domingo, 18 de março de 2007

Braga 2007, Conversas ao Desafio, - é a festa do futebol inglês em dia de sol, à sombra de tasca minhota

Fugindo ao calor, que não aos Tanques Ingleses, a quem as barbas impõem respeito, que estão por todo o lado

Braga 2007, Do Profundo-undo Perscrutar ao Brilho, nos Olhos do Senhor do Vale

Jardim de Santa Bárbara. Entre muralhas e graníticas arcadas medievais, e flores e cores primaveris, de com as abas do chapéu assentes na gola da gabardine, olha..., vira-se..., olha..., vira-se..., olha..., vira-se, olha..., viu-me!
"Os meus amigos não quiseram vir. Foram para ali. "Nós não queremos ir de caro!" Devem estar para aí a comer. Eu disse, que se calhar ia chegar ao Porto às tantas, ou que às tantas ia dormir a Guimarães.
Agora estou cansado. Vamos descansar os pés aí para um tasco?"
"E logo à noite? Quer vir ao futebol?"

[ed-up] da velha Guarda Nacional Republicana...

e do dia em que, por 1 hora e tantos, deixam de estar abaixo do ranho dos caracois, dos caes, imediatamente antes dos caloiros, para serem ouvidos...

guarda já o teu lugar.. terça-feira, às 18h, num piolho perto de ti.

Os Nossos Outros Valores XXVII

"De entre os seus Outros Valores que a Vinicultuna mais aprecia, destaca-se o seu Autocarro de Digressões, um camião todo-o-terreno, das estepes siberianas, todo pintado por nós, o Gilé encostou-se quando as tintas ainda estavam frescas, e ficou com o rabo das calças sujo, o que nós nos rimos, e nas traseiras, por cima da matrícula, que fica muito alta, tem um letreiro escrito a letras sérias que diz, "TRANSPORTE DE ANIMAIS VIVOS", e refere-se a nós!"

Hoje estou Triste, porque fiquei Muito contente...

... mas estava a trabalhar e não pude dar cambalhotas no ar...

...E foi pena, porque antes estava mesmo muito, muito contente.

sábado, 17 de março de 2007

Não Canto Porque Sonho

"Não canto porque sonho.
Canto porque és real.
Canto o teu olhar maduro,
teu sorriso puro,
a tua graça animal.

Canto porque sou homem.
Se não cantasse seria
mesmo bicho sadio
embriagado na alegria
da tua vinha sem vinho.

Canto porque o amor apetece.
Porque o feno amadurece
nos teus braços deslumbrados.
Porque o meu corpo estremece
ao vê-los nus e suados."

Eugénio de Andrade

quarta-feira, 14 de março de 2007

Braga 2007, De uma mais que prevista súbita vontade de ir ao futebol, e de um telefonema

“Es-tou? Es-tou?”,atende, a voz rouca que seca o espaço para o eco. O “estou” mais bem pronunciado em termos de duração pronunciação, dicção, entoação, acentuação, e dissilabação que alguma vez ouvi ao telefone. Um “estou” tão bem pronunciado, que para o escrever assim tão bem, teria que substituir o hífen por uma pausa de semi-colcheia.
“È o Carlos.”
“O Carlos? De Guimarães? Estou em Braga!”. Sendo que este “estou” se funde já no calor da tarde e da alegria esfusiante de quem proclama as vogais abertas da terra onde nasceu. (a gente é, de onde pertence, já se disse lá para trás)
Fico feliz da vida! Fica abreviada a necessidade do convite, e não é preciso esperar por quem já nos espera.
“Estou com uns amigos aqui na Avenida, junto ao Estádio 28 de Maio”
“Estou aí daqui por uma hora. Estádio 1º de Maio”
“Primeiro, de vinte e oito, Ah!Ah!Ah!Ah!Ah!Já estivemos nos copos!”

domingo, 11 de março de 2007

"As Extraordinárias Demandas do Estúpido mas FortedeVontade Caloiro Saca-Rabos, na Conquista do Título de Tuno Ratoneiro, ou TonoraTuneiro" - Epílogo


Em que, num surpreendente volte-face, com o cair da cortina, cai também a máscara ao Tuno Ratoneiro, que, sem deixar de soltar uma gargalhada maléfica, revela ser o TóZé.
Em que o Tuno Honorário Mineteiro denuncia como Possibilidade Impossível esta possibilidade, por força de, nos capítulos IX, XI, XXV e XXXIII, aparecerem o TóZé, Amigo dos Tunos da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto, e o caloiro saca-rabos no mesmo local, ao mesmo tempo; sendo em seguida humilhado pela simples mas irrefutável Dialéctica de TóZé, Amigo dos Tunos da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto, que, à uma, nos Capítulos XI, XXV e XXXIII, quem contracenou com o caloiro saca-rabos foi o Senhor Nogueira, Técnico de Execução de Tarefas da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto; às duas, nenhum Tuno da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto presenciou o Capítulo IX, único ponto onde TóZé, Confidente e Amigo dos Tunos da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto e o caloiro saca-rabos se encontraram, tendo este capítulo existido sido apenas uma Denúncia do Senhor Nogueira, e todo o Relato ensaiado previamente pelo ardiloso Tó-Zé, Pretendente a Tuno da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto; às três, dando-se por demonstrado que o TóZé e o caloiro saca-rabos nunca estiveram no mesmo sítio ao mesmo tempo, comprova-se que estes são as mesmas pessoas, pela mesmíssima razão que duas pessoas que toda a gente sabem ser a mesma, ou seja, o Senhor Nogueira e o TóZé, nunca aparecem ao mesmo tempo, no mesmo sítio; às quatro, se dúvidas ainda houver, e se por acaso o TóZé e o caloiro saca-rabos nem pudessem ser a mesma pessoa, neste momento estamos a lidar com o recém-surgido Tuno-Ratoneiro, que apenas veio à luz no capítulo anterior, onde, por mais que uma vez, toda a gente se perguntou, onde andaria o TóZé.

E, resignado mas rancoroso, o Tuno-Honorário Mineteiro lá se deu por vencido.

sábado, 10 de março de 2007

Braga, 2007, Sporting de Braga 2 - Tottenham Hotspurs 3 ...

e há muito para contar...

Braga, 1984, Sporting Braga 0 - Totthenham Hotspurs 3... o Senhor do Vale esteve lá...

Braga à Carga! Braga à Carga!

D'um Tuno

Dei comigo a achar-me capaz de reconhecer cada uma das capas dos meus conTunos de entre milhares de outras capas.

sexta-feira, 9 de março de 2007

Do Principio

"Pões convites no andar, e certezas no sorrir
Teu corpo é uma ilha para onde eu queria fugir
Cerco, prisão armadilha onde eu queria cair"

António Variçãoes, in "... que pena seres vigarista!"

quarta-feira, 7 de março de 2007

Do Fim

Em cavalos de ferro derrotei a minha vida,

Colhi uvas maduras nas vinhas da glória.

A viagem que termina sabe-me a descida,

Voo em arco, sobre os campos da vitória.

.

A vontade, quebrei-a, está vencida,

Em soluços de cores arremeto pelo ar,

Na debandada geral foge espavorida

A triste confiança, gasta, de me sonhar.

.

A língua em que grito foi esquecida

Os dentes caem-me da boca, a sangrar,

E no vento germinam como casas.

.

As correntes que me prendem são asas,

Feitas de aço de angústia, de papel e mar,

E ardem-me os olhos, à força de os fechar.

segunda-feira, 5 de março de 2007

Do Bordel Onde Nunca Entraremos

"Diga, Jovem."

Exigimos Senhoras com Classe.

domingo, 4 de março de 2007

"As Extraordinárias Demandas do Estúpido mas Forte-de-Vontade Caloiro Saca-Rabos, na Conquista do Título de Tuno Ratoneiro, ou Tono raTuneiro" -XXXV


No qual o Carrilhão da Torre dos Clérigos dá as 5 da Tarde, com um toque muito bonito tipo Parabéns a Você só que em Música Clássica, depois soube-se, tinham vindo aquelas duas irmãs que estiveram a estudar fora e foram expulsas do Carrilhão de Alverca, até deu na televisão, eu vi, coitadinhas, elas nem sabem porquê, o Padre é que era mau, e se relata a merecida passagem do caloiro saca-rabos a Tuno da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto, para sua grande felicidade, ele até voou, o que até nem é nada de especial, tendo em conta o que fizera até aqui, gáudio dos seus novos Contunos, e alguns houve que de muito longe vieram só para o aclamar, felicidade e orgulho da Donzela Vaca Verde, diversão do Senhor do Vale, Ah!Ah!Ah!Ah!Ah!, e inveja mas sem rancor do caloiro pedro caralho.

"Dêem as Boas-Vindas ao Tuno Ratoneiro", disse o Tuno Fundador, o Velho Cinderella, e muita sorte teve Ratoneiro, pois que a mim chamaram "Mineteiro", quando eu estava à espera de um epíteto ligado à escrita,
mas não perdeu pela demora, que as Prostitutas do Piolho não ouviram bem, e passaram a chamar-lhe Toninho Ratuneiro.

E que diabo, onde andará o Senhor Nogueira?

"As Extraordinárias Demandas do Estúpido mas Forte-de-Vontade Caloiro Saca-Rabos, na Conquista do Título de Tuno Ratoneiro, ou Tono raTuneiro"


Pequeno Apontamento de Bom-Gosto
(para fazer horas até às 5 da tarde)

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

"E assim passaram 10 anos", ou "A Giovanni D'Amore - um dia destes falo-vos nele"

“Clara tocava mal, fora de tempo e enganando-se em metade das notas, mas a mim a sua serenata sova-me a glória e o vê-la erguida em frente do teclado, com um meio sorriso e a cabeça de lado, inspirava-me uma visão celestial.”

De “A Sombra do Vento”, Carlos Ruiz Zafón

sábado, 24 de fevereiro de 2007

Quem Fomos

Antes de nós,
Nada fora meu.
Antes do teu ventre, latejando
Entre os vincos da manhã
Sórdido, doirado, puro
Eu não sabia que as mulheres
Doem, ardem e ferem.

Antes de cada coxa tua
Fera feita de carne
Me ter envolto o pescoço
Eu julgava que todos tínhamos grandes planos.

Como um pavão coxo voei
E a penas e sangue
Colhi todas as amoras dos caminhos
Para coroar cada beijo.

Mas eu não sabia
Que as flores são um contrato
Com o outono
E que os frutos sabem, e despedem-se
Com as primeiras águas,

E eu não conhecia o frio.

"As Extraordinárias Demandas do Estúpido mas Forte-de-Vontade Caloiro Saca-Rabos, na Conquista do Título de Tuno Ratoneiro, ou Tono raTuneiro" -XXXIV


No qual se demonstra o poder terapêutico das Águas Sagradas do Douro, no tratamento de afecções do foro Dermatológico, e temos a certeza, Respiratório também, pelo milagre do rejuvenescimento capilar, do caloiro saca-rabos, que assim dará razão ao TunoFundador, o Velho Cinderella, por não querer que ele ali se banhasse em estado de emporcalhamento, e do elegante Traje Académico, tecido, talhado, cortado, tecido e ajustado, exactamente por esta ordem, pela Alfaiataria Focas do Rio Douro, Guarda-Roupa Exclusivo da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto, que transformará o repelente caloiro saca-rabos...

Nota ainda para uma nota, a que os Tunos da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto deixaram ao seu caloiro, pedindo-lhe um último favor, o de que voltasse a pôr no lugar, aquilo que desarrumara durante a noite, a fim de que as más-línguas do lugar, não viessem a encontrar Torre dos Clérigos e Fontanário dos Leões junto ao rio, e a acusar injustamente a Tuna de coisas que não cometera, e, que, aproveitando a embalagem, e em nome da estética e do gosto pela experimentação, já que levara os Leões à Ribeira, já agora, porque não, se experimentasse o Cubo no Largo da Universidade. E ali se encontrariam.

"As Extraordinárias Demandas do Estúpido mas Forte-de-Vontade Caloiro Saca-Rabos, na Conquista do Título de Tuno Ratoneiro, ou Tono raTuneiro" -XXXIII

"Em que o Tuno Fundador, o Velho Cinderella, dá parte ao caloiro saca-rabos de que está próxima a meta a que se propôs, bastando-lhe praticamente-quase-só mergulhar no Bom Douro e procurar o presente de boas-vindas, poribindo-o todavia contudo porém de mergulhar no imediato, e fá-lo veementemente, segurando-o pelo rabo a meio do salto, pois nunca a Vinicultuna permitirá que se conspurquem as Àguas da Cidade com fuligem de um rato queimado; em que o caloiro saca-rabos regressa à Praça dos Leões, para ir buscar o Fontanário, sendo fiscalizado no caminho pelo Zelozo Senhor Nogueira, Técnico de Execução de Tarefas da Vinicultuna de Biomédicas-Tinto, que insiste em recordar as indicações de TóZé, Amigo de Tuna, "De Quatro, Caloiro, De Quatro"; em que se arranja ainda tempo para relatar o banho solene de purificação por imersão, e da autorização de mergulho no Douro concedida pelo Tuno Fundador, o Velho Cinderella ao caloiro saca-rabos, após minucioso exame de higiene e limpeza.

"Olha o Machico, tão lindo!", diz lá do alto o Tuno Genoval Fodido, abraçadinho à Sua Torre dos Clérigos

E o Magister, o Tuno Piça Quadrada olha para o relógio, e saindo do rio apressa os ConTunos, "Vamos, está na hora, já são quase as cinco da tarde!"
"Estás com pressa? Eu já estou cá fora há muito tempo.", responde, sequinho, o Tuno Inca, e ri-se para si.