segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Lamento (ou, Sobre o Halloween)

Incomodam-me os maquiados, de dentes afiados e capa pelos ombros a atravessar os Leões, descer os Clérigosos e cruzar os Aliados.
Por levantarem a possibilidade, remotíssima, bem sei, de um dia as televisões, cobrirem na. 5ª Avenida, a Parada dos Martelinhos e o Baile de São João.

E já que falamos nisto, vem aí o São Martinho.

dicotomia

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

terça-feira, 26 de outubro de 2010

A turma oficial do rally das tascas!




Não se atinge a velocidade dum teste de Cooper... mas, quem sabe?

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Da surdez...

Não pode comer fritos, gorduras, carnes vermelhas....
..hum hum...
também não pode comer assados.
diospiros?!
porque é que não posso comer diospiros!?

sábado, 23 de outubro de 2010

Ensaio Fotográficos III - Até Amanhã...


O dia deu em chuvoso.

O dia deu em chuvoso.
A manhã, contudo, esteve bastante azul.
O dia deu em chuvoso.
Desde manhã eu estava um pouco triste.

Antecipação! Tristeza? Coisa nenhuma?
Não sei: já ao acordar estava triste.
O dia deu em chuvoso.

Bem sei, a penumbra da chuva é elegante.
Bem sei: o sol oprime, por ser tão ordinário, um elegante.
Bem sei: ser susceptível às mudanças de luz não é elegante.
Mas quem disse ao sol ou aos outros que eu quero ser elegante?
Dêem-me o céu azul e o sol visível.
Névoa, chuvas, escuros — isso tenho eu em mim.

Hoje quero só sossego.
Até amaria o lar, desde que o não tivesse.
Chego a ter sono de vontade de ter sossego.
Não exageremos!
Tenho efetivamente sono, sem explicação.
O dia deu em chuvoso.

Carinhos? Afetos? São memórias...
É preciso ser-se criança para os ter...
Minha madrugada perdida, meu céu azul verdadeiro!
O dia deu em chuvoso.

Boca bonita da filha do caseiro,
Polpa de fruta de um coração por comer...
Quando foi isso? Não sei...
No azul da manhã...

O dia deu em chuvoso.

Álvaro de Campos, in "Poemas"

Grandes Frases - CII

"Mas o que é esta merda?"

um indivíduo indignado à porta de sua casa.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

O descanso do "guerreiro"...

Chega!!

Agora só mesmo pela vinicultuna. (e fodicbas)

beberum humanum est

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Jubilações!

Hoje comemora-se o juveileu!

Hoje há dois jubileus!

Rujubilemos!...

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Coronatione

Amanhaã, faculdade irá perder mais um Mestre...

sábado, 19 de junho de 2010

uma noite...

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Mundial da Boa Esperança

Há 6 anos menos um dia, regressávamos de onde não fôramos, e, saindo em S.Bento de uma composição onde o Negro das nossas Capas contrastava com o Vermelho e Verde da Euforia Ncional, subimos desenbestadamente os Clérigos (uns mais depressa do que outros), cantando "Com Uma Força!"

Hoje, penso, fa-lo-íamos dançando

http://videos.sapo.pt/PkcZTtl8fJzMafkBedFa

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Dos Tuparões

"(...)Desta gente fomos muito melhor agasalhados que das outras nações, porque os mais dos dias nos banqueteavam. E porque num banquete destes, em que todos os nove nos achámos com o embaixador, um dos nossos, de nome Francisco Temudo, lhes levou vantagem no beber, quase injuriados por isto, e havendo-o como muito grande afronta, fizeram o banquete mais comprido para restaurarem sua honra; porém o português se deu tal manha com vinte deles que então estavam à mesa, que todos ficaram deitados à costa, e ele ficou muito inteiro. E depois que tornaram em seu acordo, o sapitou, que era o capitão deles, em cuja casa se dera o banquete, mandou chamar todos os seus, que seriam de trezentos homens para cima, e pondo o português, por muito que lhe pesasse, em cima de um elefante, o levaram por toda a cidade, acompanhado de infinita gente, com muitos tangeres de trombetas, e tambores, e de outros instrumentos, e o capitão, e o embaixador, e nós com todos os bramás detrás dele a pé com ramos nas mãos , e dois homens a cavalo, que em vozes muito altas iam dizendo:

- Louvai, gentes , com alegria, os raios que procedem do meio do sol, que é o deus que nos cria os nossos arrozes, por vos chegar o tempo em que, vísseis em vossa terra um homem tão santo que bebendo mais que quantos nasceram no mundo, derrubou as principais vinte cabeças da nossa quadrilha, para sua fama ser aumentada em todos os dias.
(...)"

da Peregrinação, de Fernão Mendes Pinto

domingo, 23 de maio de 2010

Sarau de Biomédicas 2010 - Vinicultuna de Biomédicas - Tinto

Para todos aqueles que, por motivos de força maior, não lhes foi permitido estar com a Vinicultuna no último sarau de Biomédicas...



... fica o vídeo da nossa performance.

domingo, 16 de maio de 2010

Ecos do Meu Ouvido

Música:
"A Bia da Mouraria"
Seguindo o critério usado por ocasião da eleição do Top-10 Musical da História da Vinicultuna, o título introduzido não precisa de ser o original, antes aquele pelo qual conhecemos ou mais facilmente reconhecemos a música. neste caso "A Bia e o Chico", ou "O Chico das Cautelas" também estariam correctos.

Parte que Ecoa:
"Ai, qualquer dia, a Senhora da Saúde vai ser pequena de mais."
Também neste segundo item, o rigor não é essencial. Se o eco não respeita a métrica ou a letra, é indiferente. Interessa reproduzir o que ouvimos e ouvimos e ouvimos e ouvimos e ouvimos e ouvimos por adentro das orelhas.

Origem (do Eco, não da Música):
"Nasci Para o Fado, concurso televisivo transmitido fez ontem 8 dias, que elegeu os fadistas que integrarão o próximo musical de Filipe La Féria "Fado, História de Um Povo". Cantava uma menina dedoze anos, de voz rouca."
Aqui sim. Rigor e Franqueza. Sejam sinceros. A Verdade não envergonha.

Duração:
Cerca de 5 dias. Causando desconforto entre o 2º e o 3º dia.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Do Vinho e da Empatia entre Utentes e Funcionários do Sistema Nacional de Saúde - XXXIV

A Familiar do Utente do Sistema Nacional de Saúde
"Teve agora outro percalço."

O Utente do Sistema Nacional de Saúde, há 2 anos a braços com uma cadeira de rodas e uma prótese da anca estragada; há outros tantos com um B-PAP, que foi o que o safou mais o ter tocado Trombone na Filarmónica (VIVA A MÚSICA!); há 89 anos e 10 meses a lidar consigo mesmo, mais rins, pulmões e coração; e desde há pouco com um ombro empenado, pois foi o que lhe rendeu o percalço :
"Agora no Carnaval, tive uma queda. Mas não foi da Bebedeira."

terça-feira, 4 de maio de 2010

Do Fim da Noite (Parte Qualquer Coisa)

E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos E por vezes

encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes

ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos

E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se envolvam tantos anos.


David Mourão-Ferreira

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Grandes Frases CII

"This is the Portuguese response to Martini!"

Um Tuno, enquanto oferecia/explicava o xiripiti a uma donzela americana
.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Bibliografia



"Café Âncora d'Ouro - Um Século de Vivências" ,
de Alfredo Mendes, Âncora Editora




Cita uma placa de Gente Conhecida - "Piolho, Sala de Estudos...", e, haja vagar, e... Olho de Lince Ibérico... inclui uma fotografia do Senhor do (V)Vally.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Rejubilemos!!! Aleluia, Aleluia!!!

"As duas primeiras crias de lince ibérico geradas em cativeiro em Portugal nasceram no passado Domingo de Páscoa no Centro Nacional de Reprodução do Lince Ibérico, em Silves, revelou hoje o Ministério do Ambiente.

As duas crias, "robustas e bastante ativas", nasceram de parto natural. São a primeira descendência da fêmea Azahar - "flor de laranjeira" em árabe - que nasceu há cinco anos em liberdade e foi o primeiro animal a ser transferido de Espanha para o centro de Silves, em outubro passado.

Apesar de várias tentativas, Azahar nunca tinha conseguido engravidar no centro de reprodução de Jerez de la Frontera, de onde foi transferida para Portugal: o stress urbano daquele local terá inviabilizado a gravidez." by Agência Lusa


Em jeito de comemoração/rejubilação!!!!!!

15 ABRIL - 20:01h - FAUSTA REFEIÇÂO - at Pediculos capitis

sábado, 3 de abril de 2010

Tudo que eu aprendi na Vinicultuna II


sexta-feira, 2 de abril de 2010

Tudo que eu aprendi na Vinicultuna I

terça-feira, 30 de março de 2010

segunda-feira, 22 de março de 2010

Ínicio novo ano lectivo!


Dia 24 de Março - 18h no Piolho!
Vou já Cagalhão! Pshhhh...

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Marvel Comics vs Vinicultuna

"Falta a capa. Dá super-poderes"

Biancae





Ate amanha, meia noite no Piolho!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Grandes Frases - CI

"Eu dou Vinho aos meus cavalos, mas sou eu que vou Borracho!"

O Timpanas


http://www.youtube.com/watch?v=v5tY_L90zno

Solídó do Timpanas Boleeiro - Júlio Dantas/Frederico de Freitas, no filme "A Severa" de Leitão de Barros

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Das Febres de Fevereiro

"HÁ LAMPREIA"

À Lampreia!

domingo, 31 de janeiro de 2010

MeisterTrunk, ou Três Litros e Um Quarto


Rothenburg ob der Tauber.
Em 1631, durante a Guerra dos Trinta Anos, quando as tropas imperiais se preparavam para arrasar a cidade, o General Tilly reuniu com as autoridades locais para impor as condições da rendição.
O taberneiro, querendo agradar, ofereceu um canjirão com o melhor vinho local, o Franken Wein. A caneca rodou por todos os convivas e Tilly bebeu mais de uma vez. Já inebrado, zombou dos vencidos, afirmando que não haveria um só homem na cidade capaz de a esvaziar de um só gole.
Georg Nusch, o Burgomestre, respondeu ao desafio... na condição de que se o conseguisse Rothenburg seria poupada.
O feito ainda hoje é recordado diariamente às horas que quiserem, pelas figuras da Torre do Relógio.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Revelação

A Viniciultuna de Biomédicas - Tinto vem por este meio informar os seus simpatizantes, que nem todas as músicas que toca, são da sua autoria. Cientes de que esta afirmação não se reveste de verosimilhança, vemo-nos obrigados a apresentar provas, de modo a não defraudar os mais crentes.


Festa da Cerveja - Mler Ife Dada
ou
Linda Cerveja - Vinicultuna







Dança Nua - Essa Entente
ou
Eram Já Três - Vinicultuna

ou ainda
Às Duas Por Três - Vinicultuna


quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Da Infância Feliz da Vinicultuna - ou desmentindo o 7 de Fevereiro de 2009

Quando a Vinicultuna era pequenina, a Mãe deixava-a ir para a rua, brincar com os outros meninos.


(e Viva o Revivalismo!)

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

A prova que faltava

A 20 de Fevereiro de 2009, a sobriedade da Vinicultuna de Biomédicas - Tinto foi posta em causa, devido ao facto de se poder ler por diversas vezes no seu blog a expressão "1 cagalhões" (relembre o post aqui) levantando-se na altura toda uma falsa questão sobre os números gramaticais singular e plural. A Vinicultuna de Biomédicas - Tinto vem então acalmar os revoltados e por um ponto final à questão, por meio de raciocínio matemático:



Depois de provado que 1 é igual a 2, facilmente se depreenderá que dizer um cagalhões é precisamente a mesma coisa que dizer dois cagalhões.



terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Sobre Emblemas

Emblemas é bom.

Autocolantes em série cortados a guilhotina é mais kitsch.

É mais kitsch é melhor.

Melhor ainda era o Estandarte de Tuna - muito emblema e nada kistch - aparecer.

E aquele Caderno de Tuna encadernado a papel canelado verde e cosido à mão com uns cordéis - aquele de Coimbra - também.

Podia ser que dentro dele ainda houvesse autocolantes.

Das tardes cheias

Lamento:
A Toga já não tem emblemas da Vinicultuna para vender.

Especulação:
Comprámo-los todos.

Alívio:
Uma nova encomenda de emblemas da Vinicultuna chega à Toga na próxima semana. Para vender.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Caso Clínico Confidencial

Como alguns, mais perspicazes, terão quem sabe já suspeitado, T., o Homem cuja Vida nos tem sido dada a conhecer por retalhos - fiapos, nem isso talvez -, padece hoje de problema muito sério.

Grandes Frases - C

"Mãe!, Já não bebo!"

T., de regresso a casa, muito tempo depois, e talvez com melhor aspecto.
Talvez devidoà esperança.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

É Natal - Um Lamento

O Pensamento-Solidário vai para o Nosso Magister, que em Agosto subiu para o cimo de uma árvore na Raia Transmontana, e ainda há 3 dias lá estava.
Irá passar lá as Festas?
Coitado. Deve estar cheio de frio.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Ao Nosso Magister


de "Gato Preto, Gato Branco", de Emir Kusturica

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Habemos Magister




Cæsar Octavius Augustus
DIES SATURNI XIX DECEMBER MMIX

Desconstruição

Tragic



Magic


sábado, 19 de dezembro de 2009

Ideia

E se pintássemos uns quadros !?!?!

Fado Malhoa

Alguém que Deus já lá tem,
Pintor consagrado,
Que foi bem grande
E nos dói já ser do passado,
Pintou numa tela
Com arte e com vida
A trova mais bela
Da terra mais querida.

Subiu a um quarto que viu
À luz de petróleo
E fez o mais Português
Dos quadros a óleo.
Um zé de samarra
Com a amante a seu lado,
Com os dedos agarra,
Percorre a guitarra,
E ali vê-se o Fado.

Faz rir a ideia de ouvir
Com os olhos, senhores,
Fará, mas não para quem
Já ouviu mas em cores.
Há vozes de Alfama
Naquela pintura
E a banza derrama
Canções de amargura.

Dali vos digo que ouvi
A voz que se esmera,
Dançando o faia banal
Cantando a Severa
Aquilo é bairrista
Aquilo é Lisboa
Boémio e Fadista,
Aquilo é de artista
E aquilo é Malhoa.

"Fado Malhoa", de José Galhardo
(Música de Frederico Valério)

O Fado



"O Fado", de José Malhoa,
(Museu do Fado - Lisboa)

Dos Fins das Noites

O Bar do Organismo Autónomo
O Paulo Miguel
A Roulotte Psicadélica
Aqule Relvado que Já lá não está
A Esplanada do Avenida
Aqueles Setenta anos de Vida, que Éramos a Coisa Mais Linda que lhes Fazíamos
A Eddy e o Pretussionista
A Leonor
O Pretussionista outra vez e O Dia de Portugal
A Real República Ó-Ay-Ó-Linda
A Mão de Outra Pessoa nos Tintins Não Sei de Quem
As Vendeiras do Mercado Dom Pedro
O Jardim da Manga
O Mondego
A Dona Estrela
A Alta ao Luar
O Lixeiro da Aldeia do Paço, de Capa Traçada. Ao Luar
As Águas Tépidas dos Leões. Ao Luar
Outros Setenta anos de Vida, que Éramos a Coisa Mais Linda que lhes Fazíamos. Ao Luar
E a Ana Carolina

Coimbra, ai, ai...

...Ou Seria Um Caso Clínico?!!!

"Ponham-no a soro!",
pois, claro!

...mas lá fora está tão frio...

Um Lamento... em Jeito de Twitter...

"O Tó-Zé já não come há nove horas."

... dizem-me ...
... de lá de longe...
...mas nem saldo há para responder...

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Hoje É Um Dia De Sorte - XXIV

Encontrei o CD do Harrison's dentro da caixa do "Aos Amores" do Sérgio Godinho, que felizmente estava no mesmo sítio.
Há que tempos não ouvia da "Querida Fátima"!

Hoje é um dia de azar.

Lembrei-me de ir ver, mas o estandarte da Tuna não estava no meio das páginas do calhamaço da Medicina Interna...
... será que o teremos mesmo deixado a servir de babete àquele cão gigantesco, naquela noite de serenata? Alguém o viu depois disso?

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Google Friend Connect

Olá a todos! A Google lançou um serviço chamado Google Friend Connect, que permite seguir de forma mais integrada, interactiva e pessoal o blog. Além disso, permite um sistema de comentários globais, ou por post, a qualquer "visitante" que decida seguir o blog.

Subscrevam e convidem os vossos amigos que costumam seguir o blog!

Abraços

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Canção de Madrugar

De linho te vesti
De nardos te enfeitei
Amor que nunca vi
Mas sei.

Sei dos teus olhos acesos na noite
- sinais de bem despertar –
Sei dos teus braços abertos a todos
Que morrem devagar.
Sei meu amor inventado que um dia
Teu corpo pode acender
Uma fogueira de sol e de fúria
Que nos verá nascer.

Irei beber em ti
O Vinho que pisei
O fel do que sofri
E dei

Dei do meu corpo um chicote de força.
Razei os meus olhos com água.
Dei do meu sangue uma espada de raiva
E uma lança de mágoa
Dei do meu sonho uma corda de insónias
Cravei meus braços com setas
Descobri rosas alarguei cidades
E construí poetas

E nunca te encontrei
Na estrada do que fiz
Amor que não logrei
Mas quis.

Sei meu amor inventado que um dia
Teu corpo há-de acender
Uma fogueira de sol e de fúria
que nos verá nascer
Então

Nem choros. nem medos, nem uivos, nem gritos
Nem pedras, nem facas, nem fomes, nem secas
Nem feras, nem ferros, nem farpas, nem farsas
Nem forcas, nem cardos, nem dardos, nem guerras


de José Carlos Ary dos Santos

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Outro Lamento do Senhor Bernardino

"No fundo, há três fases!", e sorri vagamente, ou ri nervosamente, procurando um olhar de anuência, "Uma em que um ama e o outro ama, outra em que um não ama e o outro também não ama, e outra em que um ama e o outro não ama...".
E não esperando pelo silêncio, conclui, depos de outro sorriso vago, de outro riso nervoso:
"Esta, a meu ver, deve ser a fase mais complicada!"

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Grandes Lamentos - IC

"No fundo, nós somos todos em média diferentes",

o senhor Bernardino, sobre os seus desamores, tentando ser vagamento concreto.

E na Vinicultuna também somos todos em média assim.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

como tocar Castanholas



Quando teremos um caloiro a tocar castanholas?

Quando teremos o Juvenal a tocar guitarra portuguesa assim com uma orquestra?

Para Ontem, Sugerimos

smartinho.blogspot.com

«O S. Martinho, como o dia de Todos os Santos, é também uma ocasião de magustos, o que parece relacioná-lo originariamente com o culto dos mortos (como as celebrações de Todos os Santos e Fiéis Defuntos). Mas ele é hoje sobretudo a festa do vinho, a data em que se inaugura o vinho novo, se atestam as pipas, celebrada em muitas partes com procissões de bêbados de licenciosidade autorizada, parodiando cortejos religiosos em versão báquica, que entram nas adegas, bebem e brincam livremente e são a glorificação das figuras destacadas da bebedice local constituída em burlescas irmandades. Por vezes uma dos homens, outra das mulheres, em alguns casos a celebração fracciona-se em dois dias: o de S. Martinho para os homens e o de Santa Bebiana para as mulheres (Beira Baixa). As pessoas dão aos festeiros. vinho e castanhas. O S. Martinho é também ocasião de matança de porco.»

(in As Festas. Passeio pelo calendário, de Ernesto Veiga de Oliveira, Fundação Calouste Gulbenkian, 1987)

NOTA - A Vinicultuna dá valor a estas coisas.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Uivando... algures, Pelo Fim da Noite

A Lua por trás da torre
Faz a torre diferente.
A verdade quando morre
Morre só porque não mente.

Mente a Lua que se esconde
Por trás da torre de aqui.
Mente a torre porque é onde
A Lua não está ali.

A Lua é só um reflexo,
A torre é um vulto somente,
E assim, num íntimo nexo,
Qualquer diz verdade e mente.

E é desta mista incerteza
De verdade e de mentira
Que nasce toda a beleza -
Que desta hora se tira.

Saibamos, dando guarida
Ao que tudo é de metade,
Fazer bela a nossa vida
Mentindo com a verdade.

29-9-1933 Fernando Pessoa

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Ponto Informativo

"
O ACTIMEL fornece ao organismo uma bactéria chamada L.CASEI. Esta
substância é gerada normalmente por 98% dos organismos, mas quando é
administrada externamente por um tempo prolongado, o corpo deixa de a
fabricar e 'esquece- se' que deve fazê-lo e como fazê-lo, sobretudo em
pessoas menores de 14 anos. Na realidade, surgiu como um medicamento
para essas poucas pessoas que não a fabricam , mas esse universo era
tão pequeno que o medicamento se tornou, não rentável; para o tornar
rentável, foi vendida a sua patente a empresas do sector alimentar.

A Secretaria Estado da Saúde (Espanha) obrigou a ACTIMEL (a
sereíssima) a indicar na sua publicidade que o produto não deve ser
consumido por um tempo prolongado; e cumpriram, no entanto de uma
forma tão subtil que nenhum consumidor o percebe ( p.ex. 'desafio
actimel: tome durante 14 dias').


Se uma mãe decide completar a dieta com ACTIMEL, não recebe nenhum
aviso sobre a sua inconveniência e não vê que pode estar a causar um
dano importante ao futuro dos seus
filhos ou ao seu devido às manipulações publicitarias da
multinacional DANONE para incrementar os seus benefícios, sem se
importar com a saúde dos consumidores.
"

E voçês perguntam... qual a relação do ACTIMEL com a Vinicultuna?
Eu também não sei caros Amigos e Inimigas, mas o Tuno Pissa Cúbica acutilantemente estragando todo o momento diz o seguinte:


"Mas e a bolha?
", e esboçando um sorriso afasta-se em silêncio.

domingo, 8 de novembro de 2009

Da Vinicultuna, Sobre Maneiras

- Porque bebeis o Caldo da malga?
- Mas haverá alguma forma de ele saber melhor?
- Nesse caso porque pedistes que vos trouxessem as colheres?
- Porque temos maneiras! De outra forma não passaríamos de animais.

O "Primo de Praxe" do Nosso Velho, o Tuno Fundador Cinderella, chamava-se Rui Maneiras. Nunca passou pela Vinicultuna, mas era um Amigo.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

O Gato que Comia Com a Gente

A gente estava a comer. O Gato chegava, entrava, dirigia-se à nossa mesa – há sempre um lugar vazio -, sentava-se e comia com a gente.
Com mais modos ate, que ele tinha bigodes e raramente lhe respingava para a toalha. E não falava com a boca cheia. Alias, não falava. No que até era um bocado desagradável. A gente ali, e ele nem uma nem duas. Chegava, sentava, sem pedir licença, e comia com a gente. Nem se dava ao trabalho de olhar para a lista ou interpelar o Senhor Filipe. Comia com gente do que a gente estivesse a comer – pedimos sempre para mais um. E ainda se dava ares de superioridade, olhando-nos de canto, se acaso nos respingava para a toalha ou falávamos de boca cheia. Não implicava, mas havia reprovação naquela maneira de olhar.
No fim, uma vez comido com a gente, levantava-se, pousava o guardanapo, e ia embora com ar de enfado, sem se despedir

Não podemos dizer que sentíssemos simpatia por este Gato que comia com a gente, mas não tínhamos outro. Que saibamos, ninguém tem. E há pessoas muito piores.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Do Grande Livro da Vinicultuna e dos Animais - XI


Novos Instrumentos Musicais


A caminho da Lua...

...parámos na Serenata,
e por ali ficámos quase para aí até
lá para as cinco da tarde.

Os Nossos Fétiches - IV


Do Fim da Noite XXI


Os Nossos Fétiches - III

As Nossas Lendas - VI

- Uma vez a Vinicultuna desapareceu. Disse-se muita coisa. Nós ficámos preocupados, mas a seguir encontrámo-la.
- Nas actuações da Vinicultuna já participaram: gatos, cães de passagem, pombas ao ar livre, uma galinha-estandarte, patos variados em noites de cerimónia, um gatinho numa caixa, um salmão numa grelha, um coati numa foto-novela, provavelmente coelhos de estimação e cavalos da GNR, decerto também ratos, o nosso Magister era meio Golfinho, outro Magister venceu um concurso de rádio enquanto Peixinho Dourado, e o Cão do Homem da Lua, quando lá chegarmos pelos nossos próprios meios.
- A Vinicultuna já teve uma Pandeireta Voadora Assassina.

sábado, 31 de outubro de 2009

Do H1N1 e dos Corcundas - Plano de Contingência

Em concordância com as linhas de orientação internacional, e dando continuidade à gigantesca e bem-sucedida campanha "A Vinicultuna e o H5N1" de há uns anos, a Vinicultuna de Biomédicas-Tinto determina:

- Uma vez em espaços fechados, ou no meio de aglomerados confusos ou tumultuosos, os Tunos da Vinicultuna deverão reduzir o risco de contaminação, traçando a capa "à Tricana".

- Em alternativa, o Tuno Asmático-ou-Alérgico-a-Pêlo-de-Ovelha pode abrir as janelas

- No final de cada actuação em público, o Tuno da Vinicultuna desinfectará a garganta, as mãos e os instrumentos musicais, com um Preparado de Verde-Tinto e Triturado de Cebola.

- Chegando a áreas abertas, arejadas e sossegadas os Tuno da Vinicultuna deverá destraçar a capa, e traçá-la "à Tricana" antes de semear a confusão.

- Os Urinóis de Tuna serão virados do avesso, para criar confortáveis Unidades de Isolamento.

- Como é por demais sabido, os Corcundas são de natureza velhaca.

sábado, 24 de outubro de 2009

Um Lamento - no "Florêncio"

Chegam duas latas de coca-cola à mesa onde, com "Alegria-Contida-e-Calda-Mas-Quentinha-Cá-Por-Dentro", ouvira ser pedido o famoso e saudável Bucho Recheado.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Comboio do Caloiro



Esta quinta, em Coimbra......


quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Do Vinho, e da Amizade entre os Povos - VIII

"Voltei ao quarto e passei a noite com Strehlow e uma garrafa de borgonha.
Certa vez, Strehlow comparou o estudo de mitos aborígenes com o percorrer de um «labirinto de inúmeros corredores e galerias» misteriosa e complexamente ligados entre si. Ao ler os Cantos, fiquei com a impressão de Strehlow era um homem que tinha penetrado neste mundo secreto pela porta de serviço; alguém que tinha tido a visão de uma estrutura mental mais maravilhosa e complicada doque tudo o que existe na terra, uma estrutura que faz que todos os sucessos materiais do homem não pareçam de grande importância e que, de certo modo, escapasse a qualquer descrição.
O que torna o canto aborígene tão difícil de ser apreciado é essa interminável acumulação de pormenores. No entanto, até mesmo um leitor superficial pode entrever um universo moral - tão moral como o Novo Testamento - no qual os elos de parentesco se estendem a todos os homens vivos, a todas as outras criaturas e rios, rochedos e árvores.
Continuei a ler.
As transliterações da língua aranda apresentadas por Strehlow eram de fazer perder a paciência a quem quer que fosse. Quando já não consegui ler mais, fechei o livro. Tinha as pálpebras que pareciam lixa. Acabei com a garrafa de vinho e fui beber um brandy ao bar.
Um homem gordo e a mulher estavam sentados perto da piscina.
- Uma muito boa noite para si, meu caro senhor! - cumprimentou-me.
- Boa noite - retorqui.
Pedi café e um brandy duplo no bar e levei um segundo brandy para o quarto.
A leitura de Strehlow deu-me vontade de escrever qualquer coisa. Não estava bêbado - ainda não - mas há séculos que não me sentia assim tão perto de o estar. Peguei num bloco-notas amarelo e pus-me a escrever."

de "O Canto Nómada", de Bruce Chatwin

P'ra Vós

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Um Lamento

Dantes, os Jovens, gastavam mais do seu tempo a escrever.

sábado, 3 de outubro de 2009

Quintanilha - O Paraíso Perdido da Hospitalidade

Não são necessários comentários nem um outro qualquer texto, pois uma ou duas imagens valem mais que mil palavras.



Quando voltamos?...
meus caros Tunos e alguns membros da tuna anadémica da faculdade de medicina do porto - Vinicultuna - Tinto -

Ensaio Fotográfico II - O Magister de Coimbra




O Magister é omnipresente.


Done !!!

Elizeth(te) Cardoso - Eu bebo sim.








Vou já cagalhão!!!!!!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Grandes Frases - IC ou XCIX (?)

"Isto são meias!"

enquanto um tuno suavemente passa a polpa dos dedos em pernas de veludo

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Grandioso Jantar de Apresentação ao bicho-macho

A Vinicultuna de Biomédicas-Tinto

enxota todos os bichos-macho para


Grandioso Jantar de Apresentação



Quarta 30.09.09 às 20h01min no Café Piolho


segunda-feira, 31 de agosto de 2009

A música das nossas vidas

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Vinicultuna no Google StreetView™ - Sala de Estudos


A Sala de Estudos da Vinicultuna aparece no Google StreetView™,
encontram-se presentes não apenas o nosso Técnico de Execução de Tarefas, ex-Estafeta, como também a nossa mascote, Panda, e o desaparecido-que-afinal-anda-a-beber-xiripitis-no-café-universidade-durante-a-tarde, o Contuno Ratoneiro, Saca-Rabos!

A Vinicultuna irá reclamar direitos de autor, que permitirão realizar uma digressão brevemente, mais para o final do ano. (aconselhamento de Mister Cimba®)



Podem explorar com o rato aqui:


View Larger Map

Concurso: Alguém consegue encontrar o Sr. Do Vale pela cidade?

sábado, 15 de agosto de 2009

Do Vinho e da Empatia entre Utentes e Funcionários do Sistema Nacional de Saúde - XXXIII

...
- Um litrito por dia.
- Verde?
- Verde... e Maduro também... O Verde é de casa. Sou eu que produzo. Mas acabou, que o ano passado foi mau para a colheita. De modo que agora tenho comprado. E geralmente compro maduro.

Grandes Frases - XCVIII

"Isso não vai é com Água!"

sobre as Cavacas de Margaride,
o Familiar-Grato do Utente do Sistema Nacional de Saúde,

Umas copadas valentes...





segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Bem Vinda, Amélia!

Vou Já Cagalhão!!!
...Pchhhhhhhhhh!!!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Digressão de Tuna dos Contemporâneos



Ou a prova de que uma Tuna pode digredir em Lisboa! Vejam até ao fim...

domingo, 2 de agosto de 2009

Da Vida de T. - VI

Fazia três dias regressara à terra, à casa paterna, para férias forçadas, pé ao alto. Sentia-se nervoso, não sabia porquê. Horas depois, os primeiros tremores, mais tarde os suores.
Seriam os calores, as comichões no membro engessado? Se fossem as febres podia ser grave... mas disso havia de perceber ele, que para médico andava a estudar. Lembrou à Avó de T. que fosse só dos nervos. Caído de sopetão de volta ao berço, nem a viola houvera tempo de trazer. Vai daí, deu-lhe um copito de vinho, para o acalmar.
A verdade é que T. se voltou a sentir mais senhor de si.

dedicado ao pé estrocegado do Tuno Honorário Mineteiro

terça-feira, 28 de julho de 2009

Ensaio Fotográfico - I

...

domingo, 26 de julho de 2009

Do Vinho e da Empatia entre Utentes e Funcionários do Sistema Nacional de Saúde - XXXII

- E lá por casa, andam ratos?
- Lá por casa não...
- Mas tem algum quintal, alguma arrecadação onde possam andar ratos?
- Já os tenho visto na Adega da cave, onde costumo dormir a sesta.

Grandes Prosas Gramaticais

"Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.
Um substantivo masculino, com aspecto plural e alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. O artigo, era bem definido, feminino, singular. Ela era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingénua, silábica, um pouco átona, um pouco ao contrário dele, que era um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos.
O substantivo até gostou daquela situação; os dois, sozinhos, naquele lugar sem ninguém a ver nem ouvir. E sem perder a oportunidade, começou a insinuar-se, a perguntar, conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado e permitiu-lhe esse pequeno índice.
De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro.
Óptimo, pensou o substantivo; mais um bom motivo para provocar alguns sinónimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeçou a movimentar-se. Só que em vez de descer, sobe e pára exactamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela no seu aposento.Ligou o fonema e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, suave e relaxante. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela.
Ficaram a conversar, sentados num vocativo, quando ele recomeçou a insinuar-se. Ela foi deixando, ele foi usando o seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo.
Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo directo.
Começaram a aproximar-se, ela tremendo de vocabulário e ele sentindo o seu ditongo crescente. Abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples, passaria entre os dois.
Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula.
Ele não perdeu o ritmo e sugeriu-lhe que ela lhe soletrasse no seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, pois estava totalmente oxítona às vontades dele e foram para o comum de dois géneros.
Ela, totalmente voz passiva. Ele, completamente voz activa. Entre beijos, carícias, parónimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais.
Ficaram uns minutos nessa próclise e ele, com todo o seu predicativo do objecto, tomava a iniciativa. Estavam assim, na posição de primeira e segunda pessoas do singular.
Ela era um perfeito agente da passiva; ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.
Nisto a porta abriu-se repentinamente.
Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo e entrou logo a dar conjunções e adjectivos aos dois, os quais se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.
Mas, ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tónica, ou melhor, subtónica, o verbo auxiliar logo diminuiu os seus advérbios e declarou a sua vontade de se tornar particípio na história. Os dois olharam-se; e viram que isso era preferível, a uma metáfora por todo o edifício.
Que loucura, meu Deus!
Aquilo não era nem comparativo. Era um superlativo absoluto. Foi-se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado aos seus objectos. Foi-se chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo e propondo claramente uma mesóclise-a-trois.
Só que, as condições eram estas:
Enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria no gerúndio do substantivo e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.O substantivo, vendo que poderia transformar-se num artigo indefinido depois dessa situação e pensando no seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história. Agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, atirou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva. "

Fernanda Braga da Cruz

sábado, 25 de julho de 2009

E quando...

E quando me perguntarem, daqui a 30 anos, qual a tradição académica mais importante ou marcante, eu responderei: o Urinol de Tuna.

Cheguei a esta conclusão enquanto mijava para uma parede.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Dos Criadores de Bruno Aleixo - Enciclopédia Não Alinhada

Vinho

É o produto obtido exclusivamente por fermentação alcoólica, total ou parcial, de uvas frescas, esmagadas ou não, ou de mostos de uvas.

O processo de fabrico envolve vindima, pisa, fermentação, filtragem e envelhecimento.


Tipos de vinho:

Tinto: varia muito, entre o magnífico e o parece-vinagre. Quando é bom, não se quer outra coisa nem dá ressaca (até porque beber muito fica caro). Quando é mau, peça cerveja da boa que custa o mesmo.

Branco: as senhoras bebem-no fresco. A menos que seja a acompanhar peixe, não é de bom-tom ser bebido por homens.

Verde: há quem pense que vinho branco e vinho verde são a mesma coisa. Mas não. Vinho verde é um vinho novo, produzido no Noroeste de Portugal, entre Douro e Minho, podendo ser branco, tinto, rosé ou espumante. Haverá gente que, mesmo depois de ler isto, continuará a pensar que vinho verde e vinho branco são a mesma coisa.

Rosé: as senhoras bebem-no fresco. Nunca é de bom-tom ser bebido por homens.

Espumante: champanhe feito noutros sítios que não Champagne.

Espumante tinto: grande percentagem das pessoas estão a descobrir agora que isto existe. Bebe-se a acompanhar leitão.

Frisante: é vinho branco com gás metido, tipo o que se mete na seven up. Compradores menos atentos compram-no a pensar que é espumante.

Vinho da casa: é um vinho de qualidade entre relativa e duvidosa, de origem local ou indefinida (vide mistura de vários vinhos da Europa). É servido nos restaurantes ao copo ou em garrafa, embora venha sempre em garrafões ou pacotes tetra pak e engarrafado na hora com preciosa ajuda de um funil. Nas palavras do dono ou empregado do restaurante, é sempre bom. Tal como a mousse de chocolate, que é sempre caseira.

Vinho de missa: o único que ainda não provei. Antigamente, os leigos podiam bebê-lo no crisma. Mas hoje já só se comunga.

Vinho generoso: inclui porto, madeira, moscatel, xerez, etc. Apesar de docinho, não é de mau-tom ser bebido por homens.

Mistura de vários vinhos da Europa: vinho inqualificável, tanto na origem como no sabor. É servido nalguns estabelecimentos, como vinho da casa, e na tropa.


de
Rui Hugo, Redactor/colaborador ENA (Enciclopédia Não Alinhada)

http://videos.sapo.pt/cena/rubrica2.html

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Arte e Anatomia


Miss Playboy ou caloiro de alguma faculdade de coimbra? :)

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Da Vida de T. - V

E nas festas de família, quando chegava a hora de servir o champagne, T. instalava-se entre duas senhoras das que só bebem um golinho.
E, proferidos os votos, felicitados os noivos, celebradas as bodas, apagadas as velas, exclamados os brindes, chocados os copos - tchim!tchim!, T. apressava-se a acudir às avozinhas atrapalhadas com o borbulhar da espuma beijada pelo gorgomilo abaixo, pchhhhhhhhh!, aliviando-as do restante conteúdo dos seus cálices.

Do Centenário

"Ide cantar lá para fora...!"

...

"Ide calar lá para dentro...!"

(A Vinicultuna Parabeniza o Piolho)

Do Vinho e da Empatia entre os Utentes e Funcionários do Sistema Nacional de Saúde - XXXi

- E tem bebido água?

- Tenho sim.
- Com os comprimidos?
- Sim.
- E fora disso?
- Não...

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Do Vinho e da Empatia entre os Utentes e Funcionários do Sistema Nacional de Saúde - XXX

A Familiar do Utente do Sistema Nacional de Saúde- "O Senhor Funcionário perguntou-se se eu queria que ele morresse em casa, ou na mesa de operações, e eu disse-lhe que a esperança era a última a morrer e que queria que se fizesse tudo. Ele foi operado, e não é que uma hora depois estava a pedir um Copinho de Vinho ao Senhor Funcionário?"

Caso Clínico Dr. Bayard - ou Dos Rebuçadinhos e da Empatia entre os Utentes e Funcionários do Sistema Nacional de Saúde - XXIX

(..."os da Diabetes"..."se o Senhor Funcionário passou então estou a tomar"..."deve-me ter caído"..."para a tensão também é só um"... )
- E os rebuçadinhos do Dr.Bayar são para quê?
- (atrapalhada)...São para a tosse...mas...mas...é muito raro, é muito de longe a longe...só quando me vejo atrapalhada...

(..."a falta de ar"..."as dores nas pernas"..."as tonturas"...)
-E tosse?
- Isso é sempre.

Lamento em Dia de Centenário - Efemérides Lamentavelmente não-Efemerizadas

A Morte da Manta de Gato - no dia do seu 6º aniversário e 1/4.

O 5º Aniversário da Passagem e Pausa por Coimbra, a Caminho da Inatingível Figueira da Foz.

Até aos 100 Anos

Nobody knows where you are, how near or how far.
Shine on you crazy diamond.
Pile on many more layers and I'll be joining you there.
Shine on you crazy diamond.
And we'll bask in the shadow of yesterday's triumph, and sail on the steel breeze.
Come on you boy-child, you winner you loser,
Come on you miner for truth and delusion, and shine!

"Shine on You Crazy Diamond", Roger Waters, Richard Wright, David Gilmour
de "Wish You Were Here", Pink Floyd

Até logo!

terça-feira, 23 de junho de 2009

Bom, São João!!!

Capa de Tuno é lavada,
Em Amores e Bailaricos,
Hoje cheira a Rosa Tombada,
Em Folhas de Manjerico.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

A Vinicultuna celebra: Os 100 anos do Piolho

Os Reis do Piolho from Graça Salgueiro on Vimeo.


A vinicultuna de biomédicas-tinto convida todos os tunos e antigos tunos a juntarem-se a celebração do centenário do piolho, dia 26 de Junho (sexta-feira) do ano 2009, às 17h.

Vai estar lá o Sr. Afonso!


VOU JÁ CAGALHÃO!

domingo, 14 de junho de 2009

da Noite Escura

Como forma mais estimulante de procurar nos anais deste blog grandes posts do passado, ou futuro, adicionei uma nova aplicação à sidebar do blog
....directamente da Noite Escura.

Próximo projecto: editar o blog em pergaminho

Vou já cagalhão!!!

domingo, 7 de junho de 2009

Prosseguindo... II

Vinicultuna... 12 anos a escrever torto por linhas direitas