segunda-feira, 17 de julho de 2006

do fim da noite X

perdidos nas encruzilhadas
sem escolher o caminho
atalhamos pelos montes

as palavras do fim da noite

domingo, 16 de julho de 2006

Dos Enganos

Não estava a beijá-la. Estava a murmurar-lhe, qualquer coisa, na boca...

Grande Frases XLI

"Rápido, trazei-me uma taça de vinho, para que eu possa refrescar a minha mente e dizer alguma coisa inteligente!"
Aristófanes

sábado, 15 de julho de 2006

E Porque nem sempre concordamos com o que postamos...

"O vinho é um vira casacas...primeiro amigo depois inimigo"

Henry Fielding

Grandes Frases XL

"O vinho é poesia engarrafada"

Robert Louis Stevenson

quinta-feira, 13 de julho de 2006

No Tempo em que os Animais Falarem...

... eu quero ser Intérprete.

segunda-feira, 10 de julho de 2006

Lamento

Já procurei em todas as cartas de navegação.
Onde é que fica o Islão?

domingo, 9 de julho de 2006

Desígnio de Tuna

Um dia converteremos ao Vinho o Islão.

Com saudades daquele porto...

... sonho com o dia em que a Vinicultuna baptizará o seu batelão e zarpará de Leixões para esses Mares do Mundo.
Penso no Calypso do Jacques Cousteau, no Rainbow Warrior, fazendo história em cada escala, mas sobretudo no Mary, o navio do Petzi. Este pequeno Urso do Leme, acompanhado pelo Pelicano Ricky (que jeito dava aquele bico para guardar garrafas de vinho), o Pinguim Pingo (às vezes à noite há pessoas que passam de carro, ou goonas da Ribeira que nos chamam isso, mas a maior parte das vezes é "morcego"), e o Almirante - uma velha morsa (e nós também temos uma, enorme), vivia as mais espantosas aventuras, em todas as latitude e longitudes dos meus livros de infância.

sábado, 8 de julho de 2006

Muito Mais Que Um Jogo II

Dedicado a Minetum Expertis, porque o futebol é muito mais que um jogo. E a Vinicultuna digride sempre que um tuno quiser. Um Abraço!
"Nada de importante pode ser estatisticamente registado acerca dum jogo, excepto os cantos, os lançamentos, os golos, e os remates defendidos (o esforçoamericano para registar as assistências é admirável, mas – dado que por vezes é um mistério absoluto quem efectivamente marcou? o golo, mesmo quando há repetição das jogadas na televisão – algo patético), e estes dados pouco ou nada dizem realmente sobre o jogo em si. O jogador que efectivamente vence o jogo pode ser aquele que se posiciona no canto oposto do campo, atraindo um defesa, forçando a defesa a adoptar uma outra configuração e levando inevitavelmente a que seja marcado um golo que antes era impossível, mas que ninguém – nem mesmo ele – pode prever. É tudo uma narrativa e como tal, é subjectivo: dois relatos dum mesmo jogo nunca são idênticos, e os marcadores muitas vezes até diferem de jornal para jornal. Cada um é uma história, uma sequência de metáforas ambivalentes, uma revelação pessoal inerente ao idioma da fé. Não conheço nenhum jogo tão dependente de intangíveis tão fluidos como "padrão" e "ritmo" e "visão" e "leitura". E qualquer destas coisas pode não passar de uma ilusão. E ao mesmo tempo, é também um jogo muito simples: tal como os sonhos, é quase infantil."
Robert Coover

quinta-feira, 6 de julho de 2006

Os Nossos Outros Valores - VII

"Alguns Valores da Vinicultuna são Imutáveis. Outros alteram-se com o tempo."

NOTA- Tudo nos leva a crer que da grafofonética deste Nosso Outro Valor, estalou o conflito entre os Nossos Valores e os Nossos Outros Valores. É esta a teoria defendida pelo Departamento de Investigação e Documentação Histórica. Com feito, do Arquivo da Vinicultuna de Biomédicas-Tito contam-se alguns - e não são poucos - pergaminhos onde se pode ler "Os Valores da Vinicultuna são Imutáveis. Os Outros alteram-se com o tempo."
Infelizmente, e malgrado os onerosos estudos, ainda não foi possível atribuir ao erro etiologia. Erro de dicção do leitor? Problemas de orelhas do copista? Terá alguém derramado sem-querer vinho no manuscrito? Ou terá sido de propósito? Ignorância? Maldade? É sempre preciso pensar em maldade. Foi escrito à pressa? Ou pelo contrário muito devagar, e o senhor, se calhar de idade, já estava com sono? Incompetência? O imbecil foi despedido?
Tudo nos leva a crer que não. De facto, o erro de transcrição parece ter passado despercebido a ponto de não ter conseguido resolver o pequeno mal-entendido entre os dois grandes grupos de valores da Vinicultuna, o que felizmente levou a que a desagradável desavença rebentasse numa sempre bem-vinda Grande Confusão, que aprazivelmente nos atormenta.

Digressão - é o ano que eu quiser

Digressão


Sugere-se ao Departamento Logístico da Vinicultuna, na Dependência do Gabinete de Execução de Tarefas, a pesquisa cuidada de destinos apetecíveis e comedinhos, dentro do amplo mercado de ofertas do porto de Hamburgo.

Os Nossos Outros Valores - VI

"Acima de tudo, a Vinicultuna acredita nos seus Valores."

"Mais do que nos seus Valores, a Vinicultuna acredita nos seus Outros Valores."

"Esta confiança é recíproca. Ou seja, os Valores e os Outros Valores da Vinicultuna, acreditam no simpático agrupamento muito-mais-que-musical."

"Não se tente extrapolar porém que tudo são rosas na Ética da Tuna. Bem pelo contrário. Os Valores e os Outros Valores da Vinicultuna não acreditam uns nos outros."

Os Elefantes do Zoo de Berlim, apoiam a Vinicultuna...

Travel Fellows - About the Wine and the Friendship between People - VIII

"- Why don't you come upstairs and have a nice time?
- Because today is the St.John's night, and that's the biggest party of my hometown. I'm sorry. I spent all my money in wine..."

Os Nossos Outros Valores - V

"A Vinicultuna não cospe para o chão."

"Quando a Vinicultuna cospe na sopa, come-a mesmo assim."

"A Vinicultuna cospe para o ar, para que o cuspe lhe caia em cima e não no chão."

A Vinicultuna Apoia...



A troca de identidades

Desembainhando a espada, ele disse - XXI



Magnífico!
Anónimo do séc XVII
(será que o conhecemos?)
Städelsches Kunstinstitut un Städtische Galerie

Aquele sorriso não estava ali...


A Vinicultuna continua a fazer as pessoas felizes

Os Nossos Outros Valores - IV

"A Vinicultuna espreita pelas fechaduras, pelas frinchas das portas, e pelas das senhoras."

"A Vinicultuna gosta de Sopa"

"A Vinicultuna não cospe na sopa."

Não mais cantaremos sob esta varanda



Não se faz isto aos animais

A semana passada tive um dia de Sorte - XVIII



A caminho de Bremen conheci um cão, um gato e um galo, e decidimos ir os quatro viver para a cidade e ser músicos.

A semana passada tive um dia de azar

Voltei a Nuremberga com o fito de recuperar o relógio do meu Avô, mas a secção dos perdidos e achados da estação de comboios estava fechada.

sábado, 1 de julho de 2006

Ontem foi um Dia de Sorte - XVII

Passei o dia no Jardim Zoológico, e fiquei com imensas ideias para prendas para um casamento que aí vem.

Ontem foi um dia de azar.

Como sempre que vou a estes sítios, fiquei com imensas dúvidas quanto à minha identidade.
Logo agora que há três semanas que já só estava indeciso entre ser um Acor como o Pauleta ou um Zé-Kalanga como o Palanca.

terça-feira, 27 de junho de 2006

Proposta

Proponho que se utilize parte do fundo de maneio da Tuna, para aquisicäo de um cidadäo Tailandes para encontrar as coisas que a Tuna perde.
Está mais que visto que o Senhor Nogueira näo dá conta do recado neste capítulo (quantos postais é que ele já extraviou?).
Mas claro que quando falo nesta aquisicao estou essencialmente a pensar na recuperacäo daquele Caderno de Tuna (sim, aquele de Coimbra, que tem a capa em papel cartonado verde, e está cosido por uns fios de palha).

Grandes Frases - XXXIX

"Isso só sai com Vinho"

Da Sabedoria Popular e da Lide Doméstica, no que respeita a nódoas

Ontem foi um dia de sorte - XVI

Com os saltos e os pinotes do fim do jogo de Portugal, perdi o relógio. Era um presente muito engracado. O meu Avö era sovina, e filho de um relojoeiro. Quando mo ofereceu disse que era um relógio muito bom. A primeira vez que tive de lhe mudar a pilha, na casa onde o levei disseram-me que é um relógio indiano que näo vale o que aparenta. De qualquer maneira foi a última coisa que o meu Avö me ofereceu.
Calcorreei o mais metodicamente possível o terreiro de cascalho da Festa de Nuremberga(muito curioso, revistam-nos e nao nos deixam entrar com garrafas de plastico, mas o chao está cheio de pedras), mas já estava escuro e a comecar a chover. Quando já estava a preparar-me para repetir o percurso, reparei que um homem pequenino que fazia o mesmo que eu, se baixou para apanhar...
... sim! adivinharam
O homem era um emigrante Tailandes e nao falava uma palavra de ingles, e poucas de alemäo (lingua que eu nao arranho). Foi difícil explicar-lhe que näo o estava a roubar. Dei-lhe o meu cachecol como agradecimento.

Ontem foi um dia de azar

Passada uma hora voltei a perder o relógio. Näo o voltei a encontrar

Ontem foi um dia de sorte - XVI

Com os saltos e os pinotes do fim do jogo de Portugal, perdi o relógio. Era um presente muito engracado. O meu Avö era sovina, e filho de um relojoeiro. Quando mo ofereceu disse que era um relógio muito bom. A primeira vez que tive de lhe mudar a pilha, na casa onde o levei disseram-me que é um relógio indiano que näo vale o que aparenta. De qualquer maneira foi a última coisa que o meu Avö me ofereceu.
Calcorreei o mais metodicamente possível o terreiro de cascalho da Festa de Nuremberga(muito curioso, revistam-nos e nao nos deixam entrar com garrafas de plastico, mas o chao está cheio de pedras), mas já estava escuro e a comecar a chover. Quando já estava a preparar-me para repetir o percurso, reparei que um homem pequenino que fazia o mesmo que eu, se baixou para apanhar...
... sim! adivinharam
O homem era um emigrante Tailandes e nao falava uma palavra de ingles, e poucas de alemäo (lingua que eu nao arranho). Foi difícil explicar-lhe que näo o estava a roubar. Dei-lhe o meu cachecol como agradecimento.

Ontem foi um dia de azar

Passada uma hora voltei a perder o relógio. Näo o voltei a encontrar

sábado, 24 de junho de 2006

Porto, ...

...por mais magia que tenham as outras cidades, e calos os meus pés, nunca consigo encontrar o Tó-Zé nem o Senhor do Vale.

Do fim da noite

Tenda Lusa com sardinhas,
Come-las foi um regalo
Dinheiro foi-se no Vinho
Ficam as putas sem falo.

sexta-feira, 23 de junho de 2006

Quadras de S. João

São João do Bom-Gozar
Santo do vinho e catraias
Dá-nos música pra bailar
E vento que lhes levante as saias

Se o meu coração mal-bater
Esta noite um instante
Que seja por obra e querer
De um sorriso esvoaçante

Säo Joäo-äo-äo na Reeperbahn-ä-ä

Saudades, choro em Hamburgo,
Vem-me tua festa à lembranca
Säo Joäo, está täo escuro!
Alumia-me esta Hansa.

Acendem-se para lá do muro
Fogueiras com minhas poupancas
Com tua bencäo säo amor puro
Se no Porto ainda se danca.

Bom Säo Joäo,
Vou já Cagalhäo
Pchhhhhhhhhhhhhhhhh!

Mário Cezariny de Vasconcelos

"S. João João João
S. João de marinheiro
com dinheiro - sem tabaco
com tabaco - sem dinheiro"

Fernando Pessoa

"No dia de S. João
Há Fogueiras e Folias
Gozam uns e outros não
Tal qual como nos outros dias"

Quadras de São João

Convido todos os meus caros con-tunos a deixarem aqui, sob a forma de post, uma quadra alusiva a esta época festiva. Para começar bem, deixo aqui duas de conhecidos tunantes da nossa praça.

quinta-feira, 22 de junho de 2006

Hoje foi um Dia de Sorte - XV

Cheguei a Hamburgo. Terra de piratas, marinheiros, e patifes. E mulheres vividas mas quentes. E histórias de aventuras, e cancoes temperadas com sal e rum.

Hoje foi um dia de azar

Nao encontro a minha bandeira de Portugal. A bandeira-agasalho. A bandeira-colchäo. A bandeira urinol. Estou tristíssimo.

terça-feira, 20 de junho de 2006

Se a Tuna estava lá, e eu nao os vi...

Será que nao tiveram o cuidado de deixar a porta entreaberta quando se esconderam dentro do cofre da bagagem, e apanharam asma?

...do fim da noite - X

Levantei-me à hora pretendida.
Toda a gente dormia. Profundamente e em paz.
No corredor, o meu Pai, ainda sem dormir, zelava por nós, com outros Senhores Polícias, e Voluntários da Cruz de Malta.
Perguntei onde era a saída. Perguntou-me se nao queria tomar um chá quente - nao era o meu pai, acho que o meu pai nao me oferecia um chá quente. Aquele senhor era um Homem Bom.
Depois de ter aceite o chá, que me aqueceu e reconfortou por dentro, o Homem Bom indicou-me a casa de banho.
Depois do meu xixi, o Homem Bom indicou-me a saída.
E sorriu.

...no México deve haver Tunas fantásticas, sao uns pandegos, mas os meus Tunos ambém estavam ali no meio, de certeza.

Eram camas verdadeiras. Um Hospital de campanha, uma coisa preparada para a evenualidade de uma catástrofe. Saímos da estacao por umas escadas e uns corredores para um edifício contíguo, e havia ali beliches de 3, numa rede de fibra resistente. E havia lugar para todos nós. Até para mim! E à entrada, um polícia, a sorrir com carinho - nao era um policia! era o meu pai! - e entao à enrada, o meu Pai, a sorrir, oferecia um edredao leve a cada mexicano.
Nós só nos ríamos. Acho que nos nossos países nao há nada assim, e, se houver, nao a desperdicamos com gente que dorme nas estacoes de comboio.
Fechei os olhos, mas nao adormeci.
Nao adormeci, porque quando esava mesmo mesmo a entrar no libo do sono, mas mesmo mesmo, um Mexicano comecou a gritar com uma voz de sono, monocórdica, mas muito engracada:
"Que me viengán hacer la cama!",
"Me puengán ropa, que quiero un recuerdo deste hotel!"
"Tiengo claustrofobia!"
"Nos mandáran para las cameras de gas!"
"Quiero ser tratado como una persona!"
"Tiengo cara de perro, pero non quiero una cama chompita!"
no que culminou com um grito de ordem
"Este governo es puto! Este governo es puto! Este governo es puto!"

Eu tambem queria molhar a sopa.
Acho que esta situacao nao era possivel em Portugal, mas se estivéssemos no México, só nos encontraríamos todos deitados numas instalacoes daquelas, com os bracos e as pernas partidas, depois de um motim. E aquele rapaz provavlemente só conseguiria dizer "ai!", "ui!", eventualmente "madre mia", se nao lhe tivessem partido os dentes.
Por isso que me ri tanto, e nao consegui falar.

Faz bem à saúde adormecer a rir.

...mas isto nao foi nenhum sonho

Aconteceu mesmo.

Estava eu sossegadinho, e fui acordado por um polícia.
Eu já tinha achado estranho nenhum polícia se terzangado quando eu saí de um dos cofres da bagagem. Na verdade até acharam piada.
O que achei mais estranho foi a forma carinhosa como este polícia me acordou.
De todas as vezes anteriores em que tinha sido acordado por polícias, estes estavam com cara de caso, e mandavam-me levantar imediatamente. Mas este nao.
Perguntou-me porque é que eu estava ali, se nao preferia ir dormir para uma cama.
Como eu disse que inha comboio às 6, ele perguntou se nao queria ir dormir para uma cama das 3 às 6.
Eu sei que há pessoas perturbaas que às vezes se fantasiam de polícias para abusar da gente, mas este era um polícia a sério, e, com toda a educacao, perguntou-me:
"Se quiseres, temos ali uma cama confortável, onde podes ir dormir até às 6.", e , o que realmente me deixou estupefacto, "se quiseres, se prefereires, podes continuar aqui."

Por educacao, nao podia recusar.

...tenho a certeza que aTuna andava por lá!

É que normalmente quando estas coisas acontecem estamos todos juntos.

Já estava a dormir há uma ou duas horas, num rebordo de um corredor mais largo da estacao, encostado a uma montra. Estes rebordos sao os melhores, porque nao vem vento de todos os lados, e este, tinha a vantagem de ser inclinado, o que nao é tao bom para dormir, mas faz bem às varizes.
Eu também acho que faz bem aos sonhos, que devem ser melhores quando chega mais sangue à cabeca.

A Tuna devia andar por ali...

Há dias tive uma noite daquelas... como voces sabem...
Tinha acabado o México-Angola, e a estacao de Hannover estava cheia de Mexicanos à procura de sítio para dormir para esperar o comboio seguinte. E eu no meio deles!
O depósito das bagagens era o sítio mais quentinho, eu até já tinha estendido a minha bandeira, mas a companhia dos comboios tinha outros planos.

Foi extremamente divertido. Sempre que um funcionário da companhia dos comboios pedia a um de nós para se levantar e sair, primeiro fazíamos de cona que nao entendíamos, mas como ao fim de muito tempo eles continuavam educadamente a pedir, nós lá nos levantávamos. Nessa altura já outros Mexicanos se tinham deitado noutro local, porque o depósito das bagagens da estacao de Hannover, é como um labirinto. Quando os funcionários dos comboios iam falar com os mexicanos que se tinham acabado de deitar, era a nossa vez de fazer o mesmo.

Havia um Mexicano especial. Era mais velho, grande, tinha barba, era muito feio, com uma borbulha grande e redondinha junto ao gigantesco nariz. Era tao especial que os outros mexicanos lhe chamavam Wookye. Estava ocupado a encher o seu colchao insuflável, e diyia que nao saia dali enquanto os outros nao tivessem ido embora.
Entao chegou um senhor gordo e bem-vestido que estava muito zangado, e, ao contrario dos fncionarios a quem dava ordens, nao sorria para ninguem

Foi entao que eu me decidi esconder dentro de um dos cofres da bagagem. Pus-me todo encolhidinho, encostei porta, mas nao a fechei, porque senao nao entrava ar nenhum, e eu podia apanhar asma.
Foi lá que a polícia me encontrou.

Das Propriedades dos Líquidos

O Vinho é sempre potável.

segunda-feira, 19 de junho de 2006

Pneumotórax

"Febre, hemoptise, dispnéia e suores noturnos.
A vida inteira que podia ter sido e que não foi.
Tosse, tosse, tosse.

Mandou chamar o médico:
— Diga trinta e três.
— Trinta e três . . . trinta e três . . . trinta e três . . .
— Respire

................................................................................................................

— O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.
— Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?

— Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino. "

Manuel Bandeira (1886 - 1968)

sexta-feira, 16 de junho de 2006

Grandes Frases XXXVIII

"É Vini... São Cool! É ViniCoolTuna!"
Espectadores de um Sarau de Biomédicas, em delírio, há muitos anos atrás.

A Vinicultuna prepara para a vida...

- Tenho dormido várias noites em estacoes de comboio e jardins.
- Depois dessas noites tomo banhinho nas Pousadas de Juventude
- Recorri à candonga

e, melhor que tudo,

- Tenho ganho dinheiro a recolher do chao os copos de plástico recicláveis que distribuem nos bares dos estádios e dos espacos afins, para depois ir buscar a caucäo!

A ALEMANHA ESTÁ A SAQUE!!!

Grandes Frases XXXVII

"Comer e beber, ó terrintintim, passear na rua!"

Malhao, quando questionado sobre a sua vida.

quarta-feira, 14 de junho de 2006

Companheiros de VIagem - Do Vinho e da Amizade entre os Povos - VII

"- ...Mas esta nao é a melhor altura para se ir a Alemanha. Em Setembro é que há as Feiras do Vinho, nas cidades.
- Mas eu nao vou pelo Vinho, nao é pelas feiras.
- Sim, e o Vinho de lá também nao é grande coisa...
- Pois nao, mas o Vinho, levo-o eu comigo!"

Da Água e da Empatia entre Funcionários e Utentes do Sistema Nacional de Saúde -VIII

"De vej em quando dá-me é aqui um "sec~ao"
"E água, tem bebido?"
"Xim, xim. Volta e meia dá-me o sec~ao, e eu bebo logo água"
"Pois, com este calor é preciso"
"É, xó que depoij, vem outra vey. E eu, água. E dá-me para duas, trej joraj, maj depoij vem outra vej o sec~ao, e eu água! E paxa maij um bocado. Depois, xeca~ao, e eu...água. Xec~ao... água."

sexta-feira, 9 de junho de 2006

Os Nossos Outros Valores - III

"Já em relação ás bebidas gaseificadas, açucaradas, edulcoradas, adocicadas, pasteurizadas, homogeniezadas, refrigerantes, colas, suminhos, cházinhos, aice-tis, mangas-laranjas, sevanépes, sumóis, sucóis, cachecóis, tisanas, guaranás e derivados, a Vinicultuna de Biomédicas-Tinto nutre um profundo e orgulhoso desprezo"
"A Vinicultuna respeita e gosta de leite, desde que ele seja bebido do apêndice mamário da femêa parideira."

quinta-feira, 8 de junho de 2006

Os Nossos Outros Valores - II

"Embora não tenha por instinto o consumi-la, a Vinicultuna nutre um profundíssimo respeito pela Água."

Do Fim da Noite IX

Estão perto,
Perdidos os teus braços.

O fim da noite está nú, e corre e pula nos espaços,
E entra em rodopio pela porta dos vencidos,
Em beijos de amarelo floridos e nuvens azuis de trigo.

Seco o orvalho das línguas,
Lanço a água nos rios.
Corta-se-me o mundo a direito, com espadas e sonos e fios...

O fim da noite é eu não saber
quem és tu
e o que querer.
O fim da noite nunca coincide
com o amanhecer.

quarta-feira, 7 de junho de 2006

Com as Pousadas e Albergues lotadas...

...Sonharei Contigo,

Estendido em bancos de jardim,
ou em arbustos fofinhos
Sob as pontes
ou alpendres,
Nas fontes, nas taças dos chafarizes, secos ou cheios
Nos portais das Igrejas
sob a arcada das grandes catedrais,
Nos beirais, com os gatos
Ou debaixo destes, em ninhos de andorinhas,
Em casotas de cães,
Celeiros, Estábulos
Cortes de porcos,
Em todas as capoeiras de todas as freguesias
E de volta à cidade, na rua,
Estações de comboio,
Na linha do comboio,
No local onde a rua, cruza a linha de comboio,
Na passagem de nível
Esquadras da polícia,
No aljube,
Em bares, pipas de vinho e bordéis.
No pior batelão atracado no porto de Hamburgo.

Assim será a viagem.

quinta-feira, 1 de junho de 2006

Zilhão

Assim pretende passar a ser conhecido este humilde Tuno que abaixo assina.
"Zilhão", chamarão e insistirão, "Zilhão!"
Ao chamamento responderei, "Estou aqui."
Não renuncio ao Nome de Tuno, nem mesmo ao de Baptismo. Apenas quero ser conhecidopor Zilhão. Vi hoje o nome e achei que me assenta bem.

Zilhão Fernandes. Nome de sábio. De Médico dos tempos passados. Nome que apregoam os quatro ventos.
Serei eu, Zilhão, o Judeu Errante? E os pés logo se queixam.

Outra vez em palco. Outra vez com a Tuna. Outro Sarau. Desta feita, dos meus braços, das minhas pernas, pendem pequenos sininhos, que acompanham em fundo a Tuna, quando baloiço o meu corpo, ora num pé, ora noutro, qual metrónomo, e agito os braços com outro ritmo. Fui apresentado como CarlosZilhão.

quarta-feira, 31 de maio de 2006

Do Fim da Noite VIII

É quase possivel traçar a linha das nossas vida nos recados que deixamos aqui uns aos outros.

O cotão nos umbigos, as primitivas e as derivadas, os cadernos perdidos, a aldeia dos macacos, o rabo das moças, o mercado, os utentes, o Piolho, os valores, os homens e os tunos e os ratos, as frases, as viagens, o corso, os deuses, os santos e as feiticeiras.
E quem nos lê, na nossa loucura?
Por que olhos passarão estas páginas? Quantos virão cá parar por engano? Como ficaram? Quantos contentes, alegres tristes enganados, incompreensivos e indignados e indiferentes? Não quererão eles deixar aqui algo mais daquilo que são?
_
E tu, rapariga do sorriso rasgado. Estás... aqui?

Os Nossos Outros Valores I

"A Vinicultuna não embandeira em arco."

"A comida saudável põem a Vinicultuna doente."

"A Vinicultuna não é bem como a pintam."

Os Nossos Valores XLI e Últimos

"A Vinicultuna reconhece os seus erros. Assim, pode mais facilmente culpar alguém por eles."

"Enquanto o mundo girar á volta do Sol, a Vinicultuna há-de buscar a Lua."

"Estes são os nossos valores. Se não gostarem, temos outros."

domingo, 28 de maio de 2006

Vendo-o retirar-se de espada caída, eles não se compadeceram, riram-se, e sem sair dos buracos sujos, disseram, baixinho - Epílogo

-Senhor, mas não é evidente que somos Tunos?

Iludido por finalmente parecer ir atingir os seus intentos, desembainhou a espada e gritou - XX

- Sois... mas... onde estais?

FIM

Desembainhando a espada num gesto que pretendia ser grandioso, ele disse - XIX

- Sois Homens ou sois ratos?
-Quereis mesmo saber a verdade?
- Somos...
-Não, por favor, aguardai!
- A verdade só no final.
- Não percais o último episódio.
- Por favor, voltai.

sexta-feira, 26 de maio de 2006

Hoje Foi Um Dia de Sorte - XIV

Quatro. Pretas. Aos círculos. Vi as primeiras Andorinhas.

Hoje foi um dia de azar.

Atchim! O ar continua cheio de cotões alergéneos.

quinta-feira, 25 de maio de 2006

Os Nossos Santos Padroeiros - III



"- Viva muitos anos – respondeu Sancho – mas soup or dizer a Vossa Mercê que, tendo eu bem de comer, tão bem e melhor o comeria em pé e sozinho, como sentado à ilharga de um imperador; e até (se hei-de dizer toda a verdade) muito melhor me sabe comer no meu cantinho, sem cerimónias, nem respeitos, ainda que não seja senão pão e cebola, que os perus de outras mesas com a obrigação de mastigar devagar, beber pouco, limpar-me a miúdo, não espirrar nem tossir quando me for preciso, nem fazer outras coisas, que a solidão e a liberdade trazem consigo."

in Don Quijote de La Mancha

quarta-feira, 24 de maio de 2006

Os Nossos Valores XXXX

A vinicultuna não é confusa mas confunde.

Das tunas da academia, a Vinicultuna é a tuna que tem o membro maior.

terça-feira, 23 de maio de 2006

Ontem Foi Um Dia de Sorte - XIII

Vem que no Sarau da Queima das Fitas, já vai para mais de uma semana, iniciava o Tuno Grande Morsa a leitura do excerto escolhido do D.Quixote de la Mancha, a quem era dedicada a actuação, no que começou o Tuno Água Benta, a executar um fundo musical na trompa. Discreto, mas emotivo, aquele trecho de um famoso musical.
Acontece que nem o nome da peça, nem as suas notas me vieram à memória ao longo da última semana.
Ontem, batia-me com um jantarzinho frugal mas requintado, numa esplanada de uma mesa de uma rua sossegada de Guimarães, talheres na mão, a obra de Miguel de Cervantes aberta, segura pelas loiças, começa a sair suave a melodia mágica da coluna do estabelecimento.

Ontem foi um dia de azar.

A empada de carnes já tinha acabado.

Do Vinho e da Empatia entre Funcionários e Utentes do Sistema Nacional de Saúde -VII

"-E Vinho?
-...Ah...
- Quanto Vinho bebe?
- Agora é só um copinho, com o comer.
Mas antes era Pedreiro. E sabe, os Pedreiros gostam de beber..."

domingo, 21 de maio de 2006

Papel da Vinicultuna no Combate ao Depaupério da Língua Portuguesa

A palavra "Odre", deve ser introduzida urgentemente no vocabulário corrente da Tuna.

No Barril Vazio... - II

...coloco o Magnífico "Corso", que o Tuno Hipercubo nos legou a 6 de Fevereiro...

No Barril Vazio, junto hoje este recorte da 1ª página do jornal Record de 19 de Abril de 1990.
No centro da fotografia da primeira página, no centro da grande-área, um preto fininho de camisola vermelha e calção branco. Inclinado para a frente, peito e braço direito esticados. Segue com os olhos a bola, a caminho das redes guardadas por um cabeludo ladeado por dois anjos brancos com Panasonic escrito a azul celeste no peito.

"Inferno da Luz dá Mão a Vata"

Tinha ido para o quarto, estender-me na cama, sofrer sozinho. As lágrimas ameaçavam soltar-se, vencidas pela arrogância dos franceses.
Verter-se-iam, de alegria, depois da cambalhota sobre a cama, seguida de queda sobre a cabeça. Corri para acompanhar pai e irmão no percurso de saltinhos que percorria a casa.
Tinha de ser o Vata, "aquele que é um tosco mas que dá um jeitão", acabadinho de entrar.
"A bólá iá pára o Maguinusson, o Maguinusson deu dí cábeça..., e ápárêceu o Vata! O Cástáñeda foi Às cástanhas!... e ágóra, o Benfica tem séti minutuis pára ádiministrárr", regista no final a cassete-dos-golos-do-Benfica que, em dia de jogo importante, um dos 4 primos colocava no rádio-gravador, assegurando, de dedo sobre a tecla "Rec", a perpetuação das eventuais explosões vocais do locutor brasileiro.
Estávamos na final!
É o momento futebolístico da minha vida. Aqui fica o instantâneo que o imortaliza.

Convido os outros Tunos a encherem este Barril com alguns dos seus objectos queridos.

Caralho!

Este blog já fez um ano!

sábado, 20 de maio de 2006

Lamento

O desfraldar das duas bandeiras castanho fulvo do nosso estandarte.

Galinha Ana, Ainda te lembras de nós?

sexta-feira, 19 de maio de 2006

Os Nossos Valores XXXIX

"A Vinicultuna diverte-se com as injustiças desportivas, mas não contemporiza com as injustiças do reino animal."

"A Vinicultuna é contra a Gripe das Aves, e indiferente á Vila das Aves."

quinta-feira, 18 de maio de 2006

Suspiros de Amor, sobre Noite em Paisagem Humanizada, incluindo Vista de Torre de 11 andares, sobre Bairro em Topo de Colina.

As janelas dos prédios onde moras têm as luzes acesas,
as que estão corridas são as janelas dos prédios onde dormes.
Feios mas bonitos - entenda quem quiser, é muito fácil -
os prédios são horríveis mas eu gosto de ti.
Que digas o mesmo deste cão
No chão corro a escuridão.
Sem medo, sem vergonha desse bairro.
Buscando-te. Uivo.
Auuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!
AuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuUi!
Atingem-me.
E identifico mais uma janela onde não dormes nem moras.

U-u-u-u-u-u-um L-l-l-l-l-lINK! - II

http://livrosquevoulendo.blogspot.com/

Do Vinho e da Empatia entre Funcionários e Utentes do Sistema Nacional de Saúde -VI

"-E Vinho?
- Bem precisava...!"

Da Estrada

"...E uma e outra vez nos vêem como pacóvios, chegados à grande cidade,
mas eles também se perdem nos montes da nossa aldeia."

quarta-feira, 17 de maio de 2006

A Vinicultuna de Biomédicas-Tinto Convida...

Toda a População do ICBAS, da UP, do Porto e do Mundo para estar presente na Libertação Solene da Galinha Ana. Esta cerimónia decorrerá nos Jardins do Palácio de Cristal, pelas 16:03 do presente dia. Destina-se a libertar a nossa tão acarinhada Galinha Ana, nobre animal de companhia da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto.
A Vinicultuna resgatou, num acto heróico e magnânime, esta galinha das garras de uma morte certa pelo cutelo, de uma vida a por ovos em nome de outrem, de uma cárcere decrépita e mal-cheirosa.
A Galinha Ana desde cedo revelou a sua apetência pelo mundo do entretenimento. Teve o seu momento de glória na passada 5ª feira, quando, na nossa companhia, subiu ao palco do Teatro Sá da Bandeira e proporcionou, á abismada audiência, momentos de deleite e espectáculo puro. O seu esvoaçar mágico ficará para sempre na memória de todos aqueles que o puderam assistir. E ficará nos corações de todos o que com ela partilharam o palco.
A Ana vai-se retirar... Vai passar os seus últimos anos na companhia de gaivotas, patos pombas e pavões. Estará sempre lá, para quem a quiser visitar, rodeada da sua prole, junto ao lago dos Jardins do Palácio de Cristal. Estará a recordar, com a lágrima ao canto do bico, os dias de glória que viveu, e da maneira como um dia se apaixonou por um humano que vomitava...
Salve Magnum Galinaceo!

Do Sarau da Queima das Fitas - Recadinho

Vem este a propósito das sucessivas intervenções que, vindas da 1ª plateia enriqueceram a passagem da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto pelo Sarau da Grandiosa Queima das Fitas do Porto. Vestindo sucessivamente o papel de Interlocutor da Tuna, Engraçadinho, o atento participante prosseguiu a subida na escala dos Espectadores de Saraus, até ao Inatingível Título da Ordem-dos-Defensores-do-Fado, quando, emprestando à voz o timbre dos Indignados, interpelou uma vez mais o Velho Cinderella, que anunciava o Fado "Feiticeira".

"Alto aí. É preciso respeitar o Fado.", disse e repetiu.

Ó meu Grandessíssimo Fruto de Ilustre Linhagem
O Fado cresceu nos tascos e bordéis de pior fama de Lisboa, servido por cantores cujo hálito atingia a assistência antes da voz. Fadista era insulto, a resposta a navalha.
E nos tempos em que as meninas traçavam a perna quantas senhoritas de viela de Coimbra não escutaram palavras meigas dos estudantes que aconchegaram? De borla ou não, assim valesse a canção.
E no Porto? Vinicultuna de Biomédicas-Tinto, honrando a tradição.

terça-feira, 16 de maio de 2006

Ai, o Cheiro da Viagem

"A Europa conhece-se com saboreando um copo de Vinho."

Rap dos Matarruanos

Pois é... elas agora aparecem......
Foi descoberto que o tuno Maximus Morsae andava a dormir com a ovelha... e Eles agora formaram a Brigada dos Matarruanos, e pediram-me para te dizer que esta música é um aviso...



PS: Isto que não chegue aos ouvidos do nosso Velho.

segunda-feira, 15 de maio de 2006

Copos vazios

Foi uma semana de copos cheios de cerveja e lágrimas, umas mais exteriores que outras, umas mais felizes que outras, e algumas mais inconscientes que outras, mas sempre vertidas e nunca retidas. Barracas decrépitas, sem arquitectura ou engenharia que as safasse, encostavam-se a mim, cambaleantes e vomitadas. O som lutava pelo silêncio fora sem intenção nenhuma de fazer sentido, e esmagava o resto de bom senso que a cerveja me ia dando.
Acabou. Aos pontapés, acabou. E os copos, agora vazios, ficaram lá... sozinhos.

domingo, 14 de maio de 2006

Do Sarau da Queima das Fitas

A Vinicultuna continua a fazer as pessoas felizes.

sábado, 13 de maio de 2006

Memória de Um Passado Recente

Uma vez, numa noite de Sº João, caí (atirei-me) ao rio Douro. Além das óbvias consequências de ter ficado molhado, acho que nessa noite, pela primeira vez, um certo sorriso rasgado acordou qualquer coisa no meu peito.

quarta-feira, 10 de maio de 2006

-Olha, estamos na Queima!

- Boa!

domingo, 7 de maio de 2006

Da Vinicultuna

Hoje somos nós, amanhã serão outros.

sábado, 6 de maio de 2006

Da Queima

A queima já começou....
Já bebi três garrafas. Parece pouco, mas talvez não seja!
Viva a Tuna!!!!

sexta-feira, 5 de maio de 2006

Oh! É adoráve, selvageml!

Dá-me pelos ombros, não chega
E quase desaparece, sob a selva de um negro tão denso
Só Vejo o brilho o ouro-moreno
O sangue-sorriso, parabólico perfestreito
As estrelinhas-malícia.

quinta-feira, 4 de maio de 2006

Do Fim da Noite VII

Hoje fui, a correr, até á primeira de todas as pontes...
A primeira que, todos os dias, o vento toca quando vem do Mar,
A primeira que eu, á muitos anos, atravessei em direcção ao Sul,
A primeira ponte onde eu conheci os teus lábios.

Hoje subi á primeira de todas as pontes.
Senti o vento tocar-me vindo do Mar,
E decidi partir para o Sul.

Onde me esperam os teus lábios...

Grandes Frases XXXVI

"Siga pra Vigo!"
Popular Português

quarta-feira, 3 de maio de 2006

Oh! É encantadora...

Nem sei se tem vinte aninhos.
É magrita mas de braços robustos.
O cabelo louro, prende-se atrás numa trança.
É mais rosadinha do que tem sardas.

Os Nossos Valores - XXXVIII

"A Vinicultuna nunca planeia dormir na areia, no entanto, na praia não há relva."

"A Vinicultuna combina a sabedoria dos velhos com a ingenuidade das crianças."

"O Tuno da Vinicultuna inspira e expira, tosse e diz "Trinta e Três" como ninguém. É um gostinho auscultar."

terça-feira, 2 de maio de 2006

Os Nossos Valores XXVII

"A Vinicultuna nunca planeia dormir na relva, no entanto, ás vezes, é o sítio mais confortável."

"A Vinicultuna confia cegamente na bondade de desconhecidos."

domingo, 30 de abril de 2006

Grandes Frases - XXXV

"Senhor Ruano"

Escrito no programa do Sarau, pelo mesmo Senhor, que em breve acrescentarei.

Grandes Frases - XXXIV

"A vida é curta filha da puta!"

O senhor citado nos dois posts anteriores.

Grandes Frases - XXXIII

"Tu és o Futuro"

O senhor citado no post anterior, cujo nome em breve acrescentarei, para Piça Quadrada

sábado, 29 de abril de 2006

Dez coisinhas e mais uma sobre o Sarau

A maturidade artística da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto é tal, que a actuação, de tão harmoniosa, não espelhou a enérgica discussão artística que manchou o jantar, quando a Grande Morsa deram os azeitones, e Inca teve o arrojão de responder.

É mais fácil mandar calar as pessoas que afinam as vozes no bar, do que fechar as portas da Sala de Espectáculos que dão acesso ao Hall. Sobretudo quando as pessoas que afinam as vozes no bar são da Vinicultuna.

O Tuno Honorário Mineteiro deu muitos beijinhos nas mãos de bonitas Donzelas. O Tuno Grande Morsa estava encantado com uma Canária Donzela. Não obstante, apresentou-a ao Tuno Honorário Mineteiro, que logo lhe beijou as mãos. O Tuno Fodido deu muitos beijinhos na boca de uma Donzela. Algumas Donzelas dançaram abraçadas ao Senhor do Vale, que foi o último a aparecer mas chegou a tempo e muito bemdisposto. O Tuno Fundador Cinderela e o Tuno Honorário Mineteiro cumprimentaram cordialmente alguns seus contemporâneos, membros de outros grupos da casa.

Ao fim de tantos anos de estudos observacionais, continua-se a não poder atribuir ao volume de ar movimentado pela entrada da Vinicultuna em palco, a responsabilidade pela deslocação de uma massa de pessoas para fora da Sala de Espectáculos. Enquanto o fenómeno não puder ser reproduzido de forma fiável e repetida em laboratório, continuará a atribuído empiricamente a "incómodo" e "indignação".

Sem nos querermos intrometer ou sequer sugerir que a Tuna precisa de um Coreógrafo, função até hoje desempenhada com competência pelo Técnico de Execução de Tarefas, o Senhor Nogueira, à actuação da Vinicultuna careceu um pouco de Ordem, para que o Caos fosse melhor apreendido. Por exemplo, a mole de caloiros desnudados da cintura para cima confundiu o espectador. Melhor seria que, ao contrário do que aconteceu, os caloiros dançassem as suas macaquices por trás dos tunos, de modo a que as silhuetas nobres de preto trajadas destes encontrassem contraste nos peitos alvos daqueles.

O Magister Piça Quadrada confirmou o equilíbrio da sua pessoa. Sério, leu com a gravidade do colete apertado, o solene e sensato discurso de apresentação que o seu próprio punho escrevera; Brincalhão, chamou os Finalistas à primeira plateia, desabotou o colete, curvou-se sobre o microfone, e fez uns sons de aparelhagem de som desafinada, muito engraçados.

Alguns dos melhores sons que se ouviram no Sá da Bandeira, sairam da Trompa de Água Benta, e da Gaita de Beiços de Grande Morsa. E que pena foi, que o tempo escasseasse e não tivéssemos oportunidade para escutar em palco a Flauta de Bisel que Mineteiro fez soar Hall e no WC, durante o intervalo. E assim se prova que a Vinicultuna não esqueceu os instrumentos de sopro, ou não fosse o grupo responsável pela Cruzada pelos Direitos dos Objectos.

O Senhor Nogueira e a Vinicultuna chegaram às 11 garrafas na música "Venham Mais Duas", não chegando no entanto a incrível performance para bater o recorde estabelecido num jantar na Dona Elsa, onde, ao som do Bom Vinho servido naquele estabelecimento, se atingiram as 13 garrafas. É pura especulação afirmar que, na sua forma anterior de garrafa, os cacos de vidro espalhados no palco chegariam para ultrapassar a marca.

Um vídeo amador registou a saída da Vinicultuna pelo corredor das traseiras do Sá da Bandeira, permitindo afirmar que esta se fez com perfeição geométrica superior à do Coral de Biomédicas.

E fez-se um novo amigo, um senhor da Rua das Doze Casas, que habita sozinho na mais pequenina das Doze, que perdeu 3 noites na última semana, uma com o F.C.Porto, outra com o 25 de Abril, e a 3ª com a Vinicultuna. E falou em Abel Salazar, disse duas "Grandes Frases", e escreveu outra, se augurou uma longa vida, porque vai haver sempre o "Pior Médico" que não o vai conseguir matar, e criticou a irresponsabi...lidade deste país, e elogiou a Vinicultuna.

+

A Vinicultuna continua a fazer as pessoas felizes.

quarta-feira, 26 de abril de 2006

Os Nossos Valores - XXXVI

"A Vinicultuna delicia-se com grandes confusões, mas detesta pequenos mal-entendidos, à excepção dos pequenos mal-entendidos que se transformam em grandes confusões."

"A Vinicultuna contenta-se com qualquer coisinha."

"Às vezes a gente venda os olhos às moças, e leva-as para o Nosso Espaço Gigantesco só nosso, no edifício das Biomédicas, que mais ninguém conhece, e faz lá coisas malucas."

"A Vinicultuna aprecia o Bom-Senso."

Podia ser Grandes Frases-XXXII , mas não quero amputar a quadra

Neña que estás na ventana
Non sexas tan ventaneira
Taberna que ten bon viño
Non necessita bandeira.

de Rompeu a Chiculateira,
Milladoiro, in As Fadas de Estraño Nome,
que fui descobrir em...

http://livrosquevoulendo.blogspot.com/

domingo, 23 de abril de 2006

Porque Vos Amo Tanto...

...Hoje fui às Biomédicas, e fiz uma palhaçadita no nosso placard, para vocês se rirem quando voltarem...

...porque também me ri muito com a nossa agenda publicada na contra-capa da revista "I"...

...e mal posso esperar pela actuação de 5ª-feira!!!

Os Nossos Valores - XXXV

"A Vinicultuna tem um Espaço Gigantesco só seu, no edifício das Biomédicas, que mais ninguém conhece, e é por isso que não se queixa das condições."

"A gente não faz mal às pessoas"

Grandes Frases - XXXI

"Sou amigo de toda a gente."

Senhor Nogueira, Técnico de Execução de Tarefas da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto

Ontem Foi Um Dia de Sorte - XII

Quando despejei na mesa a saca de plástico com os remédios da doente na Sala de Emergência, saiu, preso ao tilintar de um molho de chaves, um cãozinho de peluche.
Era cor de mel, e tinha umas orelhas de abano muito engraçadas, e eu pude fazer uma pausa no trabalho extenuante, e brincar um bocado.

Ontem foi um dia de azar.

Na sala de Triagem estava um adolescente bêbado. Estava prostrado, meio torto, de bruços ao longo de dois sofás brancos, mas com os joelhos no chão. Estava de rabo ao léu, e, o espaço entre dois sofás era atravessado por um looooongo e grosso cagalhão.
Eu até achei piada, mas a Auxiliar, a Dª Prazeres ficou muito zangada, e eu agora tenho medo que digam que foi a Vinicultuna.