domingo, 22 de fevereiro de 2009

As Nossas Lendas IV

  • Para entrar na Vinicultuna são necessários dois pré-requisitos - ser feio e cantar mal.
  • Alguns dos caloiros da Vinicultuna não podem estar presentes com a frequência que desejavam nos jantares por se encontrarem a realizar hemodiálise.
  • Um dos fundadores da nossa tuna mantinha uma relação com um seu amigo loiro.
  • Um dia fizemos uma digressão em carrinhos de golfe até à campa do António Variações, onde entoamos o fado da Mariquinhas.
  • Uma vez vimos um rato na rua, mas não o comemos.

As nossas lendas III

- O tuno da vinicultuna só se satisfaz depois de uma refeição composta por 3 pratos:

Língua de Vaca (de preferência estufada com ervilhas - conselho do nosso velho mestre)
Arroz de Grelos
Tripas à Moda do Porto
Pode ou não terminar com uma sobremesa como, p.e., baba de camelo ou natas do céu.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Sugestões do dia-a-dia...

Ao fazer uma pesquisa epopeica por este blog digital (digo digital pois ontem o Sr.do Vale falou-me num em papel), encontrei três ou quatro situações no mínimo...pouco decentes...e como tal devem ser corrigidas daqui em diante.
A primeira é que, um comentário nunca há-de vir só, pois comete-se um grave erro gramatical e nesta tuna os pormenores são importantes, isto porque um comentário sózinho, só por si, nunca será cagalhões, mas sim apenas um cagalhão e nunca passará disso... a não ser que se realize outro cagalhão e aí a forma do plural estará coadunada com o respectivo número de elementos, nomeadamente os cagalhões (um, dois ou três consoante o número).
A segunda passa por nunca se fazer comentários antes do meio-dia, com salvo excepção para:

  • Após uma noite de Tuna em que o Tuno ainda não tocou na cama
  • Tuno com insónias
  • Tuno com obras em casa
  • Nenhum caloiro

p.s. A segunda é discutível pois a internet com ou de Fibra ainda não chegou a esta tuna, apesar de Ela estar em contacto com a Net a todo o momento através de pequenas forças existentes no ambiente, tal como ontem descobri que tal era possível... e fiquei feliz.

p.s.2 Acerca dos cagalhões, a consistência de tais dejectos intelectuais tem sido posta em causa devido a falsas sensações de pressão que no fim revelam-se como diarreias intelectuais difusas, incómodas tanto ao pensar como ao andar, daí o cuidado necessário aquando desta situação.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

As nossas lendas II

Mas que bela rubrica se havia de lembrar o nosso tuno Fodunt. Aqui fica a minha contribuição para a mesma:


  • A Vinicultuna gosta de apanhar patos, no largo do pato, e de libertar galinhas, nos jardins do Palácio de Cristal;
  • A Vinicultuna já se fez transportar durante as suas digressões de autocarro, comboio, bicicleta, barco, avião, metro, carro, escadas rolantes e caixotes do lixo. Dos meios atrás mencionados só se registaram acidentes em 3;
  • Os caloiros da Vinicultuna quando viajam de comboio são considerados bagagem mas quando viajam de avião são considerados passageiros;
  • A Vinicultuna já esteve no Araújo e conhece uma passagem secreta para lá;

E, para finalizar, a maior lenda que gira em torno da Vinicultuna de Biomédicas - Tinto e que jamais poderá ser confirmada se não pela voz daqueles que dizem ter presenciado tal acontecimento:
  • A Vinicultuna editou um CD, que era vendido num stander pelo Técnico de Execução de Tarefas Pereira Nogueira

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

As nossas lendas

De origem e veracidade incerta, muitas são as lendas que relatam actos ou situações, alegadamente praticados ou vividas (respectivamente) pela Vinicultuna de Biomédicas - Tinto.
Esta rubrica tenta recordar ou até lançar algumas dessas lendas. (Já que nos faltam os valores)

  • A Vinicultuna nasceu numa noite de nevoeiro e teve como pai um cão que voltámos a encontrar 5 anos depois, numa noite sem nevoeiro.
  • A Vinicultuna já atravessou parte da costa de Portugal (desde Aveiro até à Póvoa) abordo de uma embarcação a remo, numa epopeia equiparável à dos descobrimentos Portugueses.
  • Um dos membros da Vinicultuna já cruzou a ponte D. Luis dentro de um contentor de lixo público, apenas para sua realização pessoal.
  • A Vinicultuna cantou (e encantou!) para a Rainha de Espanha, aquando da digressão a Madrid e possui inclusivamente registos fotográficos do acontecimento. (Aproveitamos para agradecer a hospitalidade e o carinho de Sua Majestade).
  • Na mesma digressão fomos abordados pela polícia espanhola, por 14 vezes, visto ser proibido o transporte de mobília de ou para jardins públicos naquela cidade (lei que juramos desconhecer).

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Da Minha Tia...

"Estou a passar pelo Senhor do Vale muito eufórico."

... e por uma SMS se sabe, cá longe, que voltou a Primavera

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Do Vinho e da Empatia entre Utentes e Funcionários do Sistema Nacional de Saúde - XXVIII - Um Lamento

-"Morro, mas morro consolado!"

AMR, na consulta anterior ao AVC hemorrágico que o deixou incapacitado.

Porque mesmo num Sistema Nacional de Saúde Não Endemoninhado, ninguém escolhe como vai.


A título de curiosidade, acrescenta-se que o autor da frase, co-protagonizou também o diálogo do XXII desta rubrica.

Da Infância Triste da Vinicultuna - ou Sobre o 9 de Janeiro

Como todas as crianças periNatais, a Vinicultuna teve uma infância infeliz. Ou não tão feliz com a das outras crianças.
Porque quando a Vinicultuninha fazia anos, os parentes da Vinicultuninha diziam:
"Vinicultuninha, não te damos nada, porque no Natal te demos uma prenda melhor."
E não tinham dado nada.
Ou então não apareciam, porque no Natal tinham avisado:
"Vinicultuninha, este ano damos-te uma prenda de Natal melhor, porque também já é a prenda dos anos."
Mas a prenda era igual à de sempre - embora a verdade fosse que o paleio também era o de sempre. E, valha a verdade, a prenda uma merda.
Mesmo os que apareciam com um embrulhinho não satisfaziam as expectativas:
"Vinicultuninha, não te trouxemos nada no Natal, mas agora recebes uma prenda melhor."
E a Vinicultuninha pensava "Mas melhor que quê?"
E assim cresceu infeliz, ou menos feliz que as outras crianças.

Um Caso Clínico Encerrado na Grande Frase - XCIV

"O álcool não provoca úlceras. É uma bactéria. Helicobacter."

Dante Lazarescu, na excelente sátira "A Morte do Senhor Lazarescu" (coitadinho), de Cristi Puiu, sobre um endemoninhado Sistema Nacional de Saúde.
Romeno ou Português, Americano ou Japonês, tanto faz, valha a Empatia contra os Demónios do Sistema.

Lamentos Que Já Lá Vão... e agora até dão para rir! - II

...E aquele ano...
...em que um tuno engordou 8 Kg só na semana de queima!...

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Grandes Cantigas II



A minha interpretação desta cantiga sempre foi alvo privilegiado de saudável zombaria, porém, como poderão averiguar, trata-se de uma fiel reprodução da original e como tal a minha óbvia masculinidade escusa de ser posta em causa.

Splish splash!!

domingo, 25 de janeiro de 2009

Arrumações - Amigos da Vinicultuna

Andava cá em casa em arrumações, quando encontro esta base de copo, já com algum pó, à espera de um local para a arrumar.


Aqui está ela, com os contactos do nosso amigo Octávio Marrão, que nos recebeu em Madrid.
Não podia estar melhor arrumada.

Gracias :)

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Lamentos Que Já Lá Vão... e agora até dão para rir!

... E aquele ano...
... em que não entraram caloiros para a Vinicultuna!...

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Um Lamento

Esta Tuna já teve Valores...

sábado, 3 de janeiro de 2009

Do Vinho e da Empatia entre Utentes e Funcionários do Sistema Nacional de Saúde - XXVII


- Oh Dra agora parece que tenho sempre os lábios secos...
- Pois... é normal... na sua patologia... ainda p'ra mais com este tempo frio... Tem de usar sempre um baton ou creme hidratante
- Tipo Nivea?
- Sim sim.
- Mas ja tenho experimentado tudo e não resulta...
- ...
- No outro dia até comprei um caríssimo e olhe... foi p'ró líxo... não fazia nada...
- ...
- A única coisa que ajuda é quando molho os lábios em vinho tinto...

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Grandes Frases - XCIII

"Se o Salgueiros descer à 2ª divisão não tem mal, porque é lá que estão os clubes das Terras com Vinho."

Zé-do-Talho, numa época à-rasquinha

Podia ser uma Fábula

Tinha prometido falar-vos nele em Fevereiro de 2007. Giovanni não sei se é “d'Amore”. Mas é maestro. Pode ser só nome artístico. Porque ele também canta. Canta mal. Mas nós às vezes também. Até pode ser bom maestro. Se fosse bom não vinha para aqui, dirão alguns adeptos de bancada. Casino a menos-de-meia-luz. Um italiano de xaile, canta o Fado no Algarve. E os papalvos riem. E ele dobra-se ainda mais nas vénias. Reajo. Apelo ao drama daquele senhor. Com quem não simpatizo. Recorro a miraculosa literatura de ocasião. Respeitem-no. 28 de Fevereiro de 2007. Giovanni d'Amore. Encontram lá a frase. Na altura celebrávamos a primeira década.

A seu lado, Rão Kyao. Sentado. Lisboa cantada em flauta. No Algarve. Parece não se importar. Trocista. Ri para o público. E levanta-se para pedir aplausos para o italiano. Mas exagera nos gestos. E ri. Do palhaço. E ele? Palhaço também? Artista no sub-emprego? Mas ri-se. Sobrevive.

Sobrevivência. O drama.
Luis Ribeiro e Lelo Nogueira. No triste espectáculo do Casino Vilamoura. “Máquina do Tempo”. Pertencem-lhes os melhores momentos da noite. Nos curtos intervalos entre a música gravada e as pernas de fora. Guitarradas, sem sopros mouriscos ou dós de peito. Logo apagados. Num espectáculo de variedades e bailarinos. Com sopros mouriscos e dós de peito. E pernas e música gravada. E uma plateia ilustre e sem gosto. Estes dois senhores acompanharam Amália.

É tão belo, é tão triste o Fado.

A Curta História do outro Tó-Zé

Tó-Zé (o nosso) apresentou-se a Tó-Zé (o outro)
Tó-Zé (o outro) apresentou-se a Tó-Zé (o nosso)
Tó-Zé (o outro) achou piada, era fácil de fixar. Ajudava a integrar.
Tó-Zé (o nosso) torceu o nariz, podia dar confusão.
Tó-Zé (o nosso ou o outro), chamava-se. Olhavam os dois.
Tó-Zé (o outro) até achava divertido. E ia-se integrando.
Tó-Zé (o nosso) já se estava a passar.
Podemos sempre chamar-te Nogueira... ou Pereira Nogueira. Não podes dizer que não gostas…
Mas não deixo de ser Tó-Zé… nem de olhar quando chamam… o outro.
Com o tempo habituas-te… Tó-Zé…
Tó-Zé (o nosso), nem comentou. Ninguém se ia habituar.
E um dia alguém chamou
Tó-Zé! (o nosso? O outro?)
E nesse dia alguém perguntou
Qual Tó-Zé? (o nosso? O outro?)
Foi o Tó-Zé (o nosso) quem respondeu.
Só há um Tó-Zé. Mas se preferem podem chamar-me Nogueira. Ou Pereira Nogueira.
Mas continuámos a tratá-lo por Tó-Zé. De facto, nunca nos habituaríamos. E deixou de haver confusão. Porque não voltámos a ver o Tó-Zé (o outro).

Confusão, Excitação, Revolução e Canção num Abrupto Despertar – ou justificações para o casaco em estranho desalinho – sem que o carro ande 300 metros

“Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!”

“Estava a sonhar que estava a assaltar um carro!”
“Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!”

“Esta semana foi sempre até às 5 da manhã. Foi com a Tuna, foi com os amigos. Hoje ia ficar a dormir. Veio o telefonema do Amigo, "Vamos ao futebol?", já vai começar outra vez a revolução!
“Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!”

"Ó Sérgio!, Ó Sérgio de Viana!
Não descansaste sem a tua Ariana!
E o Outro, foi daqui para Guimarães, para ter a Sua cama!*"
“Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!”

*Proferido perante o “Outro” e a “Sua”

Granel das muitas acontecências que não devem ter lugar em 1974

- A Avenida da Liberdade (atenção, Pedro!) ser vendida aos talhões para construções imobiliárias. (Não haverá esse perigo, por enquanto, se vocês se portarem bem.)
- Serem usados foguetes silenciosos nas festas e romarias.
- Um sujeito não ser atropelado no seu corpo e nos seus direitos.
- Ter o seu passamento Inácia Coreto, a ilustre promotora de serões de arte.
- Manuela Fonseca mudar para a Colgate.
- A Rosa casar com o Xico.
- Os paralelepípedos amontoarem-se contra os poetas.
- Os executivos terem um pouco menos de energia e um pouco mais de bom senso.
- Os faróis da costa começarem a piscar para terra.
- Nuno Júdice publicar as suas Viagens Completas.
- Mário Henrique Leiria (um abraço, Mário!) beber menos gin-tonic!
- A força pública começar a usar, nas suas actuações, serpentinas multicores.
- Eusébio jogar com as botas de ouro que ganhou.
- Joaquim Agostinho dopar a sua bicicleta.
- As flores dizerem às abelhas: «Basta!»
- E, já que falei de abelhas, Fernando Lopes sair com outra longa-metragem.
- Amália Rodrigues lançar, no Estádio Nacional – e, se possível, para fora – o seu último disco de ouro.
- A nacional-caixotaria deixar de invadir as áreas urbanas, suburbanas e todas as que lhe são intermédias.
- A Televisão oferecer-nos um novo (renovado) Telejornal.
- Rodolfo Iriarte conseguir ter a secretária arrumada.
- O décimo terceiro mês ser logo a seguir ao décimo segundo ou logo antes do primeiro.
- Nixon vir a Lisboa para aumentar a sua credibilidade.
- Visconte começar e acabar “A morte em Beleza”.
- O Parlamento discutir e aprovar a Lei dos Fins.
- Uma produtora de filmes realizar a longa-metragem “A Tudo o Vento a Levou”.
- Os pianos, no âmbito de um contrato para a protecção da natureza, devolverem aos elefantes o marfim.
- Manuel Brito, da 111, abrir uma loja no Cacém.
-Os brasileiros que nos visitam deixarem de dizer que estão encantados ou emocionados por se encontrarem em Portugal.
- Os cultores da incivilidade meterem, em vez de ar, gasolina nas rodas dos seus carros.
- O “Expresso” sacudir os bandos de gralhas que nele pousam semanalmente.
- Lopes do Souto não escrever sequer de ouvido.
- Portela Filho começar a assinar Queiroz.
- Ruben A. publicar “A Retorre da Rebarbela”.
- A Antónia e o Rui Leitão porem todo o país a comer alcachofra.
- O “Cinéfilo” começar a publicar a fotonovela “Simplesmente Mário”.
- O Ritz abrir, no seu recinto, um parque de campismo.
- O Joaquim Botelho de Sousa comprar, para a sua colecção, o relógio da Estação do Rossio.
- O João Charters de Almeida abrir uma sucursal da Mancha nas Cortes, em Leiria.
- Certo locutor da rádio deixar de empregar expressões como “esta jornada revivalista” cada vez que põe a tocar discos de outros tempos.
- Os caixões terem melhor ar.
-A Marquesa de Arrobas lembrar-se (já não seria sem tempo!) da lei republicana que aboliu os títulos nobiliárquicos e passar a chamar-se Maria Teresa Eugénia Vitória da Silva Soares de Souza Rodrigues de Albuquerque e Menezes (Cortical)*.
- A Maria Aguiar deixar de ser uma simpatia.
- O rei Faiçal assinar um contrato com o Hergé para entrar nas histórias do Tim-Tim.
- O Gérard Castello-Lopes abrir uma nova sala de cinema num dos supermercados Pão de Açúcar.
- O José de Athayde deixar de gostar de cavalos.
- Os palestinianos terem a sua terra.
- Ruella Ramos apanhar a Mosca.
- O futuro deixar de ser o que, afinal, já não era.
- Cubillas ter saudades da Suiça.
- Brejnev vir assistir a uma tenta no Ribatejo.
- Os presos serem autorizados a irem a suas casas mudar de roupa.
- O ar ser, finalmente, mais leve que o ar.

*É pura coincidência.

Alexandre O’Neill, publicado n'"A Capital", a 28 de Dezembro de 1973