então nós parávamos, que a luz que passava, sob o veludo rosado, não era das chamas, era das donzelas, a palpitar.
E o homem coberto de fogo já não silvava, mas não se apagara. Nunca tinha estado lá.

"L'Invidia", Giotto, Cappella degli Scrovegni - Padova

Depois do Tottenham, o Bayern - Um Adepto Comum, e Um que Hoje Até Só foi Ver o Espectáculo

"Falta! Não assinalou! E ãos do Braga, basta um encostinho! É sempre assim! Já no Domingo com o Setúbal foi igual! O Braga é sempre roubado! Os outros podem fazer tudo! O ano passado com o Tottenham, um golo em fora de jogo! No último minuto... E já há vinte anos foi assim!"

Só não sabemos se foi assim com os suecos do Hammarby (leia-se Abardyn). Porque essa noite, não foi noite de bola. Foi Noite de Digressão

Depois do Tottenham, o Bayern - Cinco Minutos

Cinco minutos. Corro as bilheteiras, enquanto se acende o ultimo cigarro. Com noventa minutos pela frente. E já só faltam cinco. Minutos. E um cigarro. Que já vai a meio. E um minuto e meio também.
Três minutos. Somos revistados. "Que bom", apetece-me sempre dizer, só para ouvir "Ah!Ah! Ah! Ah! Ah!". Não digo. Mas ouço na mesma, "Ah!Ah! Ah! Ah! Ah!"
Dois minutos.subimos as rampas avenidescas de acesso ao estadio. Na faixa de rodagem do lado, os alemães abrem a boca de espanto à Pedreira.
«Parece um navio!»
«Parece uma catedral!»
«parece uma nave espacial!ah!ah!ahah!ah!»
Um minuto. Um minuto! Um minuto e a escadaria toda para subir!
Trinta segundos! Excitação , adrenalina, coceguinhas na pila. Dez segundos! Expludo! Galgo os degraus quatro a quatro. Três, Dois, Um segundo! Agitam-se as faixas, bandeiras e cachecóis também.
Do patamar de acesso as bancadas, um olho na relva, um olho na escada. O chapéu surge no patamar ao tempo que os atletas. Entramos os dois.
Não se vai à bola sozinho.

Depois do Tottenham, o Bayern - Dois adeptos comuns

Vamos a par para o estadio. É assim que se vai.
Da Sé para Dume não há que enganar, é sempre a descer.
«São só dez minutos», diz quem sabe.
«Serão?» receia quem receia chegar atrasado. Só temos 15 para o apito inicial.
Somos dois adeptos, falamos de assuntos da bola.
«Da outra vez andei o dia todo, e andei uma semana a coxear. E agora parece-me que já estou a ficar meio quilhado!»
«Não há pressas», digo, sem acreditar.
Mas sigo ao ritmo da claudicaçao.
Da pausa para acender o cigarro. E, já agora, também páro para mijar.
E continuamos a par.
Um espera pelo outro. Ninguém vai à bola sozinho.
E em dez minutos chegamos.
«Os ingleses trouxeram mais», digo ao passar os primeiros, os últimos Bávaros, sobre outra noite de bola..
«E os suecos parece-me que também» - mas essa não era noite de bola- era noite de digressão.

quarta-feira, 19 de março de 2008

(Sobre a Ruína do Circo)

Os anões, vítimas de um receio exagerado para a sua condição física de anões, atacaram o Comedor de Fogo aos gritos.
- Diz qualquewr coisa, Comedor de Fogo, diz qualquer coisa!
O Comedor de Fogo mastigava fazendo um barulho a lenha queimada.
- Tu és o mais importante deste circo, diz qualquer coisa.
O Comedor de Fogo participava em todos os números que eram apresentados na psta do Circo Céus Americanos: acendia os arcos que os cães pequineses atravessavam arriscando o pêlo, os archotes que as Trapezistas usavam em "O Salto da Morte", os fundilhos dos Palhaços, quando ninguém se ria com os seus trambolhões, aterrorizava a Mulher Barbuda em "Os Pêlos da Rainha Ulalume", enfrentava "O Dragão Assassino Ataca Hércules", também enfrentava o Homem Mais Forte do Mundo, colaborava com o Ilusionista chamando a atenção do público, engolia vinte vezes seguidas quatroarchotes de vários tipos de chamas e acendia uma pira de lenha com três metros de altura, colocada a seis metros de distância com as suas chamas ferozes, terríveis, cheias do circense esplendor do fogo.
- Diz qualquer coisa, Comedor de Fogo, precisamos de comer.
- Quanto resta de Rum, Dom José?
- O suficiente para incendiares a cidade.
- Por mim, não há problema.

de "O Segredo da Trapezista", de Óscar Málaga Gallegos

segunda-feira, 10 de março de 2008

"Ai, Margarida"

Ai, Margarida,
Se eu te desse a minha vida,
Que farias tu com ela?
- Tirava os brincos do prego,
Casava c'um homem cego
E ia morar para a Estrela.

Ai, Margarida,
Se eu te desse a minha vida,
Que diria tua mãe?
- (Ela conhece-me a fundo.)
Que há muito parvo no mundo,
Eque eras parvo também.

Ai, Margarida,
Se eu te desse a minha vida,
No sentido de morrer?
- Eu iria ao teu enterro,
Mas achava que era um erro
Querer amar sem viver.

Ai, Margarida,
Se este dar-te a minha vida
Não fosse senão poesia?
- Então, filho, nada feito.
Fica tudo sem efeito.
Nesta casa não se fia.

Comunicado pelo Engenheiro Naval
Sr.Álvaro de Campos em estado
de inconsciência
alcoólica.
(1/10/1927)

sábado, 8 de março de 2008

Manifesto Contra a Inveja

A Vinicultuna não se importa de não ser a melhor.
A Vinicultuna não abate animais para fazer instrumentos musicais mágicos.
O Tuno da Vinicultuna gostaria muito de dar um beijinho na bochechinha inflada e cianosada de uma Deuzela.
O Tuno da Vinicultuna não teme ser esfolado porque tem uma capa negra de lã quentinha.
A Vinicultuna até nem se importa de ser a pior.
À noite, quando a Lua está alta, e todos menos as Musas estão a dormir, os Tunos da Vinicultuna fazem concertos extraordinários de Flauta de Pã Tocada às Avessas.
Os Tunos da Vinicultuna lamentam profundamente não ter orelhas de burro.

Mais do Mesmo - mas ainda pior


Certo dia, Atena, criou uma flauta dupla a partir dos ossos de um gamo, e decidiu apresentá-la durante o banquete dos deuses. A Música encheu a sala, mas, enquanto Atena tocava, Hera e Afrodite não deixavam de rir. Despeitada, Atena pegou na flauta, erefugiou-se nos bosques da Frígia. Sentada numa rocha à borda de água, reparou no seu reflexo enquanto tocava. A suas bochechas enchiam-se de ar e adquiriam uma tonalidade azul. Horrorizada com o ridículo, a deusa atirou para longe a flauta, e amaldiçoou-a e a quem quer que se apoderasse dela.
Quis o destino que por ali passase um Sátiro chamado Márcias, que encontraria a flauta esquecida nas ervas. Recolheu-a e logo a levou aos lábios. A flauta encantada começou a tocar por si antes ainda do primeiro sopro.
Márcias aproveitou-se do novo tesouro, para se exibir pelas aldeias e campos da Frígia, entretendo aqueles com quem se cruzava. O grau do seu sucesso e a qualidade do seu sopro era tal, que muitos lhe diziam que nem Apolo se lhe compararia. Insensatamente, Márcias não os desmentia.
Quando as notícias chegaram aos ouvidos de Apolo, este ofendeu-se, e desafiou o sátiro para uma competição musical, cujo vencedor poderia infligir qualquer punição ao derrotado.
Márcias iniciou o concurso, e o ar encheu-se com a alegria da sua flauta.
Quando Márcias terminou, Apolo fez chorar as cordas da sua lira, mas ninguém se deu por triste.
As Musas, incumbidas de decidir, escutaram intensamente, declarando o concurso empatado.
Apolo renovou o desafio. Desta feita tocariam com os instrumentos de pernas para o ar. Sem pensar, Márcias aceitou o repto, cego de confiança, que cedo se desvanesceu, ao perceber não ser possível emitir qualquer nota da boca da flauta.
Sem dificuldade, Apolo, inverteu a sua lira, e voltou a extrair dela uma melodia divina. As Musas não tiveram dificuldade em decidir por Apolo, que executaria de forma cruel, a punição do rival.
Márcias seria esfolado vivo, e a sua pele pregada ao tronco de um pinheiro.

"Flaying of Martias", de Tizziano - State Museum - Kromeriz

Sobre a Inveja


Pã, o deus pastor, e da natureza, vagabundeava pelos campos e florestas soprando a flauta que inventara e baptizara com o seu nome. Habituado ao efeito que o som doce produzia nas criaturas da terra, cresceu nele a ideia de que era o maior o músico entre deuses e mortais. Maior que o próprio Apolo, a quem se propôs bater em competição musical.
Apolo aceitou o desafio, pretendendo puni-lo pela arrogância. Perante a montanha Tmolus, os seguidores de Pã e Apolo perfilaram-se para os escutar. Entre os que acompanhava Pã contava-se Midas, Rei da Frígia.
Pã tocou primeiro. Da sua flauta de cana soprou um som selvagem, apelativo, que trouxe dos ramos mais altos das árvores os pássaros, do fundo dos troncos os esquilos, e as próprias árvores, curvaram-se como que querendo dançar. Os faunos, estouraram em gargalhadas, antecipando com júbilo, o triunfo de Pã..
Então Apolo assumiu. Carregava a sua lira dourada. Quando fez estremecer as cordas, soltou no ar uma música como nunca fora escutada por ouvidos mortais ou imortais. Nas profundezas do bosque os animaizinho petrificaram, as folhas das árvores pararam de rumorejar, a terra deixou de respirar, o ar de suspirar.Quando Apolo terminou, encheu o mundo de vazio.
Sem uma palavra, todos os espectadores cairam aos pés de Apolo, proclamando-o vencedor.Todos excepto Midas, que, sozinho, recusava-se a admitir a superioridade de Apolo sobre a música de Pã.
Apolo sentiu-se ofendido.
"Se as tuas orelhas são tão rudes, mortal, então que tomem umas forma mais adequada." E ao toque de Apolo, as orelhas de Midas alongaram-se, pontiagudas, e escureceram, peludas, transformando-se nas orelhas de um burro.
"Judgement of Midas", de Peter-Paul Rubens, Bruxelas

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Antes que o Mês Acabe

É p'ra amanhã,
Deixa lá não faças hoje,
Porque amanhã tudo se há-de arranjar!
Ai!, Tu bem sabes que o trabalho foge
Mesmo de que~m diz que quer trabalhar.

Eu sei que tu andas a procurar
Esse lugar que acerte bem contigo,
Do que aparece tu não consegues gostar,
E do que gostas já está preenchido.

de "É p'ra Amanhã" - António Variações

Ensaio/Conto Sobre a Preguiça - Do Grande Livro da Vinicultuna e dos Animais

"Morreria a Preguiça de sede se, em vez de à borda do charco de água, tivesse adormecido junto a um Pipo de Vinho?", enunciou um deles em voz alta, e os outros calaram-se como que anuindo.
"A Preguiça está a dormir.", postulou com voz firme.
E os outros trouxeram o Pipo de Vinho, e abriram-no por cima.
Todos se afastaram, e observaram.
A Preguiça acordou, e não morreu de sede.
E eles concluiram, "Assim seja!"
E foram Felizes para Sempre.

Dos Perigos da Preguiça

Ficar um dia inteiro a Branco, enquanto não chega o caloiro que há-de ir buscar o Tinto.

Bom S.Valentim...

Devia ter-se dito,
antes ou depois,
do último dito.
Pois sim!,
Diga-se.
Isto não é Preguiça.
É desleixo.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Grandes Frases - LXXX

"Eu não meto medo a ninguém."

O Funcion´´ario do Sistema Nacional de Saúde

Do Vinho e da Empatia entre Utentes e Funcionários do Sistema Nacional de Saúde - XXI

A Esposa do Utente, a Filha do Utente. Aproveitando a ausência do Utente do Sistema Nacional de Saúde, recolhido ao recato do WC para a mudança de indumentária. Primeiro receosas. Consumada a abordagem, formulado o pedido, trocando sorrisos de vitória, de quase excitação, desinibidas. O momento é o da alta da Instituição do Sistema Nacional de Saúde. O Tema é o Vinho, pois claro.

- Senhor Funcionário...
- Senhor Funcionário...
- Queriamo-le pedir...
- A gente queria-le pedir uma coisa.
- Queriamos pedir-le um favor.
- Será que...
- Pode-le meter medo?
- A gente queria que le metesse medo!...
- Mêta-le medo!
- Mêta-le medo!
- Faça-nos isso!
- Mêta-le medo!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Da Preguiça, ou Do Justo Descanso Semanal de um Competente Técnico Executor de Tarefas

(De uma porta no fim da tarde, para o fundo do corredor escuro no fundo do vão das escadas - a campainha já soara, e as visitas haviam-se feito não-anunciar)

- Notícias frescas na soleira!
- Quem chama?...
- Notícias frescas, mas não é o carteiro!
- Quem chama?...
- Notícias frescas, vem à nossa beira!
-...
- Estás de meias?
- Estava na cama...
- A sonhar?
- Estava na cama...
- Às seis e meia?!? Francamente, senhor Nogueira!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Da preguiça

Será pela preguiça que aqui não escrevo, nem eu sei há quanto tempo?
Sera por causa...

...o que nos leva a escrever, a partilhar uns com os outros aquilo que nos desgasta ou nos indigna ou nos exalta ou nos chateia ou nos faz sofrer ou nos alegra ou (como diz a serenática música) nos enleva...

Atingimos o equilibrio com o mundo, e a escrita torna-se um oficio lento e trabalhoso, em vez do descarregar torrencial das emoçoes tumultuosas mais próprias das diversas adolescências que atravessamos na vida,,,

...e a inquietude?

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Sobre a Preguiça - Deturpando Dali


"La persistencia de la memoria", Salvador Dali
Museum of Modern Art - New York City

Vai-me Faltando Energia

Para escrever pohesia
Fosse como antigamente
E seria mais frequente
Mas estou velho e vicioso
Sinto-me criterioso
Sinto-me consciencioso
Sinto-me preguiçoso.

"Cantilenas em Geleia", de Boris Vian
(tradução de Margarida Vale de Gato)

Veio Para Estudar

Veio para estudar. Abertos estão
dois ou três livros; historiadores e poetas há.
Depois de ter lido, dez minutos, não,
atirou com eles. No sofá
fica meio adormecido. Pertence plenamente aos livros -
mas tem vinte e três anos, e ´ de muita beldade;
e hoje pela tarde passou o amor
na sua carne ideal, nos seus lábios.
Na dua carne em toda a beleza arde
Passou o fogo da voluptuosidade;
sem pudor ridículo pela forma do deleite.

"Os Poemas"
Konstandinos Kavafis
(tradução de Joaquim Manuel Magalhães e Nikos Pratsinis")

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

...uma semana de fevereiro já vai ida, e nada de pecar...

...Calma!,
Fevereiro será o Mês da Vinicultúnica Preguiça, pois claro!

...Aaaaaaahhhhhhhhh

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Sobre a Ovesidade

O magister oveso com o seu caro contuno fodido, nos idos tempos em qu'este não usava muletas.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Do Fim da Noite... em Braga, à carga!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Sobre o Apetite - Pecado ou Virtude? - Ensaio Fotográfico




Entre a Virtude da Fome, e o Pecado da Gula, ...



...ou o suavesforçado percurso do caloiro da Vinicultuna

"Oveso" será, o Tuno Aqua Bentis




domingo, 27 de janeiro de 2008

Do Fim da Noite

O contorno do monte destaca-se da madrugada.
Aqui ainda está escuro.
Morre Alonso Quijano,
o Bom, o Assizado.
Que não Dom Quixote.
Esse viva!
E já há muito tem o sol pelos olhos, do outro lado da Penha.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Grandes Frases de Grandes Digressões

"O nosso Magister é "Oveso""

Tuno Aqua Bentis no final da digressão a Braga

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Do Pecado da Gula

O Magister Piça Quadrada engordou 30 quilos em 2 meses.

À Mesa, como Na Vida - da Justiça e Equilíbrio da Colher do Tuno Honorário Mineteiro, quando ainda não o era, na hora de servir os Futuros Contunos...

...à mesa na República "Ó-Ay-Ó-Linda!"

Duas Colheres de Arroz para o Tuno Grande Morsa, que ainda não o era, porque é muito grande e forte.
Uma Colher-e-Meia de Arroz para o Tuno Chiclete que já o era, que não é tão grande como o Tuno Grande Morsa que ainda não o era. Corrijo, Uma Colher de Arroz para o Tuno Chiclete, porque de facto é bastante mais pequeno que o Tuno Grande Morsa que ainda não o era, e porque ainda falta muita gente servir-se, o arroz não é assim tanto, somos visitas, e não podem pensar que somos uns alarves.
Duas Colheres de Arroz para mim, que não era nem sou tão grande como o Tuno Grande Morsa que ainda não o era, e até era e sou mais pequeno que o Tuno Chiclete que já o era, mas depois de ver o produto de Uma Colher de Arroz no prato do Tuno Chiclete que já o era, concluo que é capaz de ser pouco, e agora já não falta tanta gente servir-se.

Das Virtudes dos Pique-Niques

"Riu-se o lacaio, tirou a cabaça, sacou dos alforges as fatias de queijo, e um pão pequeno, e ele e Sancho sentaram-se na verde relva, e em boa paz e companhia deram cabo de tudo o que vinha nos alforges com tanta gana, que até lamberam o maço das cartas, só porque cheirava a queijo."

de "O Engenhoso Fidalgo Dom Quixote de La Mancha", de Miguel de Cervantes

Da Virtude da Fome...

O Tuno Chiclete rapou o tacho depois do jantar, na Real República Ó-Ay-Ó-Linda.

sábado, 19 de janeiro de 2008

L’enfance de Pantagruel



Gustave Doré ( 1832 –1883), Musée d'Art Moderne et Contemporain, Strasbourg

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Grandes Frases Gúlicas - LXXX

" Mas soube-me a pouco, mas soube-me a pouco mas soube-me a pouco, mas soube-me a pouco..."

Sérgio Godinho, (mesmo antes de lhe saber a tanto)

E que bem que nos soube...

... à sombra e ao sol sob o abrigo do lago, ao almoço as vitualhas do Mercado Municipal D.Pedro V, regadinhas com o tintol, que tanto nos custou a ganhar!
E às tantas chegou o Nosso Velho, o Tuno-Fundador Cinderella, outra-vez-Vivo, a descer a Avenida, e ainda havia para ele.
E como sobremesa as laranjas das laranjeiras do Jardim da Manga, que aquele que seria o Tuno Grande Morsa, mas já era grande como os galhos grandes da árvore colheu.
Soube-nos tão bem que ficámos até ser tarde.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Gulodice

"Quando eu tinha doze anos, descíamos
Todos em bando até Pointe-à-Pitre
COlhíamos sapotas e anacardos
À beira da estrada amarela
E as aves brincavam ao gato-no-poleiro
Guinchando velhas árias crioulas
A vida era em forma de drageia
Não havia nada que não fosse muito doce
E, apesar de tudo, cheio de substÂncia...

A minha ama pegava-me ao colo
Aos doze eu já era do seu tamanho
Mas ainda gostava de ter na boca
A ponta redonda e negra dos seus belos seios pesados
Estendíamo-nos atrás dos caniços
REstolhava o vento por entre as longas folhas
Agudas e polvilhadas de seda rude
A minha ama estava sempre nua
E eu, sempre despido
Assim, estendíamo-nos bem
Ela tinha um odor selvagem
E dentes brancos por toda a cara
A terra cheirava a orbenipelara
E as flores do Cogo ardente
Cobriam-nos de pólen alaranjado.

Durante três estações, tive doze anos
Porque amava tanto a minha ama
Que a não podia deixar
A minha pele tingia-se de reflexos trigueiros
Queimada ao sol da pele dela
Eu tocava-a com todas as minhas mãos à mistura
As mãos dos meus olhos, as do meu corpo
E os nossos membros fumegavam no ar estriado de negro.

Não sei como dois fósforos
Se podem confundir, mas sei
Que estávamos bem direitos um contra o outro
Como dois fósforos; e ao cabo de um instante
Um gato seria incapaz de encontrar as suas crias.

Alíás,
Mais sabia ele que as suas crias não estavam lá."

de "Cantilenas em Geleia", de Boris Vian
(Tradução de Margarida Vale de Gato)

Das Bodas de Camacho


“A primeira coisa que Sancho viu foi uma vitela inteira, metida num espeto que era um tronco de árvore, e no fogo onde se havia de assar ardia um monte de lenha, e seis olhas que estavam à volta da fogueira não se tinham feito nas panelas comuns das outras olhas, mas em seis tinas, que em cada uma cabia uma imensidade de carne; por isso, também dentro delas havia carneiros inteiros, que nem se viam, exactamente como se fossem uns borrachos; as lebres esfoladas, e as galinhas depenadas que estavam suspensas das árvores, para irem para o caldo, não tinham conta; as aves e caça de vário género eram infinitas, penduradas também das árvores, para esfriar,. Cortou Sancho mais de sessenta odres, de mais de duas arrobas cada um, todos cheios, como depois se viu, de Vinbhos generosos; havia rimas de pão alvíssimo, como costuma haver montes de trigo nas eiras; os queijos, postos como ladrilhos empilhados, formavam uma muralha, e duas caldeiras de azeite, maiores que as de uma tinturaria, serviam para frigir coisas de massa, que com duas valentes pás se tiravam para fora e iam para dentro de outra caldeira de mel preparado, que ficava próxima. Os cozinheiros e cozinheiras passavam de cinquenta, todos asseados, diligentes e satisfeitos. No dilatado ventre da vitela estavam doze pequenos leitões, que, cozidos por cima, serviam para lhe dar sabor e fazê-la tenra; as várias especiarias parecia que se não tinham comprado aos arráteis, mas às arrobas, e estavam francas numa grande arca.
Finalmente, o aparato da boda era rústico, mas tão abundante, que podia sustentar um exército.
Para tudo Sancho Pança olhava, e a tudo se afeiçoava.”
De “O Engenhoso Fidalgo Dom Quixote de La Mancha”, de Miguel de Cervantes

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Do Vinho e da Empatia entre os Utentes e os Funcionários do Sistema Nacional de Saúde

- E as fezes?, como é que são ?
- As fezes são normais, são sempre pretas.
- São pretas? Pretas como?
- São pretas mas é do Vinho... Quando bebo menos um bocado já vêm amarelas.

Grandes Frases - LXXIX

"Se a ASAE aí vier, fecha isto pela cozinha..."

"O Mais Velho", sobre a permissão de fumar...

sábado, 5 de janeiro de 2008

Bom-Apetite


"Król Pije", Jacob Jordaens, Musées Royaux des Beaux-Arts, Bruxelas


"Fest des Bohnenkönigs", Jacob Jordaens, Kunsthistorisches Museum, Viena

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Ideia - "O Tirano"

Totalmente inspirada na primeira "Grande Frase" de 2008 - Bem Hajas, Tuno Fodido - Ideia para nova rubrica novelesca neste espaço.
Relato da metamorfose comportamental de um simples e por vezes simpático antigo empregado de um quiosque/tabacaria familiar de um popular café portuense, após a subida ao poder e o assento na cadeira da Presidência da Junta de Freguesia da Vitória.
´
"Lá tá ele a queimar o nosso dinheiro pelo ar."

Boas Entradas

Croquetes
Rissóis
Bolinhos de Bacalhau
Empadas de Galinha
Azeitonas
Melão com Presunto
Tostinhas com Caviar
Moelas
Mexilhões no Vapor
Rolinhos de Queijo e Linguiça
Polvo em Molho Verde
Salmão Fumado
Camarão da Costa
Ossos de Passarinhos Fritos para Chichar
Ovas de Truta Panadas
Punheta de Bacalhau
Broa de Milho e Cebola Crua demolhadas em Vinho Verde Tinto

Janeiro de 2008, o Mês da Gula Vinicultúnica

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Maskarada - Taraf de Haidouks



Auto-intitulam-se bandidos, e são os melhores músicos da Europa.
Os seus passaportes ostentam os carimbos das alfândegas de todo o mundo , mas continuam a habitar os casebres sobrelotados da sua aldeia natal. Porque ano após ano, no final de cada digressão aos EUA, à Europa, à Austrália ou ao Japão, o seu empresário os engana e foge com todo o dinheiro, deixando-os entregues à triste sina cigana.
Numa manhã de Junho de 2005, cheguei a Clejani, alguns quilómetros a sul de Bucareste.
Fui bem recebido.
Numa canção à desgarrada, o Homem Rico perguntava ao Homem Pobre porque é que, sendo pobre, era feliz. O Homem Pobre respondia que era feliz, porque era pobre e porque bebia Vinho.
E bebemos toda a manhã, e não lamentámos o dinheiro que o empresário roubara na última digressão.

Maskarada é o seu último trabalho. Uma reinterpretação tradicional de temas clássicos de inspiração tradicional...
Foi a ouvi-lo que entrámos em 2008.

Feliz Ano Novo

Depois do Tottenham, o Bayern - Petiscos

Na Adega Papagaio, a caminho da Pedreira

-Tem Petiscos?
-Tem Petiscos?, completei
O Patrão de Voz de Cancro da Laringe, do lado de lá do balcão -Petiscos?
-Queremos jantar.
- Tem petiscos?, ajudei
O Patrão de Voz de Cancro da Laringe - do lado de lá do balcão, para o lado de lá da parede -Temos petiscos?
E do lado de lá da parede - É para jantar?
O Patrão de Voz de Cancro da Laringe - Parece que temos umas febras descongeladas. E podemos fritar umas batatas.
- Estão a sair?
- Quanto tempo demora?, sublinhei
A Patroa, Mais Desarranjada do que Gorda, Mais Gorda do que Velha, Mais Velha do que Loura, e com uma Boca Grande - Os senhores quanto tempo têm?
- Vamos ao Futebol...
- Vamos à bola!, acrescentei
Aquele de três bêbados iguais, todos de olhos amarelos sem vida além dos raios de sangue, e copo de bagaço semi-erguido, que estava mais próximo do balcão - São alemães, são alemães - e continuou em voz de fundo - são alemães, são alemães - enquanto, alheios tentávamos estabelecer o negócio - jantamos ou não jantamos - são alemães, são alemães
O Patrão de Voz de Cancro da Laringe - ??? Estes senhores não são alemães... São Portugueses, não são?
- Sou de Braga!!!
- Viemos ver a Bola!, esclareci
Aquele de três bêbados iguais, todos de olhos amarelos sem vida além dos raios de sangue, e copo de bagaço semi-erguido, que estava mais próximo do balcão - Ah!(só que sem ponto de exclamação) Trabalham na Alemanha, trabalham na Alemanha

"Da Infância de Pantagruel" - ou "Abertura do Mês de Janeiro-Mês da Mortal Gula Vinicultúnica"

"(...)Direi apenas que, a cada refeição, bebia o leite quatro mil e seiscentas vacas e que foi preciso chamar todos os oleiros de Saumur, de Anjou, de Normandia, de Bramont e de Lorena para lhe fabricarem a sertã para as papas. Serviam-no numa gamela - que se encontra actualmente à desbanda do palácio de Bourges - mas o raio do cachopo tinha já uns dentes tão aguçados que, certa feita, lhe arrancou um pedaço do rebordo. Uma manhã em que queriam que mamasse numa vaca (segundo a História não conheceu outras amas), desatou os atilhos que o prendiam ao berço, e, deitando os galfarros ao animal, trincou-lhe as tetas emetade dapança, mais os fígados e os rins. E tê-lo-ia devorado inteiramente se o nutritivo animal não tivesse mugido de horror, como se uma alcateia esfomeada o estracinhasse. Acorreu a gente do palácio e, à uma, esbofando-se, intrometeu-se, puxando pela vaca, repuxando por ele. E quanto mais se afanavam, mais o marmanjo fincava õs dentes. Devo acrescentar que lhe ficaram na boca as patas do animal. Recuaram os outros, estupefactos, mas já ele, enquanto o diabo esfrega um olho, deglutia o pitéu, com teríamos feito com uma linguiça. Quiseram então tirar-lhe os ossos, não fosse engasgar-se o lambão. Penas baldadas: tragou-os com mais voracidade do que um alcatraz a um peixe. Ainda não aprendera a falar, mas, para grande espando dos circunstantes, destampou a dizer: «Bom, bom, bom» querendo significar com isso que comeria mais se lho dessem.(...)"

de Pantagruel , de François Rabelais

Grandes Frases LXXVIII

"Lá tá ele a queimar o nosso dinheiro pelo ar"

Popular (Madeirense indignado com o ratio custo/benefício do espectáculo pirotécnico de fim-de-ano na Ilha)...

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Grandes Frases - LXXVII

sem champagne, sem uvas passas, sem o dia de ontem, sem o de amanhã, e sem a companhia de hoje - merda para o trabalho - com foguetes ao longe, e com vocês, no Fim de 2007,

cito António Simões do Vale:
"Estou Aqui"

Para 2008

Vivam os Noivos.

Breve Ensaio Sobre o Quentinho

A lareira, pois claro.
As castanhas assadas.
O rom-rom da gata que dorme.
A cama já-com-um-corpo-adormecido.
O estômago cheio de vinho.
O reconhecer de um acorde conhecido.
O ir lá fora à-noite-ao-frio sem casaco e suster a respiração, para depois voltar a entrar e sentir os pulmões dilatar.
O saco de papel que transpira o pão fresco.
A sopa de legumes de qualquer tasco português, com mais ou menos batata.
O depois-de-cantar. O depois-da-serenata.
A outra-mão.

Rubismeraldina, a Amiga do Magister

O primeiro post apareceu num mês como este.
O blog parecia um parque de estacionamento depois da hora de recolha. Um túnel do metro depois da passagem do comboio. Faltava apenas um letreiro pendurado no monitor, que dissesse, aluga-se.
O primeiro post era apenas quase só estúpido.
Tipo "Vim só dizer Olá", ou "Vim ver como é que esta merda funciona". E ninguém estranhou.
Afinal, uma vez o Tuno Água Benta apresentara-se neste mesmo espaço só para dizer "chiki der ass", e o Tuno Inca para dizer "isto está mexido"... podia ser só um caloiro novo. O nome era amaricado, mas... há tanto tempo que ninguém escrevia...
Foi assim num mês como este. Ou como o anterior.
Depois do primeiro veio o segundo. E nada de bom augurou. O conteúdo resumia-se a uma frase feita que envolvia o conceito "caminho para a felicidade...".
No terceiro post, destruía um poema de Pessoa, menos por omitir o verso do meio, do que por tentar interpretá-lo.
E no quarto, Rubismeraldina atribuiu a um político inglês a frase de um dramaturgo da Antiguidade. Cujo sentido deturpou.
Pior, no fim desse dia, lançou no nosso blog, uma espécie de pergunta mistério, sobre a sua identidade - participação escusada - afinal, já todos nós há 2 dias nos perguntávamos "mas quem será esta vaca?"

"O Magister passou-se", afirmou-se, ou, "O Magister passou-se OUTRA VEZ", acrescentaram as más-línguas".
O Tuno Piça Quadrada, Magister da Vinicultuna e Webmaster do ideiaselamentos, entregou uma chave de acesso a uma amiguinha, foi a conclusão.

Depois do Tottenham, o Bayern - o Encontro

Ao telefone soara a Palavra - essa Palavra - essa tão Portuguesa Palavra.
Cheguei passava bem das seis, e o Sol pusera-se às cinco. Já era noite. Mas recordo a imagem num fundo claro.
Estava frio, e a esplanada do Astoria vazia. Ou melhor, parecia montada só para ele.
E, claro, embora eu estivesse a chegar, e tivesse entrado na Praça pelo ângulo mais estreito, ele é que me acenou primeiro - aquele belo aceno com a mão curvada.

Apenas uma imagem bonita ou estarei mesmo a ficar pitosga?

Na Vinicultuna Nunca Passaria o Fim-De-Ano entre dois períodos de 24 horas dentro de um edifício de 9 andares - a menos que quiséssemos

Sozinho no Fim de 2007, e manietado quer do lado de ontem quer do lado de amanhã, retribuo a consideração que a Vinicultuna teria por mim, partilhando com o nosso Universo a última hora de 2007 e a primeira de 2008.
Vai ser assim como que um programa de rádio em directo.
Vamos pôr em dia a escrita em dívida, rever o ano que já lá vai, expressar votos para o que aí vem, ter Novos Convidados Imaginários, ouvir música e beber uns copos.

Bom Ano!

Vai haver Surpresas!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Um Lamento

FOI Natal.

sábado, 15 de dezembro de 2007

Do Absinto

Aqui está uma verdadeira pérola de conhecimento sobre este licor milagroso.
Com o cunho de qualidade dos cientistas americanos.

Vou já cagalhão!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Depois do Tottenham, o Bayern - Prólogo

A Mensagem:
(Senhor Nogueira)
"Se puderes, liga ao Senhor do Vale. Abraço."

Ao Acaso...

"Os clientes mais novos e os habituais "copofónicos" que aparecem pela tasca vão ao cheiro de uns lanches especiais que de vez em quando a D.Alfredina faz! São trouxas de carne com sabor típico, regadas com uns copos de tinto; sabem pela vida! «Só é pena», queixa-se a dona, «não termos licença de casa de pasto, isto ainda está com o alvará antigo, portanto não podemos servir almoços nem petiscos.»
...sobre a Adega a Floresta

"No seu apelido ecoam influências das telenovelas brasileiras, e dis seys famosos bataclans, casas onde se mistura o tinto e a cerveja, com as meninas da vida... música, crioulo e samba! O ambiente é um misto de velhos "cotas" com "mangas" que vivem de expedientes diversificados, e senhoras de província que param no Jardim da Cordoaria e estacionam em pensões e residenciais de 2ª para matar o vício dos velhos e a paulada ou ressaca dos mais novos..."
...sobre o Bataclan da Vitória

"Enquanto os seus dois empregados, um deles salgueirista dos sete costados, mas muito sofredor porque o seu clube anda pelas ruas da amargura, serviam os clientes com iscas, bucho, papas de sarrabulho e um vinho rosé da Meda (uma especialidade da casa), Maia Dias foi-nos contando as suas vicissitudes e os seus dramas actuais, não esquecendo as estórias da Viela da Neta, da Ferreirinha e da Estamparia do Bolhão"
... sobre a Adega Lá Calha

do recentíssimo "As Tascas do Porto - estórias e memórias servidas à mesa da cidade", de Raul Simões Pinto

Grandes Frases - LXXVI

"Ontem estive com a "Tuma" até às seis da manhã. Ando todo partido, mas eles chamam-me, e eu tenho de ir. O que é que hei de fazer? Tenho que Existir."

de António Simões do Vale, à conversa com o Nosso Velho, o Tuno-Fundador Cinderella

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Do Fim da Viagem

A Viagem acaba em algum Sítio. Nunca num aeroporto, apenas às vezes numa estação de comboios. A Viagem acaba onde acaba.
Uma tarde de Domingo. A volta dos palermas à Avenida dos Aliados.
Um turista inglesado estreita-se retesado contra o pedestal. Outro turista inglesado fotografa-o. O outro desestica-se e desce desajeitado do pedestal. A estátua agradece.
É "A Menina Nua", pois claro.
E dou mais uma voltinha dos palermas, agora com contra-ordenação-ligeira só para a admirar.
Serei uma besta. Não a consigo achar inferior aos Davids, Apolos e Afrodites.
E, besta-pois-sou, duvido que Humanista Fiorentino algum tenha alguma vez declamado Ode a Estátua-Maior da sua Cidade, que se iguale à de um "Poeta Politicamente Incorrecto Pretendente ao Trono Português" que, não por acaso, mas por-acaso-há-pouco-tempo foi aqui publicada.
A Viagem é isto.
A Viagem acaba aqui.

«The Times»

Sentou-se bêbado à mesa e escreveu um fundo
Do «Times», claro, inclassificável, lido...,
Supondo (coitado!) que ia ter influência no mundo...
...........................................................................................
Santo Deus!... E talvez a tenha tido!

16/8/1928 Álvaro de Campos

sábado, 1 de dezembro de 2007

Caso Clínico Bíblico

"Noé viveu trezentos e cinquenta anos depois do dilúvio. Ao todo, a vida de Noé foi de novecentos e cinquenta anos; depois morreu."

Genesis 9, 28-29

Grandes Frases - LXXV, ou Sobre as Viagem, ou Sobre o Amor


Viajante Anónimo Enamorado,
Corniglia, Cinqueterre

Lamento Sobre a Viagem e o Amor

Esqueci-me de mandar o Postalinho para a Tuna...

(...e lá ficou o Senhor Nogueira ao alto).

Acima de Tudo, a Vinicultuna Gosta de Ver as Coisas Como Elas São...




... e até já temos encontrado dinheiro!

A Vinicultuna Aprecia...



...O Pudor.

Um Lamento

Ainda agora se falou de castanhas, de Vinho é uma constante, mas nem por isso nos lembrámos de celebrar convenientemente o Dia de São Martinho... e vão dois anos.


frescos relatando a vida do Santo - Florença)

Baco e Baco


Anónimo Fiorentino,


Miguelangelo,

Museu Bargello, Florença

A Ideia


(Painel Exterior da Catedral de Sta Mª delle Fiore, Florença)
"Noé, que era agricultor, foi o primeiro a plantar a Vinha. Tendo bebido Vinho, embriagou-se e despiu-se dentro da sua tenda." Genesis 9, 20-21

Da Vinicultuna e dos Modos com As Moças


"Rapto de Europa", Museus do Vaticano


"Rapto de Sabina", Giambologna, Loggia de la Signora, Florença


"Apolo aparece a Ninfa", Anónimo, Museu Bargello, Florença

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

"Da Igreja da Minha Terra, Vê-se o Mar e Vê-se a Vinha", ou "Viagem Por Um Paísem Festa, III"


Vernazza, Cinqueterre

"Da Minha Vinha Vê-se o Mar", ou "Viagem por Um País em Festa, II"


Corniglia, Cinqueterre

"Da Estrada", ou "Maravilhas", ou "Viagem por Um País em Festa"



San Gimignano, Toscânia

Caso Clínico


Fratelli di Giornata - il Vino e la Amessa dei Popoli - IX

"... Este frio e esta mistura de cheiros nas ruas é tão agradável, tão Outonal... Castanhas, Farturas (?!?!?!?!), Canela..."
"... ... ...!Hoje vamos beber Vinho!"

O que Cala Abelardo

Anónimo, Museus do Vaticano

Ideia - A Propósito das Novas Ceroulas de Traje Para a Tuna


A Vinicultuna Aprecia...


... A Maternidade.
(Anónimo Romano Antigo - Museus do Vaticano)

De Roma, da Vinicultuna

Anónimo Romano (mas não antigo)

Do Grande Livro da Vinicultuna e dos Animais - IX


Anónimo Romano-Antigo - Museus do Vaticano

Bella Roma - nós só queremos uns cantinhos só para nós






quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Hoje Só Pode Ser um Dia de Sorte - XXIII

Vou à Bola com o Senhor do Vale.

Hoje nunca poderá ser um dia de azar?

Nada pode correr mal, e essa previsibilidade limitante não augura nada de bom.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Do Vinho e da Empatia entre os Utentes e Funcionários do Sistema Nacional de Saúde - XX

A Funcionária do Sistema Nacional de Saúde:
- Vamos lá, engula as pastilhinhas!
A Utente do Sistema Nacional de Saúde:
...gllp...glllp!
A Funcionária do Sistema Nacional de Saúde:
- Já está!
O Familiar da Utente do Sistema Nacional de Saúde:
- Maravilha! Eh! Eh!Até parece Vinho Tinto!

sábado, 24 de novembro de 2007

Grandes Frases LXXIV

"Aquele que se aproxima do templo das Musas, sem inspiração e acreditando que lhe basta apenas a sua perícia, permanecerá um trapalhão e a sua poesia presunçosa será obscurecida pelas canções dos loucos"

Platão

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Hoje Foi Um Dia De Sorte - XXII

Lembrei-me de ir àquele sítio, e encontrei isto:

http://www.scsalgueiros.pt/www/hino/hino.mp3



Hoje foi um dia de azar.

Uma vez mais li a coluna d'"A Bola", "O País de Norte a Sul". Ainda não foi desta que anunciaram o regresso da equipa de futebol...
Tenho mesmo muitas saudades.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

10.000 beijos-tinto