terça-feira, 20 de dezembro de 2005

Do Vinho e da Empatia entre Funcionários e Utentes do Sistema Nacional de Saúde -III

"- Ela agora antes de lhe dar isto, bebia um copinho, só. Pode continuar?
- Um copinho pode.
- E branco ou tinto? Qual é que faz melhor?
- Eu gosto mais do tinto.
- Ela é do branco.
- Então pode beber desse."

Grandes Frases XVIII

"Os que não cantam não podem sequer imaginar o que é a felicidade de cantar."
Gabriel Garcia Marquez

Respostas Pertinentes a Perguntas Irritantes

"Então... He he he, tocas na Tuna?"
"Não. A Tuna toca em mim."

"Ah, pois... E quando é que vocês ensaiam?"
"Todos os dias da semana, á noite, no Piolho. Domingos,
á hora da missa, no Araújo."

Os Nossos Valores XX

"A Vinicultuna não se prende com questíunculas."

"A Vinicultuna considera que o acto de maior coragem passível de ser realizado por um ser humano é parar, depois de comer apenas um amendoim."

"A Vinicultuna acha qualquer quezília inútil, a não ser que esteja envolvida nela."

Soneto do Epitáfio

Lá quando em mim perder a humanidade
Mais um daqueles, que não fazem falta,
Verbi-gratia — o teólogo, o peralta,
Algum duque, ou marquês, ou conde, ou frade:

Não quero funeral comunidade,
Que engrole "sub-venites" em voz alta;
Pingados gatarrões, gente de malta,
Eu também vos dispenso a caridade:

Mas quando ferrugenta enxada idosa
Sepulcro me cavar em ermo outeiro,
Lavre-me este epitáfio mão piedosa:

"Aqui dorme Bocage, o putanheiro;
Passou vida folgada, e milagrosa;
Comeu, bebeu, fodeu sem ter dinheiro".

Vertente não ortodoxa do poeta - igual e pior em http://paginas.terra.com.br/arte/PopBox/bocage.htm

Quantas vezes, Amor, me tens ferido?

Quantas vezes, Amor, me tens ferido?
Quantas vezes, Razão, me tens curado?
Quão fácil de um estado a outro estado
O mortal sem querer é conduzido!

Tal, que em grau venerando, alto e luzido,
Como que até regia a mão do fado,
Onde o Sol, bem de todos, lhe é vedado,
Depois com ferros vis se vê cingido:

Para que o nosso orgulho as asas corte,
Que variedade inclui esta medida,
Este intervalo da existência à morte!

Travam-se gosto, e dor; sossego e lida;
É lei da natureza, é lei da sorte,
Que seja o mal e o bem matiz da vida

Morreu Manuel Barbosa du Bocage á 200 anos

A literatura portuguesa perdeu, então, um dos seus maiores poetas e uma personalidade plural, que, para muitas gerações, incarnou o símbolo da irreverência, da frontalidade, da luta contra o despotismo e de um humanismo integral e paradigmático. Aqui ficam dois sonetos, que a Vinicultuna aprecia.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2005

FRAUDE - A VINICULTUNA É SUSPEITA

A Vinicultuna de Biomédicas-Tinto publica em primeira mão a chave do exame nacional de acesso ao Internato Médico 2006, cuja prova escrita se realiza amanhã.
Aproveitamos para desejar boa-sorte ao Tuno Chiclete.

Cardiologia
DCCAB ABCCE AEDDC BCCDB
Pneumologia
AECAB CDCBA ADEDC BDDCE
Hematologia
BACAE DCDAE CCBAA EADCD
Gastroenterologia
AABBB BACDE DDAEB BABBC
Nefrologia
CCAED BACDA EEABC CCEAD

NOTA – Olhem para o ponto antes de copiarem a chave. Não se esqueçam que há o “Teste Branco” e o “Teste Azul”, sendo que a ordem dos grupos está trocada, mas não a das perguntas dentro de cada grupo.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2005

Férias nas Biomédicas, Regresso ao Recreio da Minha Escola - Jogos e Cantigas da Nossa Infância - V

Um Jogo - a "Meia-hora".

Este era um jogo que na minha escolinha reunia uma legião de adeptos entusiastas, na sua maioria do sexo masculino, até o dia em que foi proibido pelo conselho directivo da escola. A partir dessa data continuou a ser jogado, mas clandestinamente.
Trata-se de um jogo com o intuito de magoar/ser magoado gratuitamente os/pelos colegas e que normalmente era jogado em associação com o famoso jogo do "balamento" por alturas da páscoa, o que rendia, aos vencedores, um saco de doces amêndoas...

Terreno:
Normalmente era o pátio da escola, mas por acordo entre os jogadores podiam defenir-se outros terrenos.

Objectivo:
Apanhar o adversário desprevenido e desferir-lhe um enérgico murro na região dorsal, de preferência no músculo deltoide. Caso se dê o infortúnio de acertarmos num osso do adversário, pode ser traumático para qualquer um dos jogadores, razão pela qual o jogo foi proibido pelas entidades competentes da escola.

Regras:
Jogava-se entre dois jogadores, embora cada jogador possa estar simultaneamente a jogar o número de jogos que desejasse(com outros colegas, entenda-se).
Este era um jogo de carácter contínuo, ou seja, acordava-se a altura do início do jogo e este prolongava-se por vários dias ou até meses até que os jogadores se fartassem ou estivessem maltratados das costas.
O referido murro só poderia ser desferido com a frequência de um por cada meia hora.
Caso os jogadores simulassem que ostentavam um monóculo, levando mimicamente a mão ao olho, o adversário ficaria impossibilitado de dar o soco durante meia hora.
O jogador devia gritar "meia hora" ao mesmo tempo que executava o soco. A partir daí só podia dar novo murro passados 30 minutos.

Nota:Dentro da sala de aula não era obrigatório gritar "meia hora"

Noções Práticas e Movimentos de Especial Beleza Técnica:
A tactica deste jogo era aproximar-se do adversário pela retaguarda equanto este estivesse desprevenido, para que não tenha a posibilidade de fazer o movimento do monóculo e inviabilizar o lance.
As alturas mais indicadas eram enquanto o adversário trocava alegremente uns dedinhos de prosa com os seus amigos. amigos estes que não poderiam avisar da chegada do adversário pela retaguarda, sob pena de perda de estatuto de pessoa honrável.
O movimento do "murro em suspensão" só era bem conseguido pelos jogadores mais experientes e consistia em saltar bem alto e aproveitar a força da gravidade na descida para murrar.
Mais raro ainda era chegar pela frente e falar com o adversário, que distraído, entretanto se esquecera do jogo. e desferir-lhe o soco inesperadamente. Infelizmente era mesmo muito raro.

Uma canção:
Sérgio Pereira
subiu à bananeira
Comeu uma banana podre
morreu de caganeira

terça-feira, 13 de dezembro de 2005

Do Jantar do teu Dia de Anos

Pode um monstro amar?

Entramos lado a lado, e então reparaste pela primeira vez que coxeio.
"É natural. Tenho uma perna mais curta que outra, mas não se nota quando estou deitado. Nem brilha no escuro." Ri-me muito alto, satisfeito com a piada com que pontuei a justificação. E então fomos vistos.
O empregado sentiu-se com o toque e aproximou-se para nos receber. Tossicou.
Dei pelo toque, endireitei a figura ao longo da gravata, e fitei-o com os 2 olhos, que na minha cara ficam à direita do nariz.
Apercebeste-te também do toque, mas desculpaste-me com um beijo na face esquerda onde orelhas e lábios me desfiguram mas juntam sensações. Vale a pena.
"Uma mesa para dois, por favor".

Pode o grosso ter graça?

Há quem pense que quem tem mãos toscas como as minhas é incapaz de pegar num cálice com dois dedos apenas...
Pois que saibam que também toco piano e sou neuróniocirurgião.
Há quem pense que quem pega num cálice usando apenas dois dedos, como se de uma pinça se tratasse, não deixa a marca dos beiços na borda do copo...
Pois nem toco flauta, nem sei encher balões.
O vinho, claro, era do melhor. Dos melhores. Que disso eu sei. Não bebo mas sei. Sei saboerear. Não bebi uma gota. Saboreei-as a todas.
De olhos fechados, levantei o cálice - sustido, não preso - entre polegar e indicador, e, só com o cotovelo apoiado na mesa, aproximei-o dos lábios que, quase sem mexerem sorveram o líquido tinto "sluuuuuuurp!"..., depois centrifugado contra toda a superfície do paladar, e depois "aaaaah!", o cuspiram num jacto de prazer.
Sou capaz de reconhecer qualquer nectar produzido em solo lusitano. Atiro os seus nomes ao ar, e acerto, acerto para admiração de toda a sala.
Sou capaz de o fazer com uma garrafa inteira, e adivinhar todos os vinhos que nela se misturam- E sem beber uma gota.
Ébrio sem beber uma gota. Repleto sem nada comer.
Não escolhi nada. PRefiro assim. Para que só o sabor do vinho se confunda com o teu.

E tu, meu amor?

Uma gracinha, com sempre. As tuas formas continuam-se ao longo do rasto que ondula ao longo do tapete. A lama ficou onde os teus saltos, os teus pezinhos pisaram.
Meu amor, tu não usas os talheres! E nessa entrega quase animal que diriges ao jantar, revelas a sofreguidão das próximas noites passadas.
Promessas refeitas em todas as gotas de vinho que aceitaste dos meus lábios. Todas.
Meu amor, continua a seduzir-me.
E deixa-me sem sangue, tal como fizeste com estas rolhas que a tua sede secou.

E nós, meu amor?
Nós vamos os dois. Agora.
Puseram-nos fora na altura certa.
-Apreciaste a minha postura digna quando insisti em pagar a conta?-
Só no fim da sobremesa se aperceberam que a acha que tirámos da lareira, para nos aquecer os pés, estava a queimar o soalho.
Chamou-lhes a atenção o fshhhhhhhhh! da gota que pingou das tuas coxas sobre a brasa rubra.. Um fsssssshhhhhhhh! de mil chaleiras. De mil gatos escaldados, lançados de imediato na água fria. Um fsssssshhhhhhhhhhhh! de mil demónios.
Puseram-nos fora mesmo quando queríamos.

Do Vinho e da Empatia entre Funcionários e Utentes do Sistema Nacional de Saúde -II

"-Ele outro dia bebeu uma garrafa inteira de Vinho doPorto. Faz Mal?
-...
-Mas era Vinho do Porto..."


"-Porque eu também já estive para ir, mas graças a Deus...
- Ai sim?
- Sim, senhor doutor. Porque eu posso dizer que já fui uma grande borrachona!"

domingo, 11 de dezembro de 2005

Companheiros de VIagem - Do Vinho e da Amizade entre os Povos - VI


"-Ora então os meus amigos como estão?
...
-Ora então os meus amigos nã dizem nada?
...
-Era então os meus amigos nã respondem?
...
-Malcriados!
...
-Eh!Eh!Eh!
...
- 'tô a brincar! Já estão c'os copos nã é? Eh!Eh!Eh!"

Do alegre diálogo com os nativos de Paucartambo, Peru, retratados. Sempre alegres, mas sempre firmes.

sábado, 10 de dezembro de 2005

Novo LINK e Novas Possibilidades

Para quem quiser ter a Vinicultuna no "topo" da lista de e-mails da Inbox do GMAIL, basta adicionar http://ideiaselamentos.blogspot.com/atom.xml ao "Settings > WebClips" :) Podem aproveitar e apagar também os outros todos ;)

Adicionei uma página nos links que achei "interessante" e propositada... Rasganço... http://www.icicom.up.pt/blog/rasganco/

sexta-feira, 9 de dezembro de 2005

Companheiros de Viagem - Sobre o Vinho e a Amizade entre os Povos V

Relatos sobre este mesmo tema, colhidos na primeira pessoa, á pouco menos de um mês, num albergue de Bratislava, numa saudável mesa quadrada com uma chinesa, um finlandês, uma garrafa de porto, um australiano, um garrafão de tinto, um escocês, uma garrafa de vodka e eu, quatro da manhã:

"Panetta niin vitusti!"

"Sittin here half pissed with my new mate's the buisness."

"Mitä vittua?!?"

"I thinki m tanked up nw on port n d fuckin oz guy is tryn 2 get in2 my panz"

"Nazdravie!"

"Vou já cagalhão!"

Grandes Frases XVII

"A cama a mim não me diz nada!"

Aqua Bentis

terça-feira, 6 de dezembro de 2005

U-u-u-u-u-u-Um l-l-l-l-l-l-l-l-li-link

TE-TE-TEMOS UM LINK!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

diariodeuniversitaria.blogspot.com

segunda-feira, 5 de dezembro de 2005

Contemplação

"Que Figura.Ria-se quem entrar.
Durmo.Olho Aberto, Olho Fechado.
Boca Aberta a pingar.
À tua espera na esquina do sono.
De que lado chegarás?"

sábado, 3 de dezembro de 2005

Natal

A bebedeira em família vem aí. É o pai, o tio, o avô, a mãe, a tia, a avó quem te enfia um copo na mão, desculpando-se com o Natal. Não querem beber sozinhos.
É tempo de sorrir de lado, de dentes forçados para fora, agradecendo prendas que esperamos nunca mais lhes pôr a vista em cima, com alguns envelopes à mistura... papel para a troca por cerveja e vinho!
É tempo de estragar toda e qualquer esperança de uma boa digestão, de aceitar sorrisos de quem nos dá a volta ao estômago, talvez uma boa altura para lhes dar um pontapé no estômago, numa época de perdão. "Oh! Desculpa! Foi um movimento involuntário!..."
Mas é, acima de tudo, uma boa altura para um grande abraço entre amigos, comprimido num só. Espero que ninguém se aproveite de um momento sério como este para o apalpão de circunstância, a não ser que seja do sexo feminino... Mas terei que retribuir!
Abraços Natalícios, cobertos de espuma de cerveja, em colarinhos tingidos de vinho!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2005

Os Nossos Valores - XIX

"De Santo a Vinicultuna só tem o dom da ubiquidade, o vinho das bodas de Canaã, as Chaves de São Pedro, e outros truques, habilidades e objectos que eventualmente possam dar jeito"

Do Fim da Noite - V

A noite de ontem ainda não acabou.
Mas não está aqui o Sérgio para dizer "Vocês Não Estão a Ver... Esta Noite... só vai acabar... lá para as 5 da tarde...". E já são quase nove da noite e eu ainda aqui estou.
Foi o computador E o computador E o computador
Lupus Febre Lupus Febre
E Preguiça. Muita Preguiça.
Não a fosse e o Lupus e a Febre já eram.
Mas a Preguiça...
E de repente a luz entra, no que a preguiça sai para dar lugar a trapalhice.
E onde entra a trapalhice só pode sair merda. Um trabalho interessante, uma apresentação de merda. O que vale é que o chefe não vai estar.
E por isso relaxo. Relaxo...
...Sai merda. Vou Já Cagalhão Pchhhhhhhhh!!!!!!!!!! Sairam bem formadinhos. Também saiu sangue. Mas só no papel. Hemorródias. Não mata mas arde. E não dá prestígio.
Também saiu uma ambulância e assustou-me. O telemóvel também me assustou, quando chegou a hora de despertar. 8h20.
Há 50 minutos tocaram os sinos de Creixomil. É muito bom acordar com aquele som a aldeia.
Excepto quando já se está acordado e se quer ir dormir.
Tmabém se ouvem os camiões do lixo. A noite toda. A recolha é em frente à igreja, ao lado de minha casa.
Tempo para um longo banho.
E ir para a rua.
Para o trabalho.
Até agora.
Mas há sempre razões para sorrir.
Quando mesmo mesmo no fim da noite de ontem, se encontra o dia de amanhã.
Tão lindo.