sábado, 21 de abril de 2007

Braga 2007, onde se prolonga a pausa no relato, para transcrever uma outra conversa histórica

"O teu Avô que idade teria?"
"Tinha uma Barbearia junto ao Pópulo."
"Devia ser pela idade do meu Pai..."
"Mesmo na esquina. Onde agora são os Armazéns Cunha."
"Eram da mesma geração. Conheciam-se de certeza."
"Os depósitos de tabaco."
"O meu Pai cortava sempre lá o cabelo."
"Teria agora uns 85-90 anos"
"Eram amigos."
"Devia ser uns 10 anos mais novo que o seu pai."
"O meu Pai e o teu Avô eram muito amigos."
"Chamava-se Raúl. Raúl Guimarães."
"E eu também cheguei a cortar lá o cabelo."

Braga 2007, onde se interrompe o relato, para fazer a resanha de uma conversa histórica

"O teu Avô também era de Braga, não era? Devia ser pela idade do meu pai. Se calhar até foram Grandes Amigos...
...Ou então Grandes Inimigos! Ah!Ah!Ah!Ah!Ah!"

Braga 2007, ao despique na Flor do Vouga - que raio de nome - tasco minhoto transformado em pub inglês – como são belas as tardes de futebol

Glasgooooooow, Glasgooooooow, Tottenham Hotspur's going to Glasgow!
Ó Afonso, Ó Afonso, Ó Afonso, Ó Afonso
May say it's over, lalalalalala May say it's over, lalalalalala, May say oit's over... thrust me when I say...
Linda Cerveja vem nesta Bandeja (mas peço mais uma malga de Verde Tinto)
See You in Dover, lalalaSeeyou in Dover, See You in Dover, lalalaSeeyou inDover
Ó Maria dá o Pito!Ó Maria dá-o cá!...
E as barrigas dos ingleses esbarram com respeito nas barbas do Senhor do Vale.
O único presente no confronto de 1984.
“Maybe a friendly match”
“No, no, a UEFA Cup match, first round. You were the holders.”
“What was the score?”
“9-0 you won. 3 here, plus 6 in London.”
Braga à carga! Braga à carga!
O Braga atacava, atacava, falhava golos!, e nós “Braga À carga!, Braga À carga!, Ah!Ah!Ah!Ah!Ah!”, dois à frente do guarda-redes, falhava, três à frente do guarda-redes, falhava, e nós, “Braga À carga!, Braga À carga!, Ah!Ah!Ah!Ah!Ah!”, e eles, um centro ... he... he... golo.
E depois ainda marcaram mais dois.
E depois lá, em vez de tentar disputar, e de fazer figura, não, levaram 5 ou 6.
E se contra factos haverá argumentos, contra uma antiga goleada das antigas, não há sequer uma gargalhada.
“Braga à carga! Braga à carga!”, puxo eu. ”Maybe we'll invert the statistic tonight!”, atiro à despedida.

Oiça Lá, Ó Senhor Vinho!

Oiça lá ó senhor vinho,
vai responder-me, mas com franqueza:
porque é que tira toda a firmeza
a quem encontra no seu caminho?

Lá por beber um copinho a mais
até pessoas pacatas,
amigo vinho, em desalinho
vossa mercê faz andar de gatas!

É mau procedimento
e há intenção naquilo que faz.
Entra-se em desequilíbrio,
não há equilíbrio que seja capaz.

As leis da Física falham
e a vertical de qualquer lugar
oscila sem se deter
e deixa de ser perpendicular.

"Eu já fui", responde o vinho,
"A folha solta brincara ao vento,
fui raio de sol no firmamento
que trouxe a uva, doce carinho.

Ainda guardo o calor do sol
e assim eu até dou vida,
aumento o valor seja de quem for
na boa conta, peso e medida.

E só faço mal a quem
me julga ninguém
e faz pouco de mim.
Quem me trata como água
é ofensa, pago-a!
Eu cá sou assim."

Vossa mercê tem razão
e é ingratidão
falar mal do vinho.
E a provar o que digo
vamos, meu amigo,
a mais um copinho!

Amália Rodrigues, cantando um poema de Alberto Janes

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Um Brinde

Aos momentos em que venho aqui, só para ganhar alento para o resto do dia.

Voooooou...

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Grandes Frases - LIX

"Nos momentos de cansaço, afinava no bagaço e cantava uma canção"

Serafim Saudade

terça-feira, 17 de abril de 2007

De um caloiro

Caloiro: "E nós vinhamos a cantar pela rua em altos berros até que apareceram uns gunas a mandar bocas"
Tuno: "E depois que se passou?"
Caloiro: "Depois algum de nós mandou uma boca aos gajos e eles vieram a correr atrás de nós..."
Tuno: "Sério? E depois alcançaram-vos?"
Caloiro: "Nós começámos a correr mas eles inda apanharam o Lourenço."
Tuno (visivelmente alarmado): "E depois?! que lhe fizeram? Houve problemas?"
Caloiro: "Não sei... não vi.... continuamos a correr!!"


Adaptado (mas sem deturpar o sentido)

Biovacas - A Homenagem que Faltava

E porque somos todos Erva Daninha a Alastrar, aqui fica mais uma boa canção para as nossas novas/velhas amigas.

domingo, 15 de abril de 2007

(Nós Já Sabíamos,) Elas Existem!


Os meus doentes andam a ser visitados por uma Fada!

sábado, 14 de abril de 2007

Da Abertura da Feira do Livro de Braga

"Quando eu morrer batam em latas,
Rompam aos saltos e aos pinotes-
Façam estalar no ar chicotes
Chamem palhaços e acrobatas.

Que o meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à andaluza:
A um morto nada se recusa,
E eu quero por força ir de burro..."

Mário de Sá-Carneiro - Poemas Completos

terça-feira, 10 de abril de 2007

Erva Daninha a Alastrar!

Só eu sei que sou terra

Terra agreste por lavrar

Silvestre monte maninho

Amora fruto sem tratar


Só eu sei que sou pedra

Sou pedra dura de talhar

Sou joga, pedrada em aro

Calhau sem forma de engastar


A cotação é o que quiserem dar

Não tenho jeito para regatear

Também não sei se a quero aumentar

Porque eu não sei…


Porque não sei se quero polir

Também não sei se me quero limar

Também não sei se quero fugir deste animal

E eu não vou mudar!


Só eu sei que sou erva

Erva daninha a alastrar

Joio, trovisco, ameaça

Das ervas doces de enjoar


Só eu sei que sou barro

Difícil de se moldar

Argila com cimento e saibro

Nem qualquer sabe trabalhar


Em moldes feitos não me sei criar

Em formas feitas podem-se quebrar

Também não sei se me quero formar

Porque eu não sei…



António Variações

sexta-feira, 6 de abril de 2007

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Grandes Frases - LVIII

"O Peixe está Espectacular."

disse, Ela, encerrando definitivamente com a polémica do meu salmão em molho de tangerina estar crú ou no ponto.

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Em que Lhe falo sobre eles...quer dizer, sobre nós...

-Não acho que sejam indigentes... Talvez queiras dizer rebeldes...?
-...?
- Um indigente é uma pessoa que não tem um lugar, que não sabe para onde vai, que não faz nada...
- Pois, somos indigentes...

Das Últimas Semanas

"E decidimos entrar juntos na Primavera..."

domingo, 1 de abril de 2007

Grandes Frases - LVII

"Antes quero gastar dez contos em Garrafões de Vinho, do que deixá-los na Farmácia."

Tio Artur (já dizia o...)

Hino do Solar da Elsa - Versão Rastafari - Todo o Homem é Meu Irmão

A Boca do Ventre de Mã'África tem Asas de Águia,
Tem Asas de Águia mas não Voa, como o Avestruz
O Tronco de Jah verte Seiva
Que à boca do Ventre de Mã'África leva luz.

quarta-feira, 28 de março de 2007

Do Princípio Do Dia

Colher as tuas flores
Arrancar os teu laços
Com os dentes.

Ficarmos sós,
Despidos e contentes.

Perdidos na mesma sede,
Dos beijos lentos
Dos dias quentes.

Nos nossos olhos
- A luz
De todas as madrugadas.

Amanhecer,
E fugirmos de mãos dadas.

quarta-feira, 21 de março de 2007

Do Vinho e da Empatia entre os Utentes e Funcionários do Sistema Nacional de Saúde - XIV

"Se for necessário, poso deixar de beber, mas à refeição, puxa sempre um copito."

segunda-feira, 19 de março de 2007

FINALMENTE PARA TODOS OS PÚBLICOS!!!!

Os médicos e as criancinhas mal podiam esperar!

Fantástico, Didático, Educativo!
O Hino do Solar da Elza, agora em versão clinicamente correcta:

"O orgão reprodutor feminino da progenitora tem apêndices alares,
Tem apêncices alares e não se sustêm no ar,
O orgão reprodutor masculino do progenitor tem expectoração purulenta,
No orgão reprodutor femenino da progenitora verte as mucosidades"